As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças ︎◆ Parte 2

Tradução da edição especial da Entertainment Weekly

Há algumas semanas noticiamos aqui no Ish que a revista especializada em cinema Entertainment Weekley publicaria uma edição especial comemorativa de Harry Potter. Mais uma vez, a matéria fala sobre o fim de Harry Potter – que nunca acontecerá.

“‘Digo por mim mesmo que nunca me preocupei com isso’, diz Daniel Radcliffe. ‘Qualquer um que tenha visto o meu pai diria que eu não ficaria tão alto. Acho que todos terminamos muito bem, na verdade.’
E como terminaram. Em 15 de Julho, quando Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 estrear, um risco cinematográfico extraordinário terminará. E enquanto duvidamos dos poderes videntes da Professora Sibila Trelawney, antecipamos que o final será feliz e lucrativo para aquela que já é a maior franquia da História de Hollywood.”


Todo o conteúdo da edição pode ser visto em nossa Galeria, a partir deste link e sua tradução lida em notícia completa.

Faltam apenas oito dias para Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2!

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2
Radcliffe impressiona fãs

Entertainment Weekly
06 de julho de 2011
Tradução: Antonio Kleber, Bruna Thalenberg, Pedro Maia, Raquel Silva, Jenifer Cestari e Juliana Torres

Tanto tempo, Harry.

Quando o roteirista Steve Kloves se encarregou de adaptar o primeiro livro de Harry Potter a escritora J. K. Rowling estava um pouco descrente. ‘Eu estava realmente pronta para odiar esse Steve Kloves, pra falar a verdade – esse seria o homem a massacrar meu filhote.’ contou Rowling à EW. ‘Na primeira vez que nos encontramos ele me disse: ‘Você sabe qual é o meu personagem favorito? E eu pensei ‘Você vai dizer que é o Rony, eu sei que você vai dizer que é o Rony’, mas ele disse Hermione, então eu meio que me derreti.’

Nós também. Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou nos cinemas em novembro de 2001 e correspondeu a mais ou menos todas as expectativas artísticas e comerciais. Chegando dois meses depois do 11 de Setembro, a jornada de amadurecimento atemporal de Harry, rica em temas como lealdade, coragem e bem contra o mal, assumiu ainda mais profundamente o subtexto em ressonância com o público americano. Em sua maioria, além disso, é claro, foi o início de uma ótima narrativa, produzida pela reverente e inspiradora imaginação e talento, e feita justiça a uma série de produtores de cinema talentosos em oito filmes. Milagrosamente não há nem uma ovelha negra no rebanho. (Também milagrosamente o elenco original permanece intacto, e nem mesmo um deles deu uma de Lindsay Lohan). A revista que você tem em mãos é a 16ª capa de Harry Potter na EW, uma celebração de filmes, atores, diretores, e todas as forças criativas por trás de uma das maiores franquias na História de Hollywood. O último filme de Potter (lenços nas mãos, pessoal) estréia em 15 de Julho. Será essa, entretanto a última capa de Potter? Espero que não – pelo menos pelo fato de que Harry tem ainda que estampar mais uma delas de forma a ultrapassar Julia Roberts. Vamos lá, Harry!

Era uma vez em que fora fácil ser cínico acerca da série Harry Potter. Quando Harry Potter e a Pedra Filosofal estava em produção no passado ano 2000, havia aqueles em Hollywood que viam a adaptação dos romances de J. K. Rowling pela Warner Brothers como ‘dinheiro fácil’ – como se produzir um arrasa-quarteirão a partir de um fenômeno literário juvenil fosse um truque de mágica. E houve aqueles que acreditavam que contar uma história épica avulsa dividida em sete partes durante a alçada de dez anos estava condenada ao fracasso por uma série de razões: os fãs necessariamente perderiam sua paixão. Diretores de qualidade – cautelosos por calçarem os sapatos dos anteriores – seriam difíceis de se conseguir. E se os adoráveis pequeninos britânicos em cujos ombros delicados pesavam todas as apostas não desmoronassem completamente pela pressão de se tornarem super estrelas da noite para o dia, certamente a puberdade os transformaria em baderneiros constrangedores. ‘Digo por mim mesmo que nunca me preocupei com isso’, diz Daniel Radcliffe. ‘Qualquer um que tenha visto o meu pai diria que eu não ficaria tão alto. Acho que todos terminamos muito bem, na verdade.’

E como terminaram. Em 15 de Julho, quando Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 estrear, um risco cinematográfico extraordinário terminará. E enquanto duvidamos dos poderes videntes da Professora Sibila Trelawney, antecipamos que o final será feliz e lucrativo para aquela que já é a maior franquia da História de Hollywood. A bilheteria nos Estados Unidos: mais de 2 bilhões de dólares. O interesse do público nunca declinou. Na verdade, os números de Potter cresceram de uma maneira renovada no despertar do terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, de 2004, uma mostra criativa excitante para o diretor Alfonso Cuarón. E graças ao ambiente protetor e propício criado pelo produtor David Heyman nos Estúdios Leavesden, antigamente um galpão deteriorado que servira como fábrica de aviões, bem próximo de Londres, que é tão vasto e destacado como a própria Hogwarts, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint não apenas sobreviveram à franquia, mas amadureceram. Assistir as três estrelas crescerem tornou-se outro bônus da experiência de entretenimento que é Harry Potter. A não ser que você fosse um Comensal da Morte, era impossível não se animar. ‘Pra mim é incrível como o crescimento das crianças se tornou a história definidora desses filmes’ diz Steve Kloves, roteirista de todos os filmes com exceção de um. ‘Não estaríamos aqui sem Dan, Rupert e Emma.’ Verdade. Mas a história de sucesso de Harry Potter é cheia de heróis. Há os homens de ternos da Warner Bros., (que como a Entertainment Weekly é uma divisão da Time Warner) que permitiram à David Heyman e Cia uma imensa liberdade criativa e praticamente todo o ouro do Banco de Gringotes. Há também Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes que escolheu as crianças e contratou Stuart Craig para visionar e construir o mundo mágico rico e detalhado de Harry Potter.

Há os sucessores de Columbus na cadeira de diretor, que mantiveram os filmes de maneira relevante para a cultura e trouxeram interpretações mais arrojadas para a narrativa da série. E, por falar nisso, o Time Potter não gosta do termo ‘série’. ‘Rejeito o rótulo de franquia. É a palavra errada para essa coleção de filmes.’ diz Kloves ‘Jo nos deus um conto em processo, uma série de histórias que forma uma história maior. Nunca tivemos que inventar algo ridículo – como Harry enfrentando nazistas na lua ou algo assim – só pra que fosse feita uma sequência.’

Mas talvez o ato mais heróico de todos foi se manter fiel à visão de Rowling. ‘Pense nisso.’ diz Columbus ‘se eles tivessem escolhido atores americanos ou colocado líderes de torcida em Hogwarts – e todas essas ideias absurdas estavam na mesa e sendo discutidas naquele momento – Harry Potter teria sido um filme apenas, não uma série, porque ela teria morrido’. Provas posteriores do quão extraordinariamente única é a série: o cemitério de adaptações pós-Potter que tentaram (e falharam) duplicar o seu sucesso. Desventuras em série. Eragon. A lenda dos guardiões. A cidade âmbar. ‘Isso se resume a uma coisa muito simples: sete livros brilhantemente bem escritos’, diz Columbus. ‘Jo escreveu algo que nunca precisou ser reparado para que fosse feito um filme, apenas interpretado. Com todo o respeito aos devidos escritores, os livros deles simplesmente não são bons o suficiente.’

O fenômeno Harry Potter não vai desaparatar quando o filme estrear nos cinemas. O menino bruxo de Jo Rowling se tornou tão arraigado ao firmamento pop global quanto Luke Skywalker, Batman e Mickey Mouse. Brinquedos, DVDs, um parque temático de um ano de idade em Orlando, o ambicioso novo webiste Pottermore, desenvolvido pela própria Rowling, e sim, os livros manterão a marca viva por gerações. Quanto ao jovem cujo rosto juvenil estará sempre ligado a essa empreitada icônica, não há nada além de gratidão. ‘Harry Potter me deu tudo’, diz Radcliffe ‘e suspeito que me trará muito mais nos anos que virão. Eu sempre serei grato a ele. ‘

Estamos vendo o último Harry Potter nas salas de projeção? Alguns potterófilos sonham com histórias futuras sugeridas no epílogo de Harry Potter e as Relíquias da Morte, uma série que – ALERTA DE SPOILER – poderia ser intitulada Harry Potter: a próxima geração. Mas os administradores de Potter no cinema estão bem certos de que o oitavo será o último. ‘Sei que não gostaria de fazer Harry Potter vai para a escola de negócios’, diz Heyman, ‘A não ser que Jo o escreva. ‘
Na verdade, depois de produzir bilhões de dólares em receita, Harry Potter poderia provavelmente ensinar numa escola de negócios.

O novo Potter-projeto de J. K. Rowling

O furo do Pottermore, o novo website interativo prestes-a-ser-lançado da escritora.

