As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças ︎◆ Parte 1 ︎◆ Parte 2

Leia a tradução da matéria da EW sobre Relíquias da Morte

Nossa equipe de tradutores traz até vocês a tradução completa da matéria especial de seis páginas sobre Harry Potter e as Relíquias da Morte contida na última edição da revista Entertainment Weekly.

Nela, temos entrevistas com o trio Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, contendo até uma breve retrospectiva de como era cada um no início da carreira e como são agora, ao fim das filmagens de Harry Potter. Eles comentam suas perspectivas futuras e falam como foi se despedir da saga.

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DANIEL RADCLIFFE, RUPERT GRINT, EMMA WATSON
O fim está próximo

Entertainment Weekly ~ Sean Smith
Novembro de 2010
Tradução: Antonio Kleber, Marina Anderi, Sylvia Souza e Thais Tardivo

É claro que eles sabiam que estava chegando. Mesmo assim, foi apenas no último dia de filmagens que as três estrelas de Harry Potter entenderam completamente que o capítulo mais significante de suas vidas até então estava acabando. “De alguma maneira eu não estava preparado para o quão emocionante foi”, disse Rupert Grint, que interpreta Rony Weasley por quase metade de sua vida. “Faz sentido o quanto tudo isso significa para nós.”

Depois que o trio terminou a última cena deles para Harry Potter e as Relíquias da Morte nesse último verão, a equipe pediu que se sentassem para uma pequena apresentação de despedida: uma montagem com imagens da década deles no set de filmagens e o adeus de centenas de artistas – a equipe de maquiagem e figurino, os decoradores e os designers de apoio – que os viram crescer. “Nós três estávamos acabados no fim”, disse Emma Watson (Hermione Granger). “Eram as nossas vidas mostradas no vídeo, e todas essas pessoas que conhecemos, nesse lugar onde nós passamos mais tempo do que nas nossas casas. Foi esmagador.” Não menos foi para o próprio Harry Potter. “Eu estava sentado lá pensando ‘O que eu vou fazer sem todas essas pessoas que eu amo e me amam?’”, disse Daniel Radcliffe. “Sentirei muitas, muitas saudades de todos”.

Para dezenas de milhões de fãs, o longo adeus começará nesse mês. As Relíquias da Morte, o sétimo e último livro da série de livros de J.K. Rowling, foi separado em dois filmes. Parte 1 estreia dia 19 de novembro. Parte 2 estreia no próximo verão (inverno no hemisfério sul), em 15 de julho. (O estúdio recentemente descartou planos de lançar a Parte 1 em 3-D, mencionando preocupações com a qualidade, mas a Parte 2 será feita nos formatos 2-D e 3-D.) O impacto cultural e financeiro dos filmes é nada menos que assombroso. Os seis filmes anteriores ganharam mais de $5,4 bilhões no mundo todo, fazendo de Potter a franquia global mais lucrativa da história, e colocou a série uma varinha de distância de superar os filmes Star Wars nacionalmente. “É tão satisfatório,” diz Alan Horn, presidente da Warner Bros. Entertainment, que enlaçou os direitos autorais de Potter não muito depois de assumir o controle do estúdio (que divide uma matriz, Time Warner, com EW) e que recentemente anunciou seus planos de se demitir em abril do próximo ano. “Não apenas Potter foi bom para nossa empresa e fez um monte de dinheiro e tudo o mais, mas também foi uma maravilhosa jornada criativa. Acho que convertemos os livros em filmes respeitosamente e honramos todos.”

