As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças ︎◆ Parte 1

Radcliffe fala de cenas com Dursley e no Piccadilly Circus

Uma nova entrevista conduzida com o ator Daniel Radcliffe nos sets de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 apareceu no poster book do sétimo filme. Dan fala da cena com os Dursleys, como foi filmar no Piccadilly Circus, a experiência de atuar com Bill Nighy e muito mais. Confiram:

Como foi aparatar no meio do Piccadilly Circus para você?
Aquilo foi realmente legal. Foi simplesmente bizarro, porque nós estávamos na Shaftesbury Avenue com 300 pessoas, todas em pé completamente paradas e então em “ação”, todas elas começavam a andar. Nós fomos o primeiro filme a fechar o Piccadilly Circus desde “Um Lobisomem Americano em Londres“, que foi feito cerca de 30 anos atrás. Então nós nos encontrávamos em uma posição realmente privilegiada.

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Os scans das páginas podem ser vistas a partir daqui, e não deixem de ler a tradução completa da entrevista na extensão!

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE
Entrevista presente no poster book

28 de outubro de 2010
Tradução: Daniel Mählmann

Tudo em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 parece maior, mais forte e mais intenso – há mais tensão, mais emoção e um pouco mais de humor. É assim que parece para todos?
O que é interessante na parte 1 é que será um filme levemente mais calmo que a parte 2, mesmo que a parte um seja mais agitada e tenha bastante correria e lutas e controntos entre Rony, Hermione e eu. É um filme maior, e as apostas são mais altas do que provavelmente já foram antes.

O filme realmente é a batalha final, o bem contra o mal, não é?
Sim. O que é ótimo sobre os livros e os filmes é que o bem e o mal não simplesmente se dividem entre duas pessoas, Harry e Voldemort. Há o mal entre os personagens bons também. E em alguns casos… pessoas que nós sempre vimos como más mostram o quanto de bondade há nelas.

As cenas com os Dursley é uma cena realmente emocionante.
Sim. Foi uma cena muito marcante para nós. Richard Griffiths, Fiona Shaw e Harry Melling foram as primeiras pessoas que estiveram na série durante todo esse tempo a acabar suas filmagens.

Foi breve, mas você curtiu seu momento com Bill Nighy?
Eu amei trabalhar com Bill. Ele é um verdadeiro cavalheiro e um homem muito, muito adorável. É um grande ator e me deu uma atuação maravilhosa como Scrimgeour.

Você acha que dividir Harry Potter e as Relíquias da Morte em dois filmes foi uma coisa sábia a se fazer?
É a única maneira de fazê-lo, eu acho. Você não pode transformar esse livro em um filme. Não se você pretende fazer um filme que faça justiça ao livro e não tenha sete ou oito horas de duração.

O que você acha que diferencia esses dois filmes do que você já fez antes?
Primeiro de tudo, apenas o fato de que nós não estamos em Hogwarts faz uma grande diferença na sensação do filme. Acho que dá ao filme um tom mais adulto, porque é difícil nos ver como estudantes quando não estamos na escola.

É justo dizer que Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 é um filme de estrada?
Bem, foi assim que o descreveram para mim antes do livro ser lançado – Jo Rowling me escreveu uma carta dizendo, “Eu quase terminei o sétimo livro, e vou entregar a você um tipo estranho de filme de estrada.” Acho que é uma forma muito, muito boa de descrevê-lo. Mas as partes onde nós estamos na estrada empalidecem em comparação ao final do filme, quando nós voltamos a Hogwarts para a batalha final. É aí que o filme fica realmente assustador.

Como foi aparatar no meio do Piccadilly Circus para você?
Aquilo foi realmente legal. Foi simplesmente bizarro, porque nós estávamos na Shaftesbury Avenue com 300 pessoas, todas em pé completamente paradas e então em “ação”, todas elas começavam a andar. Nós fomos o primeiro filme a fechar o Piccadilly Circus desde “Um Lobisomem Americano em Londres”, que foi feito cerca de 30 anos atrás. Então nós nos encontrávamos em uma posição realmente privilegiada.

O que você espera que o público vá sentir no final da Parte 1? Você está ansioso pelo quê?
Se eu ouvir um barulho de “Ah!” no cinem no final da primeira parte, acho que nós teremos feito o nosso trabalho. Houve tanta conversa, como você pode imaginar, sobre onde dividir os filmes no meio, e eles encontraramo um momento muito, muito bom.

E há traços específicos que você admira em seu personagem Harry Potter?
Eu sempre admiro qualquer pessoa que seja valente e defenda o que acredita – e isso é o que eu mais admiro no Harry.

Quais elementos do seu personagem Harry Potter se mostraram mais desafiadores de interpretar?
Acho que retratar a dor de Harry em perder seus pais, Sirius e Dumbledore tem sido os aspectos mais desafiadores de interpretar.

De que tipo de experiências você pôde trabalhar em cima e criar seu personagem?
Eu cresci interpretando o Harry, então acho que há paralelos na vida de quase todos os garotos adolescentes, com sentimentos que são universais – como o primeiro beijo e etc – sobre o qual eu pude trabalhar.

Como um ator, você estar fortemente associado com seu personagem Harry Potter já se tornou um desafio profissionalmente?
Não, interpretar o Harry só me abriu portas e me deu de presente os personagens mais interessantes para interpretar fora do mundo Harry Potter. De Extras, com Ricky Gervais, até Jack Kipling em My Boy Jack e Alan Strang em Equus.

Como você se sente agora, quando você assiste os primeiros filmes de Harry Potter? Ver os primeiros filmes já influenciou a sua performance atual?
Eu nunca assisto aos primeiros filmes Potter. Para mim, a parte mais importante do processo de atuação é o que está acontecendo com você naquele momento, e não o que aconteceu nos filmes anteriores.

Os filmes Harry Potter frequentemente envolvem efeitos especiais. O quão é difícil manter seu personagem enquanto atua em frente a “nada” ou a uma tela verde?
Eu cresci com os efeitos especiais e telas verdes, então realmente não é um problema manter a personalidade de Harry. Como sempre, trata-se de acreditar que uma bola laranja é Dobby ou Monstro, e se você acredita nisso, então o público também acreditará.

Como um ator, quais outros tipos de artes você acha que o inspira? Pintura? Livros? Filmes clássicos? Teatro?
Como pessoa, eu sou extremamente interessado em todos os aspectos de arte e tiro inspiração de todas elas. Se eu tivesse que escolher uma área com qual eu particularmente me inspiro, teria que ser a poesia ou música.

E finalmente, Daniel diz…
Se eu não fosse um ator… gostaria de ser escritor.

Minha cena mais desafiadora nos filmes Harry Potter até agora foi filmar a morte de Sirius Black.

Alguns dos meus momentos favoritos de filmagem tem sido fazer qualquer coisa com Michael Gambon. Ele é um ator extraordinário e é sempre altamente divertido estar com ele.