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“Pottermania” na Folha Teen

Na Folha de S. Paulo, Folha Teen do dia 13, foi públicado duas reportagens interessantes sobre “Pottermania”. Uma das reportagens é sobre os dubladores de Harry Potter; Caio César Melo, Charles Emmanoel e Luisa Palomanes (respectivamente Harry, Rony e Hermione), que assistem os filmes antes de todos e contam sobre a experiência de dublar a saga.

“Eles querem saber mais sobre a gente, perguntam como é fazer a dublagem. Eu até fiquei amigo de alguns pelo MSN” diz Charles

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A outra reportagem é sobre Anna Buarque, jornalista responsável pela Rocco de responder cartas e dúvidas dos fãs de HP.

“Geralmente, eles lêem as duas versões: em inglês, que sai antes, e em português. Daí, começam a questionar as traduções, mas a maioria entende as opções feitas pela Lia Wyler [a tradutora] depois que eu explico.”

Para conferir as reportagens na íntegra, clique aqui.
Se alguém quiser nos enviar scans da matéria ficaríamos agradecidos!
Obrigada pela dica, Mena.

Confira abaixo as reportagens do Folha Teen: As vozes dos bruxos e Querido Harry.POTTERMANIA

As vozes dos bruxos

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Eles assistem aos filmes de Harry Potter antes de todo mundo e ainda por cima recebem para fazer isso; conheça os dubladores do protagonista da série e de seus companheiros Rony e Hermione
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LETICIA DE CASTRO
DA REPORTAGEM LOCAL

Caio César Melo, Charles Emmanoel e Luisa Palomanes realizam o sonho de muitos adolescentes. Além de assistir às aventuras de Harry Potter e sua trupe muito antes de os filmes estrearem no mundo, eles ainda vivem as peripécias dos bruxinhos aprendizes.
Dubladores profissionais e experientes, apesar da pouca idade (os meninos têm 17 e Luisa, 19), eles fazem as vozes respectivamente de Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger, em todos os filmes.
No próximo dia 23 o DVD do último longa, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, chega às lojas, e o público brasileiro poderá conferir novamente o trabalho do trio.
Mesmo atuando atrás das câmeras e tendo seus nomes veiculados apenas no final dos créditos rapidamente, os dubladores têm de lidar com o assédio do público.
Eles já participaram de encontros de fãs, onde deram palestra, autógrafos e até tiraram fotos. “Eles querem saber mais sobre a gente, perguntam como é fazer a dublagem. Eu até fiquei amigo de alguns pelo MSN”, conta Charles.
“Dizem que eu tenho muita sorte de viver o Harry Potter, mas eu digo que eu não sou o Harry, só a minha voz”, completa Caio César, que não se considera tão tímido e introvertido quanto o bruxinho.
Já Luisa teve até de sair do site de relacionamentos Orkut por conta do assédio exagerado dos fãs. “Acho legal quando admiram o trabalho, mas não gosto de invasão de privacidade”, diz a dubladora.
Além dos pottermaníacos, há também o assédio dos amigos. Luisa precisa driblar a curiosidade da turma, que costuma perguntar o que vai acontecer com os personagens nos próximos livros ou como será o próximo filme. “Não tenho a menor idéia. Pego o script com as minhas falas na hora.”

