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Entrevista com Rupert Grint e Julie Walters

Recentemente Rupert Grint e Julie Walters concederam uma entrevista ao Film Focus.
Na entrevista os atores falaram sobre seu novo filme, Driving Lessons.

Film Focus: Rupert, tendo crescido em Potter, esse filme parece uma escolha bem corajosa porque nem tudo está na mesma escala. Foi isso uma parte da atração?

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Rupert Grint: Definitivamente, sim. Era simplesmente tão diferente dos filmes de Harry Potter. É um orçamento muito menor, é uma equipe menor e não tem nenhuma tela azul, efeitos especiais ou criaturas ou qualquer coisa parecida com isso! Isso foi definitivamente uma das razões para que eu quisesse faze-lo e foi muito bom fazer alguém que é meio que um pouco diferente. Fazer Ron – mesmo que eu ame – por seis anos realmente fica um pouco repetitivo. Foi muito bom fazer outra pessoa.

Confira a tradução completa da entrevista, clique aqui.

Entrevista Exclusiva com Rupert Grint e Julie Walters – Driving LessonsEntrevista feita por Joe Utichi para o Film Focus

Traduzido por Frede Oliveira Duarte

Tinhamos nos sentado por dificilmente um segundo com Rupert Grint, que fez 18 anos uma semana antes, quando Julie Walters se juntou a nós, sorri para sua co-estrela e amigo e nos dá o olhar maligno, perguntando a ele se nós estavamos tratando-o bem. Assegurado que nós tinhamos acabado de chegar, nos livramos de uma enrascada, por enquanto, e aproveite um bate-papo com dois dos melhores atores da Grã-Bretanha.

FF: Como tudo está indo hoje?

Rupert Grint: É, está bem.

Julie Walters: Está tudo bem, não está? Exausta, mas então… isso é porque eu sou velha!

FF: É bom estarem reunidos?

RG: É.

FF: Vocês parecem estar passando todo o tempo juntos esses dias…

JW: Sim, nós estamos ficando noivos! Você não sabia?!

FF: Para Driving Lessons, então; vocês sabiam que ambos estavam envolvidos quando se alistaram?

JW: Eu sabia que Rupert estava.

RG: Eu havia ouvido rumores que eles queriam ela e isso me chamou bastante a atenção. É bem assustador entrar em um novo set. Eu estou acostumado com a mesma equipe e as mesmas pessoas por mais de seis anos nos filmes de Harry Potter. Esta é a primeira coisa que fiz fora deles, na verdade, e era bom ter um rosto conhecido no set.

FF: Você foi a mãe protetora no set?

JW: Sim, então você que não mexa com ele!

Você realmente se sente um pouco assim. É estranho mas você realmente sente que Rupert e os outros – os gêmeos e a pequena Gina e tudo – você realmente os sente um pouco como filhos. Um pouco!

FF: Foi uma mudança difícil de Sra. Weasley para Dame Edie nesse filme?

JW: Na verdade não; a Sra. Weasley é bem pequena. E o roteiro era diferente, então você não chegaria lá.

FF: Rupert, tendo crescido em Potter, esse filme parece uma escolha bem corajosa porque nem tudo está na mesma escala. Foi isso uma parte da atração?

RG: Definitivamente, sim. Era simplesmente tão diferente dos filmes de Harry Potter. É um orçamento muito menor, é uma equipe menor e não tem nenhuma tela azul, efeitos especiais ou criaturas ou qualquer coisa parecida com isso! Isso foi definitivamente uma das razões para que eu quisesse faze-lo e foi muito bom fazer alguém que é meio que um pouco diferente. Fazer Ron – mesmo que eu ame – por seis anos realmente fica um pouco repetitivo. Foi muito bom fazer outra pessoa.

FF: Deve haver mais oportunidades de explorar o personagem, também…

RG: É, é um papel bem maior, eu suponho. Isso o faz ser um pouco mais assustador porque há muito mais responsabilidade, eu acho, mas foi simplesmente uma ótima experiência e eu amaria fazer mais coisas assim.

FF: Vocês chegaram a se conhecer mais do que vocês iriam nos filmes de Harry Potter? Existe mais ligação?

JW: Existe, porque é um filme mais íntimo. É basicamente os dois, e então Rupert e sua família. Nós passamos mais tempo juntos e as partes são mais exploradas emocionalmente do que são em Potter.

FF: Você parece ter uma imensa diversão interpretando Dame Edie.