Em 23 de junho, com o tipo de pompa e circunstância que se adequaria à Copa Mundial de Quadribol, a autora J. K. Rowling revelou o Pottermore.com, um suplemento online vasto e interativo relacionado à sua épica série de sete livros.
O site adicionará vida fresca à saga, com ferramentas exclusivas à web e mais de 18.000 novas palavras de material novo ou nunca publicado escrito pela própria J. K. Rowling sobre os personagens, lugares e objetos do mundo Potter. Os extras incluem um Tratado sobre a diferença entre as madeiras para varinhas, a história passada de Minerva McGonagall, e um questionário extenso criado pela autora para selecionar cada leitor dentro das quatro casas de Hogwarts em um estilo à lá Chapéu Seletor. Pottermore será lançado em outubro com material bônus para Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas uma prévia será disponibilizada para um milhão de sortudos vencedores de uma caçada de varredura on-line que se inicia em 31 de Julho – aniversário de Harry (detalhes do concurso ainda por vir). Embora o site por si mesmo seja gratuito, Pottermore será ainda o local exclusivo para adquirir versões eletrônicas dos romances de Rowling – que finalmente estarão disponíveis no início de outubro (para diversos aparelhos), com royalties divididos entre a Scholastic (nota do tradutor: a editora dos livros nos Estados Unidos, sendo Arthur Levine o seu agente literário) e as editoras de Harry Potter pelo mundo afora. Enquanto a franquia nos cinemas está terminando, Rowling parece comprometida a manter a centelha mágica de Harry brilhando por um bom e longo tempo.

Lançando o feitiço

O elenco e produtores compartilham uma década de memórias válidas dos sets de filmagem.

‘Lixo’. Foi essa a primeira reação do produtor David Heyman ao título de tomar o fôlego de tão longo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, um livro infantil de uma escritora desconhecida de 32 anos chamada J. K. Rowling que aterrissou à sua mesa em 1997. Por sorte dos trouxas ao redor do mundo, Heyman foi rapidamente enfeitiçado pela história e levou o projeto à Warner Bros, onde – sob o título americanizado do primeiro Harry Potter (nota do tradutor: lembrando que o primeiro volume da saga nos Estados Unidos se chama algo como ‘A Pedra do Feiticeiro’, a partir de ‘The Sorcerer’s Stone’, e não ‘A Pedra Filosofal’, na Inglaterra, a partir de ‘The Philosopher’s Stone’. Os editores americanos de Rowling achavam que mudando o título para o que permanece até hoje, o livro teria maior verve comercial) – se tornou o primeiro capítulo da mais lucrativa franquia cinematográfica de todos os tempos. E tudo começou com um almoço fatídico…

Parte 1: O Começo

David Heyman, Produtor: Eu conheci Jo (Rowling) no dia posterior a uma grande festa de lançamento. Estava claro que ela havia se divertido um pouco demais e, portanto se sentindo ‘alegre’ depois de uns bons drinks. Ela empurrava comida para dentro do prato e não lamentava nem um pouco por comer mais do que devia. Lembro de uma mulher muito centrada, muito cordial, e muito mais jovem do que eu imaginei. Ela estava ansiosamente feliz por eu estar tornando Harry Potter um filme.

Com blockbusters infantis como ‘Esqueceram de Mim’ e ‘Uma babá quase perfeita’ em seu currículo, Chris Columbus estava na pequena lista de potenciais diretores para o filme. Mas ele não era o único diretor ‘Classe A’ encantado com a série.

Chris Columbus, Diretor dos dois primeiros filmes: Quando eu finalmente comecei a ler os livros, Steven Spielberg estava propenso a dirigir o filme. Quando ele decidiu não fazê-lo eu liguei para o meu agente e disse que adoraria dirigi-lo. Ela respondeu: ‘Sim, você e mais 45 outros diretores. ‘

Heyman: Jo e eu admirávamos Terry Gilliam, mas ele teria feito o estúdio um local um pouco menos confortável. Eles queriam alguém que não fosse uma dúvida ou risco. Chris é simplesmente um diretor fantástico em filmes para a família.

Em julho de 1999, os três primeiros livros de Harry Potter já haviam conquistado milhões de fãs mundo afora. A difícil tarefa de adaptar o primeiro livro em filme foi para o roteirista Steve Kloves, que fora aprovado por Rowling para fazê-lo e que continuaria esse trabalho escrevendo sete dos oito filmes da saga.

Steve Kloves, roteirista: Eu estava escrevendo a história sem saber o fim. Jo me indicaria a direção em algumas decisões ou me daria dicas para que me mantivesse no caminho certo.
Os cineastas se depararam, então, com um trabalho do tamanho de Hagrid de selecionar as crianças que trariam Harry e seus companheiros a vida. Daniel Radcliffe e Rupert Grint, ambos com 11 anos, e Emma Watson, 10, tornaram-se alvo de inveja de todos os atores mirins quando foram selecionados para interpretar Harry, Rony e Hermione.
Jeff Robinov, presidente da Warner Bros: Chris Columbus deve ser creditado – ele escalou aquelas crianças.
Columbus: Nós recebemos milhares e milhares de fitas de vídeo de crianças de todo o país. Eu recebi esse DVD de Daniel Radcliffe em David Copperfield [o filme de 1999 da BBC]. Havia algo nele que implantou na minha cabeça: Essa é a criança que deveria ser Harry Potter.

Daniel Radcliffe, Harry Potter: Quando eles entraram em contato pela primeira vez, disseram a meus pais que quem conseguisse o papel, seria contratado para seis filmes – que seriam filmados em Los Angeles [A produção se mudou mais tarde para o Reino Unido]. Meus pais sentiram que aquilo seria uma quebra muito grande para a minha vida. Meses depois meu pai e eu fomos ver a peça Pedras nos Bolsos. E eu percebi que estava sendo encarado por um cara sentado a algumas fileiras de distância. Foi… esquisito. Então, durante o intervalo ele veio e apresentou-se. Era David Heyman. Eles ainda não tinham escalado Harry. E deste ponto, começamos a conversar.

Columbus: Havia algumas pessoas que não achavam que Dan era perfeito para o papel. Nós tivemos comitês – um total de 30 pessoas, entre nós e o estúdio – que assistiram aos testes. Quando Jo viu Dan, ela disse, “Foi assim que eu sempre imaginei que Harry seria.”

Rupert Grint, Rony Weasley: Quando eu li os livros, eu sempre dizia, “Se eles fizessem o filme, eu poderia ser Ron”.
Columbus: Quando Rupert entrou na sala, todos nós pensamos, “Bem, aí está Rony”. Ele tinha aquela qualidade Weasley. E Emma era apenas essa menina precoce, brilhante, de dez anos. Ela era Hermione. Se nós tivemos a visão e o pressentimento que eles iriam crescer nestes incríveis atores e estrelas? Não. Isso foi apenas pura sorte.

Tom Felton, Draco Malfoy: Na primeira audição, eles nos enfileiraram e perguntaram que pedaço dos livros nós estávamos ansiosos para ver no filme. Eu não tinha lido o livro, então eu disse a mesma coisa que o garoto perto de mim – O que Chris Columbus percebeu em uma piscada. Eu acho que minha capacidade de mentir foi metade da razão que Draco foi oferecido a mim.

Matthew Lewis, Neville Longbottom: Na minha audição, me deram uma senha que dizia que eu era o 743° na fila. Nós esperamos por quatro horas e meia. Minha mãe falava “Podemos ir agora? Eu vou te comprar McDonald’s se você quiser ir”. Eu era tão fã dos livros que disse que não iria embora.
Heyman: Richard Harris primeiro nos disse ‘não’ quando pedimos para ele fazer o papel de Dumbledore. Mas quando sua neta lhe disse que ela nunca mais iria falar com ele se ele não aceitasse o papel, foi uma escolha muito fácil de fazer.

Robbie Coltrane, Hagrid: Estava nos jornais antes de eu ficar sabendo alguma coisa sobre isso. Meu filho e seus amigos disseram, “J.K. Rowling disse que você fará o papel de Hagrid.”
As filmagens de Harry Potter e a Pedra Filosofal começaram em Outubro de 2000 nos Estúdios Leavesden, na Inglaterra, uma fábrica de aeronaves da Segunda Guerra Mundial convertida, que seriam casa dos sets de Hogwarts, d’A Toca e a Cabana do Hagrid durante a década seguinte.

Ian Hart, Professor Quirrell: Normalmente no set de filmagem quando você abre uma porta, atrás dela há uns metais e talvez uns tubos. Mas eles construíram os sets de Potter para que, quando você abrisse a porta de uma sala, você desse em outra. Em dias que eu não tinha algo para filmar, eu apenas andava por aí e descobria novas salas.

Julie Walters, Sra. Weasley: A máquina de tricô que se costurava sozinha era realmente uma máquina de tricô que costurava sozinha. Muitas coisas que as pessoas acharam que era algum tipo de truque de câmera realmente funcionavam.

Emma Watson, Hermione Granger: Uma das coisas mais difíceis de trabalhar em Leavesden é que as pessoas sempre precisavam saber onde você estava. Especialmente quando eu era menor, isso me deixava maluca. Então eu costumava me esconder dos assistentes de direção, que recebiam a tarefa de saber onde eu estava todo o tempo, o dia todo. Havia um pomar, de macieiras, em um pedaço do terreno. Eu ia lá caminhar. Aqueles pobres ADs! Eles deviam ter um ataque de nervos cada vez que eu sumia.

Entre seus desafios – capturar os fãs exigentes, sonhadores de Rowling, organizar um elenco de centenas – o maior de todos para Columbus pode ter sido treinar suas jovens, inexperientes estrelas.

Columbus: Nos termos de conseguir o que as performances exigiam deles, era a Escola de Atuação Chris Columbus, que eu ainda não abri.

Radcliffe: Eu não acho que o que eu fiz nos dois primeiros filmes poderia ser chamado de atuação.

Grint: Nos primeiros filmes, eu não acho que eu levava aquilo muito a sério, para ser sincero. Eu apenas lia minhas falas e me divertia, realmente.

