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Radcliffe fala sobre detalhes do filme “My Boy Jack”

O ator Daniel Radcliffe concedeu uma entrevista ao canal ITV para falar do filme My Boy Jack. Dan conta o que o atraiu neste projeto, a idéia de trabalhar na Primeira Guerra Mundial, como eram os sets e o trabalho diário e sobre Jack, seu personagem.

A parte física da filmagem não foi tão ruim – você apenas passa por ele – o que foi difícil, é a parte mental de lidar com o frio e a chuva. Foi muito intenso. As pessoas ofereciam cobertores e chá e nós ficamos relutantes em aceitar, de uma forma estranha, porque todo aquele frio e desconforto ajuda muito na atuação. Ajuda a você entrar melhor no personagem, experimentando um fato que eles devem ter sentido. Eu acho que o mais difícil foi se manter firme com a velocidade das filmagens”.

Leia a entrevista na íntegra clicando em notícia completa.

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O filme terá o seu lançamento nesta terça-feira no Museu Imperial da Guerra, em Londres. O site oficial do local divulgou uma nova foto promocional de Daniel trajado como o garoto Jack. Veja-a em nossa galeria clicando aqui

Além disso, Dan visitou o Museu Imperial da Guerra nessa segunda-feira e pôde conhecer Henry Allingham, veterano da Primeira Guerra Mundial, atualmente com 111 anos. No geral, eles discutiram sobre o filme. Vejam um vídeo do encontro clicando aqui.

Para finalizar, no final de “notícia completa” vocês podem ler uma declaração do ator durante o programa televisivo “Parkinson” em que diz que a Warner sempre apoiou as suas decisões e escolhas de trabalho.

Thanks, DR.com.

DANIEL RADCLIFFE
Entrevista Daniel Radcliffe

02 de novembro de 2007
Tradução: Virág Venekey

O que te atraiu neste projeto?
A primeira coisa que me atraiu foi a história. É trágico e está muito bem escrito. Eu acho que a força da história é o principal fato que atrai alguém para fazer um drama. Você pode ter um personagem bom para fazer, mas não importa nada se a história for fraca.

Conseguiu passar a idéia de como foi a Primeira Guerra Mundial?
Toda guerra é, até certo ponto, além da imaginação, principalmente o que deve ter sido estar “nas trincheiras”. Aquelas estão provavelmente entre as piores condições para qualquer ser humano enfrentar, pelo menos no século 20. Mas tenho esperanças que isto irá ajudar a assegurar que as pessoas nunca enfrentem aquelas condições terríveis novamente.

Como o set parecia?
Recriar as trincheiras da Primeira Guerra Mundial foi uma experiência fantástica. No momento em que chegamos naquelas terras e abrimos a porta, estávamos subitamente na terra de ninguém; foi realmente assombroso e estranho e misterioso. De fato foi muito estimulante estar no meio do tudo aquilo.

Como você filmou as cenas de batalha?
Nós fizemos tudo sentados ali na chuva e lama, falando uns com os outros antes de uma tomada e então nos levantamos e corremos entre explosões, que eram lançados por todos os lados. Tinham marcas determinadas no campo de batalha onde as explosões estavam e então nós começávamos a filmar e eles os tiravam e começavam as máquinas de chuva, então nossa visão ficava reduzida em 70 por cento.

Parece horrível.
A parte física da filmagem não foi tão ruim – você apenas passa por ele – o que foi difícil, é a parte mental de lidar com o frio e a chuva. Foi muito intenso. As pessoas ofereciam cobertores e chá e nós ficamos relutantes em aceitar, de uma forma estranha, porque todo aquele frio e desconforto ajuda muito na atuação. Ajuda a você entrar melhor no personagem, experimentando um fato que eles devem ter sentido. Eu acho que o mais difícil foi se manter firme com a velocidade das filmagens.

Foi diferente da sua experiência de filmar Harry Potter?
Em Harry Potter, nós fazemos talvez duas cenas por dia, na maioria das vezes apenas um, enquanto que em My Boy Jack nós fazemos aproximadamente cinco ou seis. Quando eu estava participando de todas eram dias muito longos. Mas eu gosto de me desafiar e se você está preparado e encontra tempo e aprende as falas para todas as cenas daquele dia, realmente não terá problemas.

E seu personagem, Jack, parece querer ir muito para a guerra. Porque isso acontece em sua opinião?
Jack é recusado duas vezes por duas equipes médicas diferentes, mas ele não desiste. Se seu pai não tivesse achado uma forma, eu tenho certeza que ele provavelmente tentaria as filas, embora na classe social de Jack aquilo seja provavelmente tão ruim quanto não ir para a guerra.

Ele faz isso só porque seu pai quer que ele faça?
Não, eu espero que as pessoas entendam que ele não está indo apenas porque seu pai quer, ele está indo por ele mesmo e genuinamente quer estar lá lutando, como todos. Estar em casa e ser considerado como inadequado para lutar seria uma experiência profundamente humilhante.

DANIEL RADCLIFFE
Papéis de Radcliffe apoiados pela Warner Bros

Digital Spy ~ Daniel Kilkelly
3 de novembro de 2007
Tradução: Renan C.C. Silva

Daniel Radcliffe insistiu que a Warner Brothers foi “totalmente compreensiva” em sua decisão de tentar novos papéis entre as filmagens de Harry Potter.

Houve especulação de que Radcliffe tivesse posto em risco seu futuro como ator principal nos filmes de Potter no início deste ano, depois de ele ter ficado nu para a peça teatral Equus. Daniel depois filmou o drama da ITV, My Boy Jack, que o veremos estrelando como um soldado da I Guerra Mundial.

No entanto, Radcliffe explicou que os papéis o ajudaram a se tornar um “ator melhor” e, portanto, beneficiou os filmes de Potter.

“A Warner Brothers foi sempre compreensiva com coisas como Equus e My Boy Jack, porque eu acho que eles sabem, no fundo, que fazer outras coisas apenas dará mais publicidade para Potter – não que precise de mais!” Radcliffe revelou em uma entrevista com Parkinson.

“Eu acho que eles também perceberam que ir embora e fazer algo como Equus e fazer algo como My Boy Jack, que quando eu voltasse para Potter teria aprendido essas diferentes experiências e serei realmente, com sorte, um ator melhor para isso.”