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Telegraph publica pesquisa sobre genes bruxos

O jornal Telegraph divulgou uma pesquisa publicada no “British Medical Journal” e realizada por estudantes, professores e doutores de Oxford, que conclui que há, de fato, boas evidências de que habilidades mágicas são passadas por gerações.

Parecem existir três habilidades mágicas que são concedidas por genes específicos. “Uma delas é a capacidade de falar com cobras (ofidioglossia), conhecida por ser uma característica daqueles que são descendentes diretos de Slytherin. Outra é ser um vidente; Sibila Trelawney, embora não perfeitamente, possui essa habilidade, e sua tataravó também tinha extremos dons a esse respeito. Por último, ser um metamorfomago (a habilidade de modificar a aparência física) é uma habilidade que Ninfadora Tonks passou para seu filho”, diz o artigo da BJM.

“Entretanto, eles de fato acrescentam importantes avisos: ‘Sem uma averiguação baseada na população para confirmar os pontos listados acima nós não podemos estar completamente certos quanto à exatidão de nossa hipótese, mas utilizando a informação disponível nós podemos ter certeza de que alguns aspectos da habilidade mágica são hereditários’”.

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Leia a tradução na íntegra em notícia completa!

O artigo faz menção à pesquisa genética realizada no Melbourne’s Murdoch Children’s Research Institute e publicada pelo jornal Nature em 2006, publicada por nós anteriormente.

HARRY POTTER
Harry Potter tinha genes bruxos, diz cientista.

Science ~ Roger Highfield
21 de dezembro de 2007
Tradução: Renata Grando

Se sua varinha está falhando, seus feitiços não têm tanto lustre e sua habilidade para voar em uma vassoura está de alguma forma em falta, culpe os genes que você herdou de seus pais, de acordo com especialistas da Universidade de Oxford.

Os vilões dos livros de Potter valorizam muito a hereditariedade e se os bruxos são sangue puros, uma mistura de trouxa e bruxo, conhecido como mestiço, ou apenas simples “sangue-sujos” de um monótono descendente trouxa.

Agora, uma análise de bruxaria publicada pelo British Medical Journal concluiu que há de fato boas evidências de que habilidades mágicas são passadas por gerações.

Baseados em uma análise dos livros Harry Potter, Sreeran Ramagopalan, Dr. Marian Knight, Prof. George Ebers, e Dr. Julian Knight do Wellcome Trust Centre for Human Genetics de Oxford, concluíram que “mágica mostra fortes evidências de hereditariedade”.

“Harry Potter e as Relíquias da Morte providenciam diversas valiosas informações sobre famílias mágicas, dados que fortemente sugerem um papel para fatores genéticos”, diz Dr. Knight, um membro do Wellcome Trust Senior Research.

“Por exemplo, mágica existe em pelo menos setes gerações da família Black e pelo menos três gerações nas outras. Nós também vemos gêmeos – as gêmeas Patil e os Weasley – com as mesmas habilidades mágicas”.

A forma como herdamos pares de genes, uma cópia do pai e outra da mãe, pode influenciar magia em três formas básicas: se a habilidade mágica depende apenas de uma cópia da versão do gene, então ele é dominante, e de duas, é recessivo.

Além desses efeitos, a equipe de Oxford acredita que genes mágicos são ativados por meio de algo chamado mecanismo epigênico, um que não afeta diretamente o DNA, mas pode ativar ou desativar os genes com o passar das gerações.

Essa não é a primeira tentativa de desvendar a genética bruxa. O mundo de Harry Potter foi abalado por uma análise genética anterior no Melbourne’s Murdoch Children’s Research Institute, que questionou a paternidade de alguns personagens do mundo bruxo.

Publicado no jornal Nature, Dr Jeffrey Craig, Dr Renee Dow e Dr MaryAnne Aitken alegaram que habilidades mágicas dependiam de uma versão recessivas de um gene: todos os bruxos e bruxas, portanto, possuem duas cópias de gene bruxo “W”, diferenciando-se da comum versão M, ou Trouxa.

Rony Weasley, Neville Longbottom e Draco Malfoy são bruxos sangue-puro – com antecessores WW durante várias gerações. Hermione Granger é uma bruxa nascida trouxa (WW, com pais WM). Harry (WW com pais WW) não é considerado um sangue-puro porque sua mãe era uma nascida trouxa.

Mas o time abalou os amantes de Potter quando alegou ter descoberto evidências de “questionável paternidade” no caso do zelador Filch, que é um “aborto”, alguém que nasceu em uma família bruxa mas não possui completos poderes mágicos consangüíneos.

Hoje, a equipe de Oxford sugere que essa contenciosa análise é simplista. “Dada e recente publicação da parte final da série Harry Potter, nós sentimos que estávamos agora em uma posição muito melhor para nos referirmos a hereditariedade de magia”.

Relíquias da Morte entra em significantes detalhes abordando famílias mágicas, notavelmente as linhagens Black e Gaunt.

Em vez de depender tudo de um gene, eles acreditam que habilidades encantadas podem variar através de um espectro de força, dependendo da influência combinada de um gene dominante para magia, que é ativado ou desativado por um efeito epigênico, e modificado pela influência de inúmeros genes e do ambiente.

Parecem existir três habilidades mágicas que são concedidas por genes específicos. “Uma delas é a capacidade de falar com cobras (ofidioglossia), conhecida por ser uma característica daqueles que são descendentes diretos de Slytherin.

Outra é ser um vidente; Sibila Trelawney, embora não perfeitamente, possui essa habilidade, e sua tataravó também tinha extremos dons a esse respeito.

Por último, ser um metamorfomago (a habilidade de modificar a aparência física) é uma habilidade que Ninfadora Tonks passou para seu filho”, diz o artigo da BJM.

Há até mesmo alguns genes candidatos: dada a sua já falada associação com discurso e linguagem, mutações extras do gene FOXP2, já ligados a habilidades de linguagem Trouxa, poderiam ser responsáveis pela rara habilidade mágica de falar ofidioglossia, enquanto variantes em um gene ligado à coloração de cabelo, o gene MC1R, pode explicar a habilidade de Tonks de mudar seu cabelo.

“Entretanto, eles de fato acrescentam importantes avisos: ‘Sem uma averiguação baseada na população para confirmar os pontos listados acima nós não podemos estar completamente certos quanto à exatidão de nossa hipótese, mas utilizando a informação disponível nós podemos ter certeza de que alguns aspectos da habilidade mágica são hereditários’”.

A equipe de Oxford chama por uma análise completa do código genético bruxo “com parada respiratória”.

Os Knights também agradecem as “três jovens bruxas (suas filhas) que deram especiais conselhos em aspectos mais técnicos do texto de pesquisa”.