Hart: Crianças com aquela idade podem trabalhar apenas, vamos dizer, 40 minutos por vez. Então você filma todo o pedaço deles, e então eles viram a câmera para você e você tem apenas uma tomada. É quase como você estivesse fazendo teatro.

Alan Rickman, Severo Snape: Eu chegava ao set com todo o figurino, com a peruca preta, e as lentes pretas. Eu sabia muito bem que eles se sentiam intimidados pela minha Snape-essão – então levou algum tempo para eles saberem que havia alguém por baixo de tudo aquilo.

Lançado dia 16 de Novembro de 2001, Harry Potter e a Pedra Filosofal quebrou recordes de venda, arrecadando mais de U$974 milhões no mundo. O segundo capítulo da série, Harry Potter e a Câmara Secreta, começou a ser produzido dias depois. Apesar de ter sido quase em sequência, Columbus e outros perceberam o crescimento de seus atores mirins – tanto fisicamente quanto profissionalmente.

Rickman: Eu filmava por oito semanas, e então oito meses se passariam e eu voltaria e eles estariam trinta centímetros mais altos. E sabe Deus o que teria se passado em suas vidas durante aquele período! [Risos]

Walters: Um dia Chris Columbus disse que ele tinha acabado de sair da sala de figurino, e ele viu o Rupert entrar embaixo da capa de invisibilidade falando agudo e saiu falando mais grosso!

Grint: Eu vi recentemente meu teste de novo, quando eles colocaram aquela filmagem no DVD. Eu não consigo acreditar o quanto mudei. Minha voz! Tão jovem.

Columbus: Você vai perceber que os primeiros filmes eram cheios de cortes. Nós não ficávamos com os atores por muito tempo. Não podíamos!

Kenneth Branagh, Gilderoy Lockhart: No meio de Câmara Secreta, eu fui interpretar Richard III, de Shakespeare, no teatro. Então, três ou quatro meses adiantado, eu estava aprendendo minhas falas no meu tempo livre. Dan aparecia e dizia, “Posso testar você sobre elas?”. Era uma visão e tanto: um pequeno, entusiasmado, Dan Radcliffe testando o corcunda, bufante Kenneth Branagh fazendo Richard III enquanto esperávamos a próxima partida de Quadribol ficar pronta.

Jason Isaacs, Lúcio Malfoy: Quando eu cheguei para o segundo filme, as crianças eram mais do que meus equivalentes. Eu lembro no meu primeiro dia de improvisar uma fala para Daniel: “Vamos esperar que Sr. Potter sempre esteja por perto para salvar o dia.” Ele deu um passo à frente, me encarou e disse, “Não se preocupe, eu estarei”. Isso me deu arrepios.

Parte II: Potter encontra sua voz

Em 2002, o mundo estava debaixo do feitiço de Harry. Câmara Secreta arrecadou U$878 milhões, arrombadores-de-Gringotes, enquanto os quatro primeiros livros de Rowling tomaram residência no topo dos livros mais vendidos. Mas Columbus surpreendeu os fãs ao deixar o posto de diretos, e Alfonso Cuarón, mais conhecido pelo sexualmente gráfico Y Tu Mamá También, de 2001, chegou para fazer Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Debaixo da orientação do cineasta mexicano, a série se tornou mais sombria, mais complexa e mais forte (mesmo com o elenco mantendo seu senso de humor.)

Columbus: Depois de filmar dois filmes de 160 dias seguidos, começou a ser difícil para mim até escovar os dentes pela manhã.

Heyman: Alfonso ajudou a nos mostrar como contar a história do ponto de vista de Harry, como deixar de lado as coisas que não tinham a ver com Harry para achar uma estrutura cinematográfica. Ele reorientou os filmes de um jeito que nos permitiu continuá-los por anos a seguir.

Watson: Nos primeiros dois filmes, eu era muito infantil, e tive minha mão segurada durante os filmes. Mas Alfonso não nos mimava muito. Ele esperava muito mais. Pela primeira vez, eu senti, “Oh! Sou uma atriz. Tenho um trabalho!”.

Radcliffe: Quando eu trabalhei com Gary Oldman no terceiro filme, eu comecei a ver o que era possível com atuação, e como era importante não ter medo e ser imponente. Porque foi isso que vi em Gary.

David Thewlis, Remo Lupin: Na cena da Casa dos Gritos, que é um duelo – do tipo cães de aluguel de varinha com Alan Rickman, Gary Oldman, Timothy Spall e eu, foi difícil para nós não rir, porque estávamos basicamente ameaçando uns aos outros com uma agulha de crochê. Obviamente você está sabendo que vai parecer fantástico quando eles colocarem os raios saindo dela, mas você se sente meio bobo.
O terceiro filme também marcou a primeira aparição de Michael Gambon como Dumbledore. Richard Harris, que inicialmente fazia o papel, morreu de câncer linfático em 2002 aos 72 anos.

Kloves: Durante a última semana de vida do Richard Harris, ele estava sendo levado de um hotel para o hospital. E ele gritou para as pessoas comendo no restaurante: “Foi a comida!” [Risos]. Ele foi forte assim no final.

Heyman: A passagem de Richard Harris foi um momento chave no começo da série. Alfonso procurou longe e muito para achar alguém para substituir o insubstituível Richard Harris, e ele escolheu Michael Gambon. O que eu amei Michael ter feito, bem no começo, foi fazer uma performance que serviu de tributo a Richard, ao adicionar uma pitada de sotaque irlandês em suas falas, mas ao mesmo tempo, tornou Dumbledore seu.

Um filme de Potter se provou suficiente para Cuarón. (“Eu nãoquero ter nada a ver com cinematografia por um bom tempo”, disse o diretor exausto a EW em 2004). Ele foi substituído para Harry Potter e o Cálice de Fogo, de 2005, pelo cineasta britânico Mike Newell (Quatro Casamentos e um Funeral).

Mike Newell, diretor: Warner Bros. me perguntou como o filme seria, e eu disse, “Um thriller de conspiração, como Os Três Dias do Condor”. Não era mais uma história fofa para criancinhas. O perigo tinha sido meio cômico até aquele ponto, mas agora seria letal.

Lewis: Mesmo na tomada 14 ou 15, Mike diria, “Coloque-se nisso, você não está fazendo direito”, e era um chute bem no seu traseiro. Eu amava isso.

Heyman: Mike foi nosso primeiro diretor britânico. Uma das coisas que eu realmente gosto do quarto filme é que você realmente tem o sentimento de estar em uma escola britânica, que é o que Hogwarts era.
David Yates, diretor dos últimos quatro filmes: Eu fui visitar o set para ter uma noção de com o que eu estaria lidando [com a Ordem da Fênix]. Mike Newell tinha uma equipe filmando em um canto de Leavesden e outra filmando em outro – eu me lembro de ficar com as mãos suadas ao assistir.

Durante as filmagens, J.K. Rowling liberou alguns segredos sobre o fim da saga. Os lançamentos dos novos livros – todos best-sellers globais – significavam que o elenco muitas vezes sabia sobre o destino de suas personagens junto com o resto do mundo.

Newell: Eu perguntei à Rowling sobre o fim. Ela ainda não estava pronta pra dizer – nem mesmo para sua filha, que tinha uns 7 ou 8 anos de idade na época. A filha dela veio até a sala durante uma das reuniões e disse: “Vai ser aquele, não vai, Mamãe?”. E Rowling disse, “Eu já te falei que não posso te contar essas coisas, e eu não quero que você pergunte novamente”.

Rickman: Eu tive uma conversa com Jo Rowling onde ela me deu uma pequena dica sobre Snape – que eu jurei que nunca, jamais iria contar pra mais ninguém. Ela obviamente sabia aonde [a história] ia chegar.
Enquanto isso, a Pottermania estava atingindo temperaturas altíssimas – e mudando as vidas das estrelas dos filmes para sempre.

Newell: Nessa altura, Dan, Rupert e Emma estavam vivendo uma vida estranha e distorcida. Eles não foram crianças normais. Eles tiveram uma camada de maturidade ao seu redor. Eles tinham que aprender suas falas, chegar na hora, ficar longe de birras. Tinham que ser bons, sólidos, confiáveis, crianças normais e ao mesmo tempo, estrelas mundiais.

A franquia se tornou uma vitrine para muitos dos melhores atores Britânicos, incluindo Emma Thompson como Professora Trelawney e Ralph Fiennes como Lorde Voldemort.

Coltrane – Ninguém pensava, “Ah, é só um filme pra crianças”. Todo mundo tratava aquilo com a seriedade digna de Ibsen [nota: dramaturgo norueguês, precursor do teatro realista moderno].
Isaacs: Se você olhar a lista das pessoas que vão trabalhar naquele dia, vai ver Maggie Smith, Michael Gambon, Alan

Rickman, Imelda Stauton… Você sabe que tem que dar o melhor de si. Todo mundo, numa maneira relativamente britânica, estava tentando atuar melhor do que os outros. Havia um ambiente bastante saudável de competição acontecendo.

Helen McCrory, Narcisa Malfoy: No instante em que há um momento de silêncio, todos nós começamos a exagerar nas nossas atuações pra tentar compensar todas as nossas subtramas que foram cortadas. [Risos]

Helena Bonham Carter, Belatriz Lestrange: Você sabe, tem um montão de atores britânicos de qualidade que ficaram com um complexo porque não fizeram Harry Potter. Eles nunca foram chamados.

Felton: Quando criança, você não sabe quem são essas pessoas com quem você está trabalhando. Alan Rickman era, na verdade, um dos poucos que me deixavam nervoso, porque eu era um grande fã de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões. Demorou uns cinco anos pra conseguir manter uma conversa com ele.

