A Ordem da Fênix ︎◆ Filmes e peças

Entrevista com o roteirista de OdF

O site Wizard Universe publicou uma entrevista com o novo roteirista da série, Michael Goldenberg, responsável pelo roteiro d’A Ordem da Fênix. Nela, Goldenberg revela no que ele tentou focar mais ao decorrer da trama, percebendo que, para isso, teria de cortar algumas histórias paralelas.

“Você odeia perder qualquer coisa, porque é tudo ótimo”, lamenta Goldenberg, que arrependidamente teve que editar muita da carreira de Rony como goleiro de Quadribol da Grifinória. “Mas tudo que nós perdemos, nós tentamos encontrar uma forma de pelo menos dar uma dica de que aconteceu ou um outro jeito de mostrar. Então mesmo certas seqüências ou sub-tramas que talvez não apareçam literalmente no filme, eu acho que estão lá em espírito”.

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Thanks, The Snitch e Patrícia!

PREVISÃO DE VERÃO: HARRY POTTER
Harry Potter está sangrando – e atrasado para a aula – em seu novo filme, “Ordem da Fênix”
Por Zach Oat
Tradução: Patricia Abreu

Postado em 24 de maio de 2007 às 16:40.

A vida é dura para um bruxo adolescente. Primeiro amor… professores rígidos… pessoas assassinas com aparência de serpente e sem nariz tentando te matar…

É, isso mesmo – sem nariz. Não parece tão divertido ser um bruxo, parece? É o que os fãs estão aprendendo enquanto se aprofundam no mundo cada vez mais assustador do bruxo em treinamento, Harry Potter, seja pela série campeã de vendas de livros – o sétimo e último livro, Harry Potter and the Deathly Hallows, chega às livrarias em 21 de julho em inglês — ou dos filmes sucessos de bilheteria, cujo quinto, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, sai em 13 de julho pela Warner Bros. E pode perguntar pra qualquer um que leia os livros – as coisas só pioram pro Harry daqui pra frente.

No fim do último filme, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, Harry (Daniel Radcliffe) testemunha o assassinato de seu colega Cédrico Diggory, e vê seu próprio sangue sendo usado para trazer de volta à vida o pior bruxo que já existiu: Lord Voldemort (Ralph Fiennes), o homem que matou os pais de Harry. O retorno de Voldemort como uma entidade física as levantou as apostas nos livros, e agora vai levar os filmes para um lugar muito mais sério também.

“Eu diria que é mais sombrio”, diz o roteirista do filme Michael Goldenberg. “Eu diria que é mais psicológico e mais complexo muito mais adulto. Eu acho que os filmes ficaram mais velhos junto com os personagens”. Goldenberg, cujos antecedentes incluem “Contact” e “Peter Pan”, teve o desafio de adaptar o maior dos seis livros de Potter até agora — são 870 páginas no original — e aquele que cresce mais ao longo dessas 870 páginas é o próprio Harry.

“Ele passa grande parte do filme tentando lidar com a ‘culpa do sobrevivente’ por ter visto Cédrico morrer na sua frente”, diz Goldenberg. “Uma das conseqüências disso é que ele realmente se afasta daqueles que normalmente servem de apoio para ele — ele passou por algo que seus amigos não conseguem realmente entender, por mais que se esforcem. A única pessoa em quem ele consegue confiar e sentir que o entende é o seu padrinho, Sirius. Então ele meio que coloca todos os seus ovos emocionais nessa cesta, por assim dizer. E se você lê os livros, você sabe onde isso vai dar”.

Sirius Black, o “Prisioneiro de Azkaban” do terceiro filme, interpretado por Gary Oldman, está fora da lareira e dentro do fogo cruzado nesse filme como integrante da sociedade secreta do Professor Dumbledore (Michael Gambon), a Ordem da Fênix, que caça Voldemort e seus Comensais da Morte onde quer que eles se escondam. Claro, Black não pode ajudar muito nos campos, por ser um criminoso procurado e tudo, mas ele ainda dá um jeito de passar um tempo agradável com seu afilhado pela primeira vez desde que se conheceram. “Alguns dos meus momentos preferidos [no filme] são aqueles silenciosos, pessoais entre dois personagens, particularmente entre Harry e Sirius”, revela Goldenberg.

