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Daniel fala sobre sua carreira na Broadway e vida pessoal

Daniel Radcliffe, que dá vida a Harry Potter nos cinemas, concedeu uma entrevista à cantora transexual Our Lady J pela revista Out Magazine. Dan falou sobre seus projetos teatrais na Broadway, gostos pessoais e sobre seu apoio ao mundo trans.

Dan comenta com Our Lady J a polêmica levantada por tablóides sobre sua amizade com a cantora:

OLJ: Você acha que existe um estigma com relação a homens que namoram mulheres transexuais, ou que isso é apenas ignorado?

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DR: Eu acho que, até certo ponto, haveria um estigma – depende com qual pessoa você está falando. Mas eu certamente acho que nessa data e ano, o problema seria menor. Eu estava no set de filmagem [de Harry Potter] quando toda aquela coisa de tablóide aconteceu sobre nós saindo juntos ano passado, e nenhum dos meus amigos deram a mínima para aquilo. Ninguém fez chacota”

Leia a entrevista na íntegra na extensão da notícia e veja algumas fotos da matéria aqui. Continue no Ish para informações acerca do mundo potteriano.

DANIEL RADCLIFFE
Daniel Radcliffe e Our Lady J: O Casal Estranho

Out Magazine ~ Noah Michelson
21 de agosto de 2010
Tradução: Antonio Kleber e Bruna Coden

Daniel Radcliffe e Our Lady J: O Casal Estranho

A estrela do filme mais aguardado da temporada gerou manchete ano passado por sua amizade com a música transexual Our Lady J. Agora, os dois vêm a público para falar sobre magia, música, e sobre como achar uma paquera em Nova York.

Por Noah Michelson

Quando a franquia Harry Potter enviar a oitava, e última, adaptação cinematográfica do fenômeno literário multibilionário da autora J. K. Rowling para a telona no próximo inverno, espere para ouvir o pranto coletivo de fãs com os corações partidos ecoando por cinemas enquanto o jovem bruxo voa para o pôr-do-sol em celulóide na sua Firebolt. Mas não espere que Daniel Radcliffe entre no coro. Sim, o ator de 21 anos, que tinha penas 12 em 2001 quando colocou os característicos óculos circulares após bater 40.000 esperançosos pelo papel, alegremente sacrificou sua adolescência para trazer o amado personagem à vida. Mas juntamente à fama, à adoração e aos cachês monstruosos veio a exaustão pelo esforço de manter sua própria identidade e a crescente pressão para assegurar que, uma vez que Potter fosse concluído, sua carreira não murchasse na mesma longa e mágica sombra de seu parceiro ficcional.

Isso, ao que parece, não será um problema. Embora Radcliffe seja de diversas maneiras relativamente nova para a indústria (sua primeira viagem de relacionamento para Los Angeles aconteceu no início do ano), ele não é um estranho em escolhas menos ortodoxas na carreira. Já fez, inclusive, dois dos mais corajosos movimentos que um ator de cinema pode fazer: Estrelou na Broadway (em Equus, de Peter Shaffer), e o fez completamente pelado. Ano que vem, Radcliffe se afastará ainda mais da restritiva década em Hogwarts ao retornar ao Great White Way (a mais concorrida região da Broadway) no revival do musical How to Succeed in Business Without Really Trying (algo como Como Ser Bem Sucedido Nos Negócios Sem Realmente Fazer Esforço Algum), um remake do clássico de guerra dos anos 30 All Quiet on the Western Front (em tradução livre, Todos Calados no Fronte Ocidental) e o protagonista em The Woman in Black (ainda sem título definido no Brasil), uma história de fantasmas do reverenciado (e recentemente renascido) estúdio Hammer. Estes projetos atípicos sugerem que o ator está crescendo consigo próprio, mais atraído por correr riscos do que ficar na zona de conforto.

