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Abertura da peça Equus

A super esperada estréia da peça Equus chegou. Ontem, dia 27 de Fevereiro, aconteceu a primeira amostra do novo trabalho de Daniel Radcliffe, e rapidamente, críticas, vídeos e fotos se espalharam pela internet. Reunimos, nessa notícia, as notícias principais.

Começando pelas resenhas, abaixo você confere um trecho do que o Independent falou sobre a peça.

Ele quer tudo, aquele Daniel Radcliff. Além de ter criado, inquestionavelmente, o melhor papel masculino interpretado por um adolescente em um filme, está estreiando no teatro como o melhor papel masculino feito por um adolescente em uma peça.

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Outro site a se manifestar foi o Yahoo News, e sobre a atuação de Daniel, ele escreveu:

Pela maior parte do tempo, a performance de Radcliffe é segura. Seu tom vocal pode ser um pouco restringido – ele tem uma tendência a expressar a agunstia de Strang através do grito – mas seus olhos vedados e ombros caídos, uma postura defensiva, expressa um jovem ferido e confuso. E quando, finalmente, se solta em seus climáticos 10 minutos de nudez, está emocionalmente livre e atrativo.

Além disso, um vídeo pode ser visto aqui, cortesia da CBS News. Para completar, fotos da peça podem ser conferidas em nossa galeria, basta você clicar aqui, cortesia do Theatre.com. Reparem como o ator Richard Griffiths parece bem mais velho.

Fique ligado em mais notícias sobre a peça Equus.

Editado: Traduzimos o que o Independent tem a dizer sobre a peça. Para lê-la, clique em Notícia Completa.

Editado 2: Agora, é possível ler também a crítica feita pelo Yahoo News. Basta clicar em Notícia Completa.

Ele quer tudo, aquele Daniel Radcliffe. Tendo filmado aquele que é inquestionavelmente o melhor papel de filme para um rapaz jovem, ele está agora fazendo a sua estréia no palco de West End naquele que para o meu dinheiro é o melhor papel de teatro para um rapaz jovem.

Muita atenção tem sido focada nesta longa e tardia reconstituição da peça Equus de Peter Shaffer de 1973. Não é só o ator que interpreta Harry Potter tentando deixar a sua marca no palco de West End. É o ator que interpreta Harry Potter aparecendo nu em uma cena climática de sexo, no entanto para o alivio dos fãs de J K Rowling mundo afora, é uma parte não sem vergonha da narrativa, uma melodrama não sem objetivo.

O papel de um rapaz que cega seis cavalos e revela a razão através de uma série de entrevistas com um psiquiatra, sempre iria ser um rígido teste para Radcliffe de 17 anos de idade. Ele arriscou ser exposto de mais de uma forma. As críticas dos filmes tem sido divididos entre a falta de emoção na cara de Radcliffe ser um requisito para atuar como bruxinho confiante face a adversidade nos filmes de Harry Potter ou um repertoário limitado de emoções.

Em Equus, as exigências são maiores. Alan Strang é um rapaz cheio de paixões reprimidas, culpa e ansiedades, aspirando enganar tanto o seu psiquiatra como a si próprio, tecendo as suas fantasias de devoções religiosas através dos cavalos entregues ao seu cuidado, exprimindo uma paixão por eles que inibe a sua relação com seres humanos, incluindo uma suposta namorada.

Na ocasião, Radcliffe libertou-se bem. Ele não é o mais expressivo dos atores e a sua presença no palco vai levar tempo para evoluir; mas desde o momento em que ele entra no escritório do psiquiatra, joelhos arqueados, olhos encolhidos e cantando rimas chamativas para evitar questionamentos, ele se porta uma figura convincente. Com o passar da noite, há momentos em que ele toca, mesmo que não puxe, os cordões do coração. Alguém se impressiona por esse rapaz porque alguém sente da sua atuação uma repressão prendendo uma reserva de sentimentos prestes a estourarem.

Mas se a produção é bem servida por Radcliffe, ele não é assim tão bem servido pela produção. A diretora, Thea Sharrock, falha muito frequentemente na captura da tensão neste thriller psicológico; partes menores por demais são curiosamente com pouco elenco (apesar de que Joanna Christie como namorada é convincentemente paparicada); o cenário mínimo de quatro blocos num palco vazio ajuda pouco no efeito geral; e é irritante ver os atores reorganizarem os blocos nos momentos de intensividade. Ter duas fileiras da platéia sentada acima da parte detrás do palco é simplesmente distrativo.

Como o psiquiatra, Richard Griffiths comanda o palco como ele sempre faz; mas ele não fez a interpretação que eu esperaria. Uma confiança auto-ridiculativa que foi tão eficiente na History Boys não cai tão bem aqui. Ele, assim como o adolescente que trata, vai numa jornada de auto-descobrimento, descobrindo que ele inveja a paixão do rapaz, inveja a sua capacidade de devoção – tudo isso um contraste do seu casamento suburbano, confortável mas sem sentimento. Eu queria mais introspecção.

