J. K. Rowling

J.K. Rowling visita prisão em Edimburgo

Já se sabe de longa data que a autora J.K. Rowling tem um forte envolvimento nas questões sociais e principalmente por contribuir em diversas ações de caridade. Seja em doações para a Comic Relief, na Associação de Pais Solteiros, no combate a esclerose múltipla e na ajuda a orfanatos do Leste Europeu, a nossa
autora desempenha importante papel na sociedade.

Não indo muito longe, aqui mesmo em nosso país ela contribui na literatura, provendo mais cultura. E, como toda ajuda é bem-vinda, Jo visitou no início de março uma instituição normalmente excluída e que até hoje sofre preconceito: a prisão. Foi a uma prisão escocesa da capital Edimburgo que Jo levou esperança em forma de leitura para muitos detentos.

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Convidada pela instituição londrina Shannon Trust o movimento tem como lema “ajudar prisioneiros do Reino Unido a aprender a ler”. Responsável pela Truste, David Ahern relata:

“Nós estamos lisonjeados que JK Rowling pôde fazer a visita. Ela deu aos prisioneiros um verdadeiro estímulo. Alguns estão apenas começando no método e isso deu a eles um grande incentivo para continuarem aprendendo. A prisão pode ser um lugar solitário para estudantes, sabendo então que há figuras internacionais como JK Rowling os apoiando faz uma tremenda diferença.”

Jo adorou a visita, e elogia o sistema de mentores aderido:

“Estou satisfeita por poder apoiar o trabalho da Shannon Trust, e foi uma experiência muito positiva ir e ver o método Toe by Toe (termo usado na pedagogia como uma espécie de “método passo-a-passo”) em ação e conhecer alguns dos mentores e alunos. Aprender a ler representa um momento decisivo na vida de qualquer um, e pode ser uma coisa que faça diferença ao ajudar pessoas na prisão a dar a volta por cima”.

De acordo com o organização, 65% dos prisioneiros possuem nível de leitura igual a 11 anos ou menos. Esse número lastimável -num país de primeiro mundo- só tem a degradar ainda mais a vida dos detentos, que depois de saírem da prisão apresentam dificuldades ao encontrar algum emprego e três vezes mais chances de reincidir.

O programa envolve colegas internos ensinando uns aos outros com o auxílio dos mentores. Mais um grande ato de Jo, e que comprova que a educação não deve ser barrada por grades.

Fonte: Edinburg Evening News