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Cinco regras de Harry Potter úteis na advocacia

No domingo o site Article Garden publicou um artigo escrito pela advogada Stephanie Vance, que oferece discursos e sessões de treinamento em advogacia. O artigo fala como a série Harry Potter pode ser aplicada na advocacia; e mais do que isso, como a história possui as cinco regras essenciais dessa profissão. 
Completamente livre de spoilers, o texto foi escrito com bastante humor e referências ao mundo Potter, como vocês podem ver no trecho abaixo:

“Ok, eu admito. Fui eu quem você viu na Barnes and Noble da Georgetown no sábado, 21 de julho à 1:00am comprando o novo livro de Harry Potter. Meu marido, que foi comigo com o único propósito de garantir que eu não tivesse um ataque uma vez em posse do dito livro, estava extremamente envergonhado. Ele deixou claro para qualquer um que ouvisse que ele não estava ali por livre vontade. Eu acho que ele estava sob a maldição Imperius (fãs de Potter, vocês sabem o que quero dizer).”

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Para lê-lo na íntegra, cliquem em notícia completa.

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HARRY POTTER
Encantando Seus Caminhos Para O Sucesso Na Advocacia: Cinco Regras De Harry Potter

Article Garden ~ Stephanie Vance
16 de setembro de 2007
Tradução: Nathalia Machado
Revisão: Renata Grando

Ok, eu admito. Fui eu quem você viu na Barnes and Noble da Georgetown no sábado, 21 de julho à 1:00am comprando o novo livro de Harry Potter. Meu marido, que foi comigo com o único propósito de garantir que eu não tivesse um ataque uma vez em posse do dito livro, estava extremamente envergonhado. Ele deixou claro para qualquer um que ouvisse que ele não estava ali por livre vontade. Eu acho que ele estava sob a maldição Imperius (fãs de Potter, vocês sabem o que quero dizer).

De qualquer forma, comprei meu livro, fui para casa e o li do início ao fim (Eu de fato tive que tirar uma soneca – hey, já estou velha. Dá um tempo.). Para os que não gastaram todo o fim de semana lendo o livro (o que? Você tem uma vida?), eu prometo que não há spoilers nessa reportagem. Eu não irei contar nada sobre o que acontece.

O que irei fazer, contudo, é mostrar que Harry Potter é um dos maiores ativistas eficientes no mundo – bruxo e trouxa – porque ele sabe como aplicar cinco importantes regras da advocacia. Quais são elas? Estou feliz por você ter perguntado:

Regra Número Um: Acredite Que O Que Você Está Fazendo É Certo. No caso de Harry Potter está claro quem está certo e quem, bem, não está. Os caras maus são chamados “Comensais da Morte”, pelo amor de Deus. Isso nem sempre é tão claro no mundo da advocacia, onde grupos discutem sobre os benefícios da visão clássica X, contra a visão clássica Y.

O sucesso ocorre, mesmo nos casos de batalhas políticas secretas, apenas com uma forte confiança na verdade inerente de sua posição. Advogados eficientes precisam de comprometimento e paixão: se você não está se sentindo bem sobre sua promulgação, pessoas (e, mais importante, o júri) podem perceber. Aplique a regra “conte tudo para sua mãe” da advocacia – se você ficar muito embaraçado em contar para sua mãe o que você está fazendo, essa provavelmente não é a causa certa para você.

Como com todas as coisas, entretanto, você tem que encontrar um equilíbrio. Acredite em sua posição, sabendo que os outros também acreditam fortemente na deles. Certamente, eles estão horrivelmente enganados – mas eles precisam da sua ajuda! Tenha a mente aberta para a possibilidade de compromissos que talvez não incluam tudo que você sustenta, mas que levam você na direção certa.

Regra Número Dois: Tenha Os Aliados Corretos. Harry Potter não trabalha sozinho. Ele conta com um bando de pessoas, incluindo, claro, seus melhores amigos Rony e Hermione. Cada um deles traz suas habilidades especiais a serem utilizadas em circunstâncias difíceis. Por exemplo, situação que requerem coragem, lealdade e conhecimento sobre xadrez bruxo cabem a Rony. Hermione frequentemente se encontra encarregada das pesquisas, pensamento analítico e “dificuldades mágicas.” Harry, claro, está encarregado de todas as coisas heróicas.

Aliados e coalizões são essenciais para qualquer tentativa de sucesso na advocacia. Grupos diferentes trazem diferentes habilidades para a mesa – alguns podem ter grandes listas de contatos, outros podem ter boas conexões com relações públicas e outros ainda podem ter fortes conexões com improváveis aliados (como legisladores do outro lado do corredor). Justamente como Harry Potter reconheceu a futilidade do “faça isso sozinho”, então, você também deve reconhecer. Lembre-se: a ajuda vem para aqueles que pedem.

Regra Número Três: Tenha As Ferramentas Corretas. Nada recebe suas mensagens melhor do que um bom feitiço lançado de uma boa varinha. Imagine-se aplicando o feitiço “Petrificus totalus” no júri e tendo-o, literalmente preso por encanto, aos seus pés ouvindo cada palavra do que você tem que dizer. Quando eu descobrir essa, eu irei definitivamente fazer disto parte de meu treinamento advocatício.

Entretanto, considere outras ferramentas disponíveis fundamentais para o sucesso. Você provavelmente não tem uma varinha, mas você pode ter um punhado de outros bons materiais. Seu computador, por exemplo, pode ser usado para criar e emitir alertas de ação, materiais de treinamento e fóruns de discussão – como mágica. Você se lembra da “Armada de Dumbledore” do Livro Seis? Crie sua própria bem treinada, bem equipada “armada” rede de membros fundamentais, prontos e capazes de enviar sua mensagem a qualquer momento. E sobre a sua abordagem ou liderança? Como você pode utilizar a especialidade e o acesso deles para tocar o júri de uma maneira significativa?

Você não poderia enfrentar o Lorde das Trevas sem uma varinha, uma proteção e um monte de amigos atrás de você – como você enfrentaria o Congresso sem todas essas ferramentas?

Regra Número Quatro: Persistência. J.K. Rowling escreveu sete livros narrando sete anos da vida de Harry Potter. Levou sete anos para a legislação passar pelo Congresso. Coincidência? Eu acho que não. Claramente, a série Potter significou uma grande alegoria para o processo legislativo.

Ok, talvez não. Mas importantes lições podem ser aprendidas do garoto bruxo. Harry Potter desistiu depois de seus seis encontros com “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”? Não, ele certamente não desistiu. Agora, eu não posso dizer se ele definitivamente teve sucesso (de novo, não quero estragar nada). Contudo, eu posso dizer que do livro um ao seis ele certamente perseverou em alguns momentos de dificuldade – mesmo quando ele teria preferido muito mais ter passado o manto da responsabilidade para alguém.

Veja, é fácil persistir quando as coisas estão bem, certo? Mas quando você tem a sua volta lordes das trevas, empregados do ministro da magia desorientados e advogados descontentes, a vida se torna um pouca mais difícil. Quando se deparar com esses tempos difíceis, pense em Harry Potter – a não ser que seus oponentes sejam enormes cobras com presas venenosas, sua batalha será provavelmente mais fácil.

Regra Número Cinco: Sorte. O sucesso de muitas batalhas bruxas, como muitas campanhas da advocacia, frequentemente acontece por sorte. Mas a coisa mais interessante para se lembrar aqui é que bruxos e trouxas fazem sua própria sorte de maneira semelhante. A sorte de Harry Potter vem de sua coragem e prudência (e, mais freqüentemente, da prudência de sua melhor amiga Hermione, que é quem eu quero ser quando crescer). Na arena da advocacia, a sorte frequentemente se focaliza na compreensão das tendências. É “sorte” que alguns grupos tenham tido sucesso adquirindo fundos de emergência adicionais através de apropriação de contas? Ou esses grupos criaram sua própria sorte recompondo seus pedidos como reposta para situações de emergência? É “sorte” que grupos que apóiam a alimentação saudável estejam ganhando mais atenção na re-autorização das Farm Bill (políticas de agricultura)? Ou esses grupos criaram sua própria sorte notando a conexão entre alimentação saudável e corpo saudável?

Advogados eficientes sempre se perguntam “que passos posso dar hoje para melhorar minha sorte?” Esses esforços recompensarão quando os lordes das trevas, ou os presidentes do comitês, fizerem uma convocação.