As Relíquias da Morte ︎◆ Parte 1

Lembrol: Faltam 73 dias para Relíquias da Morte Parte I

EM MEMÓRIA DE ALVO DUMBLEDORE
Elifas Doge

Conheci Alvo Dumbledore aos onze anos de idade, em nosso primeiro dia em Hogwarts. Sem dúvida o nosso interesse mútuo se deveu ao fato de ambos nos sentirmos deslocados. Eu contraíra varíola de dragão pouco antes de chegar à escola, e, embora não oferecesse mais contágio, o meu rosto marcado e verdoso não animava a ninguém se aproximar de mim. Por sua vez, Alvo chegara a Hogwarts carregando o peso de uma indesejável notoriedade. Menos de um ano antes, seu pai, Percival, foi condenado por um ataque selvagem, e amplamente comentado, a três rapazes trouxas.
[…]
Alvo Dumbledore jamais mostrava orgulho ou vaidade; sempre encontrava o que elogiar em qualquer pessoa, pois mais insignificante ou miserável que fosse, e acredito que as perdas que sofreu na juventude o dotaram de grande humanidade e solidariedade. Sentirei saudades de sua amizade mais do que poderia reconhecer, mas a minha perda é desprezível se compararmos a do mundo bruxo. É indiscutível que ele foi o mais inspirador e o mais querido diretor de Hogwarts. Ele morreu como viveu: sempre trabalhando para o bem maior e, até a sua hora final, tão disposto a estender a mão ao garotinho com varíola de dragão quanto no dia em que o conheci.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte,
Capítulo Dois – IN MEMORIAM, páginas 21 e 23.