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David Thewlis fala sobre a OdF

O ator David Thewlis (Remo Lupin) deu uma entrevista recentemente ao metro.co.uk, na qual fala um pouco sobre como é trabalhar na série, e sua expectativa para o próximo filme. O trecho em que é citado Harry Potter, você confere abaixo.

M: Como o trabalho está indo no próximo filme de Harry Potter?
DT: Na verdade está quase terminado.
M: É divertido fazer parte de algo que tem um enorme acompanhamento internacional?
DT: Eu amo trabalhar em Harry Potter. É como uma grande família, todos se conhecem muito bem e temos trabalhado juntos por tanto tempo nesses filmes. Outra coisa boa é saber que você será visto, que isso estará nos cinemas. Isso nem sempre acontece quando se faz filmes. Você sabe que milhões de pessoas assistirão.
M: Você acha que Harry Potter morrerá no último livro e filme?
DT: Eu acho que Dan Radcliffe pensa isso mas eu não tenho tanta certeza. Eu não consigo imaginar JK Rowling matando Harry.

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Thanks HP4.

60 Segundos: David Thewlis

Graeme Green – Quarta-Feira, 1 de Novembro, 2006 David Thewlis apareceu no filme com papel perturbador em Mike Leigh’s Naked. Antes disso, ele trabalhou em TV shows como A Bit Of A Do. Ele apareceu em Kingdom of Heaven e Instinto Selvagem 2, e faz o Professor Lupin nos filmes de Harry Potter. Sua parceira de longa data é Anna Friel, com quem tem uma filha. Seu mais recente filme, um remake de The Omen (A Profecia), saiu agora para DVD.

Você já era um fã dos filmes originais de A Profecia?

Sim, eu era. Tenho sido um grande fã desses filmes. E depois, me tornei amigo de Richard Donner, que dirigiu o filme original, e fiz um filme com ele – um filme não muito bom – chamado Timeline (Linha do Tempo). Ele passou a ser um amigo.

Você ficou nervoso por fazer tal classico?

Não, eu não posso dizer que fiquei preocupado ou nervoso, Eu não sou uma dessas pessoas que são contra fazer remakes. Eu achei que isso seria válido prar reinterpretar o filme. Eu na verdade recebi uma ligação de Richard Donner – o diretor da versão original – sobre algo completamente diferente e eu disse: “Tenho uma confissão a fazer. Estou fazendo o remake” mas ele aceitou numa boa.

O que vocês queriam manter do original?

Nós queríamos que o filme inteiro continuasse com o poder que ele teve orginalmente, embora fosse muito mais fácil chocar naquele tempo.

Qual sua impressão sobre os recentes remakes de filmes?

Eu achei A Fantástica Fábrica de Chocolate terrível. Sou um grande fã de Johnny Depp e Tim Burton, então eu não sei o que deu errado no filme. No entanto eu gostei de The Manchurian Candidate (Sob o Domínio do Mal). Esse remake realmente funcionou.

Você cobriu religião e profecias antes de Naked. Esses são assuntos que você tem um interesse particular?

Só por um ponto de vista novelesco. Eu não acredito em tais coisas. Eu li muito para Naked porque era algo que meu personagem estava envolvido, então eu mergulhei no assunto. Algo disso é visto em A Profecia mas é apenas coincidência.

Você faz muitos papéis sombrios. Você acha que existe alguma coisa que os agentes de elenco vêem em você que é sombrio ou estranho?

Talvez eu seja bom em expressar isso. Eu sou bastante requisitado para personagens religiosos, bons e maus, como em Kingdom of Heaven. Em Seven Years in Tibet, eu faço um budista. Mas eu definitivamente não sou religioso. Não sei o que é isso. Talvez subconscientemente os diretores têm me visto sobre Deus e o Demônio antes nos filmes, como em Naked. Eu sou atraído para qualquer personagem que seja bom, verdade. Geralmente, se você estiver conversando sobre alguma coisa como isso, parece ser um pouco mais interessante, porque o que você está conversando tem um pouco mais de substância. É mais interessante do que simplesmente fazer um detetive, o que é um pouco chato. É bom fazer alguém com uma agenda ou algum tipo de filosofia – isso torna o diálogos mais interessantes.