O livro final, Harry Potter e as Relíquias da Morte, atingiu recordes de publicação em 2007 quando vendeu 8.3 milhões de cópias no primeiro dia nas lojas. Aquele ano também marcou o lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, com Newell entregando sua varinha de diretor para David Yates, um diretor bastante desconhecido que ficou na série até o final.

Isaacs: Eu não sei o que David Yates come no café da manhã, mas eu quero um pedaço. Em todas as cenas, ele aparece literalmente pulando, eu não estou exagerando. Então ele faz um movimento como Tigger e fala com você.

Bonham Carter:Eu chamo ele de Saltitante.

Quando Enigma do Príncipe conjurou 934 milhões no mundo todo, Potter tomou o posto de franquia mais lucrativa na história de James Bond. O filme também teve alguns dos momentos mais memoráveis da série, inclusive o primeiro beijo de Harry e Gina Weasley.

Bonnie Right, Gina Weasley: Foi um pouco estranho. É difícil beijar alguém que você conhece há tanto tempo, e pra completar, na frente de todo o elenco e equipe. Mas, você sabe, é uma cena que muita gente estava esperando, e nós dois somos atores. Eu acho que correu tudo bem!

… a morte de Dumbledore…

Evanna Lynch, Luna Lovegood: Foi uma cena noturna, e essas podem ser bem divertidas de filmar, porque você fica acordado até tarde. Todo mundo estava “não triste”. David Yates estava ficando bastante agitado. Ele teve que nos lembrar: “Dumbledore está morrendo!”. Eu acho que eles tiveram que colocar lágrimas de computação gráfica. Eu lembro de ver aquela cena no cinema e pensar: “Eu não chorei de verdade!”

…e a queimada da cabana de Hagrid pelas mãos da malvada Belatriz Lestrange.

Bonham Carter:O poder que eu senti! Geralmente você se sente como um idiota balançando a varinha por aí. Eu achava bem engraçado que antes de sair do set, você era procurado por um homem para tomar de volta a sua varinha, como se ela funcionasse mesmo. Tipo, ninguém falou pra ele que é só uma vareta?

PARTE 3 – As Aventuras Finais de Harry

Quando Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 lançar em 15 de Julho, vai representar o fim de uma aventura cinematográfica de uma década que não pode ser equiparada – em escala ou sucesso – a nada na história de Hollywood.

Warwick Davis, Professor Flitwick e Grampo: Quando começamos o primeiro filme com as crianças, eu basicamente podia olhá-los na altura dos olhos. Agora eles são como torres acima de mim.

McCrory: Meu momento favorito foi quando nós estávamos prestes a fazer uma das grandes cenas do fim. Tom Felton estava meio que organizando sua mente para seu grande momento. Eu disse a ele, “Você está bem?”. Ele disse: “Oh, sim. Eu esperei por esse momento a minha vida toda”. E eu olhei pra ele e percebi que ele não estava brincando. Meu Deus, ele interpreta esse papel desde que era um menininho, e agora ele é um jovem homem. É claro que ele esperou por isso a vida toda!

O elenco e a equipe do filme ofereceram seus adeus à Hogwarts à sua própria maneira.

Watson: No meio da gravação de Relíquias da Morte, eu fui jantar com Bonnie Wright, e nós começamos a falar que nós realmente precisávamos fazer algo para marcar o fim dessa importante fase de nossas vidas… E então eu tive a ideia de cortar meu cabelo. Parecia a forma apropriada de dizer adeus à Hermione.

Lewis: No meu último dia de filmagem, todo mundo tinha saído do set, exceto David, Tom, Emma e eu. David disse: “Vocês sabem que vão precisar uns dos outros dentro de alguns anos…”. E eu disse: “É, eu entendo o que você está querendo dizer”.

Thewlis: Se algo der errado na minha carreira, eu sempre vou poder conseguir um emprego no parque em Orlando. É meu plano B.

McCrory – Assim que a tristeza das pessoas acabar, eu não sei. Nós somos britânicos. Qualquer violenta demonstração de emoções é menosprezada. [Risos] Nada que uma lagrimazinha e um tapinha nas costas não comunique.

Radcliffe: Toda oportunidade que eu tiver até o dia em que eu morrer, vai ser conectada ao fato de que eu interpretei Harry Potter nos anos 2000. Esses filmes me deram memórias suficientes pra durar 10mil anos.

De todos os pontos altos do último filme de Harry Potter, o que mais pesou nos ombros de Daniel Radcliffe foi um bem calmo: a caminhada solitária de Harry pela Floresta Proibida para uma reunião inesperada com todos aqueles que morreram para que ele pudesse viver. Seu pai, Tiago. Sua mãe, Lílian. Seu padrinho, Sirius Black. “Foi um dia bem difícil, simplesmente porque era bem emocional, e eu tinha criado tudo na minha mente”, disse Radcliffe sobre a cena que foi gravada na sala a prova de som dos estúdios Leavesden.

“É um momento sobre o qual tantos fãs do livro falam, então eu sabia que era importante pra eles, e eu tomei como responsabilidade minha proporcioná-lo.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (estreia 15 de Julho; PG-13) segue a continuação da jornada de Harry para destruir os objetos mágicos contendo pedaços da alma de Voldemort (sem contar o próprio Lorde das Trevas). O filme não tem escassez de cenas climáticas. E a chefe de todas elas: a batalha de Harry e Voldemort em Hogwarts. “É um filme de guerra”, diz Rupert Grint, que interpreta o braço direito de Harry, Rony Weasley na produção de 200 milhões de dólares.
“Muitas coisas explodindo. Muitos corpos enterrados nos destroços”. Se você ainda está meio confuso com as Horcruxes e as Relíquias da Morte, você provavelmente vai querer dar uma última estudada nos seus Potters – o roteirista Steve Kloves disse que o último filme já começa correndo. “Desde Harry Potter e o Cálice de Fogo, nós falamos sobre nossa obrigação com a audiência em termos de resumos”, disse Kloves. “Quando chegamos a Relíquias da Morte, todos nós concordamos: O preço dessa aquisição é que você sabe onde a gente está na estória baseado apenas no que foi apresentado nos filmes.”

E por mais alguns dólares, você pode viver a experiência 3D também – algo que o diretor David Yates tirou de Relíquias – Parte 1. (“Nós não tínhamos takes suficientes”, disse ele). Não espere algo muito inovador na tecnologia, de qualquer forma. “Eu não estava muito envolvido com o tipo de 3D onde as coisas saltam da tela”, diz Yates. “Eu estava mais interessado em adicionar uma ótima profundidade às cenas em lugares grandes, de alta escala”.

Você vai encontrar uma riqueza extra de detalhes numa cena dentro da gigantesca Sala Precisa de Hogwarts, e na sequência de ação com Harry, Rony e Hermione escapando do Banco de Gringotes nas costas de um dragão.
Uma coisa que a audiência não vai ver é Harry só na pele. Numa das passagens mais discutidas do romance de J.K. Rowling – ALERTA DE SPOILER! – um Harry temporariamente desmaiado e completamente nu chega no limbo para uma conversa com o fantasma de Dumbledore numa versão celestial da estação de trem King’s Cross, em Londres. No filme, Yates promete, Harry estará vestido: “Eu achei que seria uma distração, de certa forma”.

Yates também refilmou o epílogo de 19 anos depois em dezembro passado, depois de deixar de lado a primeira tentativa por ter achado que a maquiagem envelhecedora colocada nos atores tinha sido pesada demais. As estrelas concordam. “Eu parecia bastante acima do peso, e tinha esse pedaço de cabelo adicional que colocaram em mim, eu parecia um Donald Trump mutante”, diz Grint. “Não funcionou mesmo”. O diretor terminou por usar menos maquiagem – e efeitos digitais – para passar a ilusão de Harry e seus amigos com 30 e tantos.

Já Watson passou por seus próprios problemas durante o final, estimando que ela tenha passado um terço de seu tempo de gravações completamente molhada, como pede a história. Mas ela amava a maneira que sua personagem geralmente certinha ficou um pouco mais liberal. “Foi bem divertido finalmente representar uma versão menos mandona de Hermione, dizendo ‘Ah, que se dane! Eu acabei de viajar num dragão! Eu provavelmente vou morrer! É melhor eu beijar o Rony!’. Ela não tinha nada a perder. Nenhum de nós tinha nada a perder. Porque era o fim, sabe?”
Infelizmente, nós sabemos.

Os Filmes
Um guia para fãs obcecados dos primeiros sete filmes de Harry Potter

Harry Potter e a Pedra Filosofal
16 de Novembro de 2001

Bilheteria: 317,6 milhões
Diretor: Chris Columbus
Novidades no elenco: Todos
A História: Dez anos depois de perder seus pais – e ganhar uma cicatriz em forma de raio – numa batalha contra o malvado Lorde Voldemort, o órfão de onze anos, Harry Potter (Daniel Radcliffe) descobre uma verdade chocante sobre si próprio: ele é um bruxo. Deixando o lar de seus tio e tia não-mágicos (ou Trouxas, na linguagem de Potter), Harry se matricula na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde é apresentado à arte de realizar feitiços, ao rugby-aéreo Quadribol, e é claro, aos seus melhores amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson). Sob tutela do diretor Alvo Dumbledore (Richard Harris), do professor Quirrell (Ian Hart), e Severo Snape (Alan Rickman), o trio estuda as artes mágicas – e descobre um plano sombrio pra trazer Voldemort de volta ao poder.

