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Aniversário JKR: download do vídeo e 5 histórias de fãs

Conforme prometemos, estamos disponibilizando online os links para download do vídeo produzido pela nossa equipe com a ajuda de, ao todo, mais de 400 fãs brasileiros da série Harry Potter para homenagear a autora JK Rowling em seu aniversário.Devido ao fato de sabermos que muitos de vocês querem guardar esse material, estamos liberando-o em diversos formatos para dispositivos portáteis em sua versão legendada. Escolham abaixo o de sua preferência e faça o download:

WMV | Celular | iPod/iPhone | PSP | Nintendo DS

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Além disso, embora não vamos revelar quais foram as 20 perguntas escolhidas, pois queremos mantê-las em sigilo até o momento em que, esperançosamente, poderemos divulgá-las respondidas, trazemos a vocês as cinco melhores histórias de fãs que nos foram enviadas.

Selecionar os textos foi uma tarefa realmente difícil, tendo em vista o grande número que recebemos. De qualquer forma, confiram as que mais nos emocionaram e nos tocaram de alguma forma clicando em notícia completa! Parabéns aos escolhidos!

JK ROWLING
5 melhores histórias de fãs

Potterish.com ~ Visitantes
31 de julho de 2009

Querida Jo,

Primeiro de tudo, feliz aniversário! Você não tem noção da importância que essa data tem para nós, seus fãs.

Algumas pessoas definiram muito do seu caráter pelos livros de Harry Potter. Algumas pessoas fizeram seus melhores amigos num encontro sobre Harry Potter. Algumas pessoas aprenderam a gostar de ler por causa de Harry Potter.

Você já ouviu e leu isso muitas vezes. Eu tenho um pedacinho de cada, que amo e cultivo, mas sei que não é tão significante quanto para muita gente por aí. Como muitos, eu cresci junto com Harry, Rony e Hermione. E eles fizeram e fazem parte da minha vida de uma maneira que só a minha geração experimentou igual. E dificilmente haverá outra.
No entanto, de tantas histórias que eu tenho sobre Harry Potter – e talvez eu pudesse o classificar como assunto mais presente e influente na minha vida -, eu preferi contar sobre como ganhei “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, e o que isso significa para mim até hoje.

Era o ano de 2000. Eu estava lendo “O mágico de Oz”, que peguei voluntariamente na escola, e lia com gosto. Minha mãe sempre incentivou a leitura: ela lia os contos dos Grimm para mim antes de dormir e comprava livros infantis, daqueles interativos e com figuras. Porém, aquele “O Mágico de Oz” não tinha figura. Era um livro de mais de duzentas páginas, sem figuras, quando eu tinha 10 anos. Minha mãe achou aquilo muito inspirador, eu imagino, e resolveu me comprar um livro assim.

Na livraria, o rapaz que a atendeu recomendou um tal de Harry Potter, que acabara de sair no Brasil, e fazia um certo sucesso na Inglaterra. Ele disse que havia lido o tal livro, e, apesar da classificação de infanto-juvenil, achara excelente a leitura. Satisfeita, a minha mãe o comprou e me deu.

Algo engraçado sobre isso é que não fazia nem um mês que eu lera na parte infantil de um importante jornal do país sobre o tal livro, e achara interessante o resumo da história. Tão interessante que cheguei a pensar em pedir para a minha mãe comprar. Pode parecer normal, mas não era para mim. Eu largara meus ímpetos de “mamãe, compra aquilo?” aos 8 anos, quando meu pai ficou desempregado por 6 meses e meus pais se apertaram para pagar escola particular (no Brasil, a Educação pública é um caso vergonhoso) para minha irmã e eu. No fim, eu acabei não falando nada, e ficando na vontade. Ao menos até o mês seguinte…

Qual não foi a minha surpresa e alegria em receber um presente, um livro, “fora de época”. Foi tão legal de ver que era o livro que eu queria, sem nada ter dito! Se parte de mim não fosse tão Hermione, eu poderia jurar que aquilo não era simples coincidência!
Mas o melhor estava por vir: se eu li “O mágico de Oz” em 3 semanas, você pode imaginar o espanto da minha mãe ao ver que eu devorei “A Pedra Filosofal” em 4 dias, inclusas aí as mais de 8 horas direto, virando madrugada. Era magia, magia da J.K. Rowling.

Eu fiquei tão entusiasmada que fiz todos os meus amiguinhos da escola o ler. Naquele ano, meu livro deve ter passado por umas 10 mãos. Crianças de 10 anos lendo um livro de quase 200 páginas, sem figuras. E mais: gostando, e fazendo propaganda boca-a-boca.

Nós éramos uma minoria. Quando chegou o primeiro filme, em 2001, eu e meus amigos já tínhamos lido “O Prisioneiro de Azkaban”. Mas eu só vi a leitura dos livros explodir nos pátios da escola quando saiu o filme. Não era à toa: ele era visualmente e musicalmente belo, e muito fiel aos personagens e história cativantes que estavam no livro. Obviamente, eu não tinha noção do poder do cinema, mas eu sabia que aquela febre era por causa do filme.

