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Um Verão Para Toda Vida estréia no Brasil

Hoje estreiou oficialmente no Brasil, o filme Um Verão Para Toda Vida, terceiro filme de Daniel Radcliffe fora da série Harry Potter. Além de deixar de lado Harry Potter, Radcliffe também está tentando deixar a infância para trás. Neste filme ele amadurece e deixa para trás uma infância mágica e fantasiosa.
Originalmente intitulado December Boys – Garotos de Dezembro – o filme que estreiou nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido na metade do ano, deverá ser exibido em poucos cinemas brasileiros conforme informa a Warner Bros. Pictures, distribuidora do filme no Brasil.

Porém, o DVD do filme deverá ser lançado em 11 de Dezembro, mesmo dia do lançamento do DVD de Harry Potter e a Ordem da Fênix nos Estados Unidos, o que deverá aumentar as vendas.

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O Potterish selecionou três críticas de cinema de brasileiros sobre o filme, que você confere-as integralmente em notícia completa.

UM VERÃO PARA TODA VIDA
O primeiro filme de Daniel Radcliffe depois de Harry Potter

Omelete – Érico Borgo
01 de novembro de 2007

Não fosse a presença de Daniel Radcliffe, a produção australiana Um Verão Para Toda a Vida (December Boys, 2007) certamente não encontraria o nobre espaço das salas de projeção, sejam elas brasileiras ou norta-americanas, que alcançou. O destino, porém, como o de tantas outras produções da oceania que são relegadas às locadoras, ou no máximo mostras, seria injusto. O jovem ator, famosíssimo pela série Harry Potter, é o grande atrativo, mas o filme tem seus méritos.

A história, baseada no livro homônimo de Michael Noonan e adaptada pelo roteirista Marc Rosenberg, é cativante. Mas quase tudo que envolve órfãos, amizade infantil ou férias de verão geralmente o é… a trama, portanto, não corre qualquer risco. Trata-se de um drama de formação bastante convencional, mas competente dentro de suas pretensões.

Nele, quatro órfãos na Austrália dos anos 60, melhores amigos desde sempre – e todos nascidos em dezembro – ganham das freiras do convento católico em que vivem as primeiras férias de suas vidas. Assim, Maps (Radcliffe), Spark (Christian Byers), Misty (Lee Cormie) e Spit (James Fraser) vão para uma isolada vila no litoral. Lá conhecem o oceano, a liberdade e um casal perfeito (Victoria Hill e Sullivan Stapleton), que parece interessado em adotar um deles.

A bela fotografia de David Connell (o ponto alto do longa), o elenco bem escolhido e o tom leve da narrativa compensam a falta de ousadia do diretor Rod Hardy. O cineasta, inexperiente nas telonas mas veteraníssimo nas séries de televisão, poderia ter deixado de fora uma dispensável metáfora que soa extremamente gratuita e risível (a de um peixão que um pescador local tenta capturar há vários anos) e algumas seqüências lamentáveis de imaginação do pequeno Misty, feitas com efeitos especiais tosquíssimos (freiras virando estrela na praia é algo que, acredite, você não precisa ver). Além disso, o diretor poderia ter dispensado o segundo final (anti-climático) e batido o pé em relação à música… a trilha sonora de Carlo Giacco é o maior problema do filme. Destoante, apressada e manipulativa, incomoda em diversos momentos.

Além disso, muito se falou sobre uma determinada cena do filme em que o personagem de Radcliffe perde a virgindade com uma garota atirada. A cena supostamente seria importante por “simbolizar a passagem para a vida adulta do jovem ator nas telas”. Bobagem. O momento é castíssimo e Radcliffe não é a Sandy ou a Britney. Já mostrou na montagem teatral de Equus que não tem medo de ousar e, melhor ainda, que sabe fazer graça com sua própria celebridade.

UM VERÃO PARA TODA VIDA
Ator de Potter abandona mago em “Verão Para Toda Vida”

Reuters – Neusa Barbosa
01 de novembro de 2007

Daniel Radcliffe, o Harry Potter dos cinemas, está empenhado em fugir do estereótipo de ator de um só papel. A comédia dramática “Um Verão para toda a Vida”, que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira, é a primeira vez em sua carreira que ele será protagonista sem entrar na pele do bruxinho de Hogwarts.