Cena chave: Depois de passar por uma série de desafios, Harry tem seu primeiro encontro pós-infância com Voldemort, preso à nuca de Quirrell.

Fala memorável: “Ah, feijõezinhos de todos os sabores! Quando eu era moço tive a infelicidade de encontrar um com gosto de vômito, e desde então receio que tenha perdido o gosto por eles. Mas acho que não corro perigo com um gostoso caramelo, não acha? [Dumbledore come] Que pena! Cera de ouvido!” – Dumbledore

Fato engraçado: “As crianças gostavam de fazer o pessoal da maquiagem colocar machucados neles”, disse Robbie Coltrane – que interpretou o amável gigante guardião das chaves e terras de Hogwarts, Hagrid – para a EW em 2001. “Daniel fez com que um deles colocasse um olho roxo nele, e quando ele chegou de manhã, os outros ficaram perguntando “Oh, meu Deus! O que aconteceu?”

Crítica de Lisa Schwarzbaum, da EW: “Esse filme longo, denso, cheio de efeitos especiais, cheio de subtramas envolvendo dragões, fantasmas, valentões, animais malignos, e momentos gastos em frente ao obscuro e tentador Espelho de Ojesed que reflete a triste vontade de Harry de estar reunido com seus pais mortos parece tão familiar quanto um cobertor usado. Esse sentimento de deja vu é ao mesmo tempo o ponto positivo e a limitação de Harry Potter: muitos charmes, mas poucas surpresas. B
[sentimento de deja vu, poucas surpresas, die, bitch]

Harry Potter e a Câmara Secreta
15 de Novembro de 2002
Bilheteria: 262 milhões
Diretor: Chris Columbus
Novidades no elenco: Kenneth Branagh (Professor Gilderoy Lockhart), Toby Jones (na voz do elfo doméstico Dobby), Jason Isaacs (o sombrio Lúcio Malfoy), Shirley Henderson (a fantasma Murta-que-Geme)

A história: Durante o segundo ano de Harry em Hogwarts, uma série de mensagens escritas com sangue leva Harry, Hermione e Rony para o cerne de um mistério que envolve o antigo estudante Tom Riddle e Lockhart, o novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas.
Cena chave: Harry e seu colega de classe rival Draco Malfoy (Tom Felton) são escolhidos pelos professores Lockhart e Snape para demonstrar técnicas de duelo diante do corpo estudantil de Hogwarts. Mas quando Draco conjura uma cobra, Harry descobre mais sobre sua misteriosa habilidade de falar com cobras.

Fala Memorável: “Oh, Harry? Se você morrer lá em baixo, pode dividir o cubículo comigo.” – Murta-que-Geme

“Agora, Harry, você deve saber tudo sobre os Trouxas. Me diga, qual é exatamente a função de um patinho de borracha?” – Arthur Weasley
Fatos engraçados: Hugh Grant tinha sido cotado para interpretar o autor/professor Lockhart, um papel que no fim ficou com Branagh. “Ken parece desaparecer no papel”, disse Columbus à EW em 2002. “Eu não queria que as pessoas vissem Gilderoy e dissessem: ‘Oh meu Deus! É o Hugh Grant!”
E também: “Quem sabe quantos [dos filmes de Harry Potter] eu vou fazer?” Radcliffe disse à EW em 2002. “Estou gravando o terceiro, mas depois disso eles provavelmente não vão me querer mais. Mas tem sido bom enquanto tem durado”.

Crítica de Lisa Schwarzbaum, da EW: Câmara Secreta é melhor que Pedra Filosofal, não só porque o diretor e sua equipe estão mais confiantes a respeito do que podem fazer, mas também porque eles estão menos travados com relação ao que não podem.

E diz, ‘Oh meu Deus! É Hugh Grant!’.”

Também: “Quem sabe quantos [dos filmes Potter] eu vou fazer?” Radcliffe disse à EW em 2002. “Eu estou fazendo o terceiro, mas depois disso eles provavelmente não vão me querer. Mas tem sido bom enquanto durou.”

Revisão da crítica da EW Lisa Schwarzbaum
“Câmara Secreta é uma melhoria de Pedra Filosofal não apenas porque o diretor e sua equipe estão mais confiantes sobre o que eles podem fazer, mas também porque eles estão menos tensos e defensivos sobre o que eles não podem.” B+

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – 4 de Julho, 2004
Bilheteria $250 Milhões
Diretor Alfonso Cuarón
Novos integrantes do elenco Michael Gambon (substituindo Richard Harris como Alvo Dumbledore), Gary Oldman (padrinho de Harry, Sirius Black), Emma Thompson (professora de adivinhação Sibila Trelawney), David Thewlis (professor Remo Lupin), Timothy Spall (servo Pedro Pettigrew)

A história No começo do terceiro ano de Harry em Hogwarts, ele descobre que o perigoso criminoso Sirius Black – que foi pensado ser contribuinte para a morte dos seus pais – escapou da prisão de Azkaban tornando-se um cachorro. Pior, Black pode estar planejando matar Harry.

Cena chave: Remo Lupin, o novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas, ensina como se defender de Bichos-Papões (que toma qualquer forma que amedronte mais a vítima pretendida) com um feitiço que transforma o Bicho-Papão em algo engraçado. Rony conjura uma aranha de patins; Neville (Matthew Lewis) veste Snape nas roupas de sua avó. Lupin – que depois vamos descobrir que é um lobisomem – vê uma lua (que ele transforma em uma bexiga murchando). Harry é incapaz de completar o feitiço quando ele vê um Dementador como o que recentemente o aterrorizou.

Frases memoráveis “A primeira vez que eu te vi, Harry, eu te reconheci imediatamente. Não pela sua cicatriz, mas pelo seus olhos. Eles são como os da sua mãe, Lily.” – Remo Lupin.

“Normalmente, eu tenho uma boa disposição como cachorro… Com um rabo eu posso viver. Mas as pulgas? Elas são de matar.” – Sirius Black em sobre se transformar em cachorro.

Fato engraçado: em seu primeiro almoço com as jovens estrelas, Cuarón instruiu cada um a escrever um pequeno texto sobre seu personagem. Watson apareceu com um livro de 11 páginas (“Foi a primeira vez que eu pensei no personagem de Hermione com tanto detalhe,” ela disse em 2004), enquanto Grint – em uma atitude se encaixando com as de Rony Weasley – não fez a tarefa.

Revisão do crítico da EW Owen Gleiberman
“Gravado em gradações sinistras de prata e sombra, Prisioneiro de Azkaban é o primeiro filme da série com medo e dúvida em seus ossos, e graça genuína, também.” B+

Harry Potter e o Cálice de Fogo – 18 de Novembro, 2005
Bilheteria $290 Milhões
Diretor Mike Newell
Novos integrantes do elenco Brendan Gleeson (professor Olho-Tonto Moody), Miranda Richardson (repórter de tablóide Rita Skeeter), Ralph Fiennes (Voldemort), Robert Pattinson (colega de Hogwarts Cedrico Diggory), Stanislav Ianevski (estudante rival Vítor Krum), Clémence Poésy (estudande francesa Fleur Delacour)
A história Hogwarts recebe o Torneio Tribruxo, no qual competidores de cada uma das três maiores escolas de bruxaria (Hogwarts, Beauxbatons, e Durmstrang) competem numa série de desafios. Graças a alguma manipulação mágica de origem misteriosa, o nome de Harry emerge do cálice como um quarto competidor – e ele assiste enquanto o bruxo-que-se-tornou-mau Pedro Pettigrew mata seu amigo de Hogwarts Cedrico (sob a ordem de Voldemort) com a Maldição da Morte.

Cenas Chaves: Nossos jovens heróis também batalham com um tipo diferente de ameaça inevitável: puberdade. Depois de procurar por pares para o Baile de Inverno, Harry e Rony ficam chocados ao ver Hermione parecendo crescida e feminina, escoltada pelo competidor de Harry no Torneio Tribruxo, Vítor Krum.

Frases Memoráveis “Tem uma razão para essas maldições serem imperdoáveis.” – Hermione.
“Harry! Eu quase esqueci que você estava aqui, sobre os ossos do meu pai. Eu iria te apresentar, mas dizem que você é quase tão famoso quanto eu hoje em dia.” – Voldemort.

Fato engraçado Radcliffe treinou por seis meses para a complexa seqüência embaixo d’água da segunda tarefa do torneio.

“Falaram sobre outra pessoa fazer e colocarem meu rosto por cima. Isso ficaria um lixo,” ele disse. “Eu fico feliz que eu tenha feito – apesar das duas infecções de ouvido.”

Revisão do crítico da EW Owen Gleiberman
“Newell tem o dom para comédia leve, e ele sabe como revelar o doce charme dos seus amigos britânicos. Ele é pior na escuridão, especialmente quando Ralph Fiennes, sob uma pesada camada de maquiagem cerosa muito ruim (ou, muito possivelmente, ruim CGI), emerge das sombras – e dos pesadelos recorrentes de Harry – como o temível Lord Voldemort.” B

Harry Potter e a Ordem da Fênix – 11 de Julho, 2007
Bilheteria $292 Milhões
Diretor David Yates
Novos integrantes do elenco Imelda Staunton (a sinistra professora Dolores Umbridge), Helena Bonham Carter (aliada de Voldemort Belatriz Lestrange), Natalia Tena (lutadora anti-Voldemort Ninfadora Tonks), Evanna Lynch (colega louca Luna Lovegood).
A história Harry e seus amigos têm que lutar contra não apenas Voldemort e seus Comensais da Morte mas também um mau mais burocrático: o monstro delicado Umbridge, uma oficial do Ministério da Magia que beberica seu chá e arranca Hogwarts de Dumbledore. Harry militariza seus amigos estudantes em segredo para combater Voldemort, assim como seus pais se juntaram à Ordem de Fênix de Dumbledore quando estavam em Hogwarts. Infelizmente, uma batalha entre a Ordem e os servos de Voldemort nos halls do Ministério resulta na morte de Sirius Black.

