As Relíquias da Morte ︎◆ Livros

Dan fala sobre DH para EW

O ator Daniel Radcliffe concedeu uma entrevista exclusiva à revista Entertainment Weekly, na qual ele conta que já leu Relíquias da Morte e diz o que achou do último livro da série. Clique em notícia completa para ler a tradução.

Esse número da EW veio dedicado exclusivamente a Harry Potter. Trata-se de uma edição especial que conta sobre tudo, desde os filmes aos livros, passando por citações referentes à série e fala também, logicamente, sobre Deathly Hallows. Ou seja, contém spoilers a todos aqueles que sabem ler em inglês. Você pode ver alguns scans em nossa galeria clicando aqui.

Este artigo contém spoilers!
Se mesmo assim deseja lê-lo integralmente, clique em Notícia Completa.
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Atualizado: Agora já temos todos o scans da revista EW. Vocês podem vê-los através do link acima citado.Thanks to BW.com, The Snitch and HarryPotterLA.

DANIEL RADCLIFFE
Daniel Radcliffe fala sobre Deathly Hallows

EW.com ~ Steve Daly
27 de julho de 2007
Tradução: Paula
ATENÇÃO: As perguntas seguintes contém informações sobre a saga de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Se você planeja ler o livro, mas ainda não leu, EVITE LER o conteúdo abaixo.

Ele rasgou a embalagem de Deathly Hallows como uma criança quando recebe seus doces de Halloween, ansioso que chegasse ao final do pote para pegar os melhores doces. Então agora Daniel Radcliffe, que tem sido Harry Potter desde os 11 anos, finalmente sabe o destino de seu personagem, o que ele pensa? Conversamos com ele sobre seu filme “December Boys”, um drama australiano sobre órfãos que foi filmado em 2005, chega em setembro, Radcliffe falou o que o surpreendeu, o que não, e o que ele estava ouvindo durante os capítulos finais.

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Entertainment Weekly: Tem uma foto sua que circula na internet essa semana, de você em uma capa, segurando uma cópia de “Deathly Hallows”.
Daniel Radcliffe: Oh sim. Acho que era provavelmente de Lord Cricket Ground (em St.Johns Wood, Londres). O que foi um dia legal. E essa nem era a minha cópia. Um cara me perguntou se eu poderia assinar, e claro, alguém tirou uma foto. E pareceu que eu estava começando a ler. Então isso foi quando comecei a ler Harry Potter.

EW: Quando você começou de fato a ler?
Daniel: Eu escrevi, na folha do livro, o exato momento que comecei a ler. Eu acho que foi às nove e meia da noite do dia 22 de julho, que era um dia antes de meu aniversário (18 anos). Eu li dois capítulos por dia, o que não era muito, é claro. Por volta da página 30, parei. E então não tinha como ler novamente por alguns dias. Comecei novamente dia 24 e 25 e por esses dois dias ou mais parecia que ia devorá-lo. Li 350 páginas em um dia.

EW: O que surpreendeu você ou chocou você mais?
Daniel: A morte de Dobby. Ele sempre foi um personagem engraçado, de certa maneira. E ele fez algo tão poderoso, eu acho. Tenho certeza que Jo tinha planejado a muito tempo. E essa foi uma das coisas que me surpreendeu. Uma das minhas teorias era que Snape terminasse como um trágico herói e eu fiquei feliz que isso realmente aconteceu. E a idéia foi dada para mim por um cara que me entrevistou um tempo atrás. Ele disse que veria esse caso. E eu pensei “Nossa é mesmo. Muito bom!
Você termina “Enigma do Príncipe” achando que Dumbledore era bobo em confiar em Snape. Mas eu terminei “Deathly Hallows” achando que talvez Snape não era tão ruim. Tem muitas coisas em que Rowling muda a figura de Dumbledore no final de “Deathly Hallows”. Ele até tem mais falhas do que você espera. Eu tenho que dizer que combinou com algumas de minhas predições (sobre Dumbledore). E meio que pensei em algumas coisas. Imaginei que a gente veria um lado mais sombrio de Dumbledore. Mas não sei de que maneira. Fiquei muito tocado com isso, com tudo.

EW: Alguma coisa surpreendeu você?
Daniel: Outra coisa que me deixou confuso por muito tempo. Era algo do roteiro do quarto filme e estava no livro também é claro. Quando nós ensaiamos a cena, era a cena em que Harry voltou do cemitério e seu sangue tinha sido usado para Voldemort e tal. Eu nunca entendi por que tinha uma linha no livro que diz que Dumbledore olhou para a cicatriz no braço de Harry. Acho que a frase é algo como “Ele olhou para ele com algum olhar de triunfo”. E eu nunca entendi isso. Ninguém entende isso. E, é claro, tornou algo que Dumbledore percebeu que Voldemort vivia dentro de Harry. O sangue de Harry estava dentro de Voldemort. No entanto o sangue da mãe dele, Lily, também estava dentro de Voldemort. O que obviamente foi uma grande parte de “Deathly Hallows”. Isso me explicou muito.

EW: Você ficou feliz que Harry, Rony e Hermione sobreviveram?
Daniel: Eu fiquei sim, pra dizer a verdade. Estranho porque foi a coisa mais corajosa que ela fez. Eu estava convicto por dois anos que Harry morresse.

EW: Por quê?
Daniel: Eu sentia que era a única maneira que ela fosse acabar. Mas, nos últimos seis meses eu percebi que ia ser algo muito óbvio. Ela tinha que encontrar uma maneira bem inteligente de fazer isso. E ela fez! Com Rony e Hermione. Adorei o epílogo. Eu acho que poucas pessoas não gostaram. Mas eu gostei muito.
De uma certa maneira, Harry morre, porque ele acredita que vai morrer. Tem uma profundidade, uma passagem solitária no capítulo em que ele se prepara para lidar com o assassinado.

EW: Ou acreditar que ele está morrendo.
Daniel: O tempo não era curto o suficiente para ser dolorido. Mas não era muito longo para ele se achar completo. Ele lida com aceitação. No fim ele meio que aceita isso. Mas não necessariamente com essa idéia. Ele sabe que precisa fazer isso, mas ainda está assustado. Eu não espero a hora de poder filmar. Acho que Jo me deu, mais uma vez, uma grande oportunidade de desenvolver. Então espero poder fazer.

EW: O que você fez quando acabou de ler “Deathly Hallows”?
Daniel: Estava no carro naquele momento. Tinha meu Ipod ligado e estava ouvindo Sigur Rós. Eu não sei se você conhece eles. Tem uma banda instrumental, mas é incrível. Acho que eles são da Escandinávia. Eles lançaram um CD chamado Takk. Estava ouvindo e era muito, muito apropriado (para o fim de “Deathly Hallows”). Fiquei ouvindo e me lembro que estava meio desligado de tudo que acontecia então eu meio que criei meu mundinho quando lia. O que fiz quando terminei? Acho que coloquei o livro de lado e continuei ouvindo música. Apenas vendo a janela do carro porque não tinha o que pensar. Eu ainda estou tentando pensar nisso. Não quero levar isso nas pressas.