Eu não percebia que os filmes influenciavam na maneira como as pessoas liam os livros. Não sabia que a maioria via os atores, não os personagens descritos. Não sabia que a Hogwarts deles era aquela dos filmes. E jamais poderia imaginar que parte das pessoas se lembravam da história como ela é contada nos filmes.

Eu só percebi de verdade há uns 3 anos atrás, quando passei a participar mais ativamente de discussões sobre a série na internet. E senti um tremendo alívio ter formado as minhas próprias imagens e me tornado fã antes dos filmes. Não só porque algumas das distorções do cinema me deixavam chateada, mas porque eu considerei aquilo como um privilégio. Poder exercitar a minha imaginação de forma livre, como pede a literatura, ainda mais de um jeito tão flexível e criativo, como pede o mundo potteriano.
Contudo, nada me deixou mais abismada do que pessoas se limitarem a ver os filmes para conhecer o universo Harry Potter. E julgá-los por eles. Independente das razões dos produtores, os filmes não carregam nem 1/3 do encanto que há nos livros. Não só em termos de profundidade dos personagens e complexidade de trama, como no estilo em que eles são contados. Não importa quantos livros eu tenha lido, eu tenho completa consciência de que, quando me arrisco a escrever narrativas, a influência mais nítida na maneira de escrever é a sua. Não falo do tipo de trama, mas daquele peculiar ritmo de ação, daquela deliciosa ironia e das debochadas imagens ridículas.

É quase unanimidade entre os fãs dos livros aquele estranho efeito de, ao ir em busca de um capítulo ou trecho específico, a pessoa ir além e continuar a ler o resto. É o efeito J.K. Rowling. Se privar dele é uma ignorância, eu creio.

Uma vez, um amigo me perguntou quais seriam os 7 objetos que eu usaria para as horcucruxes, não sem antes enfatizar que era uma situação hipotética e que eu deveria ignorar o processo para as fazer (uma vez que ele sabia que eu faria uma cara de choque e horror – e falaria um monte para ele). Era só uma pergunta para saber quais objetos eu tenho tanto apreço – emocional, no meu caso – a ponto de lhes confiar um pedaço da minha alma. A primeira resposta foi: o meu “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Ele quis saber porquê. E eu disse: “Porque foi o primeiro livro de verdade que a minha mãe me deu, e porque ele representa parte da minha vida”. Minha alma, metaforicamente, já tem um pedaço no livro.

E, Jo, você jamais poderá adivinhar o tamanho e a complexidade disso!

Obrigada por dividir conosco essa sua mente sábia e sua alma benevolente.

Ela vem em boa hora.

Julia Antoun, 19 anos

Harry Potter entrou em minha vida em quinze de outubro de 2001. Eu tinha então onze anos, estava em casa porque esse dia aqui no Brasil é feriado, em comemoração ao dia dos professores. Não tinha nada para fazer e após o almoço resolvi ir pro quarto deitar e dormir. Foi então que o vi, à prateleira: o recém-comprado livro da filha da minha madrasta: Harry Potter e a Pedra Filosofal. A filha da minha madrasta ganhara o livro e tinha se gabado dele, fazendo questão de esfregar na minha cara que tinha ganhado o livro do qual todos não paravam de falar. Uma semana mais tarde, ela tinha abandonado a leitura, e ali estava ele, à minha frente. Eu não tinha nada pra fazer mesmo e não podia negar que estava morrendo de curiosidade para saber do que se tratava aquele livro, por que se falava tanto nele. E então eu o peguei, aproveitando que a dona tinha ido viajar com o pai dela (porque, se ela estivesse em casa, jamais me emprestaria o livro). Desde o início, eu me identifiquei com as personagens. Não dormia num armário nem era maltratada, como Harry, mas convivia com a filha da minha madrasta – uma pessoa exatamente igual ao Duda (gorda, mimada, que gostava de me bater e de mostrar os presentes maravilhosos que ganhava do pai, as viagens incríveis que fazia) – e com a minha madrasta, que é uma versão menos pior dos Dursley: não me deixava sem comer, mas sempre foi visível que me detestava (no que é correspondida), e encobria tudo que a filha fazia, mimando-a cada vez mais. Sempre foi cega quando se tratava de sua única filha. Não é preciso explicar muito para dizer por que simplesmente me vi grudada às páginas do livro a partir do instante em que iniciei sua leitura. Quando Harry descobriu que era um bruxo e que iria passar um bom tempo longe dos Dursley, eu descobri Harry: descobri um amigo, capaz de me retirar da casa onde não era feliz, mesmo que por algumas horas, com certeza as horas mais divertidas do meu dia. Encontrei em Harry o meu refúgio, em Hogwarts a minha válvula de escape. E, por incrível que pareça, ficou até mais suportável as birras e implicâncias da filha da minha madrasta. Quando ela voltou de viagem eu ainda lia seu livro, mas às escondidas. Ela não dava por sua falta. Como Duda, os únicos objetos em que ela não tocava eram os livros.

