Não categorizado

Dan se pronucia sobre as fotos

Depois de muito reboliço sobre as fotos em que Daniel Radcliffe aparece sem camisa, o ator se manifesta e, sem muitas surpresas, defende-se dizendo que, caso não tirasse a roupa nos palcos, não iria realmente fazer a peça. Veja abaixo um depoimento do ator.

Nos ensaios, fizemos essa cena algumas vezes, e não tive receio. Não há nada que me impeça de tirar a roupa, caso seja isso que o trabalho exija. O segredo para se atuar seriamente é justamente perder suas inibições, para se tornar livre e audaz.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Thanks, Mugglenet e Anna.

Tradução: Anna Marina

O torso nu de Daniel Radcliffe espalhado pela imprensa antecipando a aparição do garoto de 17 anos em Equus, tem sido o vencedor completamente da imagem “cheesecake macho” da semana. “Quando aquele garoto tira sua blusa, Harry Potter correu de Hogwarts de uma vez por todas,” observou o produtor da peça, David Pugh, adicionando, “Nós não estamos fazendo isso como uma desculpa para mostrar o bilu do Harry Potter”. Tendo dito isso, seu diretor, Thea Sharrock, foi honesto o suficiente em admitir: “Todos nós dissemos ‘Uau’, ‘Meu Deus’, quando nós o vimos.”
Até agora, Radcliffe não fez nenhum comentário. “Eu estou bem em relação a isso,” ele me diz, sorrindo, ainda animado depois de um dia longo de ensaios. “Eqqus é uma peça ícone. A cena de nudez é parte dela. Eu não posso fazer usando minhas calças. Isso seria uma porcaria.”
Ele admite algum tipo de vergonha? “Nós fizemos a cena algumas vezes nos ensaios. Eu não tive nenhum escrúpulo em particular. Não há nada que me impediria tirar minhas roupas, se isso é o que o trabalho demanda. A chave para uma atuação seria é perder suas inibições, se tornar livre e destemido.” Essa procura pelo abandono está claramente funcionando. Enquanto conversamos, Radcliffe levanta sua larga camiseta para coçar seu estômago, oferecendo uma visão privada de uma grande extensão de carne e pêlos do umbigo. “Eu me sinto bem com meu corpo. Não completamente, claro, ninguém da minha idade sente… mas eu fui à academia para assegurar. E muitos dos atores que eu admiro, como Gary Oldman, ficaram nus.”
À parte de alguns espaços como celebridade na comédia The Play What I Wrote, de Morecambe e Wise – quando ele estava totalmente vestido, quando não com um vestido – esse é o primeiro papel teatral propriamente dito de Radcliffe. Ele marca uma brusca guinada ascendente da sua transição de uma estrela de filmes infantis para um sério ator adulto.
O bruxo de JK Rowling, que ele assumiu pela primeira vez sete anos atrás, ainda continua parte de sua vida por um tempo: o quinto filme de Harry Potter estréia esse verão, com dois mais por vir.
Mas Equus, a peça perturbadora de Peter Shaffer, sobre a obsessão erótica de um garoto com cavalos, é um desfio em outro nível.
Ele interpeta o papel central de Alan Strang, um adolescente apaixonado, mas sem esperança, que intencionalmente deixa seis cavalos cegos com uma ponta de metal.
Martin Dysart, um psiquiatra de meia-idade interpretado por Richard Griffiths (Tio Valter em Harry Potter), tenta ajuda-lo, mas é forçado a re-examinar sua própria estabilidade mental durante o processo.
As questões subjacentes à peça dizem respeito à natureza do êxtase e da paixão em um mundo sem alma, dominado pelos consumidores.
Depois de estrear no meio de uma enorme controvérsia no National Theatre em 1973, ficou em cartaz para 1.200 performances em Londres e na Broadway, com Peter Firth como Alan e Anthony Hopkins, e depois Anthony Perkins, como Dysart.
Richard Busrton estrelou no filme de 1977. Equus conserva seu poder de chocar e ser mal compreendido. Recentemente, uma professora de arte dramática no País de Gales, acusada de abuso sexual após encenar a peça em sua escola, cometeu suicídio.
Radcliffe ficou sabendo do papel quase dois anos atrás. “Fazer o Harry é difícil, sem dúvida. Mas esse é um enorme salto para mim. Trabalhar com Richard Griffiths é um privilégio fantástico. Essa sensação de estar entre companhias menores é tão diferente de um filme, onde há milhares de pessoas envolvidas, mas ao mesmo tempo você dificilmente as vê. É a coisa mais estimulante que eu já fiz.”
Ele elogia o resto do elenco – que inclui Jenny Agutter, que interpretou Jill, uma garota do estábulo, na produção original – pelo apoio deles.
Agutter é amigo de Dysart, o magistrado Heshter Salomon, enquanto sua companheira adolescente Joanna Christie interpreta Jill e é vista nua em uma cena de amor mal feita, com Alan.
Radcliffe também tem que representar uma simulação sexual com um cavalo (interpretado por uma humana usando um toucador de arame). “Todo mundo têm me dado tanto apoio”, ele diz.
“As técnicas são tão diferentes dos filmes, até mesmo as coisas básicas sobre projetar sua voz sem parecer que você está gritando muito alto – tudo é novo para mim”.
Durante os 18 meses passados, Radcliffe teve treinamentos de voz diários. Uma vez completos seus níveis AS (em Inglês, Historia, Religião e Filosofia), ele tirou esse ano de folga da escola City Of London. Ele vai ser reavaliado em setembro. “Eu nunca fui à escola de teatro, nem realmente quis ir para a universidade. Eu não gostava muito da escola, conversava muito, me distraia muito facilmente. Eu sou sortudo de ter tido um tutor particular enquanto fazia Harry Potter”