Cena Chave: Toda a extensão do sadismo de Umbridge é revelada quando ela força Harry a escrever frases com uma pena que faz com que as palavras sejam simultaneamente gravadas nas costas de sua mão.

Frase Memorável “Trabalhar duro é importante, mas tem algo que importa ainda mais – acreditar em você mesmo. Pense nisso dessa forma: Todo grande bruxo na história começou como nada mais do que somos agora – estudantes. Se eles conseguem, porque não nós?” – Harry, encorajando seus colegas.

Fato engraçado O quinto livro é o mais longo da série, ainda assim Ordem da Fênix é o mais curto dos filmes. Cenas que foram excluídas envolvem Dobby, a incansável repórter Rita Skeeter, e o triunfo de Rony no Quadribol.

Revisão da crítica da EW Lisa Schwarzbaum
“Se foram as diversões engraçadas dos jogos de Quadribol e outras manifestações de mágica com tom de brilhos, e no seu lugar tem uma atitude austera, de tomada de risco adulta.” B+

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – 15 de Julho, 2009
Bilheteria $302 Milhões
Diretor David Yates
Novos integrantes do elenco Jim Broadbent (professor de Poções Horacio Slughorn), Dave Legeno (lobisomem Fenrir Greyback).
A história Nem mesmo Hogwarts é segura conforme Voldemort fica incrivelmente poderoso, recrutando sonserinos como Draco e Snape para sua causa. De um lado mais positivo, o amor flameja na cara do perigo, enquanto Harry e a irmã de Rony, Gina (Bonnie Wright), se beijam, e Rony e Hermione ficam com ciúmes da atenção que cada um recebe do sexo oposto. Mas esse filme sempre será lembrado por três palavras chocantes: Snape mata Dumbledore.

Cena chave: É claro que há o ato de traição do Snape, mas a cobertura no bolo arsênico é a revelação para Harry de que Snape também é o misterioso Príncipe Mestiço de quem o antigo livro de poções, rabiscado com notas nas bordas, Harry vem usando o ano todo.

Frase memorável “Você ousa usar meus próprios feitiços contra mim, Potter? Sim. Eu sou o Príncipe Mestiço.” – Snape para Harry após a morte de Dumbledore.

Fato engraçado O filme marca a ultima vez que os personagens passam um ano acadêmico em Hogwarts, e portanto a ultima vez que os atores tiveram que usar uniformes de escola. Radcliffe não sentiu falta deles. “Eu estava torcendo para jogarem eles em uma pira gigante,” o ator disse a EW. “Quando você tem 18, uma das piores coisas a se estar vestindo quando se tenta conversar com uma garota no set é um uniforme de escola. Você parece com uma criança! Você não vai pontuar vestido assim!”

Revisão da crítica da EW Lisa Schwarzbaum
“O Enigma do Príncipe engloba importantes desenvolvimentos da história envolvendo tanto amor quanto morte. Mas a história é, ainda e contudo, apenas uma pausa, adiando uma conclusão muito antecipada. E é nesse delicado local de ação e espera que essa elegantemente balanceada produção emerge como um modelo de adaptação.” A-

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
19 de Novembro, 2010
Bilheteria $295 Milhões
Diretor David Yates
Novos integrantes do elenco Rhys Ifans (o pai editor de Luna, Xenofílo Lovegood), Bill Nighy (Ministro da Magia Rufo Scrimgeour)
A história Com Voldemort no controle do Ministério da Magia, Harry, Hermione e Rony devem encontrar e destruir as Horcruxes restantes – objetos místicos nos quais Voldemort escondeu pedaços da sua alma – antes que os Comensais da Morte os encontrem e dêem todo poder ao Lord das Trevas.

Cena chave: Depois que Rony vai embora, Harry tenta animar Hermione dançando com ela uma música trouxa: “O Children” de Nick Cave and the Bad Seeds. (é uma das poucas sequências do filme que não esta no livro.)

Frase Memorável “Dobby nunca quis matar! Dobby apenas quis mutilar, ou machucar seriamente!” – O leal Elfo-Doméstico de Harry para Belatriz.

Fato engraçado Quando Harry, Rony e Hermione entram em um Café Londrino perto do começo do filme, um pôster de Equus – a peça na qual Radcliffe fez sua estréia nos palcos em 2007 – está em uma parede ao fundo (apesar de não poder ser visto na edição final).

Revisão da crítica da EW Lisa Schwarzbaum
“Eu senti um crescer de amor e admiração me inundar do começo da primeira cena perversamente assustadora até a última profundamente tocante… Parte 1 é o capitulomais gratificante cinematograficamente. Que maravilha é, esse negócio dos filmes Potter!” A-

Os Pets mais legais
Canino – Cão de Rúbeo Hagrid
Bichento – Gato de Hermione Granger
Edwiges – Coruja de Harry Potter
Nagini – Cobra de Lord Voldemort
Perebas – Rato do Rony Weasley
Fawkes – Fênix de Alvo Dumbledore
Madame Norra – Gata de Argus Filch

Os melhores nomes de personagens
10 – Luna Lovegood
9 – Cornélio Fudge
8 – Horácio Slughorn
7 – Rita Skeeter
6 – Ninfadora Tonks
5 – Rufo Scrimgeour
4 – Kingsley Shacklebolt
3 – Guilhermina Grubbly-Plank
2 – Belatriz Lestrange
1 – Sir Nicolas de Mimsy-Porpington

As frases mais clássicas tipo-A da Hermione
– “Na realidade, eu sou muito lógica, o que me permite olhar através de detalhes estranhos e perceber claramente aquilo que os outros não enxergam.” (Para Harry, em Relíquias da Morte – Parte 1)

– “Eu sempre admirei sua coragem, Harry, mas às vezes você pode ser bem estúpido. Você não acha que vai ser capaz de encontrar todas as Horcruxes sozinho, acha?” (Para Harry, em Enigma do Príncipe)

– “Agora, se vocês dois não se importam, eu vou me deitar antes que um de vocês apareça com outra idéia genial que faça com que sejamos mortos – ou pior, expulsos.” (Para Harry e Rony, em Pedra Filosofal)

– “…você tem a amplitude emocional de uma colher de chá.” (Para Rony, em Ordem da Fênix)

– “Pare, pare, pare! Você vai arrancar o olho de alguém. Aliás, você está falando errado. É Levi-O-sa, não Levio-SAAAH!” (Para Rony, em Pedra Filosofal)

Nós amamos os atores – mas e se eles fossem realmente professores?

Dando notas aos professores de Defesa Contra as Artes das Trevas
– Quirinus Quirrel (Ian Hart) Harry Potter e a Pedra Filosofal
Nota D – Porque? Enfeitiçou a vassoura do Harry durante um jogo de Quadribol; tentou roubar a Pedra Filosofal; foi o corpo hospedeiro para Lord Voldemort.
– Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh) Harry Potter e a Câmara Secreta
Nota C – Porque? Colocou fama acima dos estudos; sem querer removeu os ossos do braço do Harry enquanto tentava curá-lo; tentou apagar a memória do Harry e do Rony.
– Remo Lupin (David Thewlis) Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Nota A – Porque? Ensinou Harry o feitiço Patrono; levou a classe a combater Bichos-Papão; revelou os segredos do Mapa do Maroto; era um lobisomem.
– Olho-Tonto Moody (Brendan Gleeson) Harry Potter e o Cálice de Fogo
Nota D – Porque? Era na realidade um cara chamado Bartô Crouch Jr., que fingiu ser o famoso auror Moody enquanto o Moody real era feito de refém; ajudou a entregar Harry para Voldemort.
– Dolores Umbridge (Imelda Staunton) Harry Potter e a Ordem da Fênix
Nota D – Porque? Não deixava os estudantes praticarem feitiços; forçou Harry a escrever “Eu não devo contar mentiras”, palavras que foram magicamente e dolorosamente gravadas em sua mão.
– Severo Snape (Alan Rickman) Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Nota Incompleta – Por quê? Ficou suspeito do repentino dom de Harry nas aulas de Poções; matou Dumbledore (seus motivos reais ainda estão por serem revelados).

Melhores/Piores Chapéus
Legal – Chapéu de Fleur Delacour – O Chapéu Seletor – Chapéu da Professora McGonagall – Barrete do Dumbledore – Chapéu do Sr. Weasley – Não tão legal
Artigos mágicos que nós gostaríamos de ter
Orelhas Extensíveis, Vassoura Nimbus 2000, Capa da Invisibilidade, Bolsa de Contas da Hermione, O Vira-Tempo.
Teste de vocabulário: combine o feitiço com seu ato
1- Diminuendo! 2- Aguamenti! 3- Oculus Reparo! 4- Serpensortia! 5- Alohomora! 6- Cistem Aperio! 7- Reducto! 8- Morsmordre! 9- Arania Exumai! 10- Rictusempra!
A- Produz a Marca Negra B- Abre um objeto C- Abre uma arca D- Conserta um par de óculos E- Mata aranhas F- Destranca portas G- Causa extrema cócegas H- Diminui as coisas I- Jorra água da sua varinha J- Conjura uma cobra
As melhores expressões de Rony

A Mira – Edição especial Harry Potter

O que acertou o alvo com os filmes, e o que errou a marca.