Quando eu acabei o livro, tudo parecia tão diferente! Simplesmente nada em casa me afetava mais, era como se eu (ou teria sido Harry?) tivesse lançado um Protego e tudo o mais batesse em minha direção e voltasse, mas não me atingisse. Ficou claro, no entanto, que eu precisava do Harry sempre presente, e, no Natal do mesmo ano, não pedi ao meu pai roupas nem sapatos, mas um livro. A continuação de Harry Potter.

Ao passo em que lia, numa voracidade admirável para quem não tinha o hábito, percebi que Harry não era o único com quem me identificava, no entanto: me sentia um pouco como o Ron, chateado por não ter dinheiro, entendia seu medo por aranhas, porque sinto o mesmo em relação às baratas; e um pouco com a Hermione – não tão estudiosa quanto ela, talvez, mas sempre disposta a defender os amigos, e um tanto relutante quando se trata de sentimentos. Também tive uma ‘Sra. Weasley’ em minha vida: esta seria Dona Romilda, mãe da minha madrasta. Pode parecer um pouco estranho que não vá com a cara da filha dela e vice-versa, mas com ela sempre mantive um relacionamento muito carinhoso; ela sempre me teve como sua neta, como se fosse mesmo da família e eu sempre a considerei como minha vó. Como disse anteriormente, entendia o ponto de vista de Ron quando ele se chateava por não ter dinheiro. E quando pedi a meu pai que me comprasse o livro seguinte, ele disse que não poderia no momento, justamente porque estava sem dinheiro. Mas eu não desanimei: passei a guardar o dinheiro do lanche da escola para juntar e poder comprar o livro. Às vezes eu contrabandeava comida de casa para a mochila, outras meus amigos dividiam seus lanches comigo, mas tinha ocasiões em que ficava sem lanchar mesmo, mas não gastava o dinheiro. Alguns amigos que tinham o livro se ofereciam para me emprestar, mas a verdade era que eu queria o livro para mim, porque era como se uma parte de mim estivesse nos livros e me dava uma sensação de maior proximidade, de que todos os personagens estavam pertinho de mim quando eu via meus livros na estante. Consegui juntar dinheiro suficiente e comprei o terceiro volume e devorei-o em poucos dias. Era uma sensação única estar lendo novamente mais uma aventura de Harry, senti-lo mais uma vez tão perto e amigo. Meu pai descobriu que eu tinha comprado o livro “às escondidas”, e tive que confessar que usara o dinheiro do lanche, para que ele não pensasse que eu tinha utilizado de outros modos. Ele ficou bem chateado, e me proibiu expressamente de comprar novo volume até as férias de julho. Seu argumento era que eu devia me dedicar inteiramente aos estudos. Com relutância, obedeci, pois era mesmo minha única opção; não adiantava nada a rebeldia. Esperei seis longos meses para ler outro volume, e nesse meio tempo tentei me dedicar o máximo na escola e foi nessa época que constatei um fato: Harry estava me dando novos amigos. Pessoas que sempre estudaram comigo, na mesma sala, e com as quais eu nunca falava; descobrimos o gosto em comum e construímos uma amizade muito bacana, por causa de Harry. Nos recreios, era assunto certo entre nós, e lembro que uma vez chegamos mesmo a realizar um “Quiz Harry Potter”, para testarmos nossos conhecimentos sobre a série.

Minha espera teve fim em meu aniversário, quando meu pai me deu o melhor presente de todos, meu quarto livro. Eu disse isso a ele, e acho que ele ficou bem contente, mesmo achando que eu era “obcecada” pelos livros. Nem dei muita atenção aos outros presentes que ganhei – um par de patins, e até ganhei um presente de minha madrasta! – um sutiã feio e com cheiro de mofo, que me fez lembrar as meias velhas que o tio Vernon deu a Harry ou a moeda de cinquenta pence. Olhei e caí na risada, o que certamente não teria feito, épocas atrás. Que tinha acontecido comigo?!

Foram as melhores férias que já tive, porque Harry, Ron e Hermione estavam novamente comigo. Devorei o maior livro que já tinha lido na vida (483 páginas na edição brasileira) em questão de dias, e já estava relendo. Também foi a primeira vez que chorei lendo um livro.

Meses depois, aconteceu um fato no mínimo curioso. Eu estava por um fio de perder a série, por causa da Matemática. Minha última chance seria a “prova final”, e eu me dediquei bastante, mas quanto mais ansiosa eu ficava, parecia que os dias passavam muito mais depressa para que a prova decisiva chegasse logo. E um nervoso louco se apoderava de mim, exatamente como o Harry às vésperas das tarefas, no Goblet of Fire. E no final do livro, tem uma frase que o Hagrid diz que foi como uma injeção de ânimo: “não adianta se preocupar, o que tiver de ser, será, e a gente vai ter que enfrentar o que for, quando vier”. E advinha só? Eu passei!

O tempo passou, e eu fui crescendo, junto com o Harry. Era incrível, incrível como ele sempre foi um grande amigo. Só sei que a convivência em meu lar se tornou mais suportável. Até hoje moro com minha madrasta, mas Lorena (a filha dela) atualmente não mora mais conosco – minha madrasta perdeu a guarda para o ex-marido. Quanto a mim e minha madrasta, a gente continua a não se gostar, mas aprendeu a se respeitar, acho que principalmente porque ambas amamos o meu pai.