JW: Foi muito divertido. Comestível, na verdade. Eu adoro os xingamentos! É muito libertador; a coisa toda. Foi um papel libertador, realmente, porque ela é tão liberada e liberal!

FF: Você conhece pessoas como Edie?

JW: Além de mim mesma? *risos* Partes dela em pessoas, sim, mas não totalmente. Ela não é baseada em ninguém particularmente. Você não pensa, “Oh eu vou usar isso de tal e tal,” ou, “Eu vou usar isso de outra pessoa,” você só lê e diz, “Ela pensa assim.” É um sentimento maior do que qualquer coisa dita cientificamente. É difícil dizer de onde ela vem nesse sentido.

FF: É divertido interpretar uma atriz?

JW: É fabuloso interpreter uma atriz. É agradável fazer um ator. Porque você não está passando por seu inferno de atriz então é bem agradável interpretar isso e olhar isso e rir com isso, você sabe.

FF: Você já foi atacada por medo de palco?

JW: Todo mundo já. Eu não conheço um ator – especialmente da minha idade – que nunca passou por um, “Oh droga, eu vou esquecer minhas falas!” É muito comum.

FF: Sem esquecer suas falas aqui, no entanto?

JW: Não, mas filme é diferente. Não é estar em um palco com um público onde você não pode parar. É daí que vem o medo da Edie. Você tem isso algumas vezes em filmes quando você está dando grandes discursos, mas geralmente falando não é tão aterrorizador como seria no palco.

FF: Qual é sua mídia preferida?

JW: O palco, realmente. O palco é o mais excitante. Filmes são bons, porque é como uma família.

FF: Rupert; você aprendeu muito dessa maravilhosa atriz aqui?

JW: *risos* Oh, não pergunte isso a ele!

RG: Eu acho que sim, é!

JW: Você terá certeza depois, não terá! Rupert é ótimo. Isso é óbvio. Ele é fantástico e é muito bom nisso. Eu acho que ele foi ótimo ele ter feito isso.

RG: Novamente, essa foi uma das razões para eu ter feito o filme também, porque obviamente eu havia trabalhado com Julie antes e isso só faz ser melhor.

FF: Ela te tentou a fazer algum trabalho de palco?

RG: Eu não sei realmente. Eu sei que Dan Radcliffe está fazendo alguma coisa bem grande lá, mas eu não sei. Eu não tive muita experiência com palco, além de algumas peças escolares, mas talvez depois.

FF: Você parece estar entusiasmado, pelo menos, para continuar atuando além do fim dos filmes de Potter…

RG: Sim, eu suponho. Eu definitivamente quero seguir com os filmes de Harry Potter e fazer os últimos dois. Eu quero continuar a fazê-los porque eu realmente me divirto com eles. Agora que terminei a escola eu não tenho realmente nada mais para fazer então espero que possa continuar atuando!

FF: Agora uma pergunta tola, mas sensata; Julie , porque você ainda não é uma Dame?

JW: *risos* O que, como em um teatro mudo?! Como eu poderia responder isso! Eu não sei! É irrespondível!

FF: Você parece estar tentando se ajustar nesse filme!

JW: Não, não! Não estou incomodada com esse tipo de coisa; Eu não entrei no ramo para ganhar prêmios ou títulos. Eu simplesmente amo atuar. Mas… Eu sou muito jovem! Pelo amor de Deus!

FF: Pela virtude do fato de que você está sempre interpretando personagens mais velhos, nós estamos imaginando por que você não está endereçando cartas para Dame, Julie!

JW: Eu tenho interpretado personagens mais velhos desde os meus vinte anos, é verdade! Eles aparentam serem ótimos para mim, personagens mais velhos. E Victoria Wood é responsável por isso! Foi quando isso começou; Eu amava interpretar mulheres mais velhas então ela escreveu vários papéis de mulheres mais velhas para. Eu as acho muito mais interessantes. Minha avó viveu conosco por um tempo muito curto enquanto eu era criança e acho que é provavelmente por isso. A incontinência, a raiva, todos estavam lá!

E pessoas mais velhas tendem a ser levemente mais excêntricas, também. Eles podem se comportar do jeito que querem; parece que quando você chega a uma certa idade você quase que te dá permissão para portar-se mal e dizer o que pensa. As pessoas permitem; especialmente com pessoas muito velhas. É como quando Spice Milligan tirou um prêmio de aquisição de uma vida inteira do Príncipe Charles. Charles deu esse terrível discurso emotivo dizendo como Spike Milligan era maravilhoso, e quando ele veio para pegar o prêmio ele disse “Canalha manhoso!” De jeito nenhum alguém ficará ofendido por ele dizer isso.

