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Novos vídeos do documentário sobre JK Rowling

Como todos sabem, o canal ITV do Reino Unido exibirá, dia 30 de dezembro, com exclusividade, um documentário sobre a vida da autora JK Rowling e como ela terminou o livro Harry Potter e as Relíquias da Morte.Hoje, o ITV divulgou dois novos vídeos sobre o documentário. O primeiro trata-se de uma visita que JK fez ao flat em que escreveu o primeiro volume da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Ela aparenta estar muito emocionada, ao voltar no lugar onde tudo começou. Para conferir o vídeo, clique aqui.

O segundo vídeo faz parte da campanha publicitária do documentário. Pois é um trailer, ou seja, mostra uma pequena parte do que será exibido dia 30. Você pode vê-lo através deste link. Juntamente com ele, foi divulgado uma nota à imprensa sobre o documentário, que pode ser lido em notícia completa.

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Além disso, confira no final de “notícia completa” uma prévia especial e aprofundada, feita pelo TLC, do documentário em questão, que inclui alguns novos detalhes e citações da autora. Finalizando, há algumas imagens do documentário em nossa galeria.

Thanks, TLC and The Snitch.

Este artigo contém spoilers!
Se mesmo assim deseja lê-lo integralmente, clique no link acima.
Para mais informações ou dúvidas, consulte nossa Política Anti-Spoilers.

JK ROWLING
Press release do documentário sobre a autora

ITV ~ The Snitch
23 de dezembro de 2007
Tradução: Renata Grando

JK Rowling cai em lágrimas quando retorna ao flat onde escreveu o primeiro livro Harry Potter, e admite que mesmo após uma década de fenomenal sucesso, ela ainda luta algumas vezes para acreditar que sua vida atual seja real.

O momento foi capturado para a filmagem de JK Rowling… A Year In the Life (JK Rowling… Um Ano na Vida), a ser transmitido no domingo, 30 de Dezembro, às 19h no ITV, quando Jo, retornando pela primeira vez ao flat em Leith, Escócia, onde ela começou a escrever a saga Harry Potter, foi tomada pela emoção de encarar ‘fantasmas’ de seu passado – a luta que ela carregou durante o começo de suas escritas.

O flat fica a apenas alguma milhas de sua casa principal em Edimburgo, mas mesmo assim ela nunca havia voltado lá antes.

Entrando na sala frontal do flat, Jo diz: “Essa é na verdade a sala onde eu terminei A Pedra Filosofal, aqui. Aqui na verdade foi onde eu dei uma volta completa na minha vida. Minha vida realmente mudou nesse flat”.

Jo explica mais: “Eu sinto que eu realmente me tornei eu mesma aqui, que tudo estava saindo, eu tinha bagunçado tanto as coisas. Mas isso estava se libertando, então eu simplesmente pensei, ‘Bom, eu quero escrever’, e eu escrevi o livro e, ‘O que é a pior coisa que pode acontecer? É negado por todas as editoras na Inglaterra, grande coisa. É mesmo um momento de grande pressão aqui'”.

Conforme anda pela sua antiga casa, ela fica maravilhada em achar cópias dos livros Harry Potter no que costumava ser seu quarto, mas está agora ocupado por novos residentes.

“Olhe, livros Harry Potter! Agora, isso é muito estranho”, ela diz.

Refletindo sobre sua enorme fama e fortuna, Jo fica visivelmente chocada em estar de volta ao local onde sua jornada começou, e diz que ainda não consegue acreditar o quão longe foi em 10 anos.

“Por anos eu senti que se tudo desaparecesse, e alguns dias eu realmente sinto ‘isso é real?’, então isso é para onde eu voltaria, essa seria minha linha de base, eu estaria de volta à Leith.”

“E se eu soubesse que em 10 anos eu voltaria com uma equipe de filmagem e que meus livros publicados estariam na estante de outra pessoa… é realmente incrível para mim”.

Jo falou sobre como ela desejou ter sabido que sua decisão de escrever os livros Harry Potter teria tal “resolução de contos de fadas” durante os momentos mais difíceis no começo.

“Porque é uma parte tão esgotada da minha história agora, é muito chato ouvir como eu escrevi isso, como se tivesse sido uma espécie de truque de publicidade por um ano, mas era a minha vida e foi muito difícil e eu não sabia que seria esse final de conto de fadas, e voltar aqui é simplesmente cheio de fantasmas”.

