As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças ︎◆ Parte 2

Empire divulga entrevistas com Rupert Grint e Tom Felton

Como parte da edição comemorativa da série Harry Potter, a Empire Magazine divulgou duas entrevistas com os atores Rupert Grint (Rony Weasley) e Tom Felton (Draco Malfoy) feitas para a matéria especial presente em suas páginas.

Rupert fala sobre o amadurecimento de Rony, como foi filmar a batalha final, o sentimento de despedida e como foi, para ele, deixar os sets e o seu camarim. Felton, por outro lado, conta qual foi a sua última cena, a cena favorita do filme, o aprendizado com os atores mais velhos e o crescimento do seu personagem.

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Vídeos com trechos dos relatos podem ser vistos, respectivamente, aqui e aqui, e a tradução de ambas as entrevistas em notícia completa!

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 estreia em 15 de julho!

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE
Entrevista com Rupert Grint

Empire Magazine
24 de maio de 2011
Tradução: Daniel Mählmann

Então quando você leu o livro e viu o que acontecia, você ficou animado?
Esse tem sido o caso com vários dos últimos livros, na verdade. Teve muito mais dimensão adicionada ao personagem. Nos filmes anteriores, Rony estava com muito medo o tempo todo, esse sempre foi o jeito dele, mas foi ótimo ver que havia muito mais de emoção intensa. Porque ele realmente se apaixona, por isso há toda aquela história, e isso realmente se desenvolve particularmente na parte dois. E também tem os assuntos familiares. Há algumas coisas bem obscuras que eu nunca tinha tido antes com o Rony.

Ele também trilha uma direção sombria no último filme.
Sim. Foi ótimo ter a oportunidade de fazer isso, colocar as mãos em algo diferente. Parecia um personagem diferente, na verdade, foi legal descobrir esse lado dele. Está tudo meio que embutido em mim; nós quase nos tornamos a mesma pessoa ao longo dos anos, uma espécie de fusão nesse Ron-pert. Até mesmo agora.

Como foi filmar a batalha final?
A forma como nós a filmamos foi confusa, porque filmamos ambas as partes simultaneamente. Então alguns dias nós estávamos fazendo uma cena da Parte Um, e depois uma batalha enorme. Foi bem difícil acompanhar o que estava acontecendo na Parte Dois, então vai ser bastante interessante ver como ficou tudo em conjunto. Mas as sequências da batalha são ótimas, eu acho. Foi tão grande e épico; há uma cena no pátio que é uma tomada enorme e contínua e eles têm cinco câmeras cobrindo tudo, e há gigantes e fogo e grandes crateras. Até mesmo para Harry Potter, pareceu realmente enorme. Esses sets, eles realmente os destruíram. O entulho que você vê é realmente o set caindo aos pedaços. É muito estranho ver todos esses sets, nos quais eu cresci, em pilhas de escombros, há algo estranho nisso. Mas vai ser incrível.

Foi um caso de “nenhuma atuação é necessária” conforme Hogwarts vinha abaixo?
Sim. Realmente deixou claro que esse era o fim. Ver o Salão Principal… o lugar se tornou bem familiar em nossas vidas; nós passamos muito tempo lá. E agora está em chamas. Há cadáveres, crianças mortas em todo lugar. É muito sombrio.

Você se sentiu triste com o término? Ou você tem a sensação de finalmente se sentir livre?
É uma mistura de ambos, na verdade. A tristeza não me atingiu de verdade até o último dia. Nós estávamos dizendo adeus e foi uma sensação bem devastadora de que tudo estava chegando ao fim. Lembro-me de guardar as minhas coisas do camarim, aquilo foi… eu tinha brinquedos desde quando comecei a série. Foi realmente estranho fazer aquilo, e tudo me mostrou o quanto isso tem sido uma grande parte da minha vida. Acho difícil lembrar da minha vida antes dos filmes, na verdade. O fim ainda não foi totalmente absorvido, eu acho. Acho que vai ser assim por um tempo.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE
Entrevista com Tom Felton

