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Lembrol: Faltam 93 dias para Relíquias da Morte parte 2!

Harry olhou a toda volta desesperado. Cedrico Diggory subia em grande velocidade e havia entre os dois um grãozinho dourado brilhando no ar varrido de chuva…

Com um tremor de pânico, Harry se achatou contra o cabo da vassoura e disparou em direção ao pomo. […]

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Mas alguma coisa estranha estava acontecendo. Um silêncio inexplicável foi caindo sobre o estádio. O vento, embora continuasse forte, se esqueceu momentaneamente de rugir. Era como se alguém tivesse desligado o som, como se Harry, de repente, tivesse ficado surdo – que é que estava acontecendo?

Então uma onda de frio terrivelmente familiar o assaltou, penetrou seu corpo, no mesmo instante em que tomava consciência de algo que andava lá embaixo no campo…

Antes que tivesse tempo para pensar, Harry desviou os olhos do pomo e olhou para baixo.

No mínimo cem dementadores apontavam os rostos encapuzados para ele. Era como se houvesse água gelada subindo até o seu peito, cortando os lados do seu corpo. E então ele ouviu outra vez… Alguém gritava, gritava dentro de sua cabeça… uma mulher…

“O Harry não, o Harry não, por favor o Harry não!”

“Afaste-se, sua tola… afaste-se, agora…”

“O Harry não, por favor não, me leve, me mate no lugar dele…”

Uma névoa anestesiante rodopiava enchendo o cérebro de Harry… Que é que ele estava fazendo? Por que é que estava voando? Precisava ajudá-la… Ela ia morrer… Ia ser assassinada…

Ele foi caindo, caindo sem parar pela névoa gelada…

“Harry não! Por favor… tenha piedade… tenha piedade…”

Uma voz aguda gargalhava, a mulher gritava, e Harry perdeu a consciência.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban,
Capítulo Nove – A Amarga Derrota, páginas 147 e 148.