Filmes e peças ︎◆ O Enigma do Príncipe

Declaração do presidente da WB sobre atraso de EdP

O presidende da Warner Bros. Alan Horn acabou de enviar uma declaração dirigida aos fãs em resposta às constantes e crescentes críticas relacionadas ao adiamento do lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe para julho de 2009. Confiram a tradução abaixo:

Muitos de vocês têm escrito para mim para expressar o seu descontentamento em relação ao nosso adiamento de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” para o verão de 2009. Tenham certeza que nós compartilhamos o seu amor por Harry Potter e certamente não faríamos nada para ferir algum dos filmes. Nos últimos 10 anos, nós tomamos conta e protegemos cada filme e a integridade dos livros nos quais eles se baseiam com nossa maior habilidade. A decisão de adiar “Harry Potter e a Enigma do Príncipe” não foi tomada de forma fácil, e nunca teve a intenção de irritar nossos fãs de Harry Potter. Nós sabemos que foram vocês que tornaram essa série o que ela é, e agradecemos vocês pelo seu entusiasmo e apoio constantes. Se eu posso oferecer um prêmio de consolação: iria ter um espaço de dois anos entre “Enigma do Príncipe” e a tão aguardada primeira parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, que chega em novembro de 2010. Então, embora tenhamos que esperar um pouco mais por “Enigma do Príncipe”, a espera desse filme até “Relíquias da Morte” vai ser menor que 18 meses. Eu peço desculpas por decepcionar vocês agora, mas se vocês agüentarem mais um pouco, acredito que a espera vai valer a pena.

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Ainda sobre o sexto filme, mas saindo um pouco desse assunto tão debatido, conforme prometido vocês podem ler em notícia completa a tradução na íntegra da revista Entertainment Weekly, que fala bastante sobre o sexto filme!

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Entertainment Weekly
15 de agosto de 2008
Tradução: Virág Venekey

Capa:
No Set: Harry Potter – O Romance se espalha em Hogwarts e Harry prepara-se para o final emocionante da saga.

Página 1 e 2:
Vai haver “meio-sangue”!
O sexto filme de Harry Potter chega no próximo outono, sacudido por angústia adolescente, a morte de um personagem principal, e a grande pergunta: agora que os livros terminaram a platéia vai estar tão louca por Harry?
(por Jeff Jensen – fotografia por James Dimmock)

Página 3:
As lágrimas secaram. Os arrepios acabaram. Os livros, uma coleção completa agora, estão alinhados numa estante, juntando poeira. Na nossa imaginação Harry Potter vive feliz para sempre, o seu trabalho como ícone popular global e centro de publicidade está acabado.
Quase.

Nos estúdios Leavesden aos arredores de Londres, embaixo de um telhado esburacado gotejando chuva de um aguaceiro de abril, Daniel Radcliffe está em pé numa escadaria desmoronando que desce para uma esquina abandonada da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, escrevendo uma mensagem de texto no seu celular. Ao ouvir “Ação!” o jovem astro guarda o celular dentro da calça e desce as escadas para encontrar a co-estrela Emma Watson sentada no degrau, abafando as lágrimas. Em Harry Potter e a Enigma do Princípe, adaptado do penúltimo romance Potter de J.K. Rowling, a amiga de Harry, Hermione Granger (Watson) está percebendo que seu coração pertence a Rony Weasley (Rupert Grint). O problema: Rony acabou de se atracar com Lilá Brown (a novata Jessie Cave). Nessa cena, Harry tenta consolar sua amiga, mas a tarefa fica infinitamente mais difícil quando Rony e Lilá chegam tropeçando nessa esquina escura de Hogwarts procurando por um lugar para dar beijos. Hermione os separa com um sopro mágico de vento e depois soluça mais forte. Até mesmo após o “Corta!” Watson continua chorando, e Radcliffe oferece conforto com um abraço demorado e um elogio sussurrado. “Fu…mente brilhante, Emma. Acerto de primeira”.

“Eu não tinha idéia como falar com garotas até um ano e pouco atrás,” conta Radcliffe, 19, que utilizou suas habilidades de paquera nas cenas.

Não deixe essa pontada de amor juvenil enganar você, embora Enigma do Príncipe, que chega aos cinemas dia 21 de novembro, continua empurrando Harry mais a fundo no território adulto. Em contraste com o cenário de ataques terroristas dos Comensais da Morte de Voldemort, Harry se prepara desesperadamente para o seu predestinado dia de face a face com o Lorde das Trevas, e estuda o passado sórdido de Voldemort por meio de lições privadas via Penseira com um Dumbledure (Michael Gambon) cada vez mais enigmático. Ele procura uma série de objetos encantados chamados de Horcruxes que contêm fragmentos da alma de Voldy e desvenda um segredo carregado pelo novo professor de Poções Horácio Slughorn (Jim Broadbent). Quanto à identidade do titular ilustre… oh, você vai ler o livro, não é? “Até agora aconteceu todo tipo de conversa sobre encontrar e lutar com Voldemort”, disse Radcliffe. “Nesse filme Harry começa a caminhar para realmente fazer isso”.

