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Jo Rowling fala sobre Relíquias da Morte Parte 2 em vídeo

Diversos vídeos dos atores comentando Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 foram liberados hoje mais cedo. Nossa querida autora Jo Rowling também fez alguns comentários sobre o derradeiro filme, o vídeo pode ser visto abaixo:

Entre outras coisas, Jo fala sobre como Chris Columbus e Stuart Craig conseguiram trazer o Salão Principal de forma tão perfeita para as telas, e como foi terrível vê-lo destruído depois de tantos anos. Leia a transcrição completa na extensão da notícia.

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J.K. ROWLING
J.K. Rowling fala sobre Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

06 de julho de 2011
Tradução: Antonio Kleber

J.K. Rowling: Isso foi incrível, e eu posso trabalhar e criar amizades com pessoas imensamente talentosas. E devo dizer – e estou muito emocionada ao dizer isso – uma das coisas pelas quais eu tenho tido orgulho é ir a Leavesden e ver todas essas pessoas e todos estes empregos – centenas e centenas de pessoas e ocasionalmente eu olhava e pensava ‘Meu Deus, todas estas pessoas estão empregadas porque um dia eu tive uma ideia em um trem’. Sobretudo, a experiência dos filmes para uma autora inicial tem sido excelente.

Há um monte de ação nisso tudo; é um filme de guerra, na verdade. A parte 1 é um filme de estrada; a parte 2 é um filme de guerra, com tudo o que isso implica. É incrivelmente triste em algumas partes; é muito excitante em outras e eu sinto que todos os personagens principais tem momentos sublimes. O que eu sempre mentalmente me refiro como os ‘Grandes Sete’ – que são Harry, Rony, Hermione, Gina, Neville, Luna e Draco – então, para mim, os Grandes Sete, todos eles tem momentos fantásticos nessa batalha final, catártica. Você provavelmente poderia dizer que eu o amo, acho mesmo que esse provavelmente é o melhor dos filmes.

Um tema enorme no decorrer dos sete livros e filmes, Dumbledore expressou logo no início da série, no final de Pedra Filosofal, quando Harry diz, ‘Ele não se foi’, e Dumbledore diz, ‘Não, mas se a próxima pessoa lutar contra ele, e então a próxima também, então podemos derrubá-lo’. E isso vai ao coração, realmente, da série, que é a pergunta, ‘Por que lutar?’ Por que lutar? Nós aceitamos a inevitabilidade do mal no mundo e aceitamos que as coisas não podem sempre ser justas. Nós aceitamos que as coisas nunca serão perfeitas. Por que lutar, por que lutar? E essa é a pergunta que todos os personagens respondem às suas maneiras diferenciadas. Alguns pesonagens dizem ‘Não estou lutando, tenho que aceitar o inevitável’, e outros personagens dizem ‘Eu vou lutar até morrer, para fazer do mundo um lugar melhor, para salvar um amigo’. E eu acredito que é disso sobre o quê essa batalha final se trata.

Eles fazem isso perfeitamente no filme, havia um local onde estive e fiquei muito feliz por eles terem sido fieis ao livro, porque a jornada de Snape é tão importante, é tão mestra para os livros e eles não funcionam sem Snape, mas ele é muito mais do que um duto de informação. Ele é um personagem interessante, e ele é – acho que todos os meus personagens, sem exceção, inclusive Harry, falhos – e não acho que tenhamos um personagem inteiramente bom ou inteiramente ruim com a exceção de Voldemort. Ele é inteiramente mau. Não há redenção ali.

Entrar no Grande Salão em 2000, talvez, é isso mesmo? Por volta de 2000 foi a primeira vez que eu entrei e foi incrível – era exatamente como eu havia imaginado. Chris Columbus e Stuart Craig, eu conversei com eles sobre como eles o viam e eles fizeram um trabalho magnífico. Eu na verdade não queria vê-lo destruído, e vê-lo destruído no filme foi pavoroso, horrível. Eu acho que todos sentiriam isso, todos os fãs, todos os que acompanharam. Você apreende a ideia do quão séria é a situação, simplesmente pelo monte de destruição que essa guerra provoca.

É um sentimento muito intenso o que eu sinto por eles, porque eles literalmente viveram no meu mundo, e eles o fizeram com tanta honra, e porque eles tem sido tão magníficos na forma como eles cresceram e interpretaram seus personagens que simplesmente aconteceu de eles serem três pessoas fantásticas, o que é a mais importante de todas as coisas. Você teria que percorrer um longo caminho para encontrar três pessoas mais brilhantes, carismáticas e centradas do que Dan, Rupert e Emma.

Eu sempre tive a impressão de que Rupert Grint simplesmente entendia – eu sempre senti isso, eu posso estar enganada, se você entrevistar Rupert ele pode dizer diferentemente, mas eu sinto fortemente que ele simplesmente entendia Rony de dentro pra fora, em sua completude, e não acho que ele tenha precisado de ninguém que o dissesse como fazer. Dan é uma das mentes mais curiosas que eu já conheci. Dan quer saber, ele quer entender, e ele entende, e ele se certifica de que domina e domina mesmo. E Emma, ela simplesmente – há muita sobreposição entre Emma e Hermione de que ela é o exemplo de garota para garotas inteligentes, não é? Ela é maravilhosa, mas ela pôde fazer tão mais do que simplesmnte ser a nerd, e particularmente nesse último filme ela mostrou isso, quando ela e Dan estavam interpretando esses dois personagens sozinhos. A profundidade emocional que Emma alcançou ali foi extraordinária.