Empire Magazine
25 de maio de 2011
Tradução: Sylvia Souza

Qual foi sua última cena?
Houve algumas. Uma das minhas últimas cenas com um grupo foi a gente, 19 anos adiante, na plataforma de King’s Cross. Isso se encaixou muito bem, porque uma das minhas primeiras cenas foi como um garoto de 10 anos sendo colocado no trem, dez anos atrás literalmente, então foi bastante estranho conveniente ter se encaixado. A minha última cena de verdade foi uma cena noturna, de segunda unidade, sozinho. Fui filmado indo embora após a batalha, acredito, então mais uma vez foi bem legal pois sempre há um relacionamento de mais proximidade com a equipe de segunda unidade.

Bem, a equipe esteve nisto tanto quanto todos os atores.
Sim, e a equipe de segunda unidade mais ainda: muitos deles estiveram lá por mais tempo do que a primeira unidade, então nos divertimos naquela última cena. Dom Fish, o assistente de direção, me deu um adeus muito encantador e eu me certifiquei de ir embora assim que acabasse, porque eu sabia que começaria a chorar como uma garota.

Você tem uma cena favorita neste?
A batalha final é, obviamente, a luta; todos estavam ansiosos para isso e foram meses e meses só tentando arrancar as cabeças uns dos outros. Pessoalmente, estava empolgado com a parte dos “19 anos depois”. Sou tão grato por Jo ter me escrito nesta parte, porque mal posso esperar para ver a todos nós com 40 anos.

No último filme, você deixou a escola e está bem próximo dos Comensais da Morte, o que significa que você pode passar tempo na tela com alguns atores incríveis. Você aprendeu muito com estas pessoas?
Muito mesmo! Foi o mais legal nestes últimos filmes comparados aos anteriores. Eu sempre estive entre as crianças parecendo deslocado, enquanto que neste eu era o jovem no meio do domínio do mal. Quando você vê os atores escalados para o dia, é incrível. Você tem Alan Rickman e todos estes, literalmente, atores consagrados cavaleiros e você pensa, “Meu Deus!”. Eu passei dois dias em absoluto silêncio, sem dizer nada a ninguém, apenas por medo! Foram alguns dias bem legais de filmagem. Assistir Helena foi um dos melhores, eu acho.

Houve um momento adorável no Empire Awards em um certo ano onde vocês dois estavam ela imediatamente encarnou a Belatriz.
Eu sempre sou pego de surpresa por isso! É tudo muito diferente quando vocês estão trabalhando juntos, mas quando vocês estão fora do trabalho você sempre pensa, “Será que eles ainda sabem quem eu sou?”. E ela literalmente me atacou! Aprendi muito com ela. Ela é o perfeito Jekyll & Hyde: ela é a mais gentil das moças britânicas e ligeiramente em seu próprio mundo e então quando as câmeras rodam ela fica possuída, o que é impressionante. É incrível de assistir. Eu poderia falar de outros: cada um daqueles atores foi extremamente legal comigo, o que faz uma grande diferença.

É uma jornada realmente interessante a do Draco nestes filmes. Quando você o deixa, ele está quase perdido, algo em que ele acreditava por tanto tempo se esvaiu.
Sim, tiraram o chão sob seus pés. É uma tarefa muito difícil para o escritor: o plano é passar seis anos fazendo com que a platéia deteste este personagem, que façam-nos não terem a mínima simpatia por ele, e então em dois anos mostrar como o valentão é tratado em casa e por que ele é como é. Você o vê sendo colocado em algumas situações ruins, então eu espero que no fim de tudo você realmente se sinta mal pelo garoto. Dan e eu frequentemente falamos sobre isso ser dois lados de uma moeda: Harry com todas as boas influências, veja o que ele pode conquistar, e Draco com o extremo oposto e tentando lutar contra o fato de que seus pais não poderiam ser uma influência pior. Sem falar da “Tia Bela” e todos os outros ao redor da mesa!