A decisão de dividir Relíquias em dois filmes frustrou alguns fãs, que acusaram o estúdio de ganância corporativa, mas o lado bom, ao menos, é que muito mais do livro final de Rowling aparecerá nos filmes. A batalha de vida ou morte entre Harry e Voldemort (Ralph Fiennes) não acontecerá até a Parte 2, mas isso não significa que a primeira parte seja mole. Na Parte 1, Voldemort e seus Comensais da Morte tomam o Ministério da Magia, e estão à procura de Harry. Forçados a viver como fugitivos, longe das paredes protetoras da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry, Rony e Hermione devem descobrir e destruir as restantes Horcruxes – objetos que contém a alma de Voldemort. Ocorrem brigas entre amigos, compromissos são testados e a relação entre Rony e Hermione… evolui. “Os riscos emocionais são mais complexos e intrigantes,” diz o diretor David Yates, que também dirigiu os dois filmes anteriores, A Ordem da Fênix e O Enigma do Príncipe. “Você põe essas personagens no grande, largo mundo e tem-nas perseguidas por pessoas que as querem matar. De repente, elas parecem bem frágeis.”

As três estrelas estão agora também se direcionando para esse grande, largo mundo. Eles ainda encaram outros nove meses e pouco de premieres e entrevistas de imprensa, mas seus dias dentro das paredes dos Estúdios Leavesden fora de Londres, onde todos os filmes Potter foram filmados, acabaram. “Tem sido estranho ajustar-se a não ir para lá todo dia,” diz Grint, 22, o mais velho do grupo. “A liberdade tem sido boa, mas é um pouco estranho.” Para os adultos que os assistiram crescerem, é um pouco estranho também. “Eu os conheço há 11 anos,” diz o produtor David Heyman, que espiou pela primeira vez um jovem Radcliffe da plateia em uma performance de Stones in His Pockets no oeste de Londres e pensou que o garoto poderia ser o certo para interpretar Harry. “Eu acho que todos ficarão bem, eles têm boas cabeças, mas se algo acontecer, eles sabem que eu estarei num avião ou num trem, que estarei lá para eles. Muitas pessoas sentem-se assim.”

Os jornalistas assistiram ao crescimento deles também, e aqueles de nós que escrevemos sobre Harry Potter em todos esses anos temos nossas próprias memórias e observações. Agora, com o fim da jornada deles à vista, parece um momento ideal para olharmos para trás – para recordar uma década de encontros exclusivos com estes jovens atores, para lembrar quem eles eram e para ver em quem se transformaram.

Emma Watson

Atuar em filmes não a impressionou muito a princípio. “Não é tão glamuroso quanto pensei que seria,” ela disse, sentada em seu camarim em Leavesden, vestindo seu uniforme de Hogwarts. “Quero dizer, é bem mais complicado, dias mais compridos, mais trabalho.” Watson tinha acabado de fazer 11 anos na época, a mais nova dos três astros, e estava, então, terminando “A Pedra Filosofal”. Ela não estava reclamando, na verdade, apenas afirmando o óbvio. Antes de conseguir o papel de Hermione, ela nunca havia atuado ou participado de um teste para qualquer papel. Durante a longa caminhada do Beco Diagonal até o quarto dela para uma aula, ela conversou cordialmente sobre sua personagem (“Eu considero que ela é muito, muito mandona”), sobre os testes (“Onze testes! É muita coisa. Rupert precisou apenas de três”), e, claro, seus colegas de elenco (“Eles são bastante educados, mesmo sendo garotos”). Ela era sarcástica, esperta, ávida para conhecer o mundo. “Eu adoraria ir para a América,” ela disse. “Sei um pouco sobre ela, na verdade. Parece bem divertido.”

Com o passar dos anos, Watson se viu em conflito, sem saber se queria continuar interpretando Hermione – ou mesmo se queria ser uma atriz. “Emma é muito inteligente, mas muito dura consigo mesma,” diz Helena Bonham-Carter, que interpreta a Comensal da Morte, Belatriz Lestrange. Ir para a Universidade sempre esteve no topo da lista de prioridades de Watson – ela se esforçou para conseguir as maiores notas no equivalente britânico ao Vestibular – e fantasiou sobre uma vida normal com escola e amigos, do mesmo modo que as outras crianças imaginam serem estrelas do cinema.

