As Relíquias da Morte ︎◆ Filmes e peças

Alastor Moody confirmado em “Relíquias da Morte”

Numa entrevista publicada no Denver Post para promover o mais novo filme do ator Brendan Gleeson (Alastor Moody), “In Bruges”, ele também falou sobre ser reconhecido pelas crianças pelo seu papel na franquia e o seu retorno em “Harry Potter e as Relíquias da Morte”.

Quando o filme estreou”, conta ele, “foram os pais que me reconheceram e avisavam aos seus filhos. Eu sou essa pessoa de meia-idade com nenhuma mágica. Sem olho. Todas as crianças ficavam inevitavelmente desapontadas”.

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Eu assinei apenas para um filme de Harry Potter e não esperava por uma seqüência”, fala Gleeson. “A glória disso é que tem tantos segredos envolvidos sobre quem volta ou não. As pessoas do set fazem mistério sobre isso. Mas eu posso dizer que eles me querem de volta para o final”.

Confiram a tradução de toda a entrevista clicando em notícia completa!

In Bruges” se passa numa cidade belga e conta a história de matadores de aluguel que recebem uma tarefa inesperada que coloca uns aos outros em perigo. O filme ainda conta com a presença do ator Ralph Fiennes (Lord Voldemort) e ainda não previsão de estréia no Brasil.

BRENDAN GLEESON
O astro de “In Bruges”, Glesson, saindo de um grande ano

New York Times Syndicate ~ Cindy Pearlman
02 de fevereiro de 2008
Tradução: Virág Venekey

O que acontece em “In Bruges” fica em “In Bruges”- a não ser que Brendan Gleeson esteja por perto.

O ator irlandês e veterano contador de histórias não tem remorsos em revelar o que acontece por trás das câmeras e locais de filmagens de “In Bruges”, que estréia nacionalmente nesta sexta. Ele e Colin Farrell fazem assassinos de aluguel se escondendo na pitoresca cidade belga (NT: o Brugge do título do filme é uma cidade situada na norte da Bélgica).

“Numa das cenas eu levo um tiro na perna e depois no pescoço”, fala ele rindo. “Na maioria dos filmes quando alguém leva um tiro na perna, continua correndo pela rua e pula num pé só no cavalo. Eles ficam dançando nas ruas. Neste filme, você sente uma bala ferindo. Eles cedem ao homem”.

Nesta cena Ralph Fiennes tem praticamente que carregar o ofegante Gleeson até embaixo numa escadaria ingreme de uma torre histórica em meio ao tiroteio.

“Nós estavamos lutando na descida daqueles degraus rochosos”, relembra Gleeson, “e eu não facilitei muito para o pobre Ralph. Eu sou um cara largo, deixando todo o peso do meu corpo nele. Mas Ralph não se importou, apenas grunhiu um pouco e fez tudo”.

“Isto é que é atuação – você simplesmente faz, não importa o que seja”.

Existe um interesse particular em Gleeson atualmente por causa de dois papéis importantes em 2007: Wiglaf em “Beowolf” e Alastor “Olho Tonto” Moody em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.

Em “In Bruges” ele é Ken, um atirador idoso que, com seu parceio mais novo Ray (Farrell), é enviado pelo seu chefe, Harry (Fiennes), para se esconder na Bélgica após um trabalho de grande importância que dá errado. Os dois homens passam seu tempo discutindo sobre o trabalho, vida e o significado disso tudo até que Harry liga com uma nova tarefa para Ken: matar Ray, que é covarde demais e não merece confiança.

“Eu amo esse filme por causa da ironia que é a vida”, conta Gleeson. “Você precisa lembrar que estes homens matam homens para sobreviver, mas ainda assim você gosta deles e quer estar com eles”.

“E então eu recebo a tarefa de matar o meu parceiro mais jovem”, continua ele, “e este é um momento crucial na vida do meu personagem. Eu faço um homem que é certamente capaz de matar – ele é frio em relação a isso –, mas não quer matar seu parceiro jovem… Ele sente compaixão por esse homem jovem e de repente quer salvar uma vida ao invés de terminá-la”.

O filme se transforma num banho de sangue, e Gleeson admite que tinha certos receios quando leu o roteiro pela primeira vez.

“Você tem que ser cuidadoso quando desfaz o envelope em partes que estão recheados com violência”, fala ele. “Amor é o centro da história e não o sangue. Sim, estes homens fazem coisa grotescas, mas eu não me recordo de odiar qualquer um destes personagens”.

Existe verdade na propaganda: “In Bruges” foi, de fato, filmado em Bruges.

“É um lugar bem charmoso”, afirma Gleeson, “e um set de filmagem pronto. Você nem precisa disfarçar o lugar – e ainda fica extraordinário pela noite, com todo aquele charme de mundo antigo com as luzes ligadas”.

Glesson fala que o seu perfil menos conhecido dos anos anteriores mudou com os projetos recentes.

“Eu sou reconhecido por ‘Harry Potter’ o tempo todo”, conta Gleeson. “Mas eu consigo sair do que eu chamo de ‘minha parte Harry Potter’ porque eu faço este homem de um olho só nestes filmes. Eu não trago comigo o meu olho que gira quando estou por aí andando”.

“Quando o filme estreou”, conta ele, “foram os pais que me reconheceram e avisavam aos seus filhos. Eu sou essa pessoa de meia-idade com nenhuma mágica. Sem olho. Todas as crianças ficavam inevitavelmente desapontadas”.

Gleeson vai retornar para mais uma representação de Moody, se os livros de J.K. Rowling servem de guia.

“Eu assinei apenas para um filme de Harry Potter e não esperava por uma seqüência”, fala Gleeson. “A glória disso é que tem tantos segredos envolvidos sobre quem volta ou não. As pessoas do set fazem mistério sobre isso. Mas eu posso dizer que eles me querem de volta para o final”.

Se eles chamarem, Gleeson vai estar feliz em obedecê-los. “Eu adoro o filme, é onde os produtores e diretores realmente procuram por crianças astros”, conta ele. “Quando eu consegui o papel com estas crianças, eu ficava pensando se teria que lidar com mal-criadagem… Fui professor por 10 anos, então não tenho tolerância com mal-criadagem. Nada de crianças precoces para mim. Não foi nem remotamente daquele jeito”.