A Ordem da Fênix ︎◆ Filmes e peças

Radcliffe, Equus e OdF

E temos mais informações sobre Equus. A diretora da peça, Thea Sharrock, deu uma entrevista ao The Independent em que discute a polêmica sobre a nudez de Daniel Radcliffe e a habilidade de atuação dele, e Richard Griffiths, que interpreta o psiquiatra Dysart em Equus e

também Válter Dursley nos filmes de Harry Potter, deu uma entrevista discutindo seus planos para Equus e a participação de Válter no quinto filme. O Potterish, é claro, traduziu as duas matérias NA ÍNTEGRA, e você pode ler ambas clicando na notícia completa.

Thanks The Independent, Canada.com and Mugglenet.

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Atualizado: O Daily Mail conseguiu uma foto da pré-estréia de Equus, que aconteceu ontem. Para ver a imagem em nossa galeria, clique aqui. Daniel está sendo muito elogiado pela participação na peça, e, sim, ele faz nu frontal.

Thea Sharrock: diretora de ´´Equus“ revela sua ambição pelo nu
Quando Thea Sharrock concordou em dirigir ‘Equus’, ela adquiriu uma grande responsabilidade – fazer justiça à aclamada peça de Peter Shaffer, e lidar com a transição de Daniel Radcliffe de garoto bruxo para símbolo sexual. Reportagem de Alice Jones.
Publicado em 15 de fevereiro de 2007.

