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Tom opina sobre nudez em RdM e diz ter medo de Ralph

Nos últimos dias, um número considerável de entrevistas de Tom Felton vêm sendo liberadas em ocasião do lançamento de Enigma do Príncipe em formato doméstico nos EUA. Agora, outros dois veículos americanos nos brindam com informações interessantes provenientes destas sessões de bate-papo com o ator.
O primeiro dos textos destacados, preparado pelo blog Speakeasy, é, de longe, a entrevista mais rica da última leva. Nela, Felton afirma ter ficado comovido ao observar Daniel Radcliffe, “o chefe-fantoche da série” sendo espancado, maltratado e mutilado nas gravações e disse que não pede dicas para ao renomado Ralph Fiennes, porque o ator, que encarna o temível Lorde das Trevas, lhe inspira medo.

Mesclando momentos de humor com declarações sensatas, o intérprete de Draco Malfoy contou que ficou decepcionado com o adiamento da estreia do sexto filme, discutiu as mudanças pelas quais seu personagem passou nos 19 anos pós-Segunda Guerra Bruxa e comentou sobre as cenas de nudez inclusas no derradeiros filmes:

“Eu vi algumas imagens terríveis… não, estou brincando. Não vi nenhuma foto — geralmente eles fazem alguns esboços para nos mostrar, mas ainda não vi nada. Na verdade, nem falei com Dan sobre isso, mas pode ser que eu dê uma palavrinha com ele. Tenho certeza de que eles vão ficar embaraçados com isso.”

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Em mais uma de uma série de entrevistas à MTV estadunidense, o assunto principal foi as preferências de Felton em relação aos diretores que já passaram pela série. Como favorito, ele elegeu David Yates, mas não deixou de elogiar a pedagogia de Chris Columbus e a visão artística de Alfonso Cuarón.

Você já pode conferir ambas as entrevistas vertidas para o português na extensão.

TOM FELTON
Tom Felton fala sobre interpretar Draco
em ‘Relíquias da Morte’ e o futuro

Speakeasy ~ Michelle Kung
11 de dezembro de 2009
Tradução: Renan Lazzarin

Vendendo quase um milhão de unidades em poucas horas, o DVD de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” registrou oficialmente o maior primeiro dia de vendas do ano. Então, embora o filme nitidamente não precisa de ninguém para promovê-lo, a equipe do Speakeasy ficou contente em bater um papo com o ator Tom Felton, que dá vida ao desafeto de Harry Potter, Draco Malfoy, que foi poupado das gravações para vir aos EUA. “O estúdio me perguntou no domingo se queria vir a Nova Iorque na terça-feira e disse que tudo bem, porque nunca tinha vindo à cidade durante as festas de fim de ano,” disse. “Por sorte, são os caras ‘do bem’ que estão sendo usados no momento e isso permitiu que eu viesse.”

Speakeasy: Qual foi a última cena que você rodou antes de vir a Nova Iorque?
Tom Felton:
Não posso revelar muita coisa, senão vou acabar me metendo em problemas, mas posso dizer que estivemos gravando uma das últimas cenas do último filme. Apesar disso, não vamos poder vê-la pronta até daqui a dois anos e isso é loucura. Mas é muito comovente, porque estivemos trabalhando nisso pelos últimos 10 anos. Daniel Radcliffe é o chefe-fantoche da série, então quando ele é espancado, maltratado e mutilado [enquanto encarna o personagem] no set, todos ficamos emocionados.

Nas últimas cenas, você contracena mais com o elenco adulto, o que deve representar uma mudança de perspectiva legal — além de ser uma excelente aula de atuação

Definitivamente. Eu sempre era uma das 800 crianças vagando por ali, mas agora sou eu quem tem as melhores armas, por assim dizer. É um pessoal incrivelmente legal. Jason Isaacs, que interpreta meu pai [Lúcio Malfoy], é especialmente impressionante. Eu não chegaria em Ralph Fiennes [que dá vida a Lord Voldemort] e perguntaria, ‘Como você chora?’. Mas com Jason eu me sinto confortável o bastante para perguntar ‘como você faz isso e aquilo?’. E ele nunca se ofenderia se eu dissesse, ‘Jason, cale a boca.’ A coisa mais útil que ele me ensinou foi falar alto, porque quando você está cercando por esses atores maravilhosos, você pode acabar se aquietando por timidez enquanto os demais falam. Ele me ensinou a me impor nesses momentos.

