Filmes e peças ︎◆ O Enigma do Príncipe

Empire descreve Fenrir Greyback e Inferi em artigo

Nós contamos a vocês que a edição da revista Empire trouxe algumas novas fotos de Harry Potter e o Enigma do Príncipe e em sua versão impressa também havia uma prévia do filme. Hoje o site DR.com conseguiu os scans das páginas, que a nossa equipe acabou de traduzir.

Em uma mesa estão as várias vestimentas de Fenrir Greyback. A aparência dele não é nem humana nem bestial, com pele facial com penugens que, apesar da sensação agradável de um gatinho úmido, faz sua aparência marcadamente mais horrível. Mas o horror verdadeiro está do outro lado…

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Um artista está esmeradamente esculpindo um desses Inferi quase inteiramente esqueletos. É mais inquietante do que a maior parte de retratos de zumbi cinemáticos, uma estranha estrutura de pouca pele colocada em cima de muitos ossos. É o tipo de coisa que você imagina sendo difícil de passar pela censura de filmes de 15 anos, sem falar um para 12 anos.

Nós temos que ser muito, muito cuidadosos,” admite Yates. “Eu acho que é porque é Harry Potter e pela base de fãs, tem uma tolerância maior pelo que vamos apresentar. Então podemos fazer um pouco mais que os outros filmes podem fazer.

E o produtor David Heyman divide a ansiedade de fazer a batalha final de Harry Potter e as Relíquias da Morte:

Tem muita coisa que nós não vemos a hora de fazer. A batalha final em Relíquias da Morte vai ser inacreditável, mas também será a resolução das coisas dos personagens. Nós queremos que nosso legado seja espetacular.

Confiram a tradução na íntegra em notícia completa, e os scans nos links:
Scan 1 | Scan 2 | Scan 3 | Scan 4

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

Empire Magazine
03 de julho de 2008
Tradução: Raquel Monteiro

Estréia: 21 de Novembro
Diretor: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Alan Rickman, Jim Broadbent

Tendo superado mortes na família, um inimigo ressuscitado (repetidamente e com gosto) e o pegajoso começo da puberdade, Harry Potter encara provavelmente seu pior obstáculo até agora. Não, isso tem pouco a ver com o filme ser mais obscuro – embora os precedentes insistam que cada aventura deve ter uma redução no diagrama de claridade – nem com aquele homem cujo nome não deve ser dito. O grande obstáculo para Harry Potter e o Enigma do Príncipe, que inicialmente pode parecer insuperável, é que muita gente, até um número de fãs teimosos, não objetariam de pular este episódio e ir direto para o final… desde que nós possamos ter aquela parte em que o grande personagem morre (o spoiler já passou disso?) como prólogo. Harry Potter 6 é uma proposição única na série de filmes, ele é o primeiro a sair depois que descobrimos o grande final com a publicação do último da série Harry Potter e as Relíquias da Morte. Saber o destino final de Harry e amigos (e inimigos) tira inerentemente um pouco da tensão de Enigma do Príncipe, que potencialmente poderia ser como um resumo ‘anteriormente em Harry Potter’. Entretanto, saber como termina todo o estabelecimento bruxo pode acabar provando-se o melhor aliado do filme.

“É ótimo saber o final,” diz o produtor da série David Heyman. “A linha do tempo agora está ali para nós vermos [saiba que estamos construindo de acordo]. É claro, nós sempre tivemos Jo (Rowling) para nos dizer se estamos deixando alguma coisa importante de fora dos filmes e eu acho que o processo de escrever os filmes sempre foi orgânico, mas agora nós sabemos o que é absolutamente necessário… tem um tanto de coisas que nós tínhamos deixado de fora, mas tivemos que colocar e possivelmente vice-versa.”

Todos os filmes Potter anteriores, mesmo os melhores, foram até a extensão permitida para conservar tanto do livro quanto fosse possível, caso algo se tornasse importante depois. Removendo esta algema em particular (a maior parte do roteiro de Steve Kloves foi escrito antes do lançamento de Relíquias da Morte, mas teve alguns ajustes feitos depois) significa que este filme deve ser um pouco mais relaxado na sua reverência à fonte e fazer o que é necessário para ser um filme verdadeiramente sem costura, ao invés de ser simplesmente uma visualização do livro.

A verdade é que pouca coisa importante acontece no Livro 6. Harry tem alguns picos hormonais e aprende como ele pode finalmente derrotar Voldemort. E então tem aquela enorme, muito importante, e esperançosamente atordoante batalha no final. Além disso, tem muita discussão sobre o terror manejado pelo obscuro chefe bruxo, o que acontece quase exclusivamente onde nossos heróis não estão. É um livro em que o vilão está inteiramente ausente, exceto nos flashbacks em forma de criança (Ralph Fiennes não aparece no filme). É como O Império Contra-Ataca sem Darth Vader; ou pior, com Jake Llyod. Mas com um bocado de ajustes da narrativa de J.K. Rowling e escolha cruel do desnecessário, o livro contém grandes momentos suficientes para fazer um magro e emocionante filme.

Poderia ter tudo que amamos em Harry Potter – a sagacidade, a bobeira inteligente, o encanto, o terror –, mas sem todos esses pedaços em que todos baixam as varinhas para ter uma longa conversa sobre o que aconteceu há muito tempo atrás quando tudo era sépia e as barbas eram mais curtas. No set é estimulante ouvir os diretores do filme afirmando que eles estão aumentando as apostas no livro, colocando todo o barulho e ação de fora das telas nas telas, onde eles pertencem. E eles estão fazendo-o de primeira.