Enquanto filmava o quinto filme, A Ordem da Fênix, ela, Grint e Radcliffe tiveram que assinar novos contratos com o estúdio, se comprometendo a atuar nos filmes restantes. Ela foi a última a assinar, e quando nos falamos no set de “Ordem” no fim de agosto de 2006, a alguns passos da sala de tapeçaria de Sirius Black em Grimmauld Place, ela ainda tinha dúvidas se assinaria. Ela tinha 16 anos, e a decisão foi uma agonia para ela. “Eu não sei mesmo,” ela disse. “Daniel e Rupert parecem ter tanta certeza. Adoro fazer as pessoas rir, e adoro ser criativa, mas há muitas outras coisas que adoro fazer, também. Me deram tantas boas oportunidades com isso, mas… não sei, e continuo achando que deveria saber.”

Em março de 2007, ela escolheu permanecer, mas Watson parecia estar “em baixa” em Relíquias da Morte. Aos 19 anos, ela tinha sido aceita na Universidade Brown, mas primeiro teve que trabalhar arduamente em uma longa tomada em que ela tinha que estar fria e molhada por meses. (No filme, Hermione e Rony destroem uma Horcrux na água; e cena e as seguintes requereram filmagens extensivas). “Odeio parecer fresca, mas é horrível,” ela disse, ensopada, sentando próxima a um aquecedor perto da Sala Precisa. “Esse tem sido, definitivamente, o período de filmagem mais esgotante e intenso que já fiz.”

Um ano depois, em agosto de 2010, ela tinha completado seu primeiro ano em Brown (sendo ocasionalmente perseguida por alguns paparazzi) e estava preparando-se para voltar à escola para seu segundo ano como universitária. Agora, aos vinte anos, ela parecia, pela primeira vez em anos, como a animada e entusiasmada garota que era aos onze. Ostentando um novo e chique corte de cabelo de fada – a única vez em que ela pôde escolher seu corte de cabelo em dez anos – ela emocionou-se com seu ano de caloura. “É maravilhoso,” ela disse. “Tenho toda uma estrutura quando estou trabalhando em Harry Potter. Falam-me em qual horário vão me pegar. Falam-me em qual horário posso comer, quando terei tempo para ir ao banheiro. Cada mísero segundo do meu dia não está em meu poder. Estando na faculdade, tive prazer com as coisas menores. Por exemplo, ‘Irei acordar às 10h, se quiser.’ Ou ‘Comerei um sanduíche agora.” Foi tão libertador! Eu estaria sorrindo para mim mesma, e meus amigos diriam, “Emma, o que está errado?” E eu diria, “Eu não sei. Estou apenas… feliz.”

Rupert Grint

“Impressionante” e “legal” eram os adjetivos favoritos de Rupert Grint para mais ou menos os primeiros cinco filmes de Potter. Na verdade, eram seus únicos adjetivos, então quando ele estava bem animado com algo – um lutador de WWE ou uma banda de hip hop nova – ele tinha que os combinar: “Impressionante e legal, é.” Mas o que ele não tinha em fluência, ele pagava com amabilidade e, mesmo sendo garoto, com um humor tão sutil que era fácil não o perceber.

A avaliação do Grint de doze anos do porquê de ser escolhido para fazer Rony era bem simples: “Eu tenho cabelos ruivos.” Essa falta de pretensão frequentemente encantou seus coadjuvantes adultos. Em uma leitura antecipada à mesa, Grint estava sentado ao lado do velho Richard Harris, que estava interpretando o diretor Alvo Dumbledore. Na cena, Dumbledore está discursando para o corpo estudantil de uma forma grandiosa. Quando Harris terminou, Grint virou-se para o ator legendário. “Essa foi uma leitura bastante boa,” ele disse. “Acho que você será muito bom nessa parte.”