Hoje não tem mais livros do Harry, e depois de dois anos eu já me conformei, mas sempre vou sentir saudades. É como se um grande amigo de infância tivesse viajado pra bem longe… mas que de qualquer forma a gente sabe que está bem e feliz. Harry me deu amigos, me ensinou que eles são a família que a gente pode escolher, sempre soube me fazer sorrir e sempre conseguiu me emocionar com sua coragem, audácia e seu amor inabalável. Ele contribuiu muito para a minha visão de mundo, me fez crescer sabendo que não importa se a pessoa é bruxa ou trouxa, rica ou pobre, branca, preta, amarela, azul, índia, parda, mestiça etc., o importante é que todos somos humanos, e temos capacidade de amar.

Obrigada por tudo, Harry!

Joanne, eu gostaria de te agradecer. Sem você… bem, o mínimo que posso dizer é que não sei como eu seria hoje, mas certamente não seria quem sou. Enfim, você tornou tudo possível. Você mudou a minha vida, e meu amor por você é imensurável. Palavras não são suficientes pra expressar o lugar único que você ocupa em meu coração.

Um feliz aniversário, e muitos anos de vida.
Obrigada por tudo, J.K.!

Michele de Oliveira Figueiredo

Eu estava com 11 anos quando ouvi sobre Harry Potter. Naquela época, eu já gostava de ler, mas eu não sabia que um livro podia mudar a vida de uma pessoa. Eu não fazia idéia até que aconteceu comigo. Um grande amigo meu disse que eu deveria ler Harry Potter e a Pedra Filosofal pois ele tinha certeza que eu gostaria. Eu comprei o livro mas adiei a sua leitura até o dia em que não tinha mais desculpas para não ler. Eu me apaixonei desde a primeira página. Havia algo muito diferente naquele livro, mas de alguma forma eu não conseguia descobrir o que era. Sem realmente sentir, eu estava ficando muito envolvida com a história, com os personagens, com todo aquele mundo à minha frente onde tudo era possível. E eu me aprofundei… tanto que mais tarde esse livro começou a dar um rumo diferente para a minha vida. Estou com quase 18 anos agora e eu posso dizer que Harry Potter fez algo para mim que eu nunca imaginei que um livro pudesse fazer. Eu vejo Harry Potter de muitas formas diferentes agora, mas principalmente como uma terapia. Sempre que me sinto aborrecida, nervosa, sozinha ou até assustada, eu escolho um capítulo qualquer para ler e, como se fosse magia, tudo parece desaparecer. Tudo o que importa é aquele mundo extraordinário, porque de repente eu esqueço do meu mundo. É isso o que existe de tão maravilhoso nos livros de Harry Potter. Ele envolve você, prende você, faz você mergulhar em um mundo incrível e de alguma forma tudo isso é muito cativante, sua mente parece estar muito longe. Você não consegue fechar o livro sem se sentir um pouco diferente, não importa quantas vezes você leia. E você pode ler umas cem vezes, nunca será da mesma forma. Eu posso dizer que Harry Potter me fez acreditar em algumas coisas que nunca pensei que poderia acreditar. Eu acredito em magia. Eu acredito que exista um pouco de bem e de mal em todas as pessoas. Eu acredito que o que realmente importa são as escolhas que fazemos. Eu acredito em coragem. Eu acredito em sonhos. Eu acredito que um mundo sem a imaginação é um mundo triste e perdido. Eu acredito na amizade. Eu acredito que o amor deixa uma marca em nós. Eu acredito que minha vida não seria a mesma sem os seus livros porque eles sempre foram um conforto para mim.Uma fuga, eu posso dizer. Um lugar para se esconder, um lugar onde sempre me senti segura. Estar com Harry, Rony e Hermione é como um sonho que se torna realidade. Eu sempre pedi por amigos verdadeiros, e você os deu para mim, JK. Você me deu os melhores amigos que eu poderia ter. Quando tudo o que eu quero fazer é deitar na minha cama chorando e culpando o mundo por tudo o que está dando errado comigo, eu sei o que devo fazer: abrir um dos livros de Harry Potter e me perder onde, um dia, foi um mundo muito desconhecido, mas agora é o lugar que eu mais conheço, o lugar onde sempre vou querer estar. Não sei dizer quantas tardes eu passei com minha mente perdida em um dos seus livros, mal me movendo, lendo cada página tão concentrada, deixando-me sentir cada aventura e sentindo-me como uma criança que acabou de ganhar um doce. Eu sinto que minha vida seria vazia sem esse mundo que você criou, como se houvesse algo faltando. Harry Potter me deixou uma marca, uma marca que não pode ser apagada, uma marca que sempre gostarei de carregar. O livro me cativou tão profundamente que eu costumava passar horas chorando quando um personagem querido morreu. Quando Sirius Black morreu, eu senti como se ele tivesse levado com ele uma parte de mim. Para ser sincera, você levou todos os meus personagens preferidos: Sirius Black, Ninfadora Tonks, Remo Lupin, Fred Weasley, Severo Snape… e certamente eu chorei como se um parente meu tivesse morrido, pois de alguma forma eu sentia como se todos eles fossem próximos a mim, mesmo de uma parte da pessoa que eu era. Mas agora eu vejo que para cada lágrima que derramei, um sorriso secou o meu rosto. Foi muito triste quando eu li a última página de Relíquias da Morte, porque eu sabia que o livro que me ajudou por tantos anos estava finalmente chegando ao fim. Chega de Harry, de Rony, de Hermione, de magia. Sério? Não. A magia que Harry Potter trouxe sempre estará dentro de mim. Harry Potter não terá fim enquanto seus fãs lembrarem-se dele. Ele sempre estará em nossa memória e em nossos corações. Os livros serão lidos e relidos, e mesmo sem novas aventuras para acompanhar, ele sempre terá o poder de mudar nossas vidas. Tem tanto que eu gostaria de lhe dizer, JK, mas se eu tivesse que resumir tudo em apenas duas palavras, sem dúvida, seria ‘Obrigada’.