Em “Harry Potter e o Enigma do Principe,” Jim Broadbent se juntou ao elenco. Foi estranho porque ele fez meu pai no meu primeiro filme, quando eu tinha 7 anos. Eu não o via há 10 anos e tinha certeza de que ele não se lembraria de mim, mas, no exato momento em que me viu, ele me chamou pelo nome do meu personagem naquele filme. Sou um grande fã dele. Ele é provavelmente um dos atores mais subestimados no Reino Unido.

Falando de “Enigma do Príncipe,” você aparece em grande parte dos extras dos discos em DVD e Blu-ray. Vocês sabiam que estavam gravando trechos bônus durante a produção do filme justamente para o DVD?

Nos anos anteriores, sem querer criticá-los muito, [os produtores do DVD] meio que simplesmente juntavam partes extras que não conseguiam usar no filme e colocavam no disco. Dessa vez, já que sabiam que os Blu-ray poderiam conter muito mais informações, o elenco e a equipe de publicidade literalmente sentaram e discutiram conosco sobre o que estaríamos dispostos a fazer e o que adoraríamos fazer. Foi daí que vieram ideias como a do “Responda Rápido”. Foi algo muito legal para nós [atores], porque deram a cada um de nós um câmera e todos visitamos departamentos diferentes, aos quais nunca tínhamos ido. É claro, os atores recebem a maior parte dos holofotes, mas há todas essas pessoas impressionantes construindo sets e fazendo varinhas, muitas das quais nunca havíamos conhecido. Então é facinante conversar com eles [para o conteúdo do DVD] e explicar o que eles fazem ao público.

Os fãs ficaram decepcionados quando a Warner Bros. adiou a data de lançamento de “Enigma do Príncipe” nos cinemas, da primavera de 2008 para o inverno de 2009. O estúdio não pretende pregar uma nova peça em relação às estreias das partes um e dois de “Relíquias da Morte,” não é?

Eu também fiquei desapontado [na época]; tinha trabalhado por 12 meses quando me disseram que eu teria de esperar outros sete meses. Fiquei frustrado, mas, no final, tudo deu certo, porque isso nos deu a oportunidade de aproveitar melhor o filme quando ele saiu. Os próximos anos estão fortemente estruturados. A única razão pela qual eles adiaram o filme foi porque a Warner Bros. estava tendo um ano recorde [em 2008], com o sucesso do filme de Batman. Não se pode discutir com a equipe das finanças; eles sabem o que fazem.

O que você sabe sobre essa sequência de um sonho “muito sexy” envolvendo Harry Potter e Hermione (que acontece na imaginação de Rony) à qual o diretor David Yates se referiu?

Eu vi algumas imagens terríveis… não, estou brincando. Não vi nenhuma foto — geralmente eles fazem alguns esboços para nos mostrar, mas ainda não vi nada. Na verdade, nem falei com Dan sobre isso, mas pode ser que eu dê uma palavrinha com ele. Tenho certeza de que eles vão ficar embaraçados com isso.

A questão a ser levada em conta é que [os livros da série Potter] são adultos. Metade dos personagens morre no fim, muitas vezes de uma forma apavorante. Os adolescentes estão numa fase de sexo, drogas e rock & roll e David quer manter os filmes condizentes com o que o público está vivenciando na vida real; ele não está censurando nada que não precise ser censurado. A ideia de seduzir Hermione é excelente, porque [a personagem] é tão impossível de ser seduzida; vai ser ótimo trocar as bolas. Não sei dizer examente por que, mas estou ansioso para ver o que vai acontecer.

Na última cena de JK Rowling vimos Draco e Harry quando adultos, quase se cumprimentando na estação de trem. O que você acha que aconteceu com Draco nesse meio tempo?

O legal é que isso foi deixado à livre interpretação de cada um, não é? Na verdade, nunca parei para pensar muito sobre isso, mas uma coisa que entendi a partir daquela cena final foi que se tratava de um momento de reconhecimento entre Harry e Draco enquanto eles subiam seus filhos no trem. É um momento muito verdadeiro e tocante. Só espero que os produtores nos usem para gravar aquela [cena, e não atores mais velhos]. Gostaria de pensar que Draco está ligeiramente separado da família e que o seu filho não é tão irritante quanto ele mesmo quando tinha a sua idade.

Já que você começou na franquia tão cedo, você tem interesse de continuar com isso para fazer uma carreira? Ou você pretende expandir o seu lado musical?