Por causa de seu comportamento maduro, nem sempre foi fácil compreender o que Grint estava pensando sobre sua experiência em Potter. “Rupert é simplesmente agradável, e em seu próprio mundo,” Bonham Carter diz. “Ele é um pouco como Luna Lovegood, sabe? Vive no mundo da lua.” Fora das telas, ele era tão enigmático quanto nelas. Ao invés de comprar, digamos, uma Ferrari quando tirou sua carteira de habilitação, em 2007, ele comprou um caminhão de sorvete para transporte, e ele discretamente construiu uma fanática, se excêntrica, base de fãs do sexo feminino. Ao invés de ganhar roupas íntimas de mulheres enviadas por correio, ele diz, “Recebo muitos pijamas. E origami.”

Só gravando Relíquias da Morte foi que Grint finalmente abriu-se um pouco. “Estou amando. Tem sido maravilhoso,” ele disse quando estava no meio das gravações. Naquele momento, em 2009, ele tinha acabado de se recuperar de gripe suína e, como Watson, estava sofrendo meses contínuos de estar frio e molhado, mas nada disso pareceu perturbá-lo. “Esses filmes têm me dado oportunidades que eu nunca teria, e eu meio que entrei nisso por um mero acaso, então estou apenas grato por ter sido feito parte disso.”

Agora ele está ansioso para começar o resto de sua carreira cinematográfica. Ele já estrelou algumas produções independentes, incluindo a comédia-drama de 2006, Lições de Vida e a comédia de ação atual Wild Target, e está começando a dar uma olhada em roteiros. Ele gosta dos filmes de Quentin Tarantino e David Lynch e também de filmes de ficção científica de segunda, mas está de pé pra qualquer coisa. Durante estes anos em Potter, ele diz, nunca foi questionado se a atuação fora o caminho que ele queria. ‘A alternativa de apenas ir pra escola e pra faculdade nunca foi atrativa pra mim’, diz ele. No set houve vezes que estava devagar e você poderia ficar entediado, mas eu sempre adorei isso. Nunca mesmo houve uma dúvida que eu faria isso’.

Daniel Radcliffe

Nos fundos da Loja de Varinhas do Olivaras, você quase não conseguia vê-lo atrás do balcão. Era o início de março de 2001. Daniel Radcliffe tinha 11 anos, mas parecia ter 8. Pequeno pra sua idade e magérrimo, ele era tão pálido que o cineasta John Seale disse que era como filmar ‘uma garrafa de leite com sapatos’. Escondido nos fundos da loja, entre a poeira, as teias de aranha e as caixas de varinhas, o diretor Chirs Columbus, que lançou a franquia e dirigiu Pedra Filosofal e Câmara Secreta, estava assistindo pelo monitor e tentando extrair uma emoção específica de Radcliffe. Ele não estava tendo sorte. ‘Muita trepidação. Você está assustado!’ ele gritou para a entrada da loja, onde Radcliffe, como Harry Potter, estava prestes a comprar sua primeira varinha. De novo e de novo, enquanto Radcliffe agarrava sua varinha, uma luz dourada iria brilhar e uma lufada de vento iria soprar sua franja, mas Radcliffe ainda parecia muito inexpressivo. ‘Dan!’ Gritava Columbus. ‘Mais. Assustado. Que isso!’

Radcliffe nunca teve medo de correr riscos ou de arriscar sua vulnerabilidade. Sentado em um trailer pequeno perto do exterior do set da Rua dos Alfeneiros quando tinha 11 anos, ele contou a história da primeira audição (‘eu estava totalmente petrificado’) e como ele reagiu quando, muitos meses e audições depois ele descobriu que tinha conseguido o mais cobiçado papel de todo o mundo. ‘Eu estava tomando banho na hora’, ele diz. O produtor David Heyman havia telefonado para sua casa. Radcliffe podia ouvir seu pai no telefone na outra sala, mas não conseguia ouvir o que estava dizendo. “Meu pai veio correndo e disse ‘Adivinha quem eles querem que interprete Harry Potter?’ e eu comecei a chorar. Foi provavelmente o melhor momento da minha vida”. Na época, Radcliffe, como Grint, gostava de luta greco-romana e música (R.E.M., Stereophonics). Ele queria aprender a tocar bateria e gostava de escrever músicas. (‘Não sou muito bom nisso, mas gosto de escrevê-las’). E ele disse que raramente ficava cansado porque ele bebia ‘tanta Coca Diet e comia tanto chocolate que estou sempre totalmente acordado.’