Paula Barreto

Eu conheci Harry Potter em 2004. Na época, eu era um ingênuo garoto com tenra idade (11 anos) e não podia saber que essa obra um dia salvaria minha vida.

Entrando na 5ª série do colegial, cheios de dúvidas e incertezas sobre meu futuro dali pra frente, usava os livros como janela escapatória do mundo real (coisa que costumo fazer até hoje). Essa foi uma época muito difícil pra mim, eu estava deixando de ser criança e tinha de desagregar todos aqueles valores aprendidos. Com isso, eu passava horas na Biblioteca de minha escola, afundado em grossos volumes clássicos.

Foi nessas excursões pelas estantes carregadas de palavras (boas ou não) que encontrei o primeiro volume de Harry Potter, surrado, gasto, sujo, mas ainda sim, encantador.

Peguei-o e o levei para casa. O volume parecia vibrar em minhas mãos. Aquele verde esmeralda a delinear o garboso logotipo na capa brilhava… Eu sabia que era um livro único, um livro mágico.

Em três dias conclui a leitura daquele que seria o livro de minha vida. Meu coração clamava por mais Harry…

Aos poucos, conforme ia lendo cada volume, ia filosofando sobre a morte, a vida, o bem e o mal. Em 2005 já era fã incondicional e procurava na internet, pessoas que gostassem tanto quanto eu do livro.

Foi assim que conheci o Potterish, um site lindo e completo, com news muito interessantes. Eu vi o site se modificar, mudar seu layout, inaugurar a área de colunas e a equipe aumentar gradativamente.

Foi exatamente no ano novo de 2009 que recebi a confirmação que agora eu era parte da equipe. Quase não me segurei, ao saber que seria mesmo um colunista.

Poucos meses depois eu viria a descobrir que tinha câncer no cérebro, já em alto estágio e aí HP entrou em minha vida de forma transmutadora. Por amor a obra, me tornei editor e conheci pessoas especialíssimas como a Ohanna, que me ajudou em todos os momentos, me deu forças, assim como o Rodrigo e a Isadora, amizades essas que levarei pra sempre.

A cirurgia foi em Junho e eu estava extremamente deprimido, até abrir meu livro 1 pela última vez. Por coincidência do destino, o livro se abriu exatamente na frase “Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a aventura seguinte.”. A paz e a confiança que aquele trecho me deu foram suficientes para me dar forças e enfrentar meu problema.

Eu realizei o procedimento médico, estou curado e vivo bem. Nem tudo é um mar de rosas, mas eu estou vivo e é isso que importa. Hoje eu sou escritor, colunista e tenho em meu coração laços criados por HP que eu jamais irei desatar.

Pra quem achava que ia morrer na mesa de operação, a vida me foi compensadora. A gente vive,a gente sofre, mas a gente quer e por isso lutamos.

Obrigado, J. K. Rowling!

Igor Patrick Silva

Uma menina de cabelos cheios e castanhos, dentes pra frente, olhos também castanhos, estudiosa que adora ler e vive recebendo elogios de professores, muito mandona com os amigos. Ainda por cima tem um nome esquisito.

Essa podia ser a Hermione, mas na verdade era eu, Pratyahara, com meus 12 anos, ao receber da professora de Literatura a indicação para ler Harry Potter e a Pedra Filosofal em 1º de Agosto de 2000. “É um livro que está fazendo muito sucesso no exterior – a história de um menino que é bruxo.” – disse a professora, que coincidentemente se chamava Joana (o nome em português para Joanne).

Eu não sei por que, mas sei que senti algo diferente no momento em que a professora colocou os dados do livro na lousa para a turma anotar e pedir aos pais que comprassem. Me lembro até hoje da primeira vez que escrevi o nome daquela que seria meu ídolo a vida inteira, “Harry Potter e a Pedra Filosofal – J.K. Rowling – Editora Rocco” – em uma letrinha redonda e grande de pré-adolescente. Minha vida estava pra mudar e, embora eu não fizesse idéia do quanto que isso significava, eu tive a certeza, mesmo antes de ler o livro, que seria uma história muito divertida.

