Não categorizado

Voldemort não conseguiria parar a música

Uma interessante reportagem feita pela Rutland Herald fala sobre um dos maiores fenômenos em crescimento nos EUA e no mundo, bandas de Wizard Rock. Você pode conferir a reportagem completa aqui no Potterish!

“Compondo e ouvindo wizard rock tem se tornado um meio para que os fãs expressem suas personalidades através dos personagens em seus livros favoritos”, segundo simpatizantes do fenômeno. O dedicado apoio dos fãs gera uma atmosfera que apóia jovens músicos amadores, e ainda os encorajam a largar seus respectivos empregos para viverem de música.

“Eu vou à shows ao vivo toda hora, e é muito difícil só se sentir feliz,” disse Amy Phillips, editora senior da Pitchfork Media, um influente website sobre crítica musical.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resto da reportagem pode ser visto clicando aqui.

WIZARD ROCK
Voldemort e Rowling não podem parar a música

Columbia News Service ~ Sarah Morgan
07 de abril de 2008
Tradução: Abner

Um mês depois do lançamento do sétimo e último livro Harry Potter em julho, a estudante da universidade de Ithaca (Nova York) Lena Gabrielle Weinstein participou de uma conferência dos fãs da famosa série de J.K. Rowling, em Toronto.

Uma ambiciosa compositora compôs uma música baseada nos seus capítulos favoritos, e a tocou, em um piano, no show de talentos da conferência. As pessoas começaram encorajá-la a formar sua própria wizard band.

Como muitas pessoas, Weinstein nunca tinha ouvido falar sobre wizard rock. Mas ela acabou gostando da idéia rapidamente, a nomeando “The Butterbeer Experience”, depois de uma famoso drink da série. Agora ela está planejando um tour de verão em 2008.

O wizard rock teve origem no fundo de um galpão, em Boston, com Paul and Joe DeGeorge. Os irmãos, agora com 28 e 20 anos, são considerados os inventores do wizard rock, tocando com uma banda chamada Harry and the Potters. Eles gravaram seu primeiro disco em 2003, baseados no conceito em que representam Harry Potter em duas idades diferentes.

Desde então, eles têm inspirado centenas de outros fãs de Rowling a começarem suas próprias bandas, escrevendo músicas segundo a perspectiva dos personagens da série de sete livros sobre jovens bruxos e bruxas crescendo, aprendendo mágica e combatendo o mal.

Esse show de criatividade tem se tornado um movimento que, mesmo com a série de Rowling terminada, não só tem sucesso mas também cresce a cada dia mais.

“Compondo e ouvindo wizard rock tem se tornado um meio para que os fãs expressem suas personalidades através dos personagens em seus livros favoritos”, segundo simpatizantes do fenômeno. O dedicado apoio dos fãs gera uma atmosfera que apóia jovens músicos amadores, e ainda os encorajam a largar seus respectivos empregos para viverem de música.

“Eu vou à shows ao vivo toda hora, e é muito difícil só se sentir feliz,” disse Amy Phillips, editora senior da Pitchfork Media, um influente website sobre crítica musical.

Ela achou as letras da banda tão inteligentes e o entusiasmo da platéia, composta por todas as idades, tão contagiante, que acabou colocando a banda na lista dos “Dez Melhores Shows Ao Vivo de 2005”.

O wizard rock como gênero musical ganhou ênfase em 2005, quando Harry and the Potters começaram a inspirar várias pessoas, durante a longa espera entre o quarto e quinto livro de Rowling.

Cheio de piadas baseadas nos livros, o wizard rock inspira entusiasmo e dedicação nos seus fãs. A evolução do MySpace ajudou a construir uma comunidade online, que possui seções para notícias das bandas e para se conectar com outros fãs. Shows ao vivo se transformam em palco de amizades começadas na internet.

“Ler pode ser uma experiência solitária”, Paul DeGeorge disse em uma entrevista. “Nossos shows serviram como uma conexão ao mundo real, ao invés de ficar somente online ou lendo em casa.”

A arrancada para a publicação do último livro da série, em julho, trouxe ainda mais público ao Rock bruxo. E até agora, o fenômeno não mostra nenhum sinal de desânimo. Pelo contrário, mais de 100 novas bandas têm se formado desde julho, de acordo com Lizz Clements, que administra o site wizrocklopedia.com. Mais ou menos 450 bandas estão listadas no site.

“Nós só temos visto um aumento das atividades desde quando o sétimo livro foi lançado”, disse Andrew Slack, fundador da Harry Potter Alliance, uma organização “mágico-ativista” com uma comissão composta por vários wizard rockers. “Agora que a série está completa, as pessoas estão procurando maneiras de continuar se expressando através destes livros, que significaram tanto a elas.”

Os wizard rockers não parecem estar preocupados que sua fonte de materiais tenha se esgotado. Para os DeGeorges, por exemplo, escrever músicas sobre os livros de Rowling tem sido colocar um “quê” a mais na criação da autora.

A versão deles de Harry Potter, Paul disse, é “levemente menos piadista e um pouco mais rock’n’roll” que a versão de Rowling. Eles focam menos no amor de Harry pelo esporte mágico Quadribol, e mais na sua atitude anti-autoridade.

O wizard rock proporciona uma incrível criatividade, especialmente para jovens músicos, de acordo com rockeiros e observadores. Incorporando um persona de acordo com um personagem favorito, compositores novatos ganham acesso a um novo material para escreverem sobre.

“É difícil escrever músicas sobre amor ou tragédia, especialmente pessoas mais jovens que só estão tentando entender quem elas são”, disse Josh Koury, diretor do documentário “Nós Somos Bruxos”, que foi premiado esse mês pelo Southwest Film Festival, em Austin. O filme segue várias bandas de “rock-mágico” ao longo das destas de lançamento do Livro 7.

Músicos novos admitem que escrever sobre personagens requer uma vasta experiência.

“Muito do meu outro estilo pop musical é somente baseado em experiências na minha vida, e minha vida tende a ser realmente monótona e entendiante”, disse Weinstein. Para seu wizard rock, a garota gosta de pegar pequenos incidentes ou idéias dos livros e expandi-los.

Muitos fãs e músicos já haviam se entediado com as explorações- sem-fim dos jovens bruxos de Rowling.

“Quando você começa no wizard rock, você já tem estabelecido um grupo de pessoas que você sabe que irá definitivamente gostar de ouvir seu som”, disse Weinstein. “Eu não gosto da palavra ‘fã’ em termos de wizard rock, porque isso lembra uma espécie de hierarquia. Não é exclusivo de maneira alguma. Se você quiser participar, você pode.”

A participação nessa comunidade tem dado a chance a algumas pessoas de se tornarem rockeiros em tempo integral. Matt Maggiacomo, 29, que se apresenta com a banda chamada The Whomping Willows(nome de uma árvore encantada), se demitiu de seu trabalho como escritor técnico para uma firma de consultoria ambiental, em Outubro.

“Viver de música tem sido meu sonho por quase 15 anos, e eu estou vivendo esse sonho atualmente”, ele disse em um e-mail escrito enquanto estava em tour na Califórnia.

“Um movimento como esse pode continuar a fazer sucesso por anos”, ele disse também. “Há milhões de fãs de Harry Potter ao redor do mundo, e somente uma fração deles já ouviu falar sobre wizard rock. Contanto que nós continuemos conquistando novos fãs, eu não acho que teremos problemas em manter a música viva.”