Mas nenhuma advertência consegue distrair inteiramente da força que esta peça poderosa e assustadora ainda contêm, ainda mais quando os cavalos estão no palco – atores (guiados pelo ator e dançarino Will Kemp) com as suas cabeças em gaiolas de arame e metal, movendo-se com glória serena enquanto gelo seco sobe pelo palco. Momentos sonhadores e perturbadores.

Traduzida por: José Maria Carneiro
Revisada por: Virág

LONDRES – Hermione, nós não estamos mais em Hogwarts.

Já basta de Harry Potter – as lentes distorcidas e inevitáveis pelas quais a nova produção do Equus de Peter Shaffer vai ser visto. A peça marca a estréia de Daniel Radcliffe, conhecido por milhões como o bruxinho nas adaptações para filmes dos romances best-sellers de J.K.Rowling.

É, como tem sido repetidamente anunciado, uma escolha cega pelo ator de 17 anos. Bem antes da noite de estréia, a mídia já estava noticiando o xingamento, fumo, sexualidade – e, especialmente, a nudez – requerido de Radcliffe.

Um grupo anti-tabagista criticou o ator por acender em cena. Warner Bros., estúdio por trás dos filmes de Harry Potter, emitiu uma declaração negando reportagens de que estivesse descontente com a nova e inquietante imagem de Radcliffe. O estúdio afirmou que considerava Radcliffe um grande colaborador e apoiava as decisões artísticas que ele fazia como ator.

Eu meio que já esperava isso, disse Radcliffe na Terça sobre a controvérsia em relação à cena de nudez na peça. Se eu fosse pensar que ninguém iria falar sobre isso, eu seria muito estúpido.

A publicidade tem ajudado a produção vender ingressos antecipados num valor de $3,1 milhões e atraiu um grupo de famosos – incluindo Bob Geldof, Helena Bonham Carter e Christian Slater – para a apresentação de estréia na Terça no Teatro Gielgud.

A peça, de fato, é uma escolha ousada, mas também sensível para um jovem ator famoso que disse que quer tirar a impressão que as pessoas tem de mim.

Quase adulto, ligeiramente musculoso, exibindo os primeiros sinais de uma barba, Radcliffe está bem situado no papel de Alan Strang, um jovem rapaz estaleiro, mandado para um hospital psiquiátrico após cometer um crime brutal e aparentemente inexplicável – ele cegou seis cavalos com uma ponta de metal.

Na maior parte, a performance de Radcliffe é segura. Seu timbre de voz pode ser um pouco limitado – ele tem a tendência de expressar a angústia de Strang gritando – mas seus olhos encapuzados e sua postura corcunda defensiva convencem um jovem senhor ferido e confuso. E quando ele finalmente se perde nos 10 minutos climáticos de nudez, ele está emocionalmente irrestrito e convincente.

Radcliffe vai de afortunado a estrela em oposição ao infinitamente sutil Richard Griffiths, o inconseqüente tio de Harry, Tio Valter, nos filmes sobre Potter e vencedor do Tony Award no ano passado por The History Boys. Griffiths encena Martin Dysart, o psiquiatra que lentamente desvenda a obsessão do adolescente e começa a invejar a relação intensa e transgressiva dele com os cavalos.

Deixando Radcliffe de lado, a jovem diretora Thea Sharrock dá ao enredo de Shaffer uma peça forte e sensitiva. O próprio enredo se faz sentir ligeiramente auto-suficiente, à medida que Shaffer pinta o redemoinho de um pecador, ao redor do psíquico, quase espiritual e erótico obsessivo de Strang com os cavalos. Equus debutou em 1973 no Teatro Nacional de Londres, antes de uma temporada de sucesso na Broadway estrelando Anthony Hopkins. Richard Burton e Peter Firth estrelaram a versão em filme de 1977.

A produção de Sharrock é econômica e elegante, com o cenário reduzido de John Napier evocando um anfiteatro antigo, estabelecido para o ritual, drama e sacrifício. Os cavalos que são centrais para a história são sutis e brilhantemente retratados por atores usando máscaras e movimentos.

Esta produção vai lotar graças à fama de Radcliffe e à marca desenfreada de Harry Potter. Ela merece fazer sucesso graças a seus próprios méritos. Redcliffe prova que pode mudar, pelo menos temporariamente, as capas de bruxinho.

Equus está em cartaz até 9 de junho. Radcliffe retorna como o bruxo adolescente em Harry Potter e a Ordem da Fênix, estreando em 13 de julho.

Traduzida por: Virág