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Entrevista com Rupert Grint

Em sua turnê pelos EUA para divulgação do filme Driving Lessons, Rupert Grint deu várias entrevistas há alguns dias atrás. Agora, você confere o que Rupert teve para dizer ao Groucho.

G – Qual a maior coisa que você fez para evitar ser reconhecido em público?

RG – (risos) Eu não sei, hum – é bem difici por ter tanto cabelo e ainda mais dessa cor. Isso chama muita atenção. Então é meio dificil de – não, quero dizer. Eu tento bonés as vezes. Quero dizer, eles são sempre legais. E isso nunca fica fora de controle, então. Nunca foi um grande problema.

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Rupert também fala sobre a diferença dos diretores da série, dA Ordem da Fênix, da produção de Driving Lessons, dentre outros. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

RUPERT GRINT
Analizes de Grouxho

Groucho
02 de novembro de 2006

Com apenas algumas peças de colégio em seu currículo, Rupert Grint vergonhosamente ganhou o papel de Ron Weasley nos filmes da série Harry Potter apenas com uma fita de audição apresentando uma RAP que exaltava sua “combinação” e desejo pelo papel. Grint fez um papel no filme “Pum! – Emissão Impossível” também, mas o novo filme Driving Lessons ofereceu a ele a oportunidade de ir atrás de papéis mais adultos. Eu falei com ele na sua parada em Ritz Carlton, São Francisco.

G – GROUCHO
RG – RUPERT GRINT

Groucho – Você se lembra do marco inicial da sua carreira e sempre teve interesse nisso?
Rupert Grint – Sim, eu sempre meio que – Eu fiz algumas peças de colégio. E eu sempre estive envolvido nesse meio. Mas sim, eu sempre tive interesse nisso.

G – Você sabe o que lhe levou a isso?
RG – Eu não sei, na verdade. Quero dizer, ninguém na minha família nunca fez isso – meu pai uma vez foi no canal de vendas, QVC vender coisas. (Risos). Sim, certo.

G – Nas suas próprias peças de colégio imagino que você fazia papéis mais interessantes do que um árvore…
RG – (Risadas). Sim, definitivamente. Foi muito bom participar de uma coisa diferente – até de Ron, mesmo. Foi muito mais, trabalhoso, eu suponho. Porque Ron basicamente está assustado o tempo todo, e foi algo realmente muito bom, algumas coisas diferentes e muito boas de se fazer.

G – Como você descreveria o caráter de Ben (Driving Lessons)?
RG – Ele é bem protegido. Quero dizer, ele é de uma família religiosa, e ele não tem nenhum amigo. Ele é meio solitário. Ele passa por uma boa jornada por isso. E ele sai do esconderijo quando conhece a personagem de Julie Walters, ele muda um pouco, fica mais independente e cresce um pouco.

G – Como você acha que a personagem de Julie Walters o muda?Como ele responde a isso?
RG – Eu não sei. Eu suponho que a primeira vez que eles se conhecem – ela é alguém com o tipo de pessoa que Ben nunca viu antes: ela xinga, ela bebe, ela rouba coisas. E ela apenas – apenas, eu não sei. Eles apenas de alguma forma se dão bem, tem essa estranha amizade. Sim. Sim.

G – E como está a carteira de motorista? Eu soube que você passou no teste.
RG – Sim – semana passada

G – Demorou um pouco para fazer isso, no entanto, deu certo?
RG – (Risos) Sim – foi meu segundo teste. E eu já vinha aprendendo a um bom tempo. Foi como – oh!Eu não sei quantas aulas eu tive. Apenas muitas… Eu sempre gostei de dirigir – é bom.

G – E não é um golpe de publicidade atrasar a sua carteira?
RG – (risos) Não

G – Iria combinar com o filme não?
RG – Sim, com certeza.