Minha história de fã de Harry Potter começa exatamente como a História de Harry, em uma terça-feira monótona, ou tão monótona quanto o primeiro dia de aulas do segundo semestre de uma sexta série pode ser, e cinzenta como os dias invernais de Agosto no hemisfério Sul. Mal sabia eu, que meu herói Harry, que eu estava prestes a conhecer, bem como minha autora-heroína tinham comemorado aniversário no dia anterior; mal sabia que estavam começando os mais mágicos dias de minha vida, mal sabia que eu conheceria amigos e até paixões através do meu fanatismo pelas histórias de Harry… Mal sabia que as coincidências entre minha vida e a vida de meu futuro ídolo estavam apenas começando a aparecer – como o fato de minha mãe ter cuidado sozinha de mim e minha irmã mais nova desde quando eu tinha sete anos pois meu pai fora embora, como o fato de minha mãe ser professora, como o fato óbvio de eu ser uma “Hermione” e estar apaixonada pelo meu melhor amigo de olhos azuis (embora eu nem de longe pudesse admitir isso pra ele), como o fato de eu ter feito a prova desse livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, um mês depois, exatamente no dia em que partiu o Expresso de Hogwarts, o qual com certeza me levava para a Escola de Magia e Bruxaria junto com outros calouros.

Agora, depois de anos em uma jornada maravilhosa, eu me vejo diante de uma missão que me parece impossível – resumir todo o amor e gratidão que sinto por uma mulher especial que, com sua genialidade, inteligência, criatividade e valores transformou a minha vida, bem como de milhões de pessoas, em uma vida melhor. Como muitas “Hermiones” que existem, eu tenho grande dificuldade de resumir meus textos, especialmente quando posso falar de algo que é deveras especial para mim.

Harry Potter marcou a minha adolescência e não tem como eu definir melhor o meu amor por ele. Era a minha constante em minha adolescência. Comecei a ler há quase 9 anos atrás, e com 12 anos que eu estava era um ano de muitas coisas novas, que mostravam que eu não era mais uma criança – foi o ano que dei meu primeiro beijo, foi o ano em que comecei a sair só com as amigas (sem os pais por perto) e até o ano em que desceu minha menstruação. E, claro, eu tinha praticamente a mesma idade dos personagens principais. Hermione, por exemplo, entra em Hogwarts com 11 anos, mas logo em 19 de setembro ela faz 12, ou seja, eu realmente tinha a idade da personagem feminina principal quando comecei a ler HP.

Eu não saberia explicar a expectativa inexpressível de aguardar um novo livro da saga, esperando por tramas e fazendo teorias sobre Voldemort, sobre Dumbledore, sobre os Marotos, sobre o desejo incrível de ver Sirius inocentado, sobre os “sonhos” de Harry com Voldemort, sobre as Horcruxes, sobre Snape, sobre os namoros… E o prazer incrível de saborear cada palavra escrita por minha heroína – ainda me lembro da primeira vez que “entrei” na Dedosdemel, da palpitação do coração ao entrar na Floresta Proibida e, claro, o verdadeiro ribombar do coração nas vezes que Harry enfrentava Voldemort – todas às vezes; a felicidade que dá ao descobrir (quase) toda a verdade da morte de James e Lily e reconhecer em Sirius uma pessoa especial. O horror de perder Cedrico e, mais ainda, o sofrimento absurdo com as mortes de Sirius e Dumbledore.

Eu sei muito bem o que é perceber um fato e marcar a página para consultar outro exemplar da série, ou mesmo “Animais Fantásticos” ou “Quadribol”; e também marcar a página simplesmente por que tenho que parar e rir de uma piada de Fred e Jorge, ou então por que tenho que chorar muito a morte de alguém querido…

Isso sem falar das vezes que eu perdi o sono por Harry Potter e simplesmente tinha que ir pra cama 1h00 da manhã e acordar morrendo de vontade de ler às 4h00. E eu lia tão rápido, que ao fechar os livros pela primeira vez, eu dava um largo suspiro e abria a primeira página de novo… Os personagens se tornaram parte da família – sou ao mesmo tempo leitora e amiga, uma parte também um pouco mãe, e uma parte totalmente apaixonada (na maioria das vezes por Rony, mas muitas por Harry também).

Eu sei o que é vestir um cachecol da Grifinória e torcer de todo o coração para que Angelina, Alicia e Katie marquem muitos gols… eu conheço o gosto dos bolinhos de Hagrid e também conheço a força de seu abraço pesado… eu conheço a sensação maravilhosa de voar em uma vassoura com o vento gelado fustigando o rosto e os cabelos… Eu já provei a deliciosa cerveja amanteigada e me diverti trocando figurinhas de sapos de chocolate com Rony… Eu sei como é ser castigada por McGonagall… Eu conheço a textura dos pelos de Sirius, quando ele se transforma em cão… Eu sei o que é segurar tão firme uma varinha até que meus dedos doam, mas sem perceber pois estou em uma situação de lutar ou morrer… eu sei como é ficar de baixo da Capa da Invisibilidade e correr pelos corredores de pedras de Hogwarts… Eu abraço o Harry em cada momento que ele chorou e, especialmente, costumo sempre abraçá-lo novamente quando ele sofre por Lily e James, ou quando volta vivo de uma missão praticamente impossível.

