A Ordem da Fênix ︎◆ O Enigma do Príncipe

Entrevista com David Yates

O site TonyKids publicou uma parte de um artigo para a Time Out New York Kids do mês que vem. Nele, há uma entrevista exclusiva com David Yates, diretor de Ordem da Fênix, e já escalado para dirigir o próximo filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

O diretor fala sobre o desafio de dirigir um filme Potter, diz como foi trabalhar com o trio e dá a sua opinião sobre a escolha dos novos atores.

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“Eu realmente me empolguei na nossa jornada juntos para fazer esse filme. Nos primeiros meses [de filmagem], eu tinha que dizer “certo, vamos de novo. Eu não acredito nisso, eu não acho que você acredite, eu quero que pareça mais real”. E depois de alguns meses, ao invés de eu dizer pra repetir, o Dan virava para mim e dizia “David, posso fazer de novo? Eu não senti como se fosse real”. Esse foi um momento realmente bom porque ele começou a se empurrar ainda mais.”

Leia a tradução na íntegra em notícia completa.

Thanks, The Snitch.

DAVID YATES
Loucos por Harry

TonyKids ~ Por Katharine Rust
19 de junho de 2007
Tradução: Patricia Abreu

Conversamos com o diretor do filme mais aguardado do verão, o novo de Harry Potter.

[Nota da Edição: Essa entrevista é parte de um artigo para a Time Out New York Kids de julho 2007.]

O próximo volume da parte visual da franquia de Harry Potter chega aos cinemas no dia 13 de julho e, como todos os outros trouxas que amam magia do mundo, nós não podemos esperar para ver o que o filme tem para os fiéis seguidores de Potter. David Yates, o diretor de Harry Potter e a Ordem da Fênix, aceitou nossa ligação transatlântica para nos dizer o que esperar do quinto filme de Harry Potter.

A versão literária da Ordem da Fênix é muito longa e envolvente e visual. Você pode falar sobre o processo que você passou para adaptá-lo à tela?
Eu sempre senti que [o filme] devia ter um visual bem expressivo. Eu sou um grande fã dos primeiros trabalhos de David Lean e seus filmes como Oliver Twist e Great Expectations e é daí que eu estou partindo. Eu queria que ele parecesse gráfico às vezes. Eu tive mais ou menos um ano para trabalhar o roteiro com o roteirista que o adaptou, Michael Goldenberg, para deixá-lo pronto e fenomenal. Eu deixei vários desenhistas de storyboard em volta de mim e eu só ficava rabiscando bonecos-palito, e os desenhistas os transformavam em desenhos que as pessoas pudessem realmente acompanhar. Eu também chamei um grupo de artistas conceituais para trabalhar comigo, então teve um processo maravilhoso de pré-produção e preparação que eu realmente gostei, porque nós podíamos experimentar coisas divertidas e interessantes e diferentes. Também tivemos bastante tempo para rabiscar e experimentar e explorar.

Quando você finalmente chegou às filmagens, como foi trabalhar com Dan, Emma e Rupert? Essas crianças que cresceram sob olhares do mundo e que trabalharam com tantos diretores dentro do mesmo assunto. Qual foi a sua experiência de trabalho com eles?
Dan é incrível porque ele é entusiasmado e tem uma tremenda ética de trabalho. Ele realmente se empurra e quer ser empurrado, e tem muita ambição para fazer as coisas direito. Então eu realmente o empurrei nesse filme e eu acho que ele respondeu a isso. Eu realmente me empolguei na nossa jornada juntos para fazer esse filme. Nos primeiros meses [de filmagem], eu tinha que dizer “certo, vamos de novo. Eu não acredito nisso, eu não acho que você acredite, eu quero que pareça mais real”. E depois de alguns meses, ao invés de eu dizer pra repetir, o Dan virava para mim e dizia “David, posso fazer de novo? Eu não senti como se fosse real”. Esse foi um momento realmente bom porque ele começou a se empurrar ainda mais. Ele é incrivelmente generoso e amado por todos. Ele deixa todo mundo se sentindo confortável e incluído. Se nós tínhamos visitantes no estúdio, o que era bem comum porque Harry Potter é como um imã para as pessoas, ele sempre era afetuoso e receptivo. E ele é muito inteligente.

Emma é incrivelmente brilhante e intuitiva, e nesse filme, eu acho, ela ficou cada vez mais forte como atriz. Ela pega as coisas em um instante e eu adoro isso. Ela podia tentar alguma coisa de um jeito e se você dissesse para fazer de um outro, imaginar diferente, ela consegue fazer uma mudança enorme de uma forma tranqüila e elegante. Ela é muito gentil, intuitiva e sensível da melhor forma possível.

Rupert é muito quieto. Mas ele tem essa habilidade cômica maravilhosa. Ele é muito doce, tem uma natureza boa e é um bom ator. E ele tem realmente um ótimo instinto para comédia.

Mas o que os três têm em comum é que incrivelmente eles não foram afetados por toda essa atenção que eles sempre geraram. Eles são muito equilibrados e normais, e eu acho que essa é uma força enorme. É um crédito para Chris Colombus e David Hammond e todos que os acharam, assim como para Stolway que era a diretora de núcleo dos primeiros filmes, por encontrar não só crianças que fossem servir para esses papéis que todos amam, mas de certa forma, por mantê-las com os pés no chão. É também um crédito para os pais e responsáveis. Eles são ótimos de se trabalhar. Foi realmente bom pra mim.

E quanto aos novos personagens? Quanto a sua opinião valeu para a escolha?
Completamente, sabe, com a benção dos produtores, claro. Como diretor você está, de fato, entrando em mundo que já tem regras. [Os produtores] decidiram muito cedo procurar crianças que fossem naturais e você tem que honrar isso. Você geralmente não vê crianças que tenham uma enorme experiência dramática então você tem que procurar uma que seja essencialmente verdade, ou tão verdadeira quanto possível, para o papel que você tem. Então eu acho que você serve àquela ideologia, o que é bom porque funciona muito bem. E porque você é quem está trabalhando pelos resultados, em última instância você tem que estar absolutamente confortável e certo de que a sua escolha foi a certa. Em qualquer elenco que você procure, você tem que seguir seus instintos e você sempre encontra alguém em quem você acredite.