G – Como dirigir irá mudar a sua vida? Eu imagino que você ainda não teve muito tempo para pensar nisso, certo?
RG – Claro, bem, porque eu passei recentemente no teste. Mas sim, eu quero dizer, é uma liberdade completa agora. Você pode ir aonde quiser. Eu tenho um carro, também. Eu tenho um Mini Cooper, então acho que muda sim.

G – Eu soube que você quase destruiu a equipe num ponto do filme com o carro.
RG – Oh, sim. Nós estávamos fazendo uma cena. E eu não consegui aprender a dirigir muito. Eu quero dizer, eu fiz umas aulas particulares. Nós estávamos fazendo essa cena onde eu tinha que descer de carro uma parte, estacionar, sair do carro e fazer alguma coisa. E nessa rua – a equipe estava a uns cinco passos da onde eu supostamente tinha que parar. E eu dirigi até lá, sai do carro e de repente o carro começou a andar e indo em direção da equipe. E eu tive que pular lá e puxar o freio de mão. Foi por pouco na verdade…

G – Como você se preparou para esse papel? Eu sei que foi em parte a própria vida de Jeremy Brock. Você pediu a ele mais detalhes sobre suas próprias experiências?
RG – Uh, sim, nós tinhamos algumas – todo o elenco teve alguns ensaios onde nós faziamos leituras. E eu fui a casa do Jeremy, também, e nós fizemos sessões com ele. Ele costumava falar sobre as coisas, e me mostrou fotos dele quando ele era criança. Não, foi muito útil, isso. E então no set, também, ele era muito bom, tipo – muito claro em dar conselhos, porque ele escreveu também. E era sua história. Então foi muito bom os conselhos dele.

G – Um dos temas do filme é como a fé de Ben afeta seu desenvolvimento mesmo. Como você vê isso? De que jeito isso o ajudou? De que jeito o atrapalhou?
RG – Sim, erm. Eu estou tentando pensar – Isso manteve ele no seu esconderijo. A mãe dele não deixa ele fazer nada. Ela é bem super-protetora e meio assustadora (risos). Sim, eu suponho que isso não ajuda muito ele.

G – Você tem algum plano de embarcar numa carreira como ator adulto?
RG – Uh, na verdade não. Eu apenas – quero fazer os próximos dois filmes de Harry Potter. E apenas ver como irá a partir daí. E talvez um dia outra coisa como essa, mais ou menos, porque foi uma ótima experiência.

G – Provavelmente é dificil imaginar a vida pós-Harry Potter, eu imagino.
RG – Eu sei, vai ser estranho quando tudo isso acabar, porque tem sido grande parte da minha vida.

G – Quando você viaja no mundo devido aos filmes e fazendo entrevistas como essa, você consegue fazer coisas como um turista?
RG – Sim, um pouco. Mas eu normalmente não tenho muito tempo. Quero dizer, – eu nunca vim aqui antes, e cheguei aqui ontem a noite. E nós estamos indo embora hoje mais tarde, para Dallas ou algo assim. Então, sim, é uma pena que não temos muito mais tempo.

G – Eu soube que você não se deu bem na escola. Porque você acha que aconteceu isso?
RG – Não sei! Foi – Quero dizer, eu gostava da parte social disso, meus colegas e só. Mas era a parte de aprender; e era apenas isso – eu apenas não achei uma matéria que eu realmente goste – a não ser arte. Eu me dou bem nisso, mas – . Se eu puder fazer qualquer coisa – porque eu posso sempre voltar. Quero dizer, eu fiz meus exames finais, e eu sai quando eu estava com dezesseis anos. Eu posso sempre voltar e fazer um curso novo em alguma coisa, mas eu não posso realmente ver isso. Quero dizer,porque – Eu não sei, apenas realmente não.

G – E você está bem determinado em continuar nos filmes certo?
RG – Definitivamente, sim, quero dizer, eu realmente gosto disso. É bem divertido. É bom.

G – Você tem aspiração por diversificar? Escrever ou dirigir?
RG – Erm, Eu não pensei nisso, realmente. É uma opção, eu suponho, no futuro, mas eu não posso realmente ver isso (risos). Não nese momento.

