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Emma e sua linha ética para a marca People Tree

Não é segredo para os fãs de Harry Potter que a atriz Emma Watson não se destaca apenas por ter participado de todos os filmes da serie, mas por ser um dos maiores ícones jovens da moda britânica e vem utilizando disso para dar mais consciente para a moda.

[meio-2]Muitos falam que ela parece destinada a passar seus 20 anos vestida dos pés à cabeça de Burberry e Chanel (com quem ela tem contrato), mas ao invés disso ela escolheu flexionar seu talento na moda criando uma linha ética para a People Tree.

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Ao invés de dar dinheiro às caridades, você pode ajudar as pessoas em países pobres ao comprar as roupas que eles fazem.

Foi o que a atriz disse no recente artigo do Daily Mail Online, onde ela respondeu diversas perguntas sobre seu futuro e sua ligação neste projeto.

De onde você tirou sua inspiração de estilista para a linha?
Eu vasculhei meu guarda-roupa de verão e pensei, “Se eu filtrar isso de forma que pudesse ter apenas o básico, o que eu gostaria de manter?” A resposta foi camisetas de algodão, vestidos confortáveis de frente única, lenços legais para servir como acessório, e algumas peças adoráveis de linho. Para a coleção dos garotos, eu fiz casacos com capuz e bolso frontal, que eu sei que eles vão adorar. As roupas são muito britânicas, e foi por isso que nós as fotografamos em um jardim de um país inglês – é tudo cheio de morangos, creme e tênis.

Confira a tradução completa da entrevista na extensão desta noticia e as novas fotos da coleção clicando aqui!

EMMA WATSON
Emma Watson agita a magia da moda enquanto revela sua nova marca de roupas

Daily Mail ~ Amy Williams
30 de janeiro de 2010
Tradução: Daniel Mählmann

“Ao invés de dar dinheiro às caridades, você pode ajudar as pessoas em países pobres ao comprar as roupas que eles fazem”, diz a estrela de Harry Potter, Emma Watson, que está emprestando sua compreensão da moda – e os talentos de modelagem de família e amigos – para uma nova feira de roupas de comércio justo.

Olhe para uma cópia recente da Vogue, qualquer uma das listas de mais bem vestidas de 2009 ou lista da primeira fila em shows, e um fato é inegável: o mundo da moda simplesmente não tem o suficiente da estrela de Harry Potter, Emma Watson. Ela pode ter crescido em um uniforme de Hogwarts, mas floresceu como a estrelinha britânica favorita de todos e parece destinada a passar seus 20 anos vestida dos pés à cabeça de Burberry e Chanel (ela tem contrato com ambas as marcas).

Francamente, não culpamos a Srta. Watson se ela escolhesse passar sua vida pós-Potter como um cabide de roupa em tempo integral, mas ao invés disso, ela escolheu flexionar seu considerável talento na moda criando uma linha para a marca ética de roupas People Tree. Isso está no meio de estudar literatura inglesa na norte-americana Universidade Brown e filmar o último filme Harry Potter.

É um movimento hábil feito por Emma – a People Tree tem uma séria credibilidade na moda, tendo fechado parceria com os estilistas Richard Nicoll e Thakoon (um favorito de Michelle Obama e Anna Wintour), e nunca antes roupas com um sentimento de consciência esteve tanto na moda.

Mas antes que você gire seus olhos com o pensamento de enfrentar mais uma celebridade de rostinho bonito colocando seu nome e o trabalho de algumas horas na marca-do-momento, acredite em nós, essa realmente é uma colaboração de criatividade em vez de conveniência. A equipe da People Tree nos contou que eles ficaram fascinados pelo comprometimento de Emma com o projeto: “Fiquei surpresa com quantas horas Emma dedicou a essa coleção”, explicou a fundadora da marca, Safia Minney.

“Nós muitas vezes vamos à casa dela no início da noite, depois dela terminar as filmagens, para passar ideias, ou ela vem ao estúdio carregada de trabalhos artísticos de sua autoria – foi extremamente impressionante.”

O objetivo era criar uma linha para adolescentes que recorreram às suas consciências, bem como ao seu sentimento do que é legal. “Nós não estamos pedindo por um voto de simpatia”, diz Safia. “Os nossos projetos precisam se manter firmes frente ao estilo urbano, mas também precisam ter aquele nível de qualidade e integridade que você simplesmente não obtém com a moda rápida.”

“Emma pode não ser a sua adolescente normal – eu não topei com muitas garotas de 19 anos que têm uma ética de trabalho como ela -, mas o olho dela para o que os adolescentes querem tem sido inestimável e isso é mostrado na coleção. Ela tem todos os seus amigos envolvidos no processo de ideias e se mantém séria sobre ter tudo certo.”

Nós visitamos a sessão fotográfica para revista da coleção primavera/verão de Emma da People Tree para conversar com ela e dar a você uma prévia exclusiva da linha e uma olhadinha nos bastidores. Você quase pode sentir o cheiro do verão…

Você tem atuado, modelado, e agora é estilista. Esse é o futuro para a Emma Watson?
Ah, eu não tenho nenhum plano de ser estilista. Estou fazendo essa coleção porque realmente me preocupo sobre o comércio livre e a moda ética. Estou tão contente de ter me envolvido, mas não quero levar todo o crédito por ser a criadora, porque não tenho treinado como uma estilista ou nem mesmo fui à faculdade de arte – na verdade, eu não tinha ideia sobre a quantidade de trabalho envolvida no início!