Página 4:
É claro, nós sabemos que não vamos testemunhar a sacada de varinha de Harry com o vilão focinho de cobra (Ralph Fiennes) até Harry Potter e as Relíquias da Morte ser exibido no curso de dois filmes em 2010 e 2011. (veja a barra lateral) E por sabermos isso o Príncipe levanta um questionamento inédito sobre a maior franquia da história: Os fás dos filmes ainda estão loucos por Harry? “Eu não vou mentir para você”, fala Steve Kloves, o roteirista indicado ao Oscar, voltando ao seu papel de escritor oficial da franquia após faltar no quinto filme Harry Potter e a Ordem da Fênix. “Eu tenho alguma preocupação de que, agora que os livros acabaram a espera pelos filmes não vai ser a mesma”. Sim, os filmes aumentaram em termos de popularidade desde o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban por Afonso Cuarón os colocou em um caminho mais delimitado. (Veja quadro.) E sim, tem aqueles que acompanham a saga apenas por meio dos filmes – razão pelo qual nós nos abstemos de discutir uma morte monumental no Príncipe. Ainda assim, até mesmo no meio do preparo de um filme totalmente de ponta como Harry Potter há, bem, preocupações. Kloves se permite a um pensamento improvável, e ri. “Seria um completo desastre se ninguém aparecesse”.

Publicado em 2005 em meio a recordes de vendas e superando um filme de verão que inclui a pre-seqüência final de Guerra nas Estrelas, Harry Potter e o Enigma do Príncipe é um exemplar grosso de 652 páginas que, como de costume, conta seu enredo no ritmo de um ano escolar. Mas ele traça uma partida bem-vinda sobre a evolução Daquele-que-não-deve-ser-nomeado de um garoto estragado chamado Tom Riddle em um déspota diabolicamente sedento por genocídio! Essa narrativa é conduzida através de uma série de lembranças suculentas, com Harry e Dumbledore mergulhando magicamente em poças de memória liquida e emergindo para esquinas escuras como espectadores fantasmas. “Ele ilustra como o passado informa sobre o presente e o quanto um ato de maldade pode refletir por anos e afetar tantas vidas”, conta Kloves.

Isso tudo é muito fascinante na literatura, mas como material base para um filme apresentou-se como um desafio. O roteirismo determina que os filmes precisam seguir em frente e ter protagonistas que façam coisas, não apenas estar a espreita ou assistir outras pessoas fazerem os acontecimentos. Kloves se lançou num trabalho desafiador, mas após escrever um manuscrito que incluía quase todas as memórias, o escritor e o comandante atual em exercício, David Yates, mudaram o curso das coisas. “Nós diminuímos os flashbacks para três”, conta o diretor, cuja adaptação de Fênix somou 938,5 milhões de dólares mundialmente (segundo lugar entre os filmes Potter) e que assinou para ambos os filmes sobre Relíquias. “Nós vemos Voldemort como um garotinho, e depois em duas ocasiões como um estudante. Fazendo isso, nós honramos o espírito do que Jo (Rowling) fez, mas evitamos estagnar na narrativa enche-lingüiça”. Yates, cujo semblante calmo esconde uma energia exuberante, e jovem, foi um celebrado diretor de TV na Inglaterra antes de Potter. Ele diz que “o grande conjunto criativo” da franquia o motivou a voltar. “Você tem aqui o maior conjunto de cenários do mundo”, conta ele. “Se você pensa em algo, você pode realizar aqui”.

Legenda das fotos na página: Mais velhos e mais sábios (Em sentido horário da esquerda) Radcliffe e Watson pensam em um feitiço; Grint se prepara para o Quadribol; Felton está novamente pronto para seus velhos truques.

Quadro em destaque na página: Atenção! Novos Personagens
Veja quem se apresenta em Hogwarts nesse outono.

Horácio Slughorn – Jim Broadbent: Aposentado, Slughorn foi pressionado a voltar para o trabalho como o novo professor de Poções (Snape está ensinando agora Defesa contra Arte das Trevas). A memoria de Slughorn é crucial para o crescente entendimento de Voldemort por Harry. “Mas ele não quer se lembrar”, conta Brodabent (Moulin Rouge). “Ele vive em uma completa negação da realidade”.

Lilá Brown – Jessie Cave: Por meio de risadinhas e jeito mandão Lilá persegue Rony, que se entrega bobamente nos interesses dela apenas para despertar ciúmes em Hermione. “No início quando eu li a minha parte eu pensei, Oh, essa é a garota que ninguém gosta”, fala Cave, de 21 anos, que faz sua estréia em filmes. Por sorte o elenco “não poderia ser mais acolhedora”, conta ela.