E durante minha adolescência eu fiz tudo àquilo que os adolescentes fazem – fui rebelde, fui certinha, defini meus ideais, lutei pela minha ética, busquei meu caminho espiritual, percebi que minha mãe é falha mesmo sendo uma heroína melhor do que a Mulher-maravilha, vi que existem adultos cruéis, experimentei bebida, fui em balada, fiz teatro, tive amigos queridíssimos que entraram e saíram de minha vida, tive namorados que me acompanharam na “jornada Potter” por um tempo… e Harry estava lá comigo, sendo a minha constante, aquele amigo que me amava do jeito que eu o amava… o meu herói que também me abraçava quando eu chorava e me aconselhava, me lembrando de seguir em frente quando eu tinha uma vontade enorme de me acabar no chão de tanto chorar… e também me deu alegrias imensuráveis pois introduziu amigos incríveis quando finalmente encontrei o grupo de pessoas que sabiam exatamente tudo o que eu sentia por Harry Potter. Percebi que ele não era só o MEU herói e sim o de muitas pessoas… Pois para mim, descobrir o fandom de HP tanto na internet como nos EPs foi algo parecido com o que aconteceu com o Harry ao entrar pela primeira vez no Beco Diagonal e encontrar pessoas como ele.

Mal podia acreditar que existiam tantas opiniões diferentes a respeito do “meu” mundo, que, descobria agora, não era apenas meu… Algumas coisas me chocaram como os shippers H/Hr, como em pessoas que amavam Draco e Snape… Meu Deus! Estava tudo nos livros – o Snape é cruel, o Draco é insuportável, o Rony e a Hermione se amam! Mas muita coisa fez meu coração pulsar mais rápido… Muitos amavam e admirava Dumbledore como eu, quase todas as meninas de minha idade eram apaixonadas pelo Sirius, e mais… Tinham discussões inteligentes sobre os significados ocultos da saga – a “cultura escondida de Jo”, as análises dos personagens que por tantos anos eu fiz sozinha, sem compartilhar com mais ninguém, as colunas tratando dos mais variados temas, o maravilhoso site da Jo – fonte inesgotável de informações Canon… Ah, as magníficas fanartes, eu fiquei maravilhada com a forma em que as pessoas retratavam os personagens das mais diversas formas – independentemente de já terem saído muitos filmes.

E pouco tempo depois eu comecei a freqüentar os eventos de São Paulo – era contato físico com pessoas como eu – que por mais diferentes que fossem de mim, tinha uma coisa que nos conectava: o amor por Harry Potter.

Eu vi pessoas fazerem as loucuras que eu sentia por essa saga – se vestir de bruxo, usar uma varinha feita em casa, gritar numa livraria silenciosa ao ver o primeiro cartaz anunciando a chegada do próximo livro… Eu me diverti nos eventos, mal acreditando o quanto de material na saga que poderia virar brincadeiras!

Quando finalmente saiu “Relíquias da Morte” em 2007, eu, Harry, Rony e Hermione estávamos em uma jornada juntos há muitos anos. E pude perceber que eu os conhecia o mesmo tanto de tempo que eles se conheciam (7 anos)… e também o último livro da saga marcou o final de minha adolescência, tal como primeiro marcou o início. Foi outro ano de muitas coisas novas e muitas “primeiras vezes”, incluindo meu primeiro trabalho registrado, o que com certeza significa que você é um jovem adulto.

Harry Potter não foi apenas uma diversão para mim. Mas, me espelhando em sua jornada, eu fiz minha jornada da infância para a vida adulta, tal como via reflexos de minha aventura pessoal na vida de Harry. Da mesma forma, posso interpretar a história de Harry como uma jornada espiritual, do espírito vencendo os obstáculos e o lado das Forças das Trevas, sem esquecer-se de todas as responsabilidades que vem com isso.
Mesmo que o último DVD seja lançado, e mesmo que o Livro Escocês seja lançado e, algum dia talvez, você venha fechar seu site magnífico, meu coração ainda vai transbordar de Harry Potter… e não por que ele tenha sido uma bússola moral para mim como o foi para muitas pessoas, mas por que a série reúne todos os aspectos da vida em que acredito, por que fala de todos os tipos de amor, por que os personagens são palpáveis e seus desejos, suas falhas, suas reações são parecidas com as minhas… por que contém informações sutis dos Mistérios da Vida, por que foi escrita por um exemplo de ser humano e ainda por cima, para cativar, por que é um tipo de narrativa que me encanta.