G – Eu sei que você não pode falar nada especifico, mas você poderia descrever o que o seu último diretor, David Yates, está trazendo para a série?
RG – Sim, ele é bem diferente, na verdade, dos outros. Ele é mais relaxado, e muito mais calmo…que os outros que nós tivemos. Eu acho, ele é muito bom e nos deu muito mais liberdade essa vez. Nos deixou fazer nossas próprias coisas… o que é bom. Não, é muito bom, na verdade. Nós temos um novo roterista, também [Ed. Michael Goldenberg], que nos deu uma diferente impressão. Então será definitivamente interessante esse.

G – Eu estou muito curioso em relação a cultura no set do Harry Potter. Eu sei que pode mudar baseado no diretor. Os atores ajustam o humor quando muda o diretor?
RG – É bem impressionante como cada diretor traz sua própria atmosfera para o set. Mike Newell era bem engraçado, porque ele é louco. Ele fez o quarto filme, e ele não se importava com o que dizia nem um pouco – nos xingava se nós faziamos algo errado, gritava com a gente. Ele era muito engraçado. E óbviamente Chris Columbus foi ótimo para os dois primeiros, e Alfonso é louco – nós tivemos alguns muitos bons, na verdade. Sim, então foi bom.

G – Quando as câmeras não estão gravando, você tem tempo para andar com outros atores, ou você fica escondido no seu trailer? Como é isso?
RG – Bem, Eu tenho, um – yeah, mas, agora que eu terminei o colégio, eu tenho mais tempo fora do set. E eu tenho um ótimo camarim lá. Eu tenho ping–pong, piscina e TV e – sim, eles sabem onde eu estou, no meu camarim, então é ótimo.

G – Qual a maior coisa que você fez para evitar ser reconhecido em público?
RG – (risos) Eu não sei, hum – é bem difici por ter tanto cabelo e ainda mais dessa cor. Isso chama muita atenção. Então é meio dificil de – não, quero dizer. Eu tento bonés as vezes. Quero dizer, eles são sempre legais. E isso nunca fica fora de controle, então. Nunca foi um grande problema.

G – Esse filme é sobre lições, e você aprendeu suas lições com Julie Walters, que interpreta sua mãe em Harry Potter. Que tipo de lições de atuação você aprendeu trabalhando com pessoas como Julie Walters ou Robbie Coltrane ou o melhor ator britânico com quem você trabalhou?
RG – Sim, sim. Eu não sei realmente. Eu quero dizer, eu realmente não – eles não te ensinam nada partircularmente. É apenas muito bom trabalhar com eles. É bem impressionante, o tipo de pessoa que trabalha em Harry Potter. Erm. Mas não, é apenas muito bom trabalhar com eles. Trabalhar com Julie Walters de novo foi demais, porque ela é muito engraçada e muito legal.

G – Você nunca observou métodos que eles usam, ou você trabalha com um técnico de atuação? Qual o seu tipo de método de atuação?
RG – Eu não sei, realmente. Eu suponho que de uma forma faço sim. Você está sempre assistindo o que eles estão fazendo isso. Não. É bem interessante. Não, mas nos primeiros, nós tinhamos, como, um técnico de voz, no primeiro, segundo e terceiro. Sim, então isso nos ajudou um pouco então.

G – E você planeja alguma vez cruzar as barreiras de novo?
RG – Erm, não sei. Quero dizer, eu apenas experimentei uma vez isso em uma pequena escala, então seria uma experiência totalmente diferente, eu acho, em um estágio grande. Mas não sei. Sim, quero dizer, definitivamente – é uma grande alegria fazer isso, isso lhe dá uma boa dor de cabeça, mas sim, talvez isso é algo pro futuro. Eu sei que Dan está para fazer uma grande peça em Londres.

G – Equus
RG – Sim

G – Tudo bem, bem…muito obrigado.
RG – Legal.

Tradução de Roberta Escher
Revisão de Helena Alves