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Radcliffe fala sobre Equus, sua Carreira e Imprensa

Mais uma entrevista de Daniel Radcliffe foi divulgada. O autor desta vez foi o site The New York Times que divulgou uma entrevista onde se fala sobre a Equus, a carreira e a imprensa. Daniel demonstrou na entrevista que está aproveitando muito suas férias.

“Lamento”, ele diz. “Lamento! Eu só estou checando os placares de cricket. Eles estão para começar o jogo de hoje. “Eles” são os membros do time de cricket da Inglaterra, Radcliffe explica. Ele continua por alguns minutos comentando sobre as alegrias do esporte e observa, “Esse é um conceito que os americanos não dominam, cricket.”

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A diretora Thea Sharrock, da Equus nova-iorquina, disse que Radcliffe não estava nem perto de estar aterrorizado.

“Quando o conheci, eu fiquei impressionada com o nível de disciplina e profissionalismo dele,” ela disse em uma entrevista. “Nós todos podíamos ver finalmente que ele não é Harry Potter – ele é Daniel Radcliffe. Eu me senti muito entusiasmada de encontrar esse personagem com ele e provar para todo o mundo que isso era algo que ele podia fazer.”

Sobre a cena de Nudez, Daniel comenta

“Nunca foi um problema,“ comenta. “Eu não sei por que, deveria ter sido, provavelmente. Eu sou muito constrangido. No entanto, eu lembro de olhar para o meu pai e perguntar ‘Você acha que eu posso usar calças? ’” (Não, ele não podia.)

A tradução na íntegra já pode ser lida em notícia completa!

DANIEL RADCLIFFE
No palco, despido da Magia

Associated Press ~ Sarah Lyall
14 de setembro de 2008
Tradução: Ana Carolina Arantes Feitosa

Vestindo em uma jaqueta de couro e curvado de maneira anti-social sobre seu celular, Daniel Radcliffe poderia ter sido qualquer outro adolescente descontente e sem rumo em um mundo eletrônico. Mas de repente ele eleva o olhar e salta em seus pés como se a própria Emily Post o tivesse cutucado.

“Lamento”, ele diz. “Lamento! Eu só estou checando os placares de cricket. Eles estão para começar o jogo de hoje.”

“Eles” são os membros do time de cricket da Inglaterra, Radcliffe explica. Ele continua por alguns minutos comentando sobre as alegrias do esporte e observa, “Esse é um conceito que os americanos não dominam, cricket.”

Foi no começo do verão. As filmagens para “Harry Potter e o Enigma do Príncipe,” a sexta superprodução da série, tinham acabado. Um ano antes, Daniel terminou sua temporada de exibição em West Run como Alan Strang, o altamente problemático (e, por um tempo, completamente nu) personagem principal de uma nova montagem de um drama psico-sexual dos anos 70, “Equus.” Os ensaios da peça que foram transferidos para Broadway – a estréia será no dia 25 de setembro no Teatro Broadhurst – ainda não começaram.

Radcliffe, que completou 19 anos em julho, estava aproveitando o merecido descanso, um dos mais longos desde que estrelou em “Harry Potter e a Pedra Filosofal,” (à época com 12 anos) e se tornou o ator infantil mais conhecido do mundo. Estava gastando o tempo, ao que parece, saindo, acompanhando cricket e colocando as idéias no lugar. Ele tem uma pompa católica de opiniões profundamente defendidas – sobre má dicção, atores vencedores, concorrência masculina, a cerimônia de mudança da guarda no palácio de Buckingham, na pronuncia da palavra “alumínio” – e em varias conversas durante o verão, esteve mais que feliz de difundi-las. Mas embora ele diga que seu diálogo sincero o faz “uma pessoa extremamente irritante,” isso se mostra, pelo contrário, como um estado normal da pós-adolescência.

Ele parece estar transpondo a complicada transição da estrela infantil para o ator adulto sem cair na desilusão do uso de drogas, narcisismo insuportável ou reality shows. A experiência dele em “Equus,” onde atuou para um teatro repleto, tem muito a ver com essa confiança em si mesmo. Apesar dos primeiros rumores que diziam que ele estaria participando da peça como uma maneira cínica de frustrar os críticos, a platéia o ama, e até os saturados críticos de Londres ficaram impressionados. “Essa é uma performance de um ator com potencial real,” Michael Billington escreveu no The Guardian. Letts no The Daily Mail elogiou “o aparecimento do jovem Dan Radcliffe no meio artístico como ator e sua aptidão por diversos tipos de papéis”.

Radcliffe, não se parece em nada com Harry Potter. Ele não usa óculos nem tem uma cicatriz na testa. Ele fala rapidamente, com um sotaque londrino. Tornou-se forte para “Equus” – através de exercícios. Sua altura é 1,68 m, menor do que você pensava (como a maioria dos atores) mas é confortável o suficiente para, pesarosamente, fazer piadas sobre o fato. Em Londres, em junho ele usava jeans, uma camiseta preta com uma figura indetermina na frente e uma jaqueta de motoqueiro de couro. Ele estava educado de um modo constrangedor.

