As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças ︎◆ Parte 2

Yates fala da participação de Rowling como produtora

O diretor David Yates falou recentemente a uma publicação das Filipinas sobre o seu trabalho em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, revelou qual foi a última cena do trio junto diante das câmeras, contou como foi a participação de J.K. Rowling como produtora dos dois últimos filmes, e muito mais!

No último dia com Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, quando eles estavam no set juntos e filmaram sua última cena, como foi?
Nós filmamos a cena no viaduto, fora de Hogwarts, e tinha muita paz. Era um dia muito ensolarado. Tudo estava iluminado. E foi uma cena muito terna onde eles meio que refletiram tudo que aconteceu, todas as batalhas e tudo o mais, e eles se dão as mãos, e a câmera vai perdendo-os. Foi uma cena realmente terna e amável. Eu disse a eles, ‘Olhem, garotos, essa é a última cena que faremos com vocês três juntos diante de uma câmera. Então, não é apenas a última cena desses três personagens do filme, é também a última cena de vocês nessa série de filmes. Isso é o que hoje é sobre.’ E é infundida com um tipo de emoção que é realmente comovente.

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Jo foi uma produtora nesse filme, então como foi? Como ela expandiu seu papel nisso?
Sabe, não mudou muita coisa dos outros filmes, honestamente. Ela é simplesmente nossa maior adepta sempre. E sempre muito graciosa e gentil e eu acho que, devido ao fato de que ela esteve lá o tempo todo, já era hora de ter seu nome. Ela quer estar lá conosco; é um verdadeiro privilégio.

Confira a tradução da entrevista em notícia completa! “Harry Potter e as Reliquias da Morte: Parte 2” estreia nos cinemas brasileiros em 15 de julho.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2
David Yates discute ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Manilla Bulletin Publishing Corporation
14 de junho de 2011
Tradução: Marina Anderi

MANILA, Filipinas – o diretor David Yates deixa-nos entrar em seus pensamentos e processos enquanto fazia “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2,” o ultimo capítulo dessa mega franquia blockbuster, assim como nos fala de seus planos após o lançamento do filme. Uma pista: umas férias de bruxos à vista.

Com os personagens e os atores agora mais velhos, e esse sendo o último filme, você achou muito diferente de trabalhar do que antes?
Sabe, como eles estão ficando mais velhos e tiveram mais experiência de vida; eles tiveram mais experiência no set de filmagem. Essa é a última vez em que poderão interpretar esses personagens. E o material era, de alguma forma, mais sutil do que jamais fora. E então todas essas coisas juntas significaram que eles tinham que dar o seu melhor, e estavam realmente prontos para isso; eles estavam muito entusiasmados. E é só que eles estão ficando mais velhos e nós podemos explorar coisas mais profundas enquanto eles envelhecem como atores.

Você chegou à série mais ou menos no ponto médio. Quando você percebeu a magnitude da base de fãs e o que você pensa sobre isso?
Foi provavelmente uma fase em torno do ciclo em que você faz entrevistas e conhece a imprensa e anda no tapete vermelho. Obviamente, você nota o fato de que é globalmente popular, mas é apenas quando os fãs vêm do México ou da Argentina e acampam a noite inteira que você percebe o que isso significa para eles. É uma grande responsabilidade, na verdade. Também, há altas expectativas em todo filme, e de um modo curioso, você faz o seu melhor com o filme. E estou muito orgulhoso deste filme.

Como você sobreviveu dirigindo quatro blockbusters massivos, um seguindo o outro?
Sabe, é como correr quatro maratonas. É difícil, tenho que te falar. Digo, o processo energiza à uma certa extensão e, para mim, a parte mais cansativa é a promocional. Honestamente, é ótimo para mim que as pessoas vão dar suas respostas ao filme. Digo, conhecendo pessoas do mundo inteiro você ganha todos os tipos de diferentes perspectivas do trabalho. E sempre é útil. O trabalho ativa-me, mas sempre acho o lado promocional difícil. É apenas árduo.

No último dia com Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, quando eles estavam no set juntos e filmaram sua última cena, como foi?
Nós filmamos a cena no viaduto, fora de Hogwarts, e tinha muita paz. Era um dia muito ensolarado. Tudo estava iluminado. E foi uma cena muito terna onde eles meio que refletiram tudo que aconteceu, todas as batalhas e tudo o mais, e eles se dão as mãos, e a câmera vai perdendo-os. Foi uma cena realmente terna e amável. Eu disse a eles, ‘Olhem, garotos, essa é a última cena que faremos com vocês três juntos diante de uma câmera. Então, não é apenas a última cena desses três personagens do filme, é também a última cena de vocês nessa série de filmes. Isso é o que hoje é sobre.’ E é infundida com um tipo de emoção que é realmente comovente.

Você já falou com Jo Rowling sobre adaptar esses livros e as escolhas que você fez, particularmente em termos contemporâneos?
Nunca tivemos uma grande conversa sobre isso, pois estava muito presente no livro. Ela leu o roteiro e estava totalmente tranquila sobre o jeito com o qual o adaptamos. Ela sempre estava muito entusiasmada sobre o primeiro roteiro inteiro, geralmente. Mas ela foi de muita ajuda e nós tivemos um bom papo sobre umas duas cenas na Parte 2. Eu perguntei a ela, ‘No que você estava pensando quando escreveu essas cenas?’ Ela foi de grande ajuda.

Jo foi uma produtora nesse filme, então como foi? Como ela expandiu seu papel nisso?
Sabe, não mudou muita coisa dos outros filmes, honestamente. Ela é simplesmente nossa maior adepta sempre. E sempre muito graciosa e gentil e eu acho que, devido ao fato de que ela esteve lá o tempo todo, já era hora de ter seu nome. Ela quer estar lá conosco; é um verdadeiro privilégio.

Você vai tirar umas férias quando terminar?
Eu prometo que vou tirar férias? [Risos]

Você tem um filme em preparação depois de tudo isso?
Eu tenho tantos roteiros entrando, não posso te contar. Aliás, pedi para eles pararem de mandá-los. [Risos] Porque eu não li nenhum. Estão todos empilhados. Mas sou tão ambicioso, não posso te contar. É uma coisa estranha sobre Harry Potter, porque eu não sinto nenhum senso de posse, de alguma forma. Não me sinto territorial sobre isso. Sinto que é como se fosse um tesouro nacional do qual estou cuidando. Por tudo que sei eu posso entrar, eu tento e faço o meu melhor. E estou muito orgulhoso do trabalho que fiz. Mas pós-Potter, minha carreira meio que começa de novo, na verdade. E eu não vou me sentir como se tivesse feito os quatro maiores filmes do mundo. Vou me sentir como, ‘Bem, é isso. Eu fiz Potter agora.’ E vou ter todos esses roteiros e posso começar de algum jeito. Esse é o meu plano. E eu vou fazer coisas grandes e coisas pequeninas. E não existirão bruxos nelas.

Sem bruxos?
Sem bruxos.