Refletindo sobre o imenso sucesso de sua peça na West End e na Broadway nos anos 70, Peter Shaffer escreveu: “Em Londres, Equus causou sensação, porque mostrava crueldade com cavalos; em Nova York, porque ela conotativamente mostrava crueldade a psiquiatras”. Dessa vez, a sensação está na forma tonificada de academia do adolescente estrela de Harry Potter, Daniel Radcliffe, que escolheu esta peça para sua estréia no teatro, simultaneamente tirando suas roupas e sua marca de garoto bruxo.
A peça de Shaffer é sobre um adolescente que desenvolve uma obsessão sexual-religiosa com cavalos, que culmina com ele cegando seis de seus cavalos com um limpa-cascos, cuja premiére aconteceu no Old Vic em 1973. A produção do National Theatre estrelou Peter Firth (ultimamente visto como Harry no drama Spooks, da BBC) como o perturbado Alan Stang e Alec McCowen como seu psiquiatra Martin Dysart. A peça transferida para a Broadway estrelava Anthony Hopkins como Dysart, e em 1977 foi transformada em filme, estrelando Richard Burton.
A jovem expert do teatro Thea Sharrock, que não era nem nascida quando a peça foi escrita, é a diretora selada com a responsabilidade de fazer com que a estréia de Radcliffe nos palcos fosse um sucesso, e encabeçar a primeira grande reapresentação da peça em mais de 30 anos. Depois das confusões dos anos 70, Shaffer vinha até então resistindo a qualquer proposta para uma produção no West End. Quando, após quase 10 anos de negociação, o produtor David Pugh finalmente assegurou os direitos, eles vieram com uma condição: que o autor da peça deveria dar a última palavra sobre o autor que fosse interpretar Strang. Para isso, um assustado Radcliffe foi submetido a uma avaliação particular no Old Vic com Shaffer, dois anos atrás.
Os testes causaram, como previsto, um frenesi na mídia, agravado por fotos publicitárias que mostravam Radcliffe nu – em uma foto acariciando um cavalo, e em outra olhado luxuriosamente ao corpo também nu de Joanna Christe, que contracena com ele, no papel de Jill, o interesse amoroso humano de Strang. O adolescente está levando a sério a parte dos nus frontais e das cenas abortivas de sexo, dizendo que “Eu não poderia fazê-lo vestindo minhas calças. Seria uma bobagem”. É um grito distante, em comparação com as fotos castas que em novembro passado acompanharam entrevistas mais que ansiosas sobre o primeiro beijo de Harry Potter no filme que está por estreiar, Harry Potter e a Ordem da Fênix. Com mais dois filmes de Harry Potter no caminho, um papel ousado no teatro é um movimento inteligente, senão arriscado, para o garoto de 17 anos. Enquanto que em uma virada hilária, no Extras de Ricky Gervais, vimos Radcliffe fazendo graça de si mesmo como uma criança pervertida, Equus é uma proposição consideravelmente mais séria.”
“Se você quer ser um ator, você precisa ser testado, e eu não posso pensar num teste melhor, tirando Hamlet, para esta idade”, diz Sharrock. Ele está pronto para o desafio? “A vida peculiar que Dan levou preparou ele para coisas com as quais a maioria das pessoas jamais terá que lidar. Assistir a ansiedade com a qual ele lida com as coisas é extraordinário, e imediatamente me deu fé no fato de que ele tem tantas chances de se dar bem no papel quanto qualquer outro, senão chances maiores”. A diretora, de 30 anos, que tem um filho de um ano, diz que seus recém-inaugurados instintos maternos foram cruciais para lidar com a estrela adolescente. Eu imagino como isso se encaixa nos comentários razoavelmente lascivos que acompanharam as fotos publicitárias. “Quando aquele menino tira sua camisa, Harry Potter já voou de vez de Hogwarts”, diz Pugh com animação.
Radcliffe está louco para começar, mas e quanto às suas jovens e impresionáveis fãs? Os seguidores de Harry Potter devem ser responsáveis por pelo menos uma parte das 1 milhão de libras vendidas antecipadamente em ingressos. A equipe de produção recusou colocar um limite de idade, dizendo que “um adolescente de 14 anos não é igual ao outro” e deixando a responsabilidade para os pais. O mundo dos blogs de Potter está enchendo-se de pais desapontados, fãs histéricas (“a última coisa que queremos é que você se torne um ator pornô!!”), adolescentes hormonais (“Daniel é o cara mais gostoso do mundo inteiro!”) e alguns confusos novos seguidores (“Eu não sei se isso é perturbador ou excitante… ou perturbadoramente excitante!”). É certo soltar a sexualidade em alta de Radcliffe em uma platéia desavisada? “Não é isso que a nudez significa”, diz Sharrock. “Há um inquestionável lado bem negro na peça – o que de fato faz com que ela seja tão visceral e excitante – mas não retira o fato de que é uma peça excepcional de escrita teatral e que é hora de vê-la novamente. Ela é boa demais para que mais uma geração não a veja. Em algum momento, você tem que lavar as suas mãos e dizer que você não pode agradar todas as pessoas de uma só vez. Mas talvez algumas pessoas virão e ficarão impressionadas com a performance de Daniel – não Harry Potter, mas Daniel Radcliffe – e nos perdoarão por fazer a peça. Ele não é um garoto ficcional que vive num livro”.
Com uma platéia jovem em mente, Shaffer e Sharrock trabalharam arduamente para atualizar diversas referências nos anos 70, mas o diretor nega que a abertura sobre a sexualidade adolescente, que foi tão chocante em 1973, tenha perdido sua força hoje. “Inquestionavelmente, os jovens de 17 anos de hoje são diferentes, mas nem todos o são” ela diz. “O intrigante sobre Strang é que ele é um isolado. E não me diga que não existem crianças que não são isolados dos grupos – estes para mim são os Strangs de hoje, e eu acho que eles estarão sempre aí”.
Um aspecto da produção que está longe de controvérsias é a contratação de Richard Griffiths, recém saído do triunfo de The History Boys, ao contrário de Daniel. Já tendo trabalhado com Griffiths anteriormente, Sharrock “podia ouvir sua voz” quando lia o papel. E assim como Radcliffe tem a sorte de aprender com Griffiths, Jenny Agutter, que faz o papel de Hester, a magistrada, está capacitada para oferecer a Chrisie o benefícios de sua experiência como Jill no filme de 1977.
As cabeças de cavalo de fios e os cascos com plataforma de metal nos estúdios de ensaio são mais uma revisita ao original, uma vez que John Napier, que fez o design da produção de 1973, foi chamado para a recriação. Dessa vez, Will Kemp, também conhecido como dançarino da Mathew Bourne’s company, irá trazer Nugget – o cavalo no centro das fantasias de Strang – à vida.
(…) Equus é a maior aposta da carreira de Sharrock. “Com Dan, eu sinto de verdade um grande senso de responsabilidade É um risco pessoal imenso para mim. Há um extraordinário senso de querer protegê-lo, querer trabalhar com ele o mais duro possível, para que quando ele estréie ele deixe a si mesmo orgulhoso.” Se alguém é capaz de fazer com que essa produção seja lembrada por mais do que um strip de Harry Potter, essa pessoa é Sharrock.

