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Tradução completa da James Joyce com Jo!

Para quem não se lembra, Jo recebeu o prêmio James Joyce, fornecido pela Sociedade Literária e Histórica da University College Dublin, no dia 12 de fevereiro por sua contribuição ao mundo da escrita.
A cerimônia havia sido restrita apenas aos estudantes da universidade e aos membros da Sociedade, consistia numa leitura de um trecho do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, sessão de perguntas e respostas pré-selecionadas pela autora e um momento para autógrafos.

Somente hoje, porém, o site Gazette du Sorcier conseguiu fornecer a transcrição do evento. A tradução das 11 perguntas já pode ser conferida no Potterish, clicando em Notícia Completa.

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6. Isabelle Connor: Alguma vez você realmente considerou matar o Harry no sétimo livro?
Ah sim! Sim, é claro, mas eu considerei bem no comecinho, não quando a série continuou. Eu nunca saí do caminho, uma vez que decidi qual seria o fim, eu nunca pensei, “ah eu vou, eu vou matá-lo”. Mas desde o começo, me levou sete anos entre ter a idéia para Harry e publicar A Pedra Filosofal, eu considerei ter que matá-lo, e eu já disse antes que que em muitas maneiras o final seria bonito. Mas ele era, ele é meu herói. E eu quero que meu herói faça o que eu considero ser a coisa mais nobre…

JK ROWLING
Transcrição da autora no James Joyce Awards

La Gazette du Sorcier
03 de abril de 2008
Tradução: Arthur Melo, Carolina Munhoz, Daniel Mählmann, Renata Grando
Revisão: Fernando Nery

Nota: Nós fizemos o nosso melhor, no entanto, considerando o tamanho do texto e a má qualidade do som, nós decidimos completar os vazios com asteriscos.

Se você achar qualquer tipo de erro ou uma incoerência, por favor nos mande e-mail para que que nós possamos corrigí-lo.

Na tela no começo da sessão:

ORDEM DE EVENTOS
A Sra. Rowling vai ler “As Relíquias da Morte”;
Sessão de Perguntas e Respostas. A Sra Rowling vai responder dez perguntas do público (essas são as dez melhores questões enviadas por donos de bilhetes);
Apresentação do James Joyce Award.

Um fã: Eu te amo!

Jo: Eu também amo você… wow! Vocês são uma grande multidão e isso é realmente legal. Eu não sabia…

Isso é quase exatamente como eu imaginava o Ministério da Magia ***. Eu farei uma breve leitura, como vocês provavelmente sabem.

Francamente, eu não tenho praticado, eu acho que não tenho lido desde há 2 meses atrás, então, por favor, me desculpem se for um pouco rústico. Então eu estarei lendo a parte de Relíquias da Morte onde… alguém aqui não leu esse livro? Bem, você nunca sabe… há alguém bem ali! Isso não é possível. *** então eu estarei lendo a parte quando Rony volta […]

[Enquanto ela estava lendo, Jo parou duas vezes para fazer comentários]

Harry se ajoelhou ao lado de Rony e colocou sua mão cautelosamente no ombro dele” Eu originalmente coloquei ‘cuidadosamente no ombro de Rony”. Eu só me recordei de ter feito isso quando eu li e imediatamente “cuidadosamente” caiu fora.

[…]

“Simultaneamente, eles se precipitaram e se abraçaram, Harry agarrando a ainda molhada jaqueta do Rony”. Eu não sei porquê eu estou fazendo isso, eu nunca fiz isso antes, mas eu vou parar aqui para dizer que meu editor norte-americano queria um abraço deles no final de praticamente cada livro que eu escrevi. Ele continuava dizendo para mim: “Você não sente que eles se abraçariam aqui?”, eu continuava dizendo “Não! Eles são britânicos!” [aplausos] “Garotos britânicos não fazem isso!” Mas eu sempre soube e tive que dizer a ele que eles eventualmente iriam se abraçar, mas você sabe que seria em uma [situação de] vida ou morte ** não há nenhum propósito em ter ***. De qualquer forma, desculpem, eu não sei por quê estou fazendo isso… Onde eu estou? Ah sim, eles se abraçaram!