O Harry me ajudou a superar momentos de depressão, tristeza, me deu forças pra trabalhar quando estava esgotada, me ajudou a superar os meus Dementadores e me fazia lembrar, sempre, do meu caminho espiritual – acredito que seguidores de qualquer tipo de teosofia ou religião poderiam encontrar em Harry Potter aquilo que acredita.
Pois independente se acreditamos em destino ou em livre-arbítrio, se somos católicos, judeus ou espíritas, podemos entrar no mesmo Universo, onde uma história maravilhosa está nos dizendo “somos todos iguais, merecedores e capazes”, e Harry Potter é uma saga tão abrangente que podemos interpretar de todas as formas – se você acredita em reencarnação ou no céu e no inferno, pode encontrar suas crenças nessa história. Se você é católico, maçom ou hindu, encontra na história desse bruxinho o que acredita.

Por tudo isso, eu queria agradecer minha heroína por uma das melhores coisas que já aconteceu em minha vida. Jo, obrigada pelo mundo que se estendeu de sua criatividade. Obrigada pelas fanfics que eu li (e pelas que eu escrevi), obrigada pelas músicas de wizard rock que eu já escutei, obrigada pela cerveja amanteigada que eu já tomei e pelos feijõezinhos de todos os sabores que já provei. Obrigada Jo pela (quase) sempre divertida guerra dos shippers… Obrigada Jo, pelo meu querido cosplay, obrigada pelas maravilhosas e mirabolantes teorias… Obrigada Jo, pelos maravilhosos “Quadribol Através dos Séculos”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, “Os Contos de Beedle o Bardo”, prequência, jkrowling.com e o ainda inédito “Livro Escocês”. Obrigada Jo, pelo PotterCast (do Potterish) que participei. Obrigada Jo, por grandes emoções vividas… Obrigada pelo melhor casal de todos os tempos (Rony e Hermione)… Obrigada por fazer referências ao Brasil na saga… Obrigada por me ensinar inglês, pois foi apenas a vontade incrível de saber o que aconteceria em “Ordem da Fênix” que me ensinou sua língua. Obrigada pelos amigos que fiz através do fandom. Obrigada pelos seus toques especiais nos filmes de Harry Potter… Obrigada pelo Parque temático. Jo, obrigada por ter vindo ao mundo e criado os meus heróis, o melhor trio de todos os tempos.

E mesmo depois de ter lido cada livro de Harry 13 vezes cada, mesmo depois de ter lido os livros pra minha irmã mais nova, mesmo depois de ter aprendido inglês somente por causa de HP, mesmo depois de ter gastado meu dinheirinho suado colecionando vários artigos de potterania (incluindo meu tesouro que é a edição especial da Amazon de “Os Contos de Beedle o Bardo”), mesmo depois de usar cosplay diversas vezes nas estréias dos filmes, mesmo depois de fazer minha própria tradução do site oficial da Jo, mesmo depois de ler todo o acervo de entrevistas da Jo no Accio-Quote, mesmo depois de escrever fanfics (sempre respeitando as informações Canon), desenhar fanartes, fazer fanvideo, mesmo depois de escrever teorias sobre a série (mirabolantes e certas), mesmo depois de viciar familiares e amigos nas histórias do bruxinho, mesmo depois de conversar horas e horas em fóruns de HP, mesmo depois de ficar conhecida no fandom brasileiro como “ganhadora de quizz de Harry Potter”, mesmo depois de participar do PotterCast do Potterish, mesmo depois de chorar e rir com meus amigos Harry, Rony e Hermione… Mesmo depois de tudo isso, eu sei que ainda tenho muito o que viver com Harry, pois sei que vou ler os livros para os meus filhos e sobrinhos, pois sei que quando eu tiver uma filha ela vai se chamar Joanne, pois sei que um dia vou levar minha família para se divertir no parque O Mundo Mágico de Harry Potter, embora eu não saiba se as crianças vão se divertir mais do que eu… Pois o Harry é O Menino-Que-Sobreviveu, e ele sobreviverá sempre em meu coração.

Eu queria mesmo poder contar alguma história bem emocionante para tocar o coração da Jo. Ou talvez para tocar o coração de Angela, Christine e Fiddy, para que minhas palavras chegassem às mãos de minha heroína. Mas esse é apenas o resumo de tudo o que fiz e senti por Harry. E é claro que tem uma dose enorme de emoção para mim, que vivi tudo isso.

Pobre Jo, centenas de milhões de fãs querem a atenção dela, enquanto ela é apenas uma. E eu sou mais uma pertinente que faz questão de escrever linhas e linhas dizendo as coisas que ela deve escutar repetidamente – o quanto ela é amada e o quanto somos gratos por tudo o que ela fez por nós. Mas não… Não é “pobre Jo” e sim “muito rica Jo” e não estou falando da riqueza supérflua que a Forbes faz questão de comentar todo ano, estou dizendo da riqueza de espírito – pois a quantidade de pessoas que amam a Jo é tão grande, mas tão grande, que a fará carregar uma bagagem maravilhosa para além dessa vida, seja qual for o além. E pra mim faz toda a diferença do mundo ter essa chance de dizer: eu te amo, Jo. Eu estive com o Harry até o fim e, por essa jornada maravilhosa eu agradeço. Muito, muito obrigada por tudo o que você fez por mim.
Feliz aniversário e obrigada por ter vindo ao mundo pra trazer mais alegria.

Pratyahara Cottens Mascarenhas, 21 anos