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Cena de nudismo do ator de Harry Potter causa furor

Fãs de Harry Potter estão acanhados com o pensamento de Daniel Radcliffe aparecendo nu em uma peça de Londres.

A aparição de Radcliffe na reencarnação em West End de Equus, o hipnotizante thriller psicológico de Peter Shaffer, é o evento mais aguardado da atual temporada teatral de West End. Isso é porque o roteiro exige que o personagem de Radcliffe fique totalmente pelado em uma cena central.

Mas a verdade é que a ´peça de Shaffer merece muito mais atenção do que a notoriedade sendo empilhada nela pelos tablóides escravistas. A grande pergunta deveria ser se o muito amado Harry Potter das telas pode agüentar o exigente papel de um adolescente atormentado preso por cegar cavalos.

O ator Griffiths, que interpreta o psiquiatra incumbido à tarefa de descobrir as raízes da atitude doentia do seu paciente, não tem dúvidas de que Radcliffe vai conseguir. Griffiths, um dos atores mais respeitados da Grã-Bretanha, conhece bem o jovem ator, tendo interpretado o monstruoso Tio Válter de Harry nos filmes de Potter. Ele diz que sob condições normais qualquer um pegando o papel principal do psiquiatra não consegue evitar ficar ansioso com a escalação do garoto. Mas ele não tem tais preocupações com o que Radcliffe fará na reencarnação que estréia em 27 de fevereiro.

“No mundo real da atuação, você faz o trabalho, e uma das habilidades que você tem que aprender é se alguém ao redor de você é fraco — o que Dan Radcliffe não é.”

Quando ele está trabalhando com uma co-estrela inadequada, Griffiths diz que, como todo ator, ele deve agir com responsabilidade. “Você tem que fazê-los parecer melhores, porque isso vai ajudar você. E isso é algo que eu estou acostumado a fazer — ajudar outras pessoas no palco para poder continuar. Mas não com Danny Radcliffe — ele vai fazer bem.”

Griffiths — recentemente visto como um mestre escolar muito amado mas sexualmente indiscreto na versão cinematográfica da peça premiada, The History Boys — planejava tirar umas longas férias nesse inverno [hemisfério norte] e não estava entusiasmado sobre fazer uma peça. “Mas daí eu comecei a ler Equus de novo e relendo, e finalmente disse — tá bom, eu faço.”

Ele deixou a perspectiva de trabalhar com seu jovem amigo de Harry Potter fora da equação.
“Meu problema era se eu iria ou não interpretar Dysart, e eu deixei por isso mesmo” ele diz agora. Mas ele também deixa claro que ele está satisfeito por estar trabalhando com um jovem ator do calibre de Radcliffe.

Tio Válter esteve ausente do último filme de Harry Potter — uma omissão criticada por Radcliffe na época. Mas Válter voltará “passageiramente” em Harry Potter e a Ordem da Fênix, que chegará aos cinemas nesse verão [hemisfério norte]. Griffiths diz que é fascinante como a relação entre Potter e seu horrível tio evoluiu e mudou com o tempo. No começo Harry era oprimido e intimidado por Válter, e depois começou a ganhar mais confiança no segundo e no terceiro filme.

“Com esse quinto filme, Válter está bem mais amedrontado de Harry do que vice-versa, e com o tempo, você vê que termina com Harry como o mestre e Válter como o idiota trêmulo, o covarde trêmulo.”