– Harry e Gina se beijaram pela primeira vez na Sala Comunal da Grifinória, depois de um jogo de Quadribol, cercados de amigos, como J.K. Rowling escreveu – não a sós na Sala Precisa. Sóóóó precisávamos tirar isso do nosso peito.
– Definitivamente poderiam ter usado mais Gui Weasley também.
– Tem apenas dois pequenos pedaços de Olívio Wood nesses filmes.
-Nós sabemos que nós deveríamos nos importar com Tonks e Lupin. Mas nós não nos importamos. Por favor, não nos mande para Azkaban.
– Quem você esta chamando de bruxa?
– O mundo realmente precisava de feijõezinhos com gosto de bicho-papão e sabão?
– “Você quer dizer que não havia um bruxo ou um duende para nós fazermos?”
– Nós ainda podemos sentir o gosto da deliciosa Cerveja Amanteigada do Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando.
– Apenas Alan Rickman poderia fazer Severo Snape sexy.
– Apenas Helena Bonham Carter poderia fazer Belatriz Lestrange mais – maluca.
– Simplesmente mágico.
– Sinceramente, você pensaria que um cara gay se vestiria melhor que isso.
– Apenas lembrem-se, Twihards, Potter teve R-Pattz primeiro. E ele sorria.
– Se Harry não precisa de óculos 3-D, porque nós precisaríamos?
– Nós sempre quisemos um Hipogrifo, mas infelizmente a maioria dos pet-shops não tem ferrets mortos.
– O chocante Dobby em Câmara Secreta.
– O heróico Dobby em Relíquias da Morte – parte 1
– “O Aprendiz de Feiticeiro”, “Os Seis Signos da Luz”, “Eragon” – não é legal quando os trouxas tentam fazer mágica

Quais são as próximas coisas para os papéis secundários de Potter
Helena Bonham Carter (Belatriz Lestrange) Idade – 45 Próximo – Se junta novamente com Johnny Depp e o direto Tim Burton para Dark Shaddows, que sai ano que vem.
Robbie Coltrane (Rúbeo Hagrid) Idade – 61 Próximo – Fará a voz de Lord Dingdall na animação da Disney/Pixar Brave que sai no próximo verão.
Tom Felton (Draco Malfoy) Idade – 23 Próximo – Co-estrela Planeta dos Macacos: A Origem (5 de Agosto), seguido pelo filme de terror The Apparition que sai em 2012.
Ralph Fiennes (Lord Voldemort) Idade – 48 Próximo – Dirige e estrela Coriolanus esse Dezembro, depois revive seu personagem Hades em Fúria de Titãs 2.
Michael Gambon (Alvo Dumbledore) Idade – 70 Próximo – Aparece com Dustin Hoffman e Nick Nolte no próximo drama da HBO sobre corrida Luck.
Jason Isaacs (Lúcio Malfoy) Idade – 48 Próximo – Faz o pai de Taylor Lautner no suspense Abduction (23 de Set.) e estrela o novo drama da NBC Awake.
Alan Rickman (Severo Snape) Idade – 65 Próximo – Está gravando o próximo suspense escrito pelos irmãos Coen Gambit com Cameron Diaz e Colin Firth.
Maggie Smith (Minerva McGonagall) Idade – 76 Próximo – The Best Exotic Marigold Hotel de John Madden; retorna para a segunda temporada de Downtown Abbey da PBS
David Thewlis (Remo Lupin) Idade – 48 Próximo – estrela Anonymous (28 de Out.), War Horse de Steven Spielberg (28 de Dez.) e The Lady de Luke Bessons (TBA).
Bonnie Wright (Gina Weasley) Idade – 20 Próximo – Aparece no próximo Geography of the Hapless Heart; agora filmando o suspense indie The Philosophers .

Os Acessórios
Uma olhada de perto nos objetos que trouxeram a saga Potter à vida – e às vezes vieram à vida eles mesmos
Trófeu do Torneio Tribruxo – Quando Harry vê pela primeira vez o vaso da vitória em Cálice de Fogo, ela irradia uma bruxuleante luz azul. Como muitas coisas no filme, não era apenas efeitos especiais. “Nós colocamos uma luz de verdade para que brilhasse,” diz o mestre da propriedade Barry Wilkinson. “E isso foi aprimorado depois.”

Ovo de Ouro
Essa dica dourada do Torneio Tribruxo parece muito mais complexa do que é na verdade. Wilkinson diz, “Foi tudo posto junto por dentro”.

O livro de poções do príncipe mestiço
Abra qualquer livro no fundo de uma cena e você vai descobrir que sua parte de dentro é apenas a lista telefônica de Londres. Alguns, no entanto, precisavam de páginas especialmente desenhadas, incluindo esse livro-texto preenchido de notas e comentários de canto do Príncipe Mestiço. “[A artista conceitual do acessório] Miraphora Mina foi quem fez todos os escritos”, diz Wilkinson.

Máscara de Comensal da Morte
Cada máscara, folheada a prata, usada pelos seguidores de Voldemort, teve um design único feito pelo artista conceitual Rob Bliss, apesar de que seu desenho geral foi inspirado pelas tatuagens faciais Maori, assim como por alguns ícones assustadores. “Há, com certeza, um pouco da máscara de Hockey do Jason nelas”, diz o designer de produção Stuart Craig. “E também um pouco da máscara de Hannibal Lecter de O Silêncio dos Inocentes”.

O vira-tempo
“Eu realmente amo essa peça”, diz Craig sobre o artefato mágico que permite que Hermione vole no tempo em Prisioneiro de Azkaban. O pingente de ampulheta é colocado em um giroscópio que permite seu movimento. “Levou muito tempo para fazê-lo virar corretamente”, ele admite. “Provavelmente teria ajudado ter um desses enquanto estávamos fazendo-o”.

Bota chave-de-portal
A velha bota encantada que magicamente transporta Harry e seus amigos para a Copa Mundial de Quadribol foi feita costumizada por uma equipe terceirizada para que ter o formato exato que a equipe de acessórios tinha decidido. Mas então eles decidiram começar a mexer no calçado. “Nós trabalhamos duro por muito tempo para fazer aquela bota nova ficar parecendo que esteve jogada num campo por um bom tempo”, diz Wilkinson.

Espada de Gryffindor
A espada de Godrico Gryffindor foi desenhada a partir de pedaços de armas de verdade, feita não por mãos de duendes, mas pelas mãos do departamento de acessórios. “Nós fomos em uma dessas lojas de aluguel e trouxemos diferentes espadas”, diz Wilkinson. “Nós as colocamos lado a lado e escolhemos os pedaços que gostávamos – a lâmina de uma, o punhal de outra. E então fizemos a nossa própria”.

Presa do Basilisco
O basilisco gigante que ameaçou as vidas de Harry e Gina em Câmara Secreta foi construído principalmente por computação gráfica, mas suas presas eram reais. Esse incisivo torto foi feito de resina moldada e depois pintada. “Nós fizemos alguns vários”, diz Kelvin Herbert, “porque nós tivemos que enfiá-la através do diário. Nós também tínhamos vários diários, alguns com buracos através deles, outros não”.

O diário de Tom Riddle
Muito cuidado foi tido ao preencher as páginas escritas a mão do diário, que continha as ideias – e a essência fantasma – de Voldemort mais novo. Então o próximo passo foi ter certeza de que o diário parecia tão velho quanto precisava ser. “Com a capa de couro, é só uma questão de amaciá-la e amassá-la, e colocar um protetor nas suas pontas,” diz Wilkinson, “Mas para as folhas nós usamos café. As ensopamos e as tornamos tão amarelas quanto o necessário”.

Pomo de Ouro
Nos filmes, um Pomo de Ouro pode muito facilmente esticar suas asas e fugir dos jogadores de Quadribol, mas a versão da vida real é muito menos móvel. E foi por isso que Craig e sua equipe ficaram razoavelmente atentos quando uma destas peças de Quadribol sumiu debaixo de seus narizes. “Apareceu no lugar mais estranho de todos”, diz Craig. “Uma pessoa de nossa equipe estava de férias em San Diego. Nós recebemos uma ligação dela, e ela disse ‘Adivinhem o que eu estou olhando!’. Era o Pomo de Ouro na janela de uma loja de antiguidades. Foi uma coincidência maravilhosa.”

Chapéu Seletor
Muitos dos efeitos mágicos nos filmes não são efeitos na verdade, mas acessórios motorizados – incluindo os pratos auto-limpantes e a bagagem auto-arrumadora. Mas o Chapéu Seletor de Hogwarts foi principalmente uma criação dos técnicos de computação gráfica. “Nós demos uma ideia básica para o animador ao desenhá-lo”, diz Craig. “É realmente genial como seus olhos e boca são apenas parte de suas dobras.”

Varinha do Harry Potter
Varinhas de bruxos são como membros extras, uma extensão de seus corpos que são únicas a eles. Desenhá-las foi particularmente exigente. “Nós queríamos que elas mostrassem a personalidade de seu dono, de certa forma”, diz Craig, “Então nós fizemos a de Harry relativamente simples – não decorada demais, mas imponente e com uma aparência poderosa.” Mas o departamento de acessórios não chegou a essa aparência com a primeira tentativa – e precisaram de um pouco de assistência de um expert. “Elas foram inicialmente desenhadas como varinhas de mágicos”, diz Craig. “Você sabe, com a pontinha branca no final. Mas JK Rowling nos apontou a direção correta quase imediatamente”.