Surpresa
Hoje eles são provavelmente os brasileiros que têm mais intimidade com os personagens da série, mas, há cinco anos, antes de o primeiro filme ter sido lançado, nunca tinham ouvido falar de Harry Potter.
“Eu achei que seria um filme infantil normal, não sabia do sucesso”, diz Luisa, que, até hoje, não leu nenhum livro de J.K. Rowling. Ela só se deu conta da mania em torno da série quando o filme estreou e as filas dos cinemas ficavam lotadas de crianças usando fantasias das personagens.
Caio e Charles também não conheciam a série antes de serem convocados para os testes, mas leram o primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, quando começaram o trabalho.
O processo de trabalho de dublagem do longa é rápido para os garotos. Cada dublador grava separadamente suas falas.
Caio, que tem o maior número de falas, demora dois dias para concluir sua parte, dedicando seis horas por dia ao trabalho.
O primeiro passo é assistir à cena em inglês, prestando atenção na interpretação do ator, entonação e emoção.
Em seguida, assistem novamente à cena, ensaiando a fala em português. Depois, assistem pela terceira vez, gravando o texto.
Mas as cenas difíceis podem ser repetidas várias vezes, até o resultado ficar bom. “No segundo filme, há algumas cenas em que o Harry fala uma língua de cobra. Fiz o mais próximo do original, imitando o que o Daniel Radcliffe falava. Tive de ver várias vezes até conseguir”, conta Caio.
Entre tantas aventuras vividas pela trupe de Hogwarts, o quadribol é o mais invejado pelos dubladores. “Sempre bate uma vontade de saber como seria”, diz Caio. Até Luisa tem curiosidade. “Queria voar na vassoura e jogar suspensa no ar”, afirma.
Com tanto tempo de “convivência”, (o primeiro filme é de 2001), eles sentem falta dos personagens na entressafra de lançamentos. “Acabei me apegando. Estou doido para chegar o quinto filme”, explica Caio.
“É bom porque a Hermione cresce comigo, a gente tem o temperamento parecido”, diz Luisa.

— Abaixo a segunda matéria, sobre as respostas da editora Rocco

POTTERMANIA

Editora que publica os livros do bruxo mantém funcionária para responder dúvidas enviadas por leitores de J.K. Rowling

Querido Harry

MARCELO BARTOLOMEI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Qual o monstro mais assustador do mundo bruxo? Será que um dia Harry Potter vai namorar Hermione? Quando sai o novo livro? Responder a perguntas como essas virou rotina na editora Rocco, que publica a série da autora britânica J.K. Rowling no Brasil.
O número de mensagens é tanto -de outubro de 2003, quando o site em português foi lançado (www.harrypotter.rocco.com.br), até a semana passada, somavam quase 11 mil-, que a editora decidiu manter uma funcionária só para responder às questões dos fãs da série (as perguntas estão todas, com suas devidas respostas, no site acima).
Quando o sexto livro, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, foi lançado, o mês bateu recorde de mensagens recebidas. Em novembro do ano passado, foram lidos e respondidos 622 e-mails.
Anna Buarque, 29, jornalista de formação, é a coordenadora de conteúdo do site dedicado aos pottermaníacos na editora. É ela quem cuida das ações promocionais e também das informações que circulam por aqui sobre o bruxinho.
Boato não falta. O que mais repercutiu foi sobre a suposta notícia da morte do protagonista no último livro. Como ninguém confirma tampouco nega, a polêmica continua gerando discussões entre os leitores.
“O pico é no lançamento e dura uns dois meses. Fiz vários amigos, que falam comigo regularmente sobre os livros. Eles têm dúvidas sobre as traduções, querem esclarecer as notícias que lêem por aí e até perguntam minha opinião”, conta a jornalista.
Segundo Anna, a produção do livro é cercada por tão forte segurança que nem sempre suas informações são mais exclusivas do que as divulgadas em sites de fãs. Ela mesma busca informações no site da autora (www.jkrowling.com) ou em informações internas que circulam entre os agentes literários.
De acordo com ela, os leitores de Harry Potter são exigentes. “Geralmente, eles lêem as duas versões: em inglês, que sai antes, e em português. Daí, começam a questionar as traduções, mas a maioria entende as opções feitas pela Lia Wyler [a tradutora] depois que eu explico.”
Alguns leitores se identificam; outros não. Uns enviam originais de livros escritos por eles próprios; outros escrevem apenas para um bom papo. “Tem gente que escreve como se estivesse falando com o Harry.”
“É um leitor antenado e que procura informações enquanto o novo livro não vem [o novo Harry Potter deve ser lançado em 2007]”, diz a editora, que também aproveita para dar dicas de leitura aos fãs do bruxo.
Entre elas, a série “Eragon”, uma trilogia sobre a amizade de um dragão fêmea com um menino; os livros do escritor Darren Shan, que se apresenta como vampiro; e os de Neil Gaiman, que não costuma tratar criança como criança.
Se animou? Escreva também para Harry: harrypotter@rocco.com.br.