Enquanto crescia, Radcliffe não permitiu que a fama subisse à cabeça. Em todas as suas entrevistas durante esses anos, ele sempre colocou em discussão onde ele não havia ido tão bem no filme anterior e que estava trabalhando para melhorar no corrente. Ele não fugiu de sua responsabilidade como Harry Potter, mas também não deixou que isso criasse uma bolha ao seu redor. ‘Geralmente falando, qualquer um que eu encontre no mundo é tranquilo e perfeitamente educado, diz ele. ‘São pras câmeras de celular das pessoas que você deve prestar atenção. Eu não quero aparecer nas malditas páginas do Facebook de todo mundo. É redonda o bastante, minha cara.’

É um milagre que outras partes de seu corpo não tenham feito uma aparição na web quando, aos 17 anos, ele concordou em aparecer pelado no palco no drama psicológico Equus. ‘Parte de mim quer balançar as percepções que as pessoas têm de mim’ disse ele na época. Tanto ele quando os produtores de Harry Potter viram a nudez como um grande passo. ‘O que é o pior que pode acontecer? Alguém tirar uma foto de seu pênis?’ Heyman disse então. ‘E daí? Todos temos um – ou vimos um’. Mesmo assim essa fora uma decisão atrevida, e uma que Radcliffe claramente deu um pontapé. Em uma cena em Relíquias da Morte – Parte 1, Harry, Rony e Hermione estão correndo pelas ruas de Londres e entram num café. Pendurada em uma parede na esquina do café está o pôster promocional de Equus. ‘É minha piada interna pessoal’, diz ele. Sua recusa em deixar que o medo o inibisse de fazer a peça também insinua como será a carreira de Radcliffe.

Agora aos 21, ele está se preparando para estrelar seu primeiro musical no teatro, ‘How to succeed in Business without really trying’ – “Tenho certeza que estarei completamente aterrorizado em alguns meses, mas agora estou bem ansioso”, diz ele – e ele está filmando o momento para a misteriosa hisória de fantasmas ‘The Woman in Black’. Harry Potter está começando a ser ultrapassado no espelho retrovisor. ‘É chave pra que eu continue trabalhando’, diz ele. ‘Focando outras coisas ao invés de ficar deprimido pelos cantos da casa’. Ele sentirá saudades do menino-bruxo, muito embora. ‘Eu já sinto, ligeiramente’, diz ele. ‘É bem raro que você tenha que irromper na superfície quando a água está rodeada por um anel de fogo. Eu me precavi por um longo tempo.’

Eles sabiam quando iria terminar, mas não como. As três estrelas Potter filmaram uma cena final juntos, mas suas tomadas realmente finais como Harry, Rony e Hermione seriam sozinhos. Um de cada vez, cada um deles correria e pularia em uma lareira bem sólida, desaparecendo do Ministério da Magia através da Rede de Flu. A lareira em questão seria adicionada posteriormente de forma digital, então eles estavam correndo por uma tela verde gigante e aterrisando em um tapete contra acidentes. ‘Parecia a melhor maneira de sair, porque era algo físico’, disse o diretor David Yates. E simbólico também. Queda-livre. Dando um pulo. ‘Pra ser honesto eu não havia entendido o significado daquilo’, diz Radcliffe meses depois, rindo. ‘Talvez eu deva ligar para David e me desculpar’. Mal será registrado no filme, meros segundos de cena, mas como o seu ato final, depois de uma década de infância empregadas em seus próprios ministérios da magia, cada um deles correu e saltou para um verde grande e desconhecido. ‘Foi muito estranho’, diz Watson. ‘Mas foi maravilhoso’.