Varinha de Voldemort
É apenas apropriado que a varinha da nêmese do Harry possua uma varinha tão má quanto o Lorde das Trevas em pessoa. “A de Voldemort parece muito sinistra com aquele gancho.”, diz Craig. “Nós queríamos que ela parecesse que foi esculpida de ossos.”. Essas duas varinhas não eram as únicas que deveriam parecer diferentes: Cada personagem tinha a sua com uma aparência específica. “Através dos anos, estava se tornando mais e mais difícil pensar em diferentes designs e formatos para cada uma delas”, diz Wilkinson. “Algumas tinham que ter nódulos nelas, curvas e buracos.” A equipe também teve que fazer varinhas que funcionassem para os close-ups, e mais duráveis, para as cenas de ação. Então, depois de oito filmes, quantas varinhas eles fizeram? “Eu diria que passaram de 500 ou 600”, diz Wilkinson. “Talvez mais!”

No quadro: Em suas próprias palavras, diretor de Harry Potter 1 & 2

Na foto: Chris Columbus e Daniel Radcliffe no set de Harry Potter e a Câmara Secreta em 2002

Dirigindo um garoto chamado Daniel por Chris Columbus
O diretor dos dois primeiros filmes de Harry Potter relembra a seleção – e o amadurecimento – das jovens estrelas do elenco da série.

No nosso primeiro dia de filmagem de Harry Potter 1, na verdade começamos filmando a última cena do filme. Nos reunimos na estação de trem de Hogwarts, e todas as crianças que foram escolhidas estavam lá. A maioria dos jovens atores tinha pouca ou nenhuma experiência. Agora coloque-se no lugar de Dan Radcliffe. É exigido dele que grave um adeus emotivo para Hagrid – que não é interpretado pelo ator Robbie Coltrane, mas por um antigo jogador de rugby em cima de pernas de pau, usando uma prótese gigante da cabeça de Hagrid. Essa cabeça, com olhos mortos e a expressão fixa, deveria desafiar as habilidades de atores com décadas de experiência. E lá estava Dan, seu primeiro dia no set, obrigado a realizar uma despedida emotiva para seu amigo e mentor. Dan estava alternando entre momentos de nervosismo e excitação. Ele estava com dificuldades para erguer sua cabeça e olhar para cima e encarar aquela face desencorajadora. Finalmente, eu subi numa escada, coloquei a minha cabeça diretamente do lado da prótese do rosto de Hagrid, e li o diálogo fora da gravação. Fizemos a cena dessa maneira várias, várias vezes. Eu fiz Dan participar de várias leituras de cena, algumas vezes imitando meu próprio sotaque questionável de inglês britânico enquanto eu interpretava Harry Potter. Foi assim que tudo começou.

Com o passar da semana, Dan, Emma, e Rupert começaram a se sentir mais confortáveis com a câmera, e eram capazes de realizar duas ou três falas em sequência sem sucumbir a crises de riso ou perder o foco. O primeiro filme foi filmado quase num estilo de documentário porque os atores eram pouco treinados e sem experiência. John Seale, nosso cinegrafista, usava três, às vezes quatro câmeras em certas sequências porque as performances das crianças eram bem imprevisíveis. É por isso que o primeiro filme é um exercício em edição rápida. Nós não podíamos ficar focados muito tempo num ator porque no próximo quadro eles podiam estar olhando direto para a câmera ou dando risadinhas. No segundo filme, as crianças já eram atores melhores, capazes de fazer direto cinco, às vezes seis linhas de um diálogo. Quando chegamos no Prisioneiro, Dan, Rupert, e Emma eram capazes de interpretar uma cena inteira em uma longa e contínua tomada. Atravessamos um longo caminho.

Porém, a promessa do brilho de Dan e seu talento bruto estavam visíveis naquele primeiro dia. Após a cena com Hagrid, pulamos para o momento final do filme onde Harry, Hermione, e Rony estão prestes a embarcar no Expresso de Hogwarts de volta pra casa. (Se você olhar com cuidado, você pode ver que Emma está usando dentes superiores falsos e mais largos, para se parecer com a Hermione dos livros. Decidimos remover os dentes depois do primeiro dia porque estavam dificultando a leitura de suas falas.) Nessa cena, é preciso que Dan olhe para trás para Hogwarts e profira a fala “Não estou indo para casa. Não mesmo.” Filmamos diversas tomadas dessa fala. Então, na última tomada, eu pedi para Dan dar sua própria versão da performance. Eu fiquei chocado com o que ele entregou. Ver aquela última tomada no dia seguinte, durante a correria, era eletrizante. Com uma fala, Dan conseguiu transmitir a complexidade assombrada que vínhamos procurando para Harry Potter. Eu me virei para o nosso produtor David Heyman. Haviam lágrimas em seus olhos. Trocamos um sorriso. Sabíamos, naquele momento, que havíamos escolhido o ator certo. E que ele estava destinado a continuar e fazer coisas ótimas.

Escombros com um motivo
Salão Principal de Hogwarts

Hogwarts é praticamente demolida na batalha clímax no oitavo filme, mas destruir a escola para a sequência foi mais um ato de construção do que destruição. “Você não pode sair por aí fazendo buracos no set,” diz o designer de produção Stuart Craig. “Você só vai expor espuma e gesso. Então tivemos que construir sets completamente novos.” E para que aqueles sets parecessem recém demolidos, eles precisavam de escombros – e bastante. O departamento de acessórios trabalhou sem parar para produzir milhares de pedras falsas, como as usadas no Salão Principal devastado (à direita, com pedaços de um fundo verde denunciador no fundo). “Isso começou com um pedaço de cubo de poliestireno, que foi mergulhado em algo e rolado sobre outra coisa, e então finalmente foi pintado,” diz a decoradora de set Stephenie Mcmillan. “Havia essa cadeia humana para a produção de escombros que parecia continuar por meses e meses. Quando achávamos que era suficiente, mas acabamos precisando de mais e então eles tinham que começar novamente. Você nunca tem escombros demais.”

Os Sets

Fizemos um passeio pelos estúdios Leavesden, em 1º de julho de 2010 – poucos dias antes do cenário mágico ser destruído – para vislumbrar pela última vez esse mundo encantador.

O Arquiteto do mundo potteriano

Na foto: Stuart Craig (à direita, com o diretor David Yates)

Stuart Craig já trabalhou como designer de produção em 19 filmes e ganhou 3 Oscars quando ele se juntou a série Harry Potter, e mesmo assim ele não estava preparado para o tamanho dessa tarefa. “Cada livro novo vinha com uma coleção de novos sets e artefatos que precisavam ser construídos,” diz Craig, 69. “Havia uma corrente constante de trabalho que precisava ser feito, mas era isso que era maravilhoso.” Como designer de produção para todos os oito filmes, ele é o homem responsável por praticamente todo objeto visto em cena, desde o cavernoso Salão Principal de Hogwarts até o menor Pomo de Ouro. Craig – cujo currículo é apoiado em dramas de época como Gandhi, Chaplin, e o Paciente Inglês – passou a última década conjurando o universo recheado de magia que J.K. Rowling pôs no papel. “Esse é um tempo tão longo para estar trabalhando no mesmo mundo, no mesmo projeto. Não há outro caso similar a esse. Eu lembro que passamos muito tempo no começo tentando fazer com que as coisas parecessem mais velhas do que eram, envelhecendo-as, mas agora elas realmente são velhas! Quando estávamos gravando a poeira, não era mais um efeito – era real.”

Mesa para 400
O Salão Principal (visão alternativa)

O Salão Principal foi um dos maiores sets que os cineastas tiveram que construir, e ele deveria durar por uma década. “Todos os bancos foram feitos a mão, e foi necessária uma grande quantia de dinheiro,” diz Mcmillan. “E ainda teve mais por cima disso para envelhecê-los. Os produtores estavam impressionados com isso, mas pagaram por eles. E claro, 10 anos depois eles ainda parecem incríveis, então foi um bom investimento.” A audiência quase não vê alguns dos elementos mais impressionantes do cenário, incluindo as ampulhetas da Copa das Casas (na foto, no canto direito no fundo) e um enorme ciclorama pintado à mão que circula o set todo.
“É uma grande pintura matte da vista de Hogwarts,” diz Craig, “então toda vez que você olha para fora de uma janela, você o vê no fundo. Para uma cena, era pra ser inverno, então pintamos neve nos topos de cada montanha.”

Os Bruxos Abandonaram o Prédio

O Ministério da Magia

O Ministério da Magia, aquela colméia barulhenta de burocracia, esteve entre um dos maiores e mais trabalhosos sets construídos para a série. Mas enquanto o Ministério representava o coração do mundo de magia, Craig teve a inspiração de seu design de algo definitivamente trouxa do mundo do trabalho público. “A primeira ideia a qual me agarrei foi de que ele seria subterrâneo,” Craig fala sobre o Ministério. “Então eu imediatamente comecei a olhar para subterrâneo de Londres. O formato do metrô seria o mais elegante, e faz sentido, já que as chaminés são o principalmente meio de transporte deles.” As lustrosas telhas de cerâmica alinhadas nas paredes são um símbolo das estações de metrô de Londres, e sua aparência moderna funciona como um contraste com as outras grandes locações da série. “Fazia sentido dar um ar utilitário para o Ministério e não o tornar gótico como Hogwarts.” Responsável pelos artefatos, Kevin Herbert, visto à esquerda, achou difícil continuar depois que a produção se encerrou no outono passado. “Foi esquisito depois de todos esses anos,” ele diz. Ele agora passa seus dias arquivando os sets e os artefatos dos filmes para um museu Potteriano em Leavesden, previsto para abrir em 2012.

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