[…]

Eu tenho lido por anos e sempre tive que ler do começo do livro, então normalmente eu nunca pego para ler Rony e Hermine.

Então agora a Sra. Rowling responderá a algumas perguntas do público. Centenas de vocês participaram into a draw para ter sua pergunta respondida e nós mantivemos apenas as dez melhores. E então quem vai pegá-las é Colin Quin.

1 […]
Não, eu sabia qual era o plano antes de Pedra Filosofal ter sido publicado. Eu acho, no caso de Snape… eles são muito diferentes, com Dumbledore, muito deliberadamente, você descobre pouco sobre a vida privada de Dumbledore porque sua interação com Harry sempre foi sobre Harry, que aponta esse fato no sétimo livro, Harry pensa “mas por que eu nunca perguntei?”. Ele vai se perguntar agora e ele nunca nem mesmo pensou em dizer: “então, e sobre você?” sabe, ao final de uma daquelas conversas, que eu acredito ser algo que acontece depois do pesar, o arrependimento que ele não perguntou. E eu também acho que Dumbledore sempre foi tanto uma figura quase endeusada a Harry em alguns aspectos, que ele sentiu que não poderia perguntá-lo questões pessoais. Snape, por outro lado, eu tive de deixar dicas por todo o caminho porque como você sabe, no sétimo livro, quando você tem a cena de revelação onde tudo muda de lugar e você percebe porque Snape foi… qual foi a motivação de Snape. Eu tive que traçar esse caminho através dos livros porque no momento que você vê o que realmente acontece, seria uma absoluta fraude ao leitor apenas mostrar naquele momento um monte de coisas que você nunca viu antes, sabe… “Ah, a propósito, nos bastidores estava acontecendo isso”. Então eu sabia. Foi um processo complicado da trama, mas pelo época em que Pedra Filosofal foi finalizado, eu definitivamente sabia todas as grandes coisas sobre Snape e Dumbledore porque em muitos formas eles são os dois personagens mais importantes no sétimo livro… bem, à exceção do trio, Harry, Rony e Hermione.

2. Pergunta sobre uma monografia em cima de HP?…
Você pegou os créditos para vir aqui? Eu não sabia sobre isso até que vi sua pergunta, ontem ou no dia antes de ontem, eu fiquei um pouco impressionada com isso, para ser absolutamente sincera. … Tão provocante! Bem, isso é inacreditável para mim, mas esse é o caso, para ser honesta com você, realmente é. É muito estranho pensar que vocês devem ter sido basicamente o público alvo, dez anos atrás, então vocês realmente tiveram… vocês têm lido esse livro por todos esses dez anos então vocês são… vocês são o meu povo! Não, eu não quero dizer em qualquer jeito político, eu não estou tentando levá-los a uma uprise ou algo assim… Sim, é estranho sentar nessa sala e pensar que Harry Potter poderia ser examinado nessa maneira em particular e em uma sala com pessoas que tiveram exatamente a idade que Harry tinha, de verdade.

