As Relíquias da Morte ︎◆ J. K. Rowling

JK Rowling em livro que homenageia Príncipe de Gales

Há alguns meses informamos que a escritora JK Rowling contribuiria para um novo livro em homenagem ao Príncipe Charles, de Gales, pelo seu 60º aniversário. Este livro beneficiará a instituição de caridade Prince’s Foundation e contará com ilustrações de Quentin Blake. Hoje, o Guardian divulgou uma parte do texto escrito por Rowling, onde ela escreve sobre a dramática passagem da Floresta Proibida, cena próxima do final no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte. Confira um trecho do artigo divulgado:

Admito que, à primeira vista, o trecho que escolhi para o Livro de Aniversário pode não parecer particularmente festivo…Mas quando Harry faz sua última e longa marcha em direção ao coração da Floresta Proibida, ele está optando por aceitar uma carga que recaiu sobre ele quando ainda era uma criancinha.

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Para conferir o texto na íntegra clique em notícia completa.

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JK ROWLING
Rowling sobre última e longa caminhada de Harry

The Guardian ~ JK Rowling
13 de novembro de 2008
Tradução: Renan Lazzarin

Admito que, à primeira vista, o trecho que escolhi para o Livro de Aniversário pode não parecer particularmente festivo, dado a que seu assunto é meu herói caminhando em direção ao que ele acreditava ser a morte certa. Mas quando Harry faz sua última e longa marcha em direção ao coração da Floresta Proibida, ele está optando por aceitar uma carga que recaiu sobre ele quando ainda era uma criancinha, apesar do fato de que ele nunca buscou o papel para o qual fora escalado, nunca quis a cicatriz com a qual fora marcado.

Como seu mentor, Alvo Dumbledore, tentara deixar claro para Harry que ele poderia ter se recusado a seguir o caminho que lhe fora traçado. Apesar do peso da reputação e da expectativa que o distinguiam como “O Eleito”, é o próprio Harry quem o leva para a Floresta para encontrar Voldemort, preparado para sofrer a morte da qual escapara dezesseis anos antes.

Os destinos dos bruxos e príncipes podem parecer mais certos que aqueles esculpidos para o resto de nós, embora todas tenhamos que escolher a maneira com a qual lidamos com a vida: se cumprimos (ou não) as expectativas nos são impostas; se agimos de modo egoísta, ou para o bem comum; se dirigimos sozinhos o curso de nossas vidas, ou nos darmos ao luxo de ser levados ao acaso e à circunstância.

Aniversários são, freqüentemente, momentos para reflexão, momentos nos quais paramos, olhamos em volta, e verificamos onde estamos; as crianças contemplam contentes o quanto progrediram, enquanto os adultos olham para frente, se indagando quanto mais terão que seguir. Este trecho de Harry Potter e as Relíquias da Morte é minha parte favorita do sétimo livro; pode até ser minha favorita de toda a série, e nela, Harry demonstra sua natureza verdadeiramente heróica, porque ultrapassa seu próprio medo para proteger as pessoas que ama da morte, e toda a sua sociedade da tirania.