Não categorizado

Pottermore: o mistério

Estávamos nós pensando no novo trailer, no último filme, nos pôsteres, quando o mundo Potter ficou de cabeça para baixo com o enigma chamado “Pottermore”.

Temos alguma ideia do que seja, apesar de não termos certeza. Mas não podemos negar que foi uma excelente jogada de Rowling para manter as especulações com a série vivas durante esse período de “despedida” dos filmes. Leia a coluna de Luiz Guilherme Boneto e quebre a cabeça com a gente!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE



Os fãs de Harry Potter foram surpreendidos na quarta-feira desta semana diante de uma notícia bombástica envolvendo a série. A apenas algumas semanas do lançamento do oitavo e último filme, diante da tristeza e da certeza de uma despedida em breve, eis que J.K. Rowling anuncia um novo projeto envolvendo o bruxo mais famoso do planeta! Justamente num momento em que nos preparávamos para dizer adeus, sem quaisquer evidências para nos dizer o contrário, a sempre surpreendente tia Jo sacode os fãs de seus livros com um anúncio evidentemente avassalador, e como tudo o mais que a envolve, altamente misterioso.

O nome do projeto é “Pottermore”, em tradução literal, “Pottermais”. Noticiado oficialmente ontem, o “anúncio do anúncio” a ser feito por ninguém menos que J.K. Rowling vem fazendo os fãs ao redor do planeta unirem-se num movimento interessante para tentar descobrir em que este consiste. O que poderia ser? O que quer dizer, afinal, “Mais Potter”? Um novo livro? Uma continuação para a série? Um site superinterativo e diferenciado? Nestes poucos dias que restam antes do anúncio, diante da infinidade apresentada pela internet, ainda surgirão teorias das mais incríveis à medida em que a notícia chegar a todos os fãs. Algumas serão muito ponderáveis, outras, absurdas, mas todas válidas enquanto vierem de pessoas apaixonadas pela série mais fantástica das nossas vidas.

A origem
Na verdade, a palavra “Pottermore” não é lá tão novidade assim. Em 2010, nossos colegas do fansite Clube do Slugue descobriram que ela tinha algo a ver com um projeto para lá de secreto de Rowling, seu agente literário Christopher Little e a Warner. Por algum motivo inexplicável na época, eles patentearam vários registros ao redor do mundo com o nome “Pottermore” (domínios de sites, como, por exemplo, pottermore.com, pottermore.com.br, pottermore.com.uk…), como se estivessem tentando que outra pessoa o fizessem antes deles. Essa era uma manobra comum na época em que Rowling ainda decidia os títulos dos livros da série: era preciso patentear as várias possibilidades para a garantia dos direitos autorais.

Claro que isso não passava de um forte rumor, e por isso muitos outros fansites (o Potterish incluso na lista) não noticiaram esse fato ― e o que isso importa a esta altura do campeonato? Palmas para todos ― agora vamos correr e agarrar nosso Pottermore! (se ele for “agarrável”).

E agora?
Ao vermos o “anúncio do anúncio”, dedicamo-nos a nos aprofundar no “Pottermore”, não para tentar descobrir o que seria o projeto, mas para admirarmo-nos com as teorias que já estão criadas. Para isso, visitamos portais em português e inglês, e é incrível constatar como muitas pessoas, em redes sociais, blogs ou comentários pela internet, não só criam suas teorias como as fundamentam de maneira extremamente convincente. Vimos mais de uma a se apresentar deste modo, o que indica que, com muita sorte, apenas um fã estará correto. Dizemos “com muita sorte” porque J.K. Rowling é sempre surpreendente e pode muito bem derrubar montanha abaixo todas as especulações em torno de seu projeto.