3. Você pensa nos filmes quando escreve?
Honestamente, não, embora eu pense… de maneira alguma. Mas eu lembro em certo ponto… bem, a cena da batalha final aqui, em Relíquias da Morte, você se torna consciente da quantidade de dinheiro que você acabou de gastar. Em duas paginas! E me lembro de olhar para cima quando terminei o final do livro e pensar “*** será que vai ser?” Novecentos mil só para criar os gigantes, sabe – bem, mais do que isso, tenho certeza – assim, eu acho que ocasionalmente os produtores se questionam se eu não estou apenas escrevendo coisas para – você sabe, *** eles, mas eu realmente não estou, foi realmente ***?… e às vezes as pessoas me perguntam se eu imagino o Dan, Rupert e a Emma? E para ser honesta não, o único ator ou atriz que sempre, sempre aparecia enquanto escrevia era a Evanna Lynch, que é absolutamente perfeita como Luna! E devo admitir que cheguei a ouvir sua voz na minha mente quando estava escrevendo o livro. [Oooh…] Eu sei! Eu amo a Evana Lynch, ela é fantástica. Ela foi uma peça perfeita para o elenco, ela é… ela não vai se importar se eu disser isso, ela é completamente ok com isso, ela é a Luna! Ela possui muito o jeito da Luna, na personalidade, e a aparência de forma realmente indentificável e ela ***… ela é muito bonita, mas em sua forma única de ser. Então eu ocasionalmente ouvia sua voz muito amavél enquanto escrevia os livros. Mas outro além dela, não, eu não imagino o Alan Rickman quando escrevo sobre Snape. Vocês não gostam da resposta! *** não é que eu não ame o Alan, mas não, eu realmente vejo os personagens que imaginei, sabe. Tem sido dezessete anos para mim, então para mim os atores são uma recente encarnação. Eu vivi com minha imaginação por muito tempo.

4. Se você pudesse conhecer um dos personagens que você escreveu, quem você escolheria e por quê?
Eu já fui questionada sobre isso várias vezes e sempre respondi “oops” [Jo olha para os lados]. Eu sempre respondi completamente ***, mas agora que está acabado eu posso dizer: Dumbledore. Definitivamente. Obviamente, para me perdoar por expô-lo. [risos e aplausos] Quer saber, eu acho que ele tem lidado bem com isso. [mais aplausos] Sério, ele é para mim… hum, eu amo Dumbledore, como personagem, e na verdade eu estava escrevendo o que muito de nós precisa ter: alguém que parece ter todas as respostas. Mas eu sempre soube que ele não tinha e que ele tinha cometido pelo menos um erro terrível em sua vida. Foi quando ele era jovem e havia desculpas para isso. Mas sim, eu adoraria conhecer Dumbledore, ou qualquer um deles. Eu costumava dizer que gostaria de conhecer Hagrid, somente porque, você sabe, o grande e pesado Hagrid… mas seria Dumbledore, definitivamente.

5. […]
Sobre a reclamação do Papa Bento? [risos] Bem [mais risos]. Se é o caso, eu vou te dizer uma coisa – veja, você pode saber mais do que eu sobre isso, eu li que ele, quando foi cardial, eu acho, respondeu a favor de uma mulher que havia escrito a ele sobre os livros de Harry Potter serem perigosos, mas isso é só o que eu sei. Se desde então ele tem falado mais sobre o assunto, eu não sei. Ele tem falado mais sobre isso que eu não sei? Eu nao sei, sabe, eu fui convidada para uma espécie de simpósio no Vaticano. Levou uma tragetória muito tortuosa até chegar a mim e receio dizer que foi muito em cima da hora quando recebi a carta. Então alguém lá é bem mente aberta sobre Harry Potter. Eu sempre senti e continuo a sentir que… primeiramente, eu sou veementemente anti-censura. Eu acho que é tolice e mesquinhez banir livros. Segundo, eu sinto que… agora que o sétimo livro foi publicado eu posso dizer mais abertamente, eu acho eles que são livros muito morais. Eles não seguem uma linha especificamente cristã, e acho que é isso, unido ao fato que eles claramente lidam com temas místicos e folclóricos, muitas pessoas vêem isso como um culto, o que eu não vejo, mas muitos vêem… mas isso sempre tem contrariado um certo grupo de cristãos. E eu estou ok com isso [risos]. Estou ok com isso. Eu detesto fundamentalismo em qualquer religião e isso inclui minha própria religião. No que se refere ao Papa, eu honestamente não sei qual é a recente opinião dele a respeito de Harry Potter. Então não posso realmente ****.