Apesar do nível de seu direcionamento, confiança, e da barba por fazer no queixo, Radcliffe permanece como um garoto e inesperadamente franzino fisicamente.
Seu pai ainda é o seu responsável, que desistiu do seu emprego como um agente literário quando Harry Potter começou.
Filho único que nasceu e ainda vive am Fulham com seus pais – a sua mãe é uma diretora de elenco – ele muda de direção entre a sociabilidade e extroversão de atuar e a solidão na qual ele escreve poesias.
“Quando eu não estou trabalhando, eu sou bastante bom em me motivar. Eu leio muito. Eu escrevo e espero fazer mais, mas não tive nada publicado ainda. Meu maior gasto é com compra de livros. O stress das provas é uma outra questão – eu acho difícil de lidar com isso ao mesmo tempo que atuar.”
Uma pressão que ele nunca irá encarar é a necessidade de ganhar dinheiro. Os filmes do Harry Potter, de acordo com a lista de riqueza do Sunday Times, lhe renderam 14 milhões de libras.
Ele diz que não possui gostos muito caros e é difícil não acreditar nele. Ele está usando calças jeans velhas da Diesel e um par de tênis Dunlop. Seu celular está sendo segurado por fita adesiva “porque ele ainda funciona”.
Ele não possui sonhos de ter Maseratis ou jatos privados, apesar de que é interessado em ouvir sobre um novo tipo de táxi verde, que anda através de eletricidade. Seu site lista várias instituições de caridade que ele apóia pessoalmente e com serviços.
“Meus amigos mais próximos – que tendem a se pessoas que eu conheci através do trabalho, como meu melhor amigo Will Steggle, que foi meu camareiro em Harry Potter – me disse recentemente, ‘Você é abençoado. Você não precisa de se preocupar.’ Eu sei que sou sortudo de receber todo esse dinheiro para fazer o que eu amo fazer.”
Ele teme ser alvo da ganância alheia?
“Meu pai é aguçado. Ele raramente está errado sobre as pessoas. Eu espero compartilhar alguns desses genes. É só quando as pessoas dizem ‘Você sabe, eu não sou seu amigo porque você é o Harry Potter’, que eu sei que eles provavelmente são.”
Ele é igualmente calmo sobre lidar com a fama. “Eu posso ir para shows e ninguém me notar”. Recentemente ele viu o Radiohead e foi para o Reading Festival.
“Boates são mais difíceis, onde as pessoas estão só conversando e bebendo. Eu não me deparei com nenhuma agressão, mas eu acho que isso pode mudar quando eu fizer 18 anos.”
Manter amizades da escola tem sido difícil. Trabalhar com esse tipo de agenda, com 8 a 10 meses do ano em Harry Potter, e agora 16 semanas no West End requer uma disciplina fora da experiência da maioria dos adolescentes.
Ele também está filmando December Boys, dirigido por Rod Hardy, e brevemente irá começar a trabalhar em My Boy Jack, de David Haig, um drama da ITV que se passa na Primeira Guerra Mundial, na qual ele interpreta o filho de Rudyard Kipling.
“Eu não posso largar tudo e sair até tarde se estarei filmando ou ensaiando no dia seguinte. Após um dia como hoje, eu só quero ir pra casa e ir pra cama.”
Radcliffe está “solteiro no momento”, o que vai agradar a horda de garotas de 13 e 14 anos que seguem todos seus movimentos através de seu site.
Ele põe ao rumor de que ele estaria saindo com uma “mulher mais velha” de 23 anos, que era somente uma amiga. “Eu acho que as pessoas ficam chocadas que eu tive namoradas, o que eu já tive, e tendem a pensar que eu sou uma figura como Peter Pan – mas eu definitivamente não sou, eu te prometo!”
Ele espera que seus fãs jovens vão assistir Equus, ou eles devem ser impedidos de verem uma peça tão sombria e adulta?
“Eu não vejo algum motivo para que você não traga crianças porque as pessoas estão tirando as roupas, ou por causa da violência com os cavalos. Mas – e eu não quer insultar a inteligência das crianças – realmente, uma peça sobre a natureza da psiquiatria? Você acha que uma criança de 5 anos estaria interessada?”
Daniel Radcliffe coloca sua jaqueta, coloca um boné abaixo das suas famosas sobrancelhas cabeludas de bruxo, me dá um aperto de mão animadamente.
Um paparazzo solitário está à toa do lado de fora da sala de ensaios durante o dia inteiro. “Eu tenho que admirar a persistência dele. Mas ele acha que eu vou sair daqui pelado? Eu consigo ver porque as pessoas querem imagens de celebridades por se dizer caindo de bêbadas na saída das boates. Mas um garoto ator saindo dos ensaios e sendo levado para casa para seus pais? Eu acho que não.”