Por Luiz Guilherme Boneto
Particularmente, eu ficaria muito satisfeito diante do anúncio de um novo livro. Em meio à minha absoluta falta de tempo, reli durante este semestre toda a série Harry Potter, para tentar ficar tinindo nos assuntos que envolvem o mundo da magia, como sempre gostei de estar. Agora, nada seria mais ideal para mim do que ler alguma coisa nova sobre a série. Poderia ser a “enciclopédia Potter”, tão citada por fãs, por pessoas próximas a Jo e até por ela mesma, ou até “Hogwarts, uma História”, livro que sempre tive vontade de ler diante das citações de Hermione em todos os sete volumes da série, ou ainda qualquer outro escrito por ela.

Acima de tudo, sem hipocrisia, fico satisfeito ao constatar que teremos alguns dias, a totalizar uma semana desde a notícia, para bolar teorias novamente a respeito da série, como todos nós já fizemos um dia, ainda que as guardássemos para nós. Será como nos velhos tempos, antes do lançamento de cada novo livro. Agora, J.K. Rowling nos deu uma semana para que a ansiedade possa crescer o suficiente e para que, no dia 23, nos postemos diante do computador, no canal especial do “Pottermore” no YouTube que, possivelmente, será o palco do anúncio.

Por Bruna Moreno
Uma colega escrita minha não teve vergonha de sonhar alto: “adoraria que fosse uma saga de mais sete livros”. Ah, e quem não gostaria de viver tudo de novo?

Eu, particularmente, estou desesperançosa. Depois que se revelou o mais importante ― “Pottermore” não é um livro, conforme apanhamos de Rebecca Salt, porta-voz de Jo ―, eu ficaria muito triste com uma enciclopédia. Não é isso o que quero; não é um livro de contos nem de Quadribol; não são adesivos ou imitações de feijõzinhos: quero meus queridos personagens vivos de novo, direcionados pelas mãos que os criaram. Quero, literalmente, mais Potter!

Com os pés no chão, acredito que interatividade é a palavra-chave. Um novo site que integre fãs do mundo todo e lhes permita viver realmente a experiência da magia é algo bem século XXI, bastante factível e que, aliás, integra todas as mídias que Rowling usou para nos divulgar sua novidade. Acho que esta é a maior possibilidade.

Mas se fosse qualquer coisa relacionada aos Marotos, juro que morria. Na hora. Não aguentaria nem ler.

Bons tempos
Toda a expectativa montada em torno do “Pottermore”, com o site oficial, o canal do YouTube e as milhões de teorias que já estão sendo criadas aumentam a possibilidade de o anúncio de Jo se tratar de algo espetacular. Assim todos nós gostaríamos que fosse. Mas acima de tudo, o “Pottermore” veio para mostrar, a poucas semanas do lançamento do oitavo e último filme, que a magia não tem dia para morrer. A data do anúncio de J.K. Rowling é providencial (e soa como um presentão de aniversário para nosso colunista Luiz Guilherme, que como quis o destino, fica mais velho em 24 de junho) para amenizar a depressão e as lágrimas que já se acumulam nos olhos de cada fã diante da expectativa de acompanhar a última sequência cinematográfica.
Jo Rowling não poderia ter-nos dado presente melhor. Seja o que realmente for esse tal “Pottermore”, todos nós podemos assumir presunçosamente que, em nossas mãos, ele será um eficiente vira-tempo: o melhor modo de nos trazer de volta as velhas sensações de euforia e ansiedade; a melhor desculpa para resgatar de nossas mentes velhas teorias sobre o enredo e sobre a série.

Alguns sites tiveram acesso a uma prévia do conteúdo do “Pottermore”, e classificaram-no como “fantástico”, “maravilhoso”, “realmente deslumbrante” e “de tirar o fôlego com seu alcance, detalhes e absoluta beleza”. Diante disso, nada mais resta senão esperar e especular. Afinal de contas, as corujas já estão se reunindo. Juntemo-nos a elas.

Luiz Guilherme Boneto está tão ansioso para descobrir o que é o Pottermore quanto a Hermione na véspera das provas.