Pela primeira vez em sua fenomenal carreira, a autora JK Rowling convidou uma câmera para dentro do coração de seu mundo pessoal para JK Rowling… A Year In the Life. O produtor James Runcie, um colega escritor, filmou Jo por doze meses conforme ela completava e lançava o sétimo e último livro Harry Potter – Harry Potter e as Relíquias da Morte.

O documentário pinta um íntimo retrato da mulher à altura de um incrível sucesso que algumas vezes apavora JK, que nunca esperou a fama internacional que seus livros a trouxeram, e providencia uma honesta, penetrante e às vezes humorada visão de seu passado, sua vida pessoal e sua devoção à escrita e ao personagem que ela descreve como seu próprio herói, Harry.

Jo é filmada em um jato particular com seu marido Neil enquanto eles viajam para os Estados Unidos para o ansiosamente antecipado book tour, e ela também revela o que a influenciou a escrever, notavelmente a morte de sua mãe, e como isso penetrou em cada aspecto do livro, e porque ela sentiu que Harry tinha que triunfar no final.

JK Rowling… A Year In the Life vai ao ar no Reino Unido dia 30 de Dezembro, às 19h, no ITV.

JK ROWLING
Uma profunda prévia do Documentário da ITV sobre J.K. Rowling

TLC
10 de dezembro de 2007
Tradução: Virág Venekey

Nós temos uma prévia especial e aprofundada do futuro documentário sobre J.K. Rowling, aquele que irá ao ar no final deste mês, na Grã Bretanha. ITV nos mandou informações que fornecem algumas novas citações e detalhes do especial que vai ao ar no canal UK em 30 de dezembro. Os novos detalhes incluem a revelação do tempo exato que Jo se ocupou com a escrita de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” (a entrega é no aeroporto de Heathrow, as 10:43, na sexta-feira 12 de janeiro de 2007), assim como novas citações de JKR, suas editoras e até mesmo seu marido, Dr. Neil Murray, estão incluídas na prévia. Estão incluídas citações da nossa autora favorita no momento que ela terminou o livro em Edimburgo, Escócia.

Como nós já comentamos anteriormente, este documentário mostra JKR durante a escrita e publicação do último livro de Harry Potter, e reflete os vários humores e obstáculos que Jo enfrentou para terminar o livro. Ela fala também sobre o comparecimento na premiere de Ordem da Fênix em Londres, Inglaterra, que ocorreu algumas semanas antes do lançamento do sétimo livro.

Assim como vocês podem ler toda a prévia abaixo, há também a seguir um curto “Perguntas e Respostas” que o produtor de filmes James Runcie conduziu com J.K. Rowling:

Qual é sua virtude favorita?
Coragem.

Qual é o defeito que você mais despreza?
Radicalismo.

O que você perdoa com mais facilidade?
Gula.

Qual é sua característica mais marcante?
Eu sou uma pessoa incansável.

O que você tem medo?
Perder alguém que amo.

Qual é a qualidade que você mais gosta em um homem?
Moralidade.

Qual a característica que você mais gosta numa mulher?
Generosidade.

O que você mais valoriza nos amigos?
Tolerância.

Qual é seu maior defeito?
Pavio curto.

Qual é sua ocupaçao favorita?
Escrever.

Qual é seu maior sonho?
Uma família feliz.

PRÉVIA DO DOCUMENTÁRIO DE J.K. ROWLING
Pela primeira vez na sua carreira fenomenal, a autora JK Rowling convida uma câmera para dentro do coração do seu mundo pessoal. O produtor de filmes James Runcie, um autor amigo, filma Jo por doze meses enquanto ela completa e lança o sétimo e último livro de Harry Potter – Harry Potter e as Relíquias da Morte.

O documentário mostra um retrato íntimo de uma mulher no topo de um sucesso avassalador que freqüentemente a intimida, uma pessoa que nunca esperou a fama internacional que seus livros trouxeram; e fornece uma vista honesta, clara e bem humorada dentro do seu passado, sua vida pessoal e sua devoção à escrita e seu personagem, que ela descreve como seu herói pessoal, Harry.