Entretanto, é na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde nem os alunos nem a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas (a burocrática Dolores Umbridge de Imelda Staunton) acreditam em suas histórias sobre Voldemort, que Harry precisa agüentar mais. Então ele acaba tendo que voltar a confiar em seus amigos — os velhos de guerra Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson) e Neville (Matthew Lewis) e lhes permitir dar algum apoio.

Arredondando o grupo de amigos temos a recém-chegada Luna Lovegood (Evanna Lynch), filha do editor de um tablóide bruxo não confiável. “Eu me apaixonei pela Luna assim que eu li o livro”, admite Goldenberg sobre o novo membro do circulo intimo de Harry. “Porque quando você a conhece, ela está com a varinha atrás da orelha e eu pensei ‘Oh, ela é uma escritora!’ E eu meio que era como ela na adolescência. E Evanna Lynch é extraordinária. Quer dizer, ela realmente é Luna em tantos sentidos. E ela está simplesmente maravilhosa no filme”.

Embora Rony e Hermione continuem sua estrada esburacada rumo ao amor nesse volume, é na vida romântica de Harry que os leitores vão manter os olhos atentos. A ‘paixonite’ do ano passado Cho Chang (Katie Leung) está solteira agora se recuperando da morte de seu namorado Cédrico, então o relacionamento entre ela e Harry vai ser compreensivelmente estendido. Felizmente, eles têm algo mais para conversar, já que Harry vai dar suas próprias aulas (subversivas) de Defesa Contra as Artes das Trevas.

E todos precisarão desse treinamento extra, se Voldemort puder dizer alguma coisa a respeito. Mais de seus Comensais da Morte (inclusive Bellatrix Lestrange, interpretada por Helena Bonham Carter) escaparam da prisão, e estão dispostos a matar todos que se colocarem entre eles e seu objetivo ultra-secreto… seja lá o que ele for. Felizmente para todos, são Harry e seus amigos que se colocam no caminho deles, levando a uma cena de clímax de batalha que se arrasta pelo Ministério da Magia. “Essa é provavelmente o maior desafio que o filme e provavelmente o trecho que eu mais reescrevi entre todos, porque eu acho que dura umas duzentas páginas no livro”, diz Goldenberg.

Infelizmente, adaptar um livro de 870 páginas apresenta um monte de problemas como esse. E enquanto o enorme elenco de personagens e de sub-tramas entrelaçadas são o que faz os livros de Potter funcionar, eles não necessariamente deixam um filme bom, o que significa que muita coisa tem que ser cortada.

“Você odeia perder qualquer coisa, porque é tudo ótimo”, lamenta Goldenberg, que arrependidamente teve que editar muita da carreira de Rony como goleiro de Quadribol da Grifinória. “Mas tudo que nós perdemos, nós tentamos encontrar uma forma de pelo menos dar uma dica de que aconteceu ou um outro jeito de mostrar. Então mesmo certas seqüências ou sub-tramas que talvez não apareçam literalmente no filme, eu acho que estão lá em espírito”.

E depois do filme, vai ter mais um pouco de espírito no ar. Um personagem importante morre no final do filme, e até Goldenberg está se despedindo. Steven Kloves, o roteirista dos quatro primeiros filmes de Potter, vai retornar para escrever “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. Mas depois de dois anos e meio trabalhando em “Fênix”, desde seu primeiro encontro com Daniel Radcliffe até as últimas modificações no roteiro, já no estúdio, Goldenberg está perfeitamente satisfeito com sua contribuição solitária para a série.

“Por melhor que seja, eu estou ansioso para passar para outras coisas”, diz Goldenberg, que recentemente no “Where the Wild Things Are” de Spike Jonze, baseado no livro infantil de Maurice Sendak. “Eu estou feliz e me sinto sortudo por ter feito parte disso”.

“Hogwarts é um ótimo lugar para se ir trabalhar diariamente”.