6. Isabelle Connor: Alguma vez você realmente considerou matar o Harry no sétimo livro?
Ah sim! Sim, é claro, mas eu considerei bem no comecinho, nao quando a série continuou. Eu nunca saí do caminho, uma vez que decidi qual seria o fim, eu nunca pensei, “ah eu vou, eu vou matá-lo”. Mas desde o começo, me levou sete anos entre ter a idéia para Harry e publicar A Pedra Filosofal, eu considerei ter que matá-lo, e eu já disse antes que que em muitas maneiras o final seria bonito. Mas ele era, ele é meu herói. E eu quero que meu herói faça o que eu considero ser a coisa mais nobre. E a coisa mais nobre para mim é quando – eu vou dizer especificamente um homem, porque tendem a ser homens que lutam em guerra e foram pessoas que voltaram da guerra, eu particularmente tinha em minha mente a ideia de homens que passaram por um terrível trauma, que mataram, e viram seus amigos serem mortos, e ainda assim tiveram que voltar para casa e reconstruir e isso sempre pareceu para mim algo fenomenalmente nobre a fazer. E mais fácil, de maneira argumentável, não voltar para casa e não mostrar normalidade novamente. Entao eu acho que algumas pessoas ficaram desapontadas no epílogo. Em algumas maneiras teria sido mais limpo matar ele. Mas eu sempre tive aquele final em minha mente que o Harry teria que voltar e tentar fazer aquilo que ele aprendeu a fazer naquela situação através dos livros, que o amor foi, no final das contas, o maior poder. Mas eu pensei sobre isso. E eu fiquei orgulhosa com o fato das pessoas acharem que eu poderia matá-lo, porque isso significa – não por qualquer razão*** ou razões comerciais ou de brincar com a mente das pessoas – que havia um sentimento genuíno de mortalidade nos livros, havia um clima de que ninguém definitivamente iria sobreviver. A única pessoa que todos pareciam achar que iria sobreviver era Hermione. Eu não acho que alguém realmente pensou que eu fosse matar a Hermione. Então eu pensei que poderia.

7 – Onde que Dumbledore resolveu ser gay?
É apenas algo que inventei no palco para uma risada (risos). Eu sempre tinha visto Dumbledore como gay. E, bem, ele sempre teve o melhor visual (fortes aplausos). Sempre tive [o conhecimento sobre sua sexualidade], como você faz quando já viveu com um personagem por um longo tempo, você sempre sabe mais do que o que diz ao leitor e isso era uma informação específica… tenho de dizer, não foi muito importante para mim. É claramente algo muito maior para as outras pessoas do que era pra mim. Pois depois de tudo, por que sua sexualidade seria relevante? Dado o papel que ele desempenha nos livros, que era… houve sempre um grande espaço entre ele e Harry, em termos de status. Não tinha nenhum ponto em que ele iria fazer chá de camomila e dizer: “deixe-me falar sobre minha…” (risadas altas). Vou deixar a dúvida (?). ** um livro cheio de sexo (?). “Vou estar ausente na próxima semana, é orgulho gay” (risadas). Mas eu penso no sétimo livro – ele tem, o que acho que uma criança teria lido como uma intensa amizade, amizade através da qual ele conduziu um desvio, mas que pra mim foi sempre uma presunção. Mas Dumbledore reúne este aspecto agradável, seu gêmeo negro num sentido, e ele é muito carismático, um jovem brilhante. E se essa relação foi consumada fisicamente ou não, penso que é irrelevante. É realmente sobre o amor. E penso que a sensibilidade, talvez do leitor adulto sofisticado, poderia ver que Dumbledore, que tinha sido um estudante muito, você sabe, muito moral, um estudante modelo a certo ponto, que o levou a andar de repente tão selvagemente desligado da linha, a pensar “Sim, genocídio, isso vai funcionar!”. Você sabe – o que ele sente por esta pessoa? Pois bem, como para mim, isso é um passo além da amizade. E eu acho que uma pessoa do tipo de Grindelwald teria que ser explorada como ela é. Então, para mim, o essencial era que ele não tivesse nada a ver com sexualidade, o que ele era, ele era um homem, um homem muito brilhante, sendo feita de tola pela emoção. E vi Dumbledore como alguém que tinha cometido uma vez aquele terrível erro, teria então que levar uma vida de infeliz celibato, não confiando em suas emoções, tornando-se uma daquelas pessoas que são estranhamente quase assexuadas. Ele é como uma pessoa racional e também simpática. Exceto pelas apresentações, obviamente. Aquela leve pitada de bad boy… Eu disse ao meu editor anos atrás, e quando eu disse no Carnegie Hall – eu deveria dizer também, eu não decidi apenas caminhar pelo palco do Carnegie Hall e dizer: “Ei, Dumbledore é gay!”. Foi uma resposta a uma pergunta muito maravilhosa que me fizeram. Esta jovem mulher, possivelmente adolescente tardia – no começo dos 20, eu devo ter pensado, no máximo -, se levantou e disse “na leitura dos livros de HP” – ela enumera várias coisas que os livros tinham lhe dado, e uma das coisas que ela disse foi “isso realmente me deu a confiança de ser quem sinto que sou”. E depois ela disse: “Pode nos dizer alguma coisa sobre a vida emocional de Dumbledore, por que ele parece ter um grande vazio na vida emocional?”. Então esse foi o contexto em que eu disse o que disse. E ao acordar na manhã seguinte encontrei o barulho na caixa de notícias: “DUMBLEDORE É GAY!”