Durante o documentário, ela retorna, pela primeira vez, ao flat onde começou a escrever a saga Harry Potter e enfrenta os fantasmas bem-gastos do passado – a pobreza e a luta que enfrentou durante o início da escrita. Num severo contraste e testemunho do seu sucesso inimitável, ela é filmada posteriormente num jato privativo com seu marido enquanto viajam para os Estados Unidos pela turnê de livro avidamente antecipado. Ela também revela o que influenciou a sua escrita, notavelmente a morte da mãe e como isso entrou em todos os aspectos dos livros e porque ela achava que Harry tinha que triunfar no final.

É novembro de 2006, e Jo está trabalhando em segredo nos capítulos finais de Harry Potter e as Relíquias da Morte no Hotel Balmoral, Edimburgo. Ninguém sabe que ela está lá, e James está de prontidão, pronto para capturar o momento em que ela termina a série. Enquanto ela lê das suas anotações, aponta um detalhe: “Eu fiz anotações previamente para me ajudarem, isto vai precisar de planejamento sério… Não sei quando escrevi aquilo, e estava totalmente certo nisso”, ela ri.

Uma saga épica de confusão infantil, perigo e aventura, a série Harry Potter levou 17 anos para ser escrita. No programa, relata vividamente a sua própria infância e eventos cruciais na sua vida provêem um profundo entendimento do desenvolvimento de Potter como uma fábula moral sobre o bem e o mau, amor e ódio, e vida e morte.

Como seu herói órfão, Jo cresceu num estado suburbano com seus pais e irmã, Diane. Primeiro, eles moraram em Yate, nos arredores de Bristol, e posteriormente poucas milhas da estrada em Winterborne. A medida que Jo folheia o álbum de família com a sua irmã Di, eles falam sobre crescimento, e em particular, seus cortes de cabelo trágicos da infância. Sobre o corte de cabelo horrível de menino, Jo fala: “O meu estava sempre torto”!

As irmãs sempre usavam roupas similares. Jo diz para Diane: “Você sempre usava rosa e eu sempre vestia azul”. “Por que você era o rapaz, Jo? Por que você era a mais velha?!” pergunta James. “Sim, eu deveria ser um rapaz. Eu deveria ser Simon John, eu sei até quem eu deveria ser”!

De volta à Edimburgo, é 11 de janeiro de 2007 e o fim de 17 anos de escrita. Enquanto Jo termina o livro, James está lá para capturar em câmera. Ela fala: “Algumas pessoas vão detestar, vão de fato detestar. Mas o fato é que deve ser assim, e algumas pessoas vão amar, enquanto outras vão detestar. É a natureza da história. Algumas pessoas não vão ficar felizes porque o que eles queriam que acontecesse, não vai acontecer”.

“E, de alguma forma, há muita expectativa dos fãs mais ardorosos que eu não tenho certeza se eu conseguiria algum dia preenchê-las. Eu estou verdadeiramente muito feliz com ele e é muito estranho pensar que vai ser comentado após muitas pessoas terem lido e as pessoas vão ter direito de reclamar”.

Jo agora é a guardadora do manuscrito mais valioso da história de publicações. Ela o leva em pessoa para a sua agente Christopher Little em Londres. A entrega ocorre no aeroporto às 10:43 da sexta-feira do dia 12 de janeiro de 2007. E logo a máquina de edição entra em ação para lançar o livro mais esperado da história – tudo no mais absoluto segredo.

Sarah Beal, diretora de marketing da Bloomsbury – editora dos livros de Harry Potter conta: “Nós queremos que todos recebam o livro no mesmo momento e logo todos vão saber o que acontece ao mesmo tempo, dependendo, naturalmente, de o quão rápido eles lêem”.

A medida que a expectativa de fãs e críticos cresce cada vez mais, Jo reflete sobre como as ambições de ter se tornado uma escritora são difíceis de conciliar com a atenção desnecessária que ela atrai por causa do seu sucesso. “Eu queria ser publicada e queria mais do que tudo nesse mundo ser escritora… nunca imaginei, James, que as pessoas iriam procurar por trás dos meus problemas, colocar lente de câmera em mim na praia, nunca me ocorreu que um jornalista poderia bater na porta de um dos meus amigos mais antigos e oferecer a ela dinheiro para falar sobre mim. Nunca me ocorreu que meus filhos poderiam ser examinados para ver o quanto são estragados porque sua mãe é famosa”.