FF: Há mais coisas “em estoque” com Victoria?

JW: Não, no momento não. Ela está ocupada dirigindo Acorn Antiques no norte no momento. Foi muito divertido fazer aquilo quando era em Londres então eu espero que tenha mais no horizonte.

FF: Eu tenho que perguntar sobre um certo filme que estará sendo lançado em breve para vocês dois – Ordem da Fênix. Julie, você já fez sua parte nele agora?

JW: Já está terminado. Foi só aproximadamente dez dias.

FF: Estamos desesperados para saber se a cena do bicho papão com a Sra. Weasley conseguiu entrar na programação de filmagens!

JW: Eu não posso dizer! Eles não deixam!

FF: Foi bom estar de volta de qualquer jeito tendo pulado o quarto filme?

JW: Eu sei, eu não estava lá. Os garotos Weasley me mandaram um cartão postal, você se lembra?

RG: Sim! *risos*

JW: Ele dizia, “Nós sentimos sua falta; Papai não consegue nos controlar!” *risos*

FF: Ron aparece um pouco mais nesse filme…

RG: É, está indo muito bem na verdade. Nós quase terminamos; só temos alguns meses restantes. Temos um novo diretor dessa vez e tem sido muito divertido. Ele é exagerado e realmente diferente dos outros que tivemos. Eu definitivamente quero fazer os outros dois, mas nada oficial ainda; eu realmente quero descobrir o que acontece no sétimo livro.

FF: O que você tem por vir além de Potter, Julie?

JW: Por vir eu tenho a adaptação de Philip Pullman do The Ruby and The Smoke com Billie Piper. É um filme de noventa minutos da BBC para o Natal.

E então na primeira parte do próximo ano tem Becoming Jane que é um filme sobre Jane Austen e eu faço sua mãe. É realmente muito interessante e ela foi uma mulher extraordinária; conseguir realmente viver como escritora naqueles dias – solteira – era simplesmente raro.

Nós descobrimos muito sobre sua mãe. Ela era um pouco escritora, também, e eles tinham muitos filhos; nove crianças. Eles obviamente estavam loucos para ela se casar, interessantemente, e não para ser uma maldita escritora. É sobre isso e como ela consegue se fazer um sucesso. É um pouco como Orgulho e Preconceito em um sentido; você pode ver de onde os romances vieram.

FF: Pelo o que eu sei sobre ela parece que há muito dela em seus livros.

JW: Oh sim, absolutamente.

FF: Quem faz Jane Austen?

JW: Anne Hathaway. Eu sei! Ela na verdade está maravilhosa nesse filme. As pessoas acham que é uma escolha estranha, mas ela é brilhante. Eu ainda não vi O Diabo Veste Prada, mas eu ouvi que é ótimo. Ela é uma ótima, ótima atriz, e eu espero que ela se de muito bem.

FF: Então você já os filmou? O que está por vir em termos de produção?

JW: Bem eu tenho um romance pra sair em Outubro. Eu tenho que fazer uma turnê do livro! Chama-se Maggie’s Tree e é sobre algumas atrizes que vão a Nova York para visitar uma outra atriz que está trabalhando lá. Uma delas está nos últimos estágios de um colapso e em algumas horas de suas chegadas em Nova York ela desaparece. Ela perdeu contato com a realidade, na verdade. Ela eventualmente é buscada por um homem em um bar no meio da noite e é sobre o que acontece entre eles; ele a leva de volta para seu apartamento e é sobre o que acontece e sobre o que são os projetos dele. É comandado pelos personagens então é sobre o que acontece com as outras pessoas procurando por ela também.

Eu tenho escrito por um longo tempo e eu escrevi algo anos atrás que deveria ser lançado, mas minha filha estava doente e eu não queria fazer a publicidade. Então eles me perguntaram se eu consideraria escrever alguma outra coisa ao invés e eles sugeriram fazer um romance então eu disse q daria uma chance.

É um pouco amedrontador, pois eu acho que expõe muito de modos estranhos. Eu não achei enquanto estava escrevendo, mas é muito íntimo.

FF: Muitos escritores dizem que se colocam em seu trabalho sem perceber.

JW: É como atuar nesse sentido. Criá-los foi como atuar e criar suas vidas e eu amei; era como ser Deus! É revelador e expositor de certo modo e não tenho certeza por que. E eu não sei como grande parte dele apareceu, também. Os personagens têm uma vida própria e eu não posso acreditar que eles não estejam lá fora; é estranho.