8. Você disse que sempre teve todos os passados e tudo planejado, eu estava só me perguntando qual é sua história ou passado preferidos que você não conseguiu colocar?
Bom, eu nem sempre tive todas elas planejadas. Sabe, alguns dos menos cruciais de fato se desenvolveram. Mas as maiores, a história de Dumbledore, de Snape, sempre estiveram lá porque você – a série é construída ao redor desses ***… Coisas para as quais eu não tive espaço… são mais personagens, na verdade. Eu cortei um personagem no livro 4 que eu realmente gostava, que era… No primeiro livro, quando Rony e Harry estão juntos no trem, Rony diz que há um primo de segundo grau, que é um aborto, que é um acionista… ou era um contador? (Vários membros da audiência: um contador) Oh, ela não sabe seus próprios livros! (risadas) ** Sim, ele era um contador, e eu tinha planejado para o livro 4 que a filha dele iria inesperadamente ser mágica então os Weasley seriam meio que obrigados a recebê-la e mostrar a ela as coisas. E ela era brilhante. E ela era um tipo de incômodo para Hermione. E eu me divertia muito com isso, Hermione sendo ** até o cérebro **, e odiando essa menina que é na verdade talentosa. Mas não deu certo. Simplesmente não deu. Ela… O papel que eu tinha para ela na trama… ela não poderia fazer isso completamente, então eu tive que, com pesares, corta-la. E eu criei Rita para fazer a função dela. Então eu senti saudades dela. ** (Oooh) (risadas) Ela não era tão boa assim!

James Graudin (?) (audiência ri do nome)
Por que isso é engraçado?

9 – Você ouve várias teorias sobre os livros, enquanto eles estavam sendo escritos, mesmo depois que você tinha terminado o último livro*** Eu estava apenas pensando qual foi seu rumor favorito, você ouviu alguma coisa que tenha te deixado tipo “Wow”.
Você ficaria surpreso! Meu sogro, que é bem… que é um difícil veterano aposentado de Aberdeenshire, ele foi, quando ele leu sobre Dumbledore sendo gay no jornal, enquanto eu ainda estava na América, ainda no tour, ele leu o artigo inteiro e virou para minha sogra e disse “É eu sempre pensei que ele fosse gay”, Pensou? Não falou isso durante o jantar de Natal, falou? A teoria mais extraordinária que já ouvi foi que Dumbledore era Harry do futuro. (Risadas) Isso não funciona de modo nenhum. Maneira nenhuma! Então isso foi bem… Eu tentei não fazer essa cara obviamente (balança suas mãos antes de sua expressão chocada), mas sim, isso foi um pouco estranho. Teve uma… quando Neville visita os pais dele no St. Mungo e a mãe dele dá embrulhos de bala para ele, o que eu sempre vi como um momento penetrante… Havia uma teoria de que ela estava passando mensagens secretas em seus embrulhos de bala. Havia várias delas. Mas Dumbledore sendo Harry do futuro é definitivamente a minha favorita de todas as teorias insanas. Mas aí você têm pessoas, eu tive pessoas já em Prisioneiro de Azkaban, o terceiro livro. Eu me lembro de uma mulher me dizendo: “Eu acho que Snape ama Lílian”. Eu pensei “Oh meu deus, o que eu entreguei?” Mas então as pessoas, pessoas pegam muitas coisas perigosamente certas. Muitas vezes. É.