“Equus” é uma significativa peça para as pessoas que vêm dos anos 70. De modo revelador e até revolucionário na época, nos dias de hoje de uma forma singular isso relembra os debates do período sobre sanidade e loucura, com longas discussões sobre a arte e as limitações da terapia. Amigos mais velhos de Radcliffe o disseram o que a peça significou para eles, ele disse, e o papel foi uma maneira de provar que ele poderia colocar à parte as coisas da infância sem parecer muito óbvio.

“Se eu saísse e fosse fazer um outro filme de fantasia, todos diriam, ‘ele não está nem tentando, ’ mas se eu fizesse o papel de um traficante de drogas, diriam, ‘Nossa, ele está exagerando, ’” comenta Radcliffe.

“Também tem o fato de que Harry é bem diferente de Alan, um personagem muito violento e mentalmente instável.” Alan é uma alma torturada com uma profunda conexão com cavalos e tendo segado seis deles em uma noite de confusão religiosa e êxtase sexual, é arrancado de suas defesas e possivelmente de sua alma em uma série de exaustivas seções com um psiquiatra, cujo papel é de Richard Griffiths. (Griffiths está atuando novamente na peça depois das apresentações em West End; os outros atores são todos novos no elenco.)

Em uma subseqüente conversa por telefone no mês passado, de Nova York, onde os ensaios para a nova produção estão encaminhados, Radcliffe disse que está se ajustando à Broadway e ao novo elenco, e está refinando seu desempenho assistindo ao filme “Laranja Mecânica,” uma sugestão de Griffiths.

“Eu não queria apenas repetir a performance,” ele diz. “Eu queria fosse muito mais forte e com muito mais fúria. Também as idéias que eles apresentam em “Laranja Mecânica” são similares. É sobre tirar de alguém o que o faz um individuo para encaixá-lo na sociedade como um todo.”

O papel em Harry Potter tem consumido muito tempo de Radcliffe, fazendo com que ele tenha muito pouco tempo para qualquer outra coisa. Em anos mais recentes ele esteve em “December Boys,” um filme cuja história se passa a um longo tempo atrás, “My Boy Jack”, um filme de televisão, e se lançou em um delicioso personagem adolescente todo desajeitado, sabe-tudo e feio em um episódio da comédia “Extras” de Ricky Gervais BBC-HBO. Mas na maioria o que predomina é Harry, e Radcliffe cresceu nas telas, na visão popular, lidando com os riscos da adolescência e das forças de Voldemort.

Antes de “Equus” ele nunca tinha estado em um palco, ao menos que você considere uma apresentação que ele fez aos 5 anos de idade, como um macaco em uma peça da escola. Ele determinou apreensivamente, não agir como “o estereótipo do ator infantil aterrorizado,” antes dos ensaios começarem. Mas a diretora Thea Sharrock, disse que Radcliffe não estava nem perto de estar aterrorizado.

“Quando o conheci, eu fiquei impressionada com o nível de disciplina e profissionalismo dele,” ela disse em uma entrevista. “Nós todos podíamos ver finalmente que ele não é Harry Potter – ele é Daniel Radcliffe. Eu me senti muito entusiasmada de encontrar esse personagem com ele e provar para todo o mundo que isso era algo que ele podia fazer.”

A peça requer que Radcliffe apareça de frente completamente nu em uma cena prolongada, mas isso particularmente não o incomodou, diz ele.

“Nunca foi um problema,“ comenta. “Eu não sei por que, deveria ter sido, provavelmente. Eu sou muito constrangido. No entanto, eu lembro de olhar para o meu pai e perguntar ‘Você acha que eu posso usar calças? ’” (Não, ele não podia.)

Radcliffe acha que ele sofreu em cena o que ele chama de Efeito David de Michelangelo.

E explica. “Ele” – David – “não era muito bem dotado porque estava lutando contra Golias. Havia muito desse efeito. Você se recolhe como um hamster. A primeira vez que isso aconteceu, eu me virei e foi como ‘Você sabe, tem centenas de pessoas aqui e eu não acho que alguma delas esperaria que você agisse da sua melhor maneira nessa situação.’”

O mais ameaçador foi o nudismo emocional e o fato de que ele não tinha experiência no palco, diz ele. “Eu estava absolutamente começando do zero.”

Então ele tomou lições extensivas de atuação. Ele aprendeu a técnica de Alexander. Fez exercícios vocais nos quais, dado o texto, ele lia em voz alta só as vogais e depois só as consoantes. (“De um jeito bizarro, isso fez uma grande diferença em como eu entedia o texto,” disse). Ele aprendeu como se projetar. Ele imaginou que diferentes partes da sala representavam diferentes tipos de emoções e corria de um lado para outro entre elas, se emocionando.