Tom Riddle – Hero Fiennes-Tiffin: O garoto que faz Voldemort quando criança é, na realidade, o sobrinho do atual Lorde das Trevas, Ralph Fiennes. “Mas não foi por isso que demos para ele o papel”, diz o diretor David Yates. Ele credita a habilidade dele de encontrar o “lado obscuro” na sua leitura das falas. Ainda assim, conta ele, a semelhança familiar foi “decisivo”.

Página 5:
Yates tem sido um líder gentil, mas firme nos sets de filmagem. Após assistir Radcliffe e Watson executarem uma tomada decepcionante daquela cena feita anteriormente ao pé da escada, Yates levantou da sua cadeira, se dirigiu para o cenário e disse de uma forma que soou construtiva e doce, “Parece que vocês ensaiaram isso milhares de vezes antes, mas estão tropeçando nele. Eu preciso que vocês se joguem nisso”. Os jovens têm certamente bons motivos para melhorar suas atuações. Com a escolha de yates e Kloves em abreviar a história paralela de Voldemort, o Príncipe traz a amizade de Harry/Rony/Hermione a frente como centro. Coloque de outra forma: “Há mais para eu fazer, o que me deixa bastante contente”, diz Grint, que, junto com Watson, viu o seu tempo em cena diminuir nos últimos dois filmes por causa de uma adaptação estratégica focada em Harry, iniciada por Cuarón. Por exemplo, um sub-enredo de Fênix, no qual Rony se torna um goleiro de Quadribol, foi descartada, mas é recapitulada agora para o Príncipe. Infelizmente, Grint achou que a realização da ilusão de um esporte voado nas alturas não foi tão animadora. “Eu sempre quis fazer isso”, conta o ator ruivo; que completou 20 anos esse mês. “Mas imagine ficar sozinho literalmente sentado em uma vassoura por horas numa grande sala azul. Um pouco maçante e doe bastante. Algo bem anticlímax, eu acho”.

Watson, 18 anos, se conformou inicialmente em ter um papel menor no Príncipe. “Ao ler o livro eu achava que a Hermione não tinha muita coisa para fazer, mas se tornou a experiência mais interessante e desafiadora até então”, conta ela. Uma pessoa reservada e jeitosa, que foi a última do trio a assinar para os últimos filmes, Watson se baseou nos seus próprios jornais e instintos para se conectar ao coração ansiosamente nervoso de Hermione. Radcliffe teve que lidar com seu próprio labirinto amoroso em Príncipe – a seqüência de abertura mostra Harry paquerando uma garçonete, e em Hogwarts ele fica cada vez mais apaixonado pela irmã de Ron, Ginny (Bonnie Wright). Ele conta que fez as cenas importando lições da “escola de paquera do Daniel Radcliffe”. O que isso significa? “Olhe-as até elas perceberem você e espere pelo melhor”, explica ele. Você acharia que a vida héctica de Harry Potter não permitiria muito tempo para cultivar uma experiência de namoro na vida real, mas de alguma forma Radcliffe conseguiu. “Eu não tinha idéia como falar com garotas até um ano e pouco atrás,” conta o ator de 19 anos de idade durante uma pausa das filmagens em abril. “Eu ainda cometo erros triviais quando estou paquerando, mas gosto de pensar que faço de uma forma bastante simpática”.

Contudo, houve uma pequena intriga romântica que não entrou no Príncipe. Na primeira versão do roteiro de Kloves, ele escreveu uma fala (que não está no livro) no qual Dumbledore relembra carinhosamente uma garota trouxa de sua juventude. Ele foi rapidamente corrigido. “Eu estava caminhando por Leavesden juntamente com a Jo para a primeira leitura”, relembra Klowes. “Enquanto entravamos no Salão Principal, ela se virou para mim e sussurrou, “Eu vi a fala que você escreveu para Dumbledore, mas o fato é o seguinte: Dumbledore é gay”. Após Rowling revelar a sexualidade do bruxo para o restante da equipe de filmagem – e antes dela gerar manchetes internacionais no outono passado ao dividir essa notícia publicamente – Yates decidiu retirar a fala. “Eu achava que a cena funcionava bem sem ela”, disse ele. “Eu acho maravilhoso o fato de Dumbledore ser gay. Parece bem autêntico para o personagem”.

Legenda das fotos na página: Arte das Trevas – Alan Rickman, Helena Bonham Carter e Helen McCrory conspiram; Hero Fiennes-Tiffin como o jovem Voldemort.

Quadro em destaque na página: O poder de arrecadação de Harry
Os filmes Potter arrecadaram até agora 4,5 bilhões de dólares no mundo todo, faltando lançar ainda três filmes. O desdobramento; – John Young
A Pedra Filosofal (2001): 976,5 milhões de dólares
A Câmara Secreta (2002): 879 milhões de dólares
O Prisioneiro de Azkaban (2004): 795,5 milhões de dólares
O Cálice de Fogo (2005): 896 milhões de dólares
A Ordem da Fênix (2007): 938,5 milhões de dólares
Fonte: boxofficemojo.com