Existe uma ligação em se fantasiar como uma criança e atuar?

Não acho que exista nenhuma diferença. É o mesmo que você fingir que é um jogador de futebol, um soldado ou um cowboy. Particularmente nos filmes de Harry Potter, quando você sai por aí com uma agulha de tricô na mão fingindo que isso é muito perigoso. É um pouco estranho. Eu e Gary Oldman, quando estávamos fazendo o Prisioneiro de Azkaban, olhávamos um para o outro e dizíamos: “Que diabos estamos fazendo?” Estávamos andando por aí com uma agulha de tricô como se isso fosse Magnums [ um tipo de arma]. Isso realmente pareceu como se estivéssemos nos fantasiando como as crianças fazem.

Como o trabalho está indo no próximo filme de Harry Potter?

Na verdade está quase terminado.

É divertido fazer parte de algo que tem um enorme acompanhamento internacional?

Eu amo trabalhar em Harry Potter. É como uma grande família, todos se conhecem muito bem e temos trabalhado juntos por tanto tempo nesses filmes. Outra coisa boa é saber que você será visto, que isso estará nos cinemas. Isso nem sempre acontece quando se faz filmes. Você sabe que milhões de pessoas assistirão.

Você acha que Harry Potter morrerá no último livro e filme?

Eu acho que Dan Radcliffe pensa isso mas eu não tenho tanta certeza. Eu não consigo imaginar JK Rowling matando Harry.

Você já trabalhou em filmes que achou um lixo?

Sim, muitos. The Island of Dr Moreau é um bom exemplo. É um filme terrivelmente sangrento. Isso estava fora de controle quando eu cheguei para fazê-lo – Marlon Brandon, Val Kilmer e John Frankenheimer estavam todos pulando nos pescoços uns dos outros. Ninguém queria fazer o filme e ninguém realmente entendeu do que aquilo se tratava. Foram cinco meses de besteira. No entanto esse filme é uma fonte de boas histórias. Me aproximei muito de Marlon Brandon e posso contar a meus netos que o conheci muito bem, então eu não me arrependo disso.

Como foi ter passado um bom tempo com Marlon Brandon?

Ele tinha mais presença do que qualquer pessoa que conheci ou posso imaginar. Era estranho trabalhar com ele, porque nós improvisávamos coisas e ele rapidamente saía do assunto e improvisava algo que não tinha nada a ver com o filme. Deve haver centenas de metros de filme de nós conversando besteira. Foi um grande prazer conhecê-lo. Ele era muito gentil comigo.

Como você classifica Instinto Selvagem 2 sendo filme?

Eu acho que não funcionou muito como filme. Pessoalmente, fazendo isso, foi principalmente apenas eu e David Morrissey trabalhando juntos. Eu não tinha muito o que fazer com Sharon Stone – nada a declarar. Pessoas perguntavam: “Ela é mesmo dificil?” e eu dizia: “Pra ser sincero, eu nem cheguei a conhecê-la.” Eu tive uma cena com ela e ela estava perfeitamente bem. Acho que o projeto foi um fracasso. Eu tinha muita bagagem anexada antes disso ser lançado. Eu acho que o diretor, Michael Caton-Jones, poderia me perdoar por dizer isso porque eu não acho que ele tenha pensado que o filme funcionou. Mas eu tive boas risadas fazendo esse filme e trabalhando com Michael e David, que são pessoas fantásticas.

Você e Anna não saem por aí como outros casais famosos. Isso é algo que vocês definitivamente evitam?

Sim, nós não saímos muito e nós tentamos não fazer isso. De um modo geral, isso é o que nós preferimos. Ou, muitas vezes, Eu vou aparecer fora das fotos. Obviamente, se saímos, seremos fotografados juntos mas geralmente eles só querem fotos da Anna, então vocês só verão minha mão.

Traduzido por: Felipe Mazzaro