10. Você tem planos para futuros livros, sejam relacionados a Harry Potter *** ou completamente diferente?
Bom, eu definitivamente vou continuar a escrever, mas eu gosto de não ter um prazo no momento, porque faz dez anos, eu de fato sinto que a história de Harry acabou. (“Ooooh”) Bom, eu sempre senti que eu tinha uma história grande para Harry, que terminava quando ele tivesse dezessete anos, e eu acho que você poderia dizer que o mundo… Eu sempre disse que eu não diria “nunca” a um oitavo livro mas mentalmente – eu não disse antes do sétimo livro sair porque você poderia ver sobre Harry, a sobrevivência de Harry, mas, eu não quero negar completamente porque eu não sei como vou me sentir em dez anos. Mas eu estaria realmente olhando para dez anos antes que eu pudesse honestamente voltar. Para minha própria saúde mental. Porque tem sido horrível dizer adeus a ele. Por dezessete anos, essa foi A constante na minha vida, Harry. Durante dezessete turbulentos anos. E realmente terminar isso foi… bom é glorificante. Cinqüenta por cento pura glória, cinqüenta por cento devastação. Eu não poderia, eu me mantenho pensando que eu não vou voltar a escrever nesse mundo de novo. Isso me acertou em cheio. Então eu realmente preciso… é como um antigo namorado, nós não podemos ser amigos no momento, nós precisamos de um tempo, e então, quando o tempo tiver passado, nós podemos tomar um café, ser formais, mas eu disse que eu posso escrever uma enciclopédia. Na verdade eu planejo escrever uma Enciclopédia que poderia esperançosamente incorporar muito da história por trás que eu não consegui… ou iniciar histórias que não estavam nos livros. E isso seria para caridade.

11. Olhando para os personagens e eventos, há alguma coisa que você gostaria de mudar?
Hmm, muitas. Mas não nos personagens e eventos, não realmente, eu acho que a forma deveria ter sido amarrada um pouco. O livro que mais me incomoda em retrospecto é o quinto. As pessoas que gostam mais de Ordem da Fênix formam uma estranha subseção do fandom Harry Potter e eu ocasionalmente trombo com um e alguém diz “Meu preferido é Ordem da Fênix” e eu sempre penso “Hmm, obscuro!”. Mas nesse livro eu tenho que admitir que estava sentindo um pouco da força da pressão nessa fase, e acho que isso aparece no livro. Então há coisas que eu queria voltar atrás e amarrar um pouco. Mas no geral, não. Não realmente. Eu de fato as planejei muito… Eu as planejei bem para que eu soubesse o que eu estava fazendo e aonde a história estava indo. A única coisa, a dificuldade que realmente tive algumas vezes foi que eu fiz uma regra tão apertada que algumas vezes era difícil navegar por mim mesma. Então não poder aparatar para dentro e fora de Hogwarts se tornou uma dor nas costas. Porque era necessário, eu tinha que colocar esse limite para fazer dele um lugar seguro. Mas achar uma forma de entrar e sair de Hogwarts era sempre um desafio. Eu fiquei bem orgulhosa de Aberforth de novo, o túnel. Eu gosto de Aberforth. E seu bode. (rindo) É, Dumbledore empalidece para insignificância.