“Estamos abrindo com um grande ataque,” diz o diretor David Yates, que retorna do último filme e também irá terminar a série com os dois filmes que irão formar Relíquias da Morte. “Jo fala sobre isso no livro, mas nós iremos mostrar. Nós iremos trazer um grande marco de Londres a baixo. Vai ser espetacular.”

“[Outra] grande cena que criamos, ou embelezamos um pouco,” adiciona Heyman, “é quando as crianças voltam A Toca (a confusa casa dos Weasleys, que é esquadrinhada pelos agentes de Voldemort). Nós o fizemos mais como um evento… muito da ameaça do livro vem em flashbacks, conforme você aprende mais sobre Voldemort. Nós temos um pouco disso, mas toda vez que você vai para o flashback, você quebra a narrativa. Nós queremos manter essa ameaça, então o que nós fizemos foi criar esse ataque, um cena envolvendo os Comensais da Morte (seguidores mascarados de Voldemort), que estão causando estragos no mundo mágico. No livro, está no papel, mas você nunca experimentou aquilo. Eu não quero contar nada, mas é uma grande cena de ação…”

Ficou claro quando a Empire visitou o set de Enigma do Príncipe que será um filme de extremos. Onde os anteriores foram tanto assustadores (Prisioneiro de Azkaban, Ordem da Fênix) ou aventureiros (Cálice de Fogo), este filme deve pender dramaticamente entre os dois. No dia que visitamos, Yates estava filmando uma cena que envolvia um pobre estudante (feito por Robert Knox – tragicamente morto alguns meses depois) pregando cordialmente bola após bola de boliche conforme o monte aumenta, enquanto Jim Broadbent, como o novo professor Horácio Slughorn, interroga às escondidas os pupilos reunidos. “Este é o sexo, drogas e rock’n’roll,” diz Yates em uma pausa para alimentar a força seu elenco. “É uma história engraçada. Eu brinquei com Mike Newell quando ele saiu [Cálice de Fogo], ‘Você pegou o amor adolescente, seu hambúrguer pegajoso. Eu fiquei com toda raiva adolescente. ’ Ordem da Fênix foi todo sobre raiva, rebelião e deslocamento. É legal lidar com algo que é mais sexo, drogas e rock’n’roll… bom, talvez sexo, poções e rock’n’roll.”

“Sexo drogas e rock’n’roll? Obrigado, David, este é um comentário do qual eu vou ter que me defender por meses,” ri Daniel Radcliffe depois. “Obviamente não tem sexo no livro, é tudo subentendido, mas tem um grande montante de energia sexual e tem algumas drogas paralelas. Nós temos um pouco do que o David chama de nossos ‘momentos Trainspotting’. São dois filmes que eu nunca achei que seriam mencionados na mesma ocasião…é uma grande balança. As partes leves são mais leves do que antes, e as partes obscuras são extremamente obscuras.”

Em outro lugar no espreguiçante estúdio Leavesden, as coisas estão distintamente insuficientes. Andando através do departamento de efeitos, você pode ser desculpado por pensar que entrou na última interminável série de zumbis de George Romeo ou uma refilmagem de Joe Dante Grito de Horror. Em uma mesa estão as várias vestimentas de Fenrir Greyback, um lobisomem que gradualmente perde seu lado humano e que participa de uma parte importante na batalha de Hogwarts entre o bem e o mau. A aparência de Greyback não é nem humana nem bestial, com pele facial com penugens que, apesar da sensação agradável de um gatinho úmido, faz sua aparência marcadamente mais horrível. Mas o horror verdadeiro está do outro lado…

Aqueles que leram os livros vão lembrar-se de uma parte importante da aventura de Harry que o leva em contato com um grupo de desagradáveis cadáveres animados chamados Inferi (nomeados pelo romano nome para submundo) que protegem algo que o jovem bruxo precisa por suas mãos. “Eles são horríveis,” treme Radcliffe. “Eles me lembram de corpos em sepulturas em campos de concentração. É aquela aparência horrenda de um corpo desgastado, mas não um esqueleto. Tem algumas crianças Inferi também.”

Enquanto Empire assiste, um artista está esmeradamente esculpindo um desses seres quase inteiramente esqueletos. É mais inquietante do que a maior parte de retratos de zumbi cinemáticos, uma estranha estrutura de pouca pele colocada em cima de muitos ossos (entre as fotos de referência do escultor de pessoas subnutridas tem uma página de fofocas com a foto da uma vez participante do Big-Brother Chantelle Houghton!). É o tipo de coisa que você imagina sendo difícil de passar pela censura de filmes de 15 anos, sem falar um para 12 anos.

“Nós temos que ser muito, muito cuidadosos,” admite Yates. “Eu acho que é porque é Harry Potter e pela base de fãs, tem uma tolerância maior pelo que vamos apresentar. Então podemos fazer um pouco mais que os outros filmes podem fazer.”

A ousadia na aproximação nos níveis de medo nesse filme é reflexo de um sentimento de experimento. O lançamento do livro final criou novo excitamento; tem um sentimento de ‘sem obstáculos’, porque não tem muita cosia faltando. “Tem muita coisa que nós não vemos a hora de fazer,” diz Heyman, que vai ter dado mais de uma década de sua vida para essa série ao último filme. “A batalha final em Relíquias da Morte vai ser inacreditável, mas também será a resolução das coisas dos personagens. Nós queremos que nosso legado seja espetacular.”