J. K. Rowling ︎◆ Livros

Rowling fala sobre a sobrevivência de Harry

Melissa Anelli, a webmistress do TLC e autora da obra “Hogwarts, a History”, há algum tempo, divulgou em seu site um trecho do prefácio escrito por JK Rowling para o seu primeiro livro e uma entrevista sobre o mistério do Véu. Desta vez, Melissa nos presenteia com mais informações em uma nova citação de JK sobre a sobrevivência de Harry:

De muitas formas, teria sido um final mais organizado matá-lo. É claro, soube disso desde o começo. Sentia que a mensagem prioritária dos livros era de que o amor é a força mais poderosa neste mundo. Meu modelo para Harry foi o dos veteranos de guerra, que viram horrores e são obrigados a voltar para casa e reconstruir, voltar à sua vida normal e cuidar de sua família, ser um pai – particularmente ser um pai é um trabalho difícil, em tempos dramáticos.

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Leia o trecho na íntegra em Notícia Completa!

JK ROWLING
A sobrevivência de Harry ~ Melissa Anelli
07 de outubro de 2008
Tradução: Renan Lazzarin

“De muitas formas, teria sido um final mais organizado matá-lo. É claro, soube disso desde o começo. Sentia que a mensagem prioritária dos livros era de que o amor é a força mais poderosa neste mundo. Meu modelo para Harry foi o dos veteranos de guerra, que viram horrores e são obrigados a voltar para casa e reconstruir, voltar à sua vida normal e cuidar de sua família, ser um pai – particularmente ser um pai é um trabalho difícil, em tempos dramáticos. Acho que seria uma traição ao meu personagem se o mostrasse fazendo alguma coisa que não o que ele fez. E penso que é absolutamente heróico fazer isso, voltar para casa depois disso, não se tornar um mercenário, não para viver para sempre congelado no tempo da emoção e perigo, mas ser mentalmente forte o bastante, e se possível, ter força física o suficiente, para voltar para casa e construir uma nova geração com valores que você espera que não a conduzam para uma outra guerra. Isso é sólido.

É claro que você pode dizer, sim, como extensão, como sempre na vida, esse é o paradoxo eterno. O que mais vale a pena pode parecer um pouco estúpido, mas Deus sabe que sem essas pessoas que estavam preparadas para voltar para casa e criar uma família e reconstruir, ajudar a reconstruir… reconstruir é muito mais difícil que destruir. Então, achava que era quase uma prisão, moralmente, matá-lo. Queria mostrar um homem que, é, foi embora com as mão sujas e tentou reconstruir. Gostava disso. E novamente, isso fez com que muitas pessoas ficassem lívidas, mas Deus sabe que, à época, eu já estava acostumada com isso!”