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Elenco na Atrevida

A revista Atrevida publicou na edição de janeiro uma entrevista com o trio principal da série Harry Potter, nela eles falam sobre os personagens, os estudos, música, entre outras coisas.

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Cada vez que um filme do Harry Potter chega às telas, o mundo todo pára. É mais ou menos o que acontece com os brasileiros às vésperas de uma Copa do Mundo. A expectativa para ver o bruxinho mais fofo do universo é tanta que fica fácil explicar as intermináveis filas nas portas do cinema. No final do ano passado, o furor voltou a tomar conta das nossas vidas por causa do lançamento do quarto filme da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo. Mais crescidinhos, Harry Potter, Hermione Granger e Ron Weasley vivem muitas aventuras e descobertas da adolescência. Algumas são deliciosas, outras, nem tanto. Confira esta entrevista supercompleta com os três atores principais do filme, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. E divirta-se!

Existe algo no filme que identificaram com suas vidas? E o que acharam dos personagens terem crescido?

Daniel Radcliffe: é engraçado ver o Harry ficando velho, porque, quando começamos, ele tinha 10 anos. É quase como se fosse a vida real.

Emma Watson: acho que há muita especulação sobre se vamos crescer nossos personagens ou se os filmes irão mais longe do que nós. Mas, na verdade, funciona bem, porque cada filme leva cerca de um ano para ser feito. Então, amadurecemos junto com nossos personagens. Tudo o que vamos passar, em alguns casos, eles também vão.

Daniel, como foi para você interpretar o Harry apaixonado pela primeira vez?

D.R.: foi fantástico! Quer dizer, eu não sei se Katie (a atriz que interpreta Cho Chang) diria: “Deus, eu odiei fazer cenas abraçada com Dan” ou qualquer coisa assim. Mas, para mim, foi bem divertido.

Agora que são famosos, vão se tornar aquelas pessoas que não saem das festas?

E.W.: espero que não.

D.R.: se fôssemos a todas as festas para as quais somos convidados, seria difícil as pessoas distinguirem o que elas vêem nos filmes do que vêem nas revistas, já que nossos personagens são muito conhecidos. Acho que seria um erro, então, é por isso que eu só vou aos lançamentos dos filmes.

E.W.: a gente tem uma responsabilidade com isso.

D.R.: eu certamente prefiro não ser tão badalado.

Como são tratados na escola?

E.W.: recebo alguns olhares engraçados. Mas, depois de um tempo, perde a graça e começam a aceitar o fato de que estou lá o tempo todo. Não recebo nenhum tratamento diferente e é assim que eu gosto.

D.R.: no começo, é uma novidade. As pessoas olham e falam: “Oh, é aquela pessoa”, como se você estivesse correndo por aí com um braço extra ou algo assim. Mas, depois de umas semanas, eles se acostumam com a sua presença. Na época do lançamento do terceiro filme, eu estava na escola. E foi uma febre, uma coisa meio maluca. Mas, geralmente, isso não é um grande problema para mim.

R.G.: bem, eu terminei a escola agora, então, não vejo mais essas reações dos outros. Mas antes eu era reconhecido. E parecia um pouco estranho…

Foi complicado encontrar um equilíbrio entre a obscuridade e o humor no quarto filme?

E.W.: é difícil porque a maior audiência de Harry Potter são as crianças. Então, não quiseram fazer o filme muito obscuro porque nós estamos falando com esse público imenso, que é apaixonado pela história. Ao mesmo tempo (os diretores) quiseram ser fiéis ao livro. Para mim, eles fizeram o melhor, pois eu realmente acho que esse é o mais obscuro e assustador de todos.

D.R.: para mim, humor é essencial para a obscuridade. Porque, se você tem a obscuridade