A música é apenas um passa-tempo. Isso que é legal na internet — é tão fácil divulgar suas próprias obras sem precisar de terceiros. Nos últimos dois anos, tenho fortificado minha paixão pela produção de filmes. Aos 14 anos, só achava divertido, mas nesses últimos anos, todos ficamos mais interessados no que acontece por trás das câmeras. Todos temos a intenção de fazer coisas relacionadas a isso.

É óbvio que ter feito a franquia me abriu várias portas. Mas também tem seu lado ruim, porque agora você tem que avaliar o que você faz ao invés de simplesmente participar de um projeto por querer atuar. As pessoas olham por mim sempre me dizem que os próximos dois [filmes] são cruciais, porque se eu fizer um trabalho ruim ou não inovar, estou fora. Então estamos tentando olhar para frente aproveitando as oportunidades que temos agora. Também estamos percebendo que não vamos mais trabalhar um com o outro, porque, no futuro, ninguém vai colocar dois caras de Harry Potter no mesmo filme. Embora o sonho da minha vida seja ter Dan interpretando Bond e eu dando vida ao vilão do filme.

Por que você não fica como Bond e coloca Dan para fazer o vilão?

Era isso que eu queria dizer, mas achei que poderia soar muito arrogante. É, tingir o cabelo dele e deixar o meu em paz. É isso que quero — não tingir mais o meu cabelo. Me asseguraram de que ele ainda está em boas condições.

Você é um bocado ativo no Twitter. Você gosta de interargir com os fãs?

Confesso que sou a pior pessoa do mundo para lidar com redes de relacionamento e com a internet, mas há cerca de um ano meu empresário disse que [o Twitter] seria uma boa maneira de interagir com os fãs. Recebemos muitas correspondência de fãs, mas tudo vai primeiro para a Warner Bros. e, quando chega a mim, já foi aberto três vezes e todos os presentes somem, porque o estúdio não tem certeza quanto à segurança. Me sinto mal, porque não dá para responder a todos, mas depois que criei o meu Twitter, ganhei um iPhone na semana seguinte e assim posso falar com o pessoal. Pode parecer uma frase feita, mas amo agradecer aos fãs por todo o apoio.

TOM FELTON
Tom Felton revela seu diretor favorito na série

MTV ~ Eric Ditzian e Tami Katzoff
11 de dezembro de 2009
Tradução: Renan Lazzarin

Desde Exterminador do Futuro até Crepúsculo, qualquer franquia de filmes está sujeita a mudanças na cadeira do diretor, e não se pode esperar que as estrelas membros dessa série não expressem suas preferências quanto a seus condutores. Tanto Kristen Stewart quanto Kellan Lutz, por exemplo, elegeram Chris Weitz como o melhor diretor de Crepúsculo.

Quando chegar ao fim em 2011, os oito filmes da série Harry Potter terão passado pelas mãos de quatro diretores. Tom Felton, que encarna o malvado Draco Malfoy, afirma que seu preferido é David Yates, o homem que esteve no controle desde Ordem da Fênix, em 2007, e que encerrará a franquia com o final dividido em duas partes de Relíquias da Morte.

“David Yates, com quem estivemos trabalhando nos últimos quatro anos. Ele é, de longe, o meu favorito pessoal,” contou Felton à MTV News. “Minha relação com ele é como uma casa em chamas. Acho que ele é um gênio no que faz.”

Isso não significa que o ator britânico não tem boas lembranças dos demais diretores. Felton elogiou tanto Chris Columbus, que realizou as duas primeiras fitas, e o diretor de Prisioneiro de Azkaban, Alfonso Cuarón.

“Trabalhar com Chris Columbus foi algo fantasticamente engraçado, especialmente quando somos crianças, porque não sabíamos o que deveríamos fazer e ele era uma pessoa brilhante que tentava nos colocar no clima mantendo a graça, o que é essencial,” disse Felton.

Ele acrescentou, “Alfonso obviamente tinha uma visão muito artística e me diverti muito com ele.”

Ainda assim, foi trabalhando com Yates que ele teve sua mais satisfatória experiência como ator até então. E isso o fez pensar que talvez ele tenha algum futuro por trás das câmeras após a conclusão da série.

“Em Enigma do Príncipe me senti muito… não me faltasse confiança, mas antes de começar, não sabia se estava apto para o trabalho,” confessou. “E então eu fortaleci minha confiança recém-encontrada na produção de filmes. E gostaria de levar isso para trabalhos futuros e para outros projetos desafiadores.”