Griffiths, que atuou como o desagradável tio Válter de Harry Potter em vários dos filmes, disse que tem acompanhado o progresso de Radcliffe ao longo dos anos. “Se você olhar para os filmes, você verá a progressão de um garotinho legal e amável que cuidadosamente se transformou em alguém que está cada vez mais assumindo o controle do personagem e dizendo ‘Eu acho que ele deveria estar fazendo isso. ’”

A jornada de uma estrela infantil para um legítimo ator é dura, adiciona. “Quando você pega alguém que tem sido muito famoso, uma estrela em potencial que tem que fazer a transição para um ator trabalhador, eles muitas vezes não têm nada para trazer à mesa, a exceção de fazer o que lhe é dito. Quando lhes oferecem um personagem adulto, eles estupidamente cospem o diálogo – vêm à tona todos os truques que eles confiaram no passado. E eles têm problemas terríveis de prestígio. No minuto que você se torna um membro juvenil de uma companhia de teatro, você é apenas um serviçal humilde como qualquer outro.”

Mas Radcliffe resolveu ser diferente. “Ele pesquisou muito e gastou muito tempo pensando sobre isso,” Griffiths disse. “Ele tem uma mente rápida e entende as coisas muito rapidamente. Uma vez que ele pega isso, ele pegou isso.”

Radcliffe é filho único e cresceu em Fulham, oeste de Londres. Sua mãe é uma agente de atores; seu pai é um ex-agente literário que se afastou para cuidar da carreira do filho. Ele começou a atuar com 9 anos, disse, porque ele não tinha muitos talentos na escola e nos esportes. Um agente que era amigo dos pais dele (e que agora o representa) sugeriu que ele fizesse uma audição para o papel de jovem David em um filme da BBC de “David Copperfield” como um exercício de confiança e encorajamento; ele conseguiu o papel. Ele também apareceu no filme “O Alfaiate do Panamá,” e conseguiu seu grande papel, de Harry Potter, depois de muita insistência do produtor do filme, David Heyman, outro amigo da família.

Embora estivesse passando dois semestres em uma escola regular, na maioria ele teve tutores. Muitos dos seus amigos são mais velhos – “Eu sempre amei a companhia de adultos,” ele diz – e muitos são mulheres.

“Eu odeio o fato de que os homens conseguem tornar um assunto que é perfeitamente bom em competição. Eu gosto de carros, mas eles falam sobre pressão dos pneus e cavalos. Vai rápido? Sim ou não? Você não tem que me dar a velocidade real. Todos os garotos da minha escola querem Lamborghinis, eu quero um Golf CTI.”

Radicliffe ainda vive na casa em que ele cresceu, com seus pais e dois cães, Binka e Nugget. (Nugget não é, curiosamente, nomeada depois do cavalo lider em “Equus.” Na verdade os Radcliffes têm a tradição nomear os cães com nomes que acompanhem a palavra “frango”; um cão antigo teve se chamava Tikka.)

Ele é extremamente unido com os pais. “As vezes eu posso sentir um pouco de pena de mim mesmo se eu ficar deitado na lama para uma cena à noite e depois ter que acordar as 4:30 da próxima manhã,” comenta. “Mas minha mãe e meu pai sempre disseram, se alguém está reclamando, ‘Bem, você não está em baixo de uma mina.’”

Ele completa: “Os atores se dão uma má reputação, e eu acho que é uma vergonha. É por isso que algumas pessoas têm ressentimento deles por serem famosos e acham que não trabalham comparativamente. Mas é um ótimo trabalho. E não é em baixo de uma mina.”

Ele é tão reservado como falante. Em uma entrevista recente de uma revista ele sugeriu que teria perdido sua virgindade a um longo tempo atrás como uma mulher mais velha, e que ele pode ou não estar envolvido atualmente com uma namorada, mas que ele não iria falar sobre isso. Ele geralmente consegue andar pelas ruas sem ser notado. Mas como qualquer outra figura do show bussiness no Reino Unido, ele tem que se contentar como as noticias da mídia britânica e suas histórias fantásticas.

“Você quer o Top 5?” pergunta. E as relaciona. “Uma delas foi sobre como eu tinha crescido meio metro em cinco semanas. A próxima foi que eu tinha alguém me perseguindo, outra ficção completa. Uma delas foi de que eu tinha pedido a dois ex-guardas da S.A.S (referente a uma parte da elite militar britânica) para passear com meus cachorros. Outra foi que eu encomendei uma cerveja especial que era fermentada por monges em um monastério na Bélgica. E eu não gostei da cerveja. E então, a melhor foi o fato deles dizerem que estava sendo feita uma escultura minha em ‘Equus’ para o meio da minha sala.”

Nu, é claro.