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Quadribol e suas influências

Nada como uma boa e velha partida de quadribol para animar os bruxos, certo? O esporte mágico mais popular da Grã-Bretanha oferece aos seus fãs uma gama satisfatória de times, e ainda que não pratiquem o esporte, a maioria dos ingleses conhece bem as táticas e as jogadas mais populares.

Na coluna de hoje, Bruno Barros nos fala um pouquinho mais sobre esse esporte tão – com o perdão do trocadilho – mágico. Leia e deixe seu comentário!

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Por Bruno Barros

Em todo filme colegial, temos adolescentes que vivem a flor da pele seus dramas da idade. Os roteiristas destes filmes impõem atividades extra-curriculares para que estes jovens possam liberar a quantidade excessiva de hormônios produzidos por seus corpos. Nos ensinos de escolas americanas, meninas anseiam por serem líderes da torcida do time de futebol ou basquete, das quais os meninos fazem parte. É comum que a líder das líderes de torcida até namorem com o capitão do time, explicitando as relações de poder entre um grupo e outro. É claro que não classificamos Harry Potter como “mais um filme colegial”, e podemos encontrar um tipo diferente de esporte, um tanto mágico: o Quadribol!

Com 14 jogadores em campo, eles voam por cima de um campo oval, cada um com sua missão, seja ela de fazer pontos ou impedir o time adversário de marcar pontos, no quadribol, meninos e meninas disputam pela vitória como se fossem um. Um time. Onde o que conta é a habilidade para fazer seu time ganhar. Já em sua primeira aula de voo, Harry descobre a sua habilidade sobre uma vassoura, e ainda mais, a de pegar pequenos objetos em alta velocidade no ar e não sofrer uma queda. Parece uma habilidade um tanto quanto específica e peculiar, mas que rendeu ao jovem Harry o título de mais jovem apanhador do século, segundo a Profª McGonagall, transformando-o, mais ainda, em uma celebridade.

Não existia uma pessoa em Hogwarts que não conhecesse o jovem Harry, agora por seu feito no Quadribol, pois primeiranistas não podiam fazer parte da equipe, e sua mais nova vassoura de corrida. Harry é o centro das atenções, e mais ainda, se isso é possível, quando agarra seu primeiro pomo de uma forma irreverente. E nojenta.

Tempos mais tarde, somos apresentados à Copa Mundial de Quadribol, e entendemos a paixão dos bruxos por este esporte, a qual se assemelha à paixão dos trouxas pelo futebol. As relações de poder são explícitas quando os leprechauns da Irlanda entram em cena atirando galeões para o povo e as veelas da Bulgária encantando com sua dança, tanto aos fãs quanto aos jogadores do time oposto. Junto com a seleção da Bulgária o encontramos, Vitor Krum, o queridinho melhor apanhador do mundo, que, poderosamente, é um dos escolhidos para o Torneio Tribuxo, realçando ainda mais a sua fama e poder, e como se não bastasse, envolve-se afetivamente com a menina mais inteligente da escola anfitriã.

Não sou amante do quadribol e nem do futebol, mas não posso negar que esses “caras” – e moças – que praticam estes esportes estão nadando em glória, desde que ganhem, e são incentivados a representarem um grupo para, quem sabe, liberar a tensão, que se assemelha àquela lá de cima dos adolescentes, acumulada durante o dia a dia. Impressiona-me como os esportes cativam tanto, e é claro que J. K. Rowling não iria deixar de criar o dela, para completar seu mundo mágico. Seria o Neymar a inspiração para Jô habilitar o Harry no quadribol?

Bruno Barros jogava como apanhador no time da Sonserina.