Os interesses pessoais de Radcliffe são tão inesperados quanto os profissionais. Ele se tornou um dos aliados mais visíveis da comunidade gay, falando contra a homofobia e filmando anúncios de serviço público para o The Trevor Project, a principal organização atendendo no esforço à prevenção de suicídios entre jovens gays, lésbicas, bi e transexuais. Em 2009, quando os tablóides britânicos iniciaram um jogo de questionamentos sujo acerca da natureza de sua amizade com a cantora e compositora americana trans Our Lady J, Radcliffe não correu para uma coletiva de imprensa para refutar as alegações, como muitos jovens heterossexuais influentes fariam. Ele é melhor do que isso. Pelo contrário, ele simples e efusivamente declarou o quão talentosa ele a considerava e deixou o mundo se perguntar o que quisesse acerca do relacionamento dos dois.

Radcliffe e Our Lady J deixaram que a Out sentasse em uma conversa abordando o aguardado penúltimo filme de Potter, as emoções e potenciais perigos de se namorar quando se é um dos solteiros mais reconhecíveis do mundo, e porque o ator está merecendo pontos grandes no paraíso trans.

Daniel Radcliffe: Olá J, como vai você?
Our Lady J: Estou ótima e você?
DR: Estou muito, muito bem. Eu acabei de finalizar Potter apropriadamente ontem.

OLJ: Eles deixaram que você ficasse com os óculos?
DR: Sim! Eu consegui dois pares do sétimo filme e o par que usei no primeiríssimo filme – e que é minúsculo na minha cabeça agora! Então, o que você tem feito?

OLJ: Eu estive em Los Angeles finalizando meu álbum. Há distração demais em Nova York. A única coisa que me distrai em Los Angeles é a praia.
DR: Estive agorinha em Los Angeles pela primeira vez na minha vida. Eu fui para a premiére do quinto filme (Ordem da Fênix), mas tirando isso, nunca realmente fui por lá antes. Então fiquei por cinco dias e fiz minha primeira rodada de encontros e idas aos estúdios. Foi muito excitante.

OLJ: Você acabou de fazer sua primeira viagem à Hollywood?
DR: As pessoas parecem ter uma percepção muito bizarra de mim – que sou um ator Hollywoodiano. Eu não penso assim sobre mim mesmo. E quando eu estava por lá dizendo que aquela era a minha primeira visita, os queixos caíram. Eles me olhavam como se eu tivesse duas cabeças.

OLJ: Então eu gostaria de esclarecer alguns rumores, se você me permite. Você não é realmente o Harry Potter, certo?
DR: Não, não mesmo.

OLJ: E eu não sou a encarnação transexual de Narcisa Malfoy, certo?
DR: [Risos] Não, você não é. Posso confirmar que nenhum desses rumores são verdadeiros.

OLJ: [Risos] OK, OK. Ótimo. É engraçado porque com aquela coisinha que aconteceu há um ano com a gente, eu na verdade recebi todos esses e-mails estranhos no meu website perguntando “Como é o Harry Potter?” E eu simplesmente pensava, Na verdade, eu não faço idéia.
DR: É estranho. Acho que é uma mistura de gente que realmente, de alguma forma, pensa que sou o Harry Potter e um número de pessoas que não se incomodam de saber o meu nome, o que é bem justo. Quer dizer, quando você foi tão identificado com um personagem por tanto tempo, é natural que ele devesse quase se tornar um codinome. Mas fui encorajado posteriormente a perceber que as pessoas estão utilizando meu nome com mais freqüência.

OLJ: Você está vindo à Nova York para o seu segundo show na Broadway, dessa vez um musical, How to Succeed in Business Without Really Trying. O que é que você ama tanto em Nova York?
DR: Eu amo a cidade como um todo, absolutamente, mas amo a Broadway. E a comunidade na Broadway é algo que você ouve falar e ouve falar por outros atores ingleses que estiveram por lá. E você pensa, Bom, OK. Como poderia ser tão diferente ou tão melhor? Porque eles falam como se fosse incrível. E aí você vai pra Nova York e realmente a experiência, e é única. Nós estávamos do outro lado da rua de Gypsy quando fizemosEquus, e constantemente estávamos juntos com eles após o show, e foi fantástico. E nós nos encontramos com o elenco de The Seagull e Black Watch umas duas vezes. É muito, muito difícil descrever porque Nova York é tão brilhante. Mas a comunidade é incrível, e você fica envolvido com todos aqueles eventos, e você mostra o quanto você ama e aprecia estar ali, você realmente não recebe nada além de gentileza e generosidade.