Então essa não é uma linha de roupa da Emma Watson?
Eu não queria que essa coleção fosse toda sobre mim. Esse não é um endosso de celebridade, é sobre criar algo que é realmente uma grande idéia e sobre fazer a diferença através da moda.

Como surgiu a colaboração?
Foi tudo porque meu amigo, Alex Nicholls, estava usando essa camiseta linda da People Tree um dia, da qual eu gostei. Ele então me contou tudo sobre a empresa – ele conhece Safia e disse que eu deveria conhecê-la. Ele nos apresentou e Safia e eu simplesmente nos demos bem. Algumas semanas depois, ela entrou em contato com a ideia de uma coleção adolescente – eles estavam fazendo coleções mais velhas e roupas de bebê, mas nada no meio termo – e perguntou se eu gostaria de ajudar a montá-la. Eu disse sim imediatamente.

Sábia escolha, People Tree – todo adolescente quer se vestir como você!
Estou muito interessada na moda e tenho trabalhado muito no mundo da moda recentemente – é uma indústria tão influente, então eu sabia que tentar ajudar as pessoas, tentar aliviar a pobreza através de uma linha de moda, poderia funcionar. A moda é uma ótima maneira de capacitar as pessoas e dar habilidades a elas; em vez de dar dinheiro para a caridade, você pode ajudar as pessoas ao comprar as roupas que elas fazem e apoiar coisas das quais elas têm orgulho. É tão simples.

De onde você tirou sua inspiração de estilista para a linha?
Eu vasculhei meu guarda-roupa de verão e pensei, “Se eu filtrar isso de forma que pudesse ter apenas o básico, o que eu gostaria de manter?” A resposta foi camisetas de algodão, vestidos confortáveis de frente única, lenços legais para servir como acessório, e algumas peças adoráveis de linho. Para a coleção dos garotos, eu fiz casacos com capuz e bolso frontal, que eu sei que eles vão adorar. As roupas são muito britânicas, e foi por isso que nós as fotografamos em um jardim de um país inglês – é tudo cheio de morangos, creme e tênis.

Nós gostamos particularmente das camisetas impressas com slogans tais quais ‘I’m not toxic’ (Não sou tóxico) e ‘Please don’t panic, I’m organic’ (Por favor, não entre em pânico, eu sou orgânico).
Eu não estava interessada em pregar – você não quer ser muito sério ou pesado. Eu também apareci com o desenho uma margarida da qual eu realmente estou orgulhosa – é engraçada e bagunçada. Eu só queria fazer roupas que fossem usáveis, legais e confortáveis.

Qual é a sua peça favorita da coleção
Eu usaria todas as roupas, que são feitas em Bangladesh, Índia e Nepal, e há também algumas jóias incríveis – especialmente um colar feito de papel de embrulho de doces reciclado, que é feito em Bangladesh. Ele vem em uma caixa também feita de papel de embrulho de doce. Brilhante!

Deve ter sido um caminho de rápido aprendizado para você, estar no lado da criação das coisas pela primeira vez…
Foi tão divertido passar por todos os livros de cores Pantone com Safira, mas sim, eu tive que aprender rapidamente – as cores da página nem sempre têm a mesma aparência nos tecidos, por isso você tem que ser paciente. É um caso de aprendizagem à medida que você avança, e tudo consome um longo tempo! Quando fizemos o primeiro conjunto de amostras, algumas delas pareciam ótimas, mas outras precisavam de várias alterações.

Se a reação à sessão fotográfica for parecida, essas roupas vão estar fora de estoque muito antes da primavera chegar aqui!
Eu realmente gostei da sessão fotográfica. Todos os modelos são meus amigos: minha companheira de quarto Sophie, meu irmão Alex. Eu basicamente pedi favores – boa parte da equipe são amigos também. Eles são todos super talentosos, por isso estou muito feliz de que eles estavam dispostos a ajudar. Eu pedi à Andrea Carter-Bowman para fazer as fotos porque eu adoro o seu trabalho, e ela é jovem. Portanto, essa realmente é uma coleção para pessoas jovens criada por pessoas jovens. E estou tão orgulhosa dela – é exatamente como eu pretendia que ficasse.

Você é algo como uma fashionista, mas desconhecia por completo a moda de comércio justo?
A primeira vez que ouvi sobre o comércio livre foi durante um projeto do curso de geografia, e me lembro de pensar, “Por que nem tudo é de comércio justo?” Todo mundo sabe sobre o comércio justo de bananes e cafés, mas, é claro, qualquer coisa pode ser de comércio justo. A moda de comércio justo custa um pouco mais, mas permite que aqueles que a fazem adquirir uma vida decente; ser capaz de cuidar de suas famílias e viver com dignidade.

Mas você acha que é possível desfrutar da moda urbana e também apoiar o comércio justo?
É importante diferenciar a moda rápida, que é feita muito rapidamente por um preço muito baixo, e a moda de comércio justo. Portanto, se você compra uma camiseta por 2 libras, você só tem que fazer as contas e descobrir quanto a pessoa que fez o produto está recebendo.

O quanto você acha que a geração Primark (loja britânica de roupas) vai apostar nessa coleção e conceito?
Soa como um clichê, mas nós somos o futuro. A terra é nossa e será dos nossos filhos, e eu acho que mais do que qualquer outra geração, nós estamos conscientes das questões ambientais e humanitárias. É por isso que é tão legal que a People Tree esteja fazendo algo destinado às pessoas da minha idade – porque nos preocupamos e vamos comprar com consciência. Espero que mais empresas sigam o exemplo da People Tree.