J. K. Rowling

JK: Minha luta para salvar crianças em cativeiro

JK Rowling, a escritora mais famosa do mundo recentemente participou de vários eventos a convite das autoridades Europeias para ajudar a acabar com a prisão de crianças em camas nos hospitais psiquiátricos.

Para conferir a matéria, que é bastante interessante e mostra um outro lado da personalidade de JK, clique aqui.

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Obrigado ao Rafael e LGuto pela tradução.

JK ROWLING
Tradução: Rafael Fontenelle

JK Rowling: Minha luta para a salvação das crianças mantidas em cativeiro
JACK GRIMSTON

Uma das escritoras mais bem sucedidas do mundo, JK Rowling, escreveu sobre sua campanha para dar fim ao escândalo das crianças mantidas em gaiolas em hospitais psiquiátricos da Europa oriental.

A escritora dos livros de Harry Potter está para visitar as vítimas dessa política após aceitar um convite de oficiais Tchecos.

Hoje Rowling revelou pela primeira vez toda a extensão de sua campanha, que ela começou logo após ler um artigo sobre o escândalo no The Sunday Times em 2004. No News Review, ela descreve como uma figura de Vasek Knotek prendeu sua atenção, com um menino numa casa de apoio perto de Praga, cujo rosto era mostrado numa cama rodeada por uma grossa tela.

Rowling pensou: “Se você lê o artigo e ele é tão ruim quanto a foto, então você precisa fazer alguma coisa sobre isso”.

Quando ela leu a denúncia, o impacto foi imediato. Para ela, o “único terror insuportável”, escreve, “é ser encarcerado num espaço extremamente pequeno”.

“Eu rasguei fora o artigo, com medo de perdê-lo, ainda que ele tenha sido a coisa mais perturbadora que eu já tinha lido em minha vida. No dia seguinte, eu fiz 50 cópias da páginas comecei a escrever cartas”.

A campanha de Rowling não se desenvolveu facilmente. Ela teve que combinar seus esforços com o trabalho com inúmeras outras causas de caridade, e ainda seus papéis de mãe e escritora. Ela admite que seu desejo de ajudar as crianças enjauladas a levou a parar de dar de mamar à seu terceiro filho um pouco precocemente, quando ela viajou a Bucareste no mês passado.

Ela foi até lá para lançar uma campanha chamada “Children’s High Level Group”, que lutará para que haja melhora nos direitos das crianças. Suas causas incluem aquelas das crianças em hospitais psiquiátricos, terminando no que Rowling chama de “aceitação cultural largamente difundida, e até mesmo encorajada, do abandono às causas das crianças com deficiências físicas e mentais”.

Muitas família britânicas já adotaram crianças romenas, mas o governo da Romênia declarou a proibição dessa prática, apesar das pressões do oeste. Rowling reconhece que “essa é uma questão que ronda, e deixa os nervos à flor da pele”.

No artigo de hoje, Rowling, que está comprometida na escrita de sétimo e último livro de Harry Potter, escreve sobre as crianças e adolescentes “excepcionais” que ela conheceu, e que passaram pelo método de cuidado da Romênia. Ela descreve como ela achou um bebê abandonado, deitado totalmente sem energia num hospital.. “Eu toquei levemente sua bochecha com um dedo, e ela continuou olhando reto. Mas quando eu estava prestes a deixá-la, ela olhou em volta e deu um sorriso inesperado. “Rowling ficou tão chocada que ela sentiu como se ela tivesse um ovo mal cozido em sua garganta”.

As condições das crianças da Romênia, diz Rowlling, já melhoraram enormemente desde a queda do regime comunista, em 1989. Mas ela escreve “Ainda há muito trabalho a ser feito lá – mais de 30,000 crianças continuam sob cuidados”.