Além de deixar de lado Harry Potter, Radcliffe também está tentando deixar a infância para trás. Afinal, seu personagem neste filme, Maps, é um adolescente que não só dá sua primeira tragada num cigarro como também tem sua primeira experiência sexual, durante férias de verão nos anos 1960.

Maps é o mais velho de uma turma de internos num orfanato católico australiano que ganha como presente de aniversário uma temporada junto ao mar. Ao lado de Misty (Lee Cormie), Sparks (Christian Byers) e Spits (James Fraser), eles são premiados por fazerem aniversário em dezembro. O destino é a casa de praia de um velho casal sem filhos (Jack Thompson e Kris McQuade).

Para os garotos, tudo é festa. Os dias são passados junto ao mar, de preferência dentro dele. O casal de anfitriões trata-os muito bem. De quebra, os meninos fazem novos amigos entre os vizinhos. Afinal, na cabeça de todos eles, exceto Maps, a viagem tem um objetivo extra — ser adotado por alguém.

O mais empenhado nesta missão é Misty, que se aproxima de um jovem casal, o motoqueiro Fearless (Sullivan Stapleton) e sua mulher francesa, Teresa (Victoria Hill). Sparks e Spits, porém, não vão deixá-lo nesta campanha sozinho. Fazem de tudo para parecerem simpáticos e adoráveis.

Enquanto isso, Maps está bem mais interessado na companhia de Lucy (Teresa Palmer). Bem mais adulta do que ele, ela o inicia no cigarro e no sexo, durante longas conversas numa caverna oculta no alto da montanha.

O filme do experimentado diretor de TV australiano Rod Hardy flui delicadamente, sem maiores ambições do que fazer o retrato de uma grande amizade e de uma transição da infância à vida adulta.

UM VERÃO PARA TODA VIDA
Fãs de Harry Potter estranharam ver Daniel Radcliffe fumando e bebendo em novo filme

Jornal O Globo – Adriana Prado
30 de outubro de 2007

Ele fuma, bebe, exibe partes do corpo que a roupa de Harry Potter não costuma deixar à mostra – inclusive o traseiro. E transa, embora a cena apenas insinue o sexo. Mesmo assim, Maps, personagem de Daniel Radcliffe no filme “Um verão para toda vida”, que estréia nesta sexta-feira, não escapou das comparações com o bruxinho.A convite da Megazine, duas fãs de Harry Potter assistiram ao primeira longa do ator após a série – e com o qual Daniel pretendia se livrar do personagem que, segundo o jornal britânico “Sunday Times”, fez dele o adolescente mais rico do Reino Unido. As universitárias Renata Furtado, de 18 anos, e Priscilla Menezes, de 19, não contiveram o riso ao ver o intérprete de Harry Potter dividindo um cigarro com os amigos.

– No começo do filme, foi estranho. Logo na primeira cena, ele aparece fumando, mas depois fui me acostumando. E acreditei nele como Maps – explicou Renata, estudante de produção cultural da UFF.

– Acho que ele vai ficar marcado para o resto da vida, mais do que os outros atores – completou Priscilla, que estuda direito na PUC.

Mas ninguém deve ir ao cinema esperando ver Daniel Radcliffe na pele de um bad boy. Em “Um verão…”, ele volta a interpretar um órfão que, desta vez, vive num convento católico em pleno deserto da Austrália, nos anos 1960. Apesar de aprontar as suas, Maps é como um irmão mais velho para outros três meninos, todos aniversariantes de dezembro – daí o título original “December boys” dado ao filme do australiano Ron Hardy, que fez carreira na TV (dirigiu três episódios da série “Arquivo X”).

Os quatro ganham de presente uma viagem de férias ao litoral. Lá, enquanto o mais velho descobre o amor, os demais disputam a atenção de um casal que planeja adotar um deles.

A tão esperada cena de sexo entre Maps e Lucy, personagem de Teresa Palmer, deve decepcionar muita gente. Rodada dentro de uma caverna, quando o ator, hoje com 18, tinha 16 anos, a seqüência não vai além da insinuação. Nem os beijos são muito “empolgados”. Mas um deles arrancou risadas de Renata e Priscilla.

– Na cena do primeiro beijo dos dois, ele dá um risinho que me fez lembrar do Harry Potter – disse Priscilla.