Três semanas antes do lançamento do último livro, Jo comparece à premiere do filme do quinto livro, Harry Potter e a Ordem da Fênix. Ela tem status de superstar, e espera-se que se comporte como tal. Mas como uma escritora, ela ainda não se acostumou com as armadilhas e demandas de uma fama no estilo hollywodiano. No turbilhão dos grandes eventos, Jo admite que ainda acha certos aspectos complicados.

“Muito do que ocorre é divertido”, fala ela, “e algumas são horríveis, para ser sincera. A parte divertida é quando você fala com pessoas que leram o seu livro. Essa parte é ótima. O que eu acho difícil é o tipo de despedida e negócio da meia-noite, porque eu não sou muito boa nisso. Eu não sou o tipo de pessoa “dos flashes”. Eu me sinto cansada com essas coisas e me sinto como uma idiota”.

“As pessoas esperam que você esteja visivelmente gostando e acho que Quentin Crisp falou que isto era o segredo de aparecer bem na televisão, apenas pareça feliz lá, e eu nem sempre pareci feliz lá. De fato, algumas vezes eu pareci bastante cansada em estar lá e sabia que não estava televisamente bem”.

Por se tornar o livro mais rapidamente vendido da história, a evidente chegada do sétimo livro significa que Jo tem demanda no mundo todo. James e sua câmera acompanha ela enquanto viaja para os EUA com seu marido Neil. Jo casou-se com Neil, um doutor, em 2001, e eles agora tem duas crianças juntos, David e Mackenzie. James bravamente pergunta Neil a questão – como é viver com JKR?

“Neil: Quando ela fica muito estressada, se isola, e só confia numa pessoa e esta é ela mesma. Então todos ficam bloqueados e ela fica cada vez mais estressada e aceita cada vez menos ajuda. As barreiras crescem e não apenas para mim, mas para todos ao redor dela. Só uma pessoa recebe confiança e ela faz tudo sozinha, apesar do fato de não ser possível fazer tudo sozinha”.

20 de julho de 2007. O dia do lançamento chega e a contagem regressiva acontece ao redor do mundo todo, de Nova York à Londres, ou Sidney. No Museu de História Natural de Londres, 1700 pessoas, escolhidas de uma loteria de 90.000 concorrentes, esperam pela chegada de JK Rowling para a leitura e a sessão de autógrafo dos livros. Jo fala que acha difícil entender o nível de expectativa ao redor do final do livro. Ela fala enquanto reflete, “É o melhor que posso fazer, é como sempre planejei o fim, portanto tem que ser bom o suficiente”. E ocasionalmente fala, “Como vou sobreviver isso”?

Naquela noite, de 12:20 até 7 da manhã, Jo assina 1.700 cópias do seu livro. Nas primeiras 24 horas, 2,65 milhões de livros são vendidos na Grã Bretanha e 8,3 milhões nos EUA – mais do que 7.000 cópias por minuto. O final tem sido debatido no mundo por fãs e críticos – Harry vai viver ou morrer? Ele vai conseguir bater o seu inimigo Voldemort? E agora que o mundo sabe o final, Jo explica porque ela escolheu terminar o livro do jeito que fez.

“Eu senti que iria ser uma traição ao personagem de Harry se o mostrasse fazendo qualquer coisa além de sobreviver, o que ele descobriu ser verdade é que o amor é o maior poder que existe. “Eu acho que muitas pessoas que atravessaram coisas terríveis como guerras, e voltaram para casa e restauraram a normalidade após verem horrores, sempre me parecem muito corajosos. Voltar à normalidade pós-trauma é muito mais difícil, é mais difícil restaurar do que destruir”.

“De alguma forma seria um final muito caprichoso matá-lo Harry, mais caprichado terminar matando-o. Mas eu senti que seria uma traição, porque eu queria que meu herói, e ele é o meu herói, fizesse o que eu acho o feito mais nobre. Então ele voltou da guerra e tentou construir um mundo melhor, eu suponho – por mais clichê que soe –, tanto numa pequena escala para uma família, como em escala maior”.