OLJ: Eu fiquei surpresa, na verdade, quando eu me mudei pra Nova York pela primeira vez e vi que essas pessoas fazem oito espetáculos por semana na Broadway e, mesmo assim, nas noites de folga eles dão uma passada no Marie Criri’s ou qualquer que seja o bar ou cabaré favorito, e ainda cantam ou fazem caridade na segunda à noite. É tão óbvio que estão apaixonados pela arte.
DR: Não posso deixar de mencionar Sean Hayes, que está em Promises, Promises no momento, que é um espetáculo fantástico. Até a hora de apresentar o Tony Awards (o Oscar do Teatro), ele estava ensaiando. A quantidade de horas de ensaio e o comprometimento que ele demonstrou – porque o Tony Awards não é apenas uma premiação, é uma imensa festa da Broadway e o fato de ele demonstrar comprometimento com o isso e com seu próprio espetáculo – foi incrível.

OLJ: Falando nisso, é bem impressionante que você esteve filmando dois longas por um ano inteiro e ensaiou para a Broadway ao mesmo tempo. Como você lidou com isso?
DR: Treinar pra Broadway é um processo contínuo. Eu estive fazendo aulas de dança por volta de um ano e meio, agora, e canto por dois anos e meio. Mas as aulas de canto na verdade resultam da necessidade de cantar o tema de Milky Bar [Anúncio de Doce] logo no início de Equus. Por algum motivo eu fui inventando um novo tom para o tema toda noite então eles me mandaram pra esse cara, Mark Meylan, que, entre outras pessoas, ensinou Alan Rickman [intérprete do Professor Snape] a cantar. Usando as palavras do Alan, “Mark Meylan ensina através do sarcasmo.” Ele meio que abusa de você quando você chega lá. Ele é também apenas um homem amável, gentil e brilhante.

OLJ: Que tipo de música você está ouvindo ultimamente? Você é sempre apaixonado pelos seus artistas.
DR: Um cantor e compositor inglês chamado Frank Turner. Ele é absolutamente brilhante. Oh, na bateria – eu realmente gosto de umas duas músicas dele. O novo álbum da The Divine Comedy é muito, muito bom. Chama-se Bang Goes the Knighthood, e é muito, muito engraçado e triste. E claro, ainda estou ouvindo Florence and the Machine. “My Boy Builds Coffins” foi uma música que eu ouvi bastante esse ano quando estava interpretando Harry. Parecia a música certa pro momento.

OLJ: Estou obcecada por Florence and the Machine também. Eu gosto de música depressiva. Você os ouve quando está se preparando no camarim?
DR: Ou no set logo antes de começar a filmar. Eu sempre achei que música fosse simplesmente a coisa mais útil em termos de preparação para uma cena, mais que me trabalhar num pouco de frenesi.

OLJ: Bom, tirando a música, eu tenho uma pergunta a lá Miss Estados Unidos pra você. Quando nos encontramos durante a última grande eleição americana, eu fiquei tão ansiosa por descobrir que você é apaixonado por política. Você tem conseguido prestar atenção à política nesse último ano, entre filmagens e ensaios pra Broadway?
DR: Eu estive tentando. Certamente a política britânica tem estado fantástica. Não tenho acompanhado muito a política dos Estados Unidos.

OLJ: Eu prestei certa atenção à política de Nick Clegg [líder do Partido Liberal Democrata, apoiador do governo britânico]. Você é fã dele?
DR: Sou um grande fã. Eu na verdade o encontrei, e devo dizer que ele é um homem muito, muito bom. Não concordo com tudo o que ele diz, mas de todos os líderes de partidos, foi nele em quem votei. Eu o achei um grande orador, e muito carismático e estadista. E estou feliz ainda por ele estar em uma posição de destaque na política britânica porque acho que ele tem muito a contribuir. Ele vem exatamente do lugar certo com relação aos seus próprios valores.

OLJ: Viajando pelo mundo, eu percebi que as pessoas estão tão extasiadas por Obama estar no comando. E na comunidade GLBT ele está dando passos a um ritmo infantil. Mas há qualquer coisa que você gostaria de ver feito para a comunidade GLBT ao redor do mundo que não nos Estados Unidos ou no Reino Unido?
DR: Bem, obviamente, em termos gerais, sim. O mundo precisa ser mais bem educado, mas eu estaria um pouco atrasado com relação a você nesse ponto, J, porque eu nunca diria que sou um especialista. O que estaria no topo da sua lista de prioridades?

OLJ: Bem, fiquei impressionada por Obama declarar Junho como o mês GLBT nacional, porque mudança começa com educação. Mas ele também estendeu benefícios para parceiros gays de funcionários públicos, o que é muita coisa. E então, o Departamento de Estado Americano aderiu a uma nova política que permite que transexuais mudem o gênero em seus passaportes para que correspondam às suas identidades e não aos seus sexos, sobre a qual estou totalmente aliviada. É meio incômodo quando você passa pelo aeroporto.
DR: Isso realmente soa como algo muito importante e vital para pessoas que estão fazendo essa transição, porque de outra forma você presumivelmente, como você disse, ainda tem aquele momento nos aeroportos nos quais você é forcado a de certa forma explicar alguma coisa, o que é totalmente desnecessário.

OLJ: Exatamente. Muita gente entende o que está se passando e fazem piada só por fazer. Mas houve certas circunstâncias as quais têm sido um pouco mais complicadas que isso. E com relação ao seu envolvimento com o The Trevor Project? De onde foi que veio isso?
DR: Eu e minha família sempre achamos que seria melhor focar nossos esforços do que de certa forma nos propormos a ajudar muito pouco várias organizações diferentes – realmente só escolher coisas com as quais você se importa e realmente acredita mesmo, e o Trevor era absolutamente um deles. E quando eu fiz uma visita à central de atendimento de Nova York, minha admiração pelos projetos, mas também pelo local e pelas pessoas triplicou. Os sistemas que eles têm por lá, a forma real como a central de atendimento trabalha em um nível prático, é tão brilhante e eficiente. É algo com o qual estou muito, muito orgulhoso de poder estar envolvido.

OLJ: Minha amiga Kate Bornstein tem um livro chamado Hello, Cruel World: 101 Alternatives to Suicide For Teens, Freaks and Other Outlaws (algo como Olá Mundo Cruel: 101 Alternativas de Suicídio para Jovens, Aberracoes e Outros Foras da Lei), e é engraçado mas ainda assim uma forma sincera de prevenir o suicídio entre a juventude. A filosofia dela é “Apenas permaneça vivo.”
DR: Essa é uma filosofia brilhante – apenas continuar. Há uma ótima citação de Churchill que eu ouvi outro dia: “Quando você está atravessando o inferno, apenas continue andando.” Eu simplesmente amo essa citação. Por que parar?

OLJ: Lindo. Eu venho viajando um pouco pelo mundo e tendo a oportunidade de conhecer outras mulheres transexuais, e algo com o qual elas sempre se surpreendem, relacionado a pessoas transexuais na América, é que aqui nós nos identificamos com a comunidade gay por causa das ameaças de violência que recebemos de dentro da comunidade heterossexual.
DR: [Surpreso]

OLJ: No mundo, eu acho que – geralmente – muitos transexuais são tecnicamente mulheres heterossexuais, porque gênero e sexualidade são coisas diferentes. Eu me pergunto: estaríamos nós nos tornando mais flexíveis em relação a gênero e sexualidade como um inteiro?
DR: Eu acho que com cada geração as pessoas se tornam mais abertas a essas idéias e mais cientes e mais educados. Mas é um processo bem, bem lento. Se você pegar qualquer família com pais que estejam educando suas crianças com um jeito de pensar muito mesquinho que inclua homofobia, teria que haver um momento de realização muito forte para mudar essas opiniões tão profundamente estabelecidas.

OLJ: Você acha que existe um estigma com relação a homens que namoram mulheres transexuais, ou que isso é apenas ignorado?
DR: Eu acho que, até certo ponto, haveria um estigma – depende com qual pessoa você está falando. Mas eu certamente acho que nessa data e ano, o problema seria menor. Eu estava no set de filmagem [de Harry Potter] quando toda aquela coisa de tablóide aconteceu sobre nós saindo juntos ano passado, e nenhum dos meus amigos deram a mínima para aquilo. Ninguém fez chacota. E o set de filmagem engloba grupos de todas as áreas da sociedade, e eu tenho que dizer que é um cruzamento de seções bem forte. Não havia, com toda a certeza, nenhum estigma.

OLJ: A obsessão dos tablóides é algo que é tão novo. Pessoas transexuais são uma porção pequena da população, mas nós não temos uma voz ativa muito forte agora. E eu acho que as pessoas estão surpresas com o fato de nós nos integrarmos com a sociedade da mesma maneira que todo mundo faz. Nós não somos apenas um amontoado de pessoas vivendo em Marte, embora, algumas vezes, eu desejasse que nós fôssemos. [Risos]
DR: Há quase um fator de novidade para algumas pessoas. Eu cresci em um mundo onde eu estava ciente da cultura gay e transexual desde pequeno, pois eu fui criado com uma verdadeira mistura de pessoas ao redor de mim, e pessoas com um enorme leque de experiências diferenciadas. Mas nem todos crescem dentro das mesmas circunstâncias.

OLJ: É por isso que você está ganhando muitos pontos no paraíso transexual por estar fazendo essa entrevista, pois a exposição dela é importante. Nós temos permissão para falar sobre a sua vida amorosa?
DR: Sim. É muito desinteressante, mas você está mais do que bem-vindo para falar sobre ela.

OLJ: O que está acontecendo?
DR: Eu estava em um relacionamento com uma pessoa por quase três anos, e nós nos separamos logo antes de chegarmos ao terceiro ano. Mas [o término] foi muito amigável. No momento, eu estou apenas solteiro e correndo por aí perseguindo garotas. [Risos] Eu não estou recebendo muitas respostas, mas, sim, estou tentando. Eu também estou começando a ir a encontros pela primeira vez. Eu nunca tive a oportunidade, pois todas as namoradas que já conheci, eu encontrei através do trabalho. Então nós já pudemos nos conhecer realmente bem no trabalho, e aí meio que acabamos saindo juntos.

OLJ: Qual é a sensação de ir a encontros como Daniel Radcliffe?
DR: É bem angustiante, porque não é algo que eu esteja acostumado a fazer. Não que eu me esforce em conversas, mas eu tenho essa incrível ansiedade relacionada a silêncios desconfortáveis e pausas e todas essas coisas, o que eu acho que preocupa a todos. Mas fico bem ansioso, precipitadamente, em relação a isso. Eu, na verdade, consigo ficar bem falatório no final – provavelmente até demais – e provavelmente um pouco entediante. Eu apenas tento fazer as garotas rirem. Essa é, na verdade, a única coisa que eu sou particularmente bom em encontros.

OLJ: Bom, isso vai dar algo para as moças de Nova York aguardarem quando você estiver na cidade.
DR: [Risos] Não posso fingir que não pensei sobre isso algumas vezes. Eu até mesmo já tive pessoas oferecendo para me armar um encontro com alguém!

OLJ: Bom, se você algum dia precisar de ajuda, eu tenho algumas amigas.
DR: Ah, fantástico. Você vai ter que me apresentá-las.