As Relíquias da Morte ︎◆ J. K. Rowling ︎◆ Livros

Relato de quem presenciou a leitura de DH pela JKR!

Sophie DeGroot, 13 anos, foi uma das sete crianças que ganharam a chance de conhecer J.K. Rowling na madrugada do dia 21. Não apenas conhecê-la, mas ser uma dos 1.500 sortudos a presenciar a leitura, feita pela autora, do último livro da série, no Museu de História Natural de Londres.

A garota fez um relato desse momento inesquecível, e a nossa equipe traduziu para vocês poderem sentir um pouco da emoção que ela sentiu.

A imprensa se amontoou no espaço que restava com suas câmeras, enquanto os jovens e não-tão-jovens fãs de HP esperavam a chegada de J.K.. Um banco foi colocado logo atrás da Paige e de mim. Não tínhamos idéia do que aquilo fosse até a gritaria começar e J.K. Rowling entrar e se sentar naquele banco aveludado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela estava tão perto que Paige deu um leve tapinha na sua calça e eu senti o seu perfume. Não parecia com nenhum cheiro que eu já tivesse sentido antes. Talvez fosse como o cheiro de uma rosa ou mesmo como uma loja Abercrombie and Fitch. Eu nunca vou esquecer esse cheio e acredito que Paige nunca vá esquecer a textura da calça de J.K..

Leia o relato na íntegra em notícia completa!

Thanks to The Snitch.

HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS
Um encontro mágico com J.K. Rowling

Seattle Times ~ Sophie DeGroot
23 de julho de 2007
Tradução: Patricia Abreu

Nota do editor: a adolescente de Seattle Sophie DeGroot foi uma das (apenas) sete crianças que ganharam a chance de conhecer J.K. Rowling, autora de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, em Londres no último fim de semana. DeGroot, 13, entrou com um desenho patrocinado pela editora americana de Rowling, Scholastic. Aqui está o relato em primeira pessoa de Sophie sobre o fim de semana mágico que ela nunca vai esquecer:

Paraíso de Hogwarts: J.K. Rowling no Museu de História Natural de Londres

Minha mãe, pai e eu pegamos um avião na quinta-feira às 9 horas da manhã preparados para esperar a decolagem por mais ou menos meia hora. A viagem de avião não foi exatamente chata, mas cheia de ansiedade para conhecer os outros ganhadores da Scholastic em Nova Iorque no aeroporto JFK. Nós tínhamos uma hora entre os vôos e quase não conseguimos. Eu conheci cinco dos outros ganhadores antes de embarcarmos para Londres. O que vinha de Miami, Florida teve um atraso no vôo e perdeu o nosso por dez minutos.

A viagem de avião foi um pouco mais agradável tendo sua própria tela de TV e podendo escolher o filme que quisesse. Eu assisti “Disturbia” e “The Last Mimzy”. O resto do tempo foi ocupado por longos sonhos maravilhosos com J.K. Rowling como atriz principal. Minha ansiedade definitivamente cresceu.

Chegamos a Londres precisamente às 6:37 da manhã. Todos os ganhadores pegaram um ônibus que nos levou ao hotel, The Thistle Victoria. Quando chegamos, nos disseram que só tinham dois quartos prontos, levamos todas as nossas coisas para esses dois quartos muito pequenos. Fomos tomar café da manhã como um grande grupo discutindo as Possibilidades de Potter. Essas Possibilidades de Potter foram discutidas ao longo do café inteiro e até quando nós vimos a troca da guarda no Palácio de Buckingham.

Quando nossas acomodações ficaram prontas nós rumamos para os quartos, nos deitamos e dormimos imediatamente. Ficamos apagados por quase quatro horas antes de acordarmos e nos vestirmos para a noite das nossas vidas.

Mais uma vez nós pegamos um ônibus que nos levou à Leitura À Luz da Lua e aos Autógrafos da Meia-Noite de J.K. Rowling. A mágica era demais pra agüentar quando nós pegamos nossos números e sentamos no Salão Principal do Museu de História Natural. Tivemos que lutar para conseguir lugares e acabamos sentando mais para trás. Um dos ganhadores, Paige, de 11 anos, não conseguia enxergar nada, então nós tivemos que arrumar um jeito de passar para a terceira fila. A programação da noite era simples e extremamente excitante. Haveria fotos de imprensa, Perguntas e Respostas (P&R), a Leitura à Luz da Lua e depois os Autógrafos de Meia-Noite, que, para alguns, não aconteceu antes das 7 da manhã.

A imprensa se amontoou no espaço que restava com suas câmeras, enquanto os jovens e não-tão-jovens fãs de HP esperavam a chegada de J.K.. Um banco foi colocado logo atrás da Paige e de mim. Não tínhamos idéia do que aquilo fosse até a gritaria começar e J.K. Rowling entrar e se sentar naquele banco aveludado.

Ela estava tão perto que Paige deu um leve tapinha na sua calça e eu senti o seu perfume. Não parecia com nenhum cheiro que eu já tivesse sentido antes. Talvez fosse como o cheiro de uma rosa ou mesmo como uma loja Abercrombie and Fitch. Eu nunca vou esquecer esse cheio e acredito que Paige nunca vá esquecer a textura da calça de J.K.. Depois tivemos pelo menos 10 minutos para sorrir para umas 50 câmeras e depois mais uns 10 minutos de perguntas. Infelizmente ela não respondeu minha pergunta, mas respondeu uma das de Paige.

Não havia imprensa no P&R então eu vou te contar que o capitulo 34 a fez chorar, que ela quase deu ao livro o nome do capítulo 32, seu personagem favorito sem dúvida é Harry, e o que ela menos gosta é o Tio Valter porque ele não tem a qualidade de se redimir. Toda essa informação veio direto da boca dela para os meus ouvidos. Minhas orelhas naturalmente estavam acompanhadas por outros 500 pares e nenhuma das pessoas lá dentro deixou de prestar atenção quando ela falou.

A Leitura sob a Lua foi muito mais mágica do que qualquer um poderia pensar. Nós começamos com uma contagem regressiva até a hora e depois comemoramos por cinco segundos e J.K. Rowling começou a ler o último dos livros de Harry Potter. Fiquei tão emocionada de ouvir minha escritora-ídolo número um ler o mais famoso livro da mais famosa série do mundo. Eu estava voando acima da Lua e andando sob o Sol ao mesmo tempo se isso é possível e era.

Foi tão incrível ver todas as crianças vestidas com vestes de bruxos e com chapéus de bruxa. Um menino foi gentil o suficiente para dar o seu chapéu para uma criança menor que não tinha um e estava chorando. Acho que ele fez isso porque ele acredita na boa magia como eu. Até uma ação pequena como essa pode ser um ato realmente mágico para um menininho como o que ele deu o seu chapéu.

Para os Autógrafos da Meia-Noite todo mundo tinha um número. O meu número era oito. Isso significa que eu seria a oitava a ter meu livro assinado. Os números não funcionaram muito bem então na verdade eu fui a décima a ter minha cópia inglesa do livro autografada e tive a terceira cópia americana assinada. A cópia americana na verdade está assinada para meus tios Casey e Kevin que são dois grandes fãs de Harry Potter como eu. Antes de eu vir para Londres eu fiz colares com tampas de garrafas que diziam “Harry 2007 Potter”. Eu dei colares para todos os ganhadores e para a própria J.K. Rowling. Ela adorou e deixou sobre sua mesa de autógrafos a noite inteira.

Depois que os nossos livros foram todos assinados, nós começamos a ler imediatamente. O ônibus estava quieto e todos estavam lendo. Quando eu voltei para o meu quarto eu já estava no capítulo quatro enquanto Andrew, de 9 anos, já estava no seis. Ele é definitivamente o leitor mais rápido do grupo. Embora eu quisesse ler a noite inteira (não que ainda sobrasse muita noite considerando que nós voltamos às 2:30) eu não consegui porque estava muito cansada.

Nós acordamos às 8:30 e rumamos para a livraria Borders para ser entrevistados. Cada um de nós respondeu uma pergunta sobre o quanto gostamos do livro ou como tinha sido conhecer a autora dos nossos livros favoritos. Fomos entrevistados duas vezes e ficou tudo bem quieto entre as entrevistas porque estávamos todos lendo.

Minha experiência em Londres até agora tem sido absolutamente maravilhosa e eu nunca vou esquecer. Durante a Leitura à Luz da Lua havia tanta mágica flutuando no salão por causa de uma mulher. Ela definiu a magia para tanta gente ao redor do mundo e ela é uma mulher que eu nunca vou esquecer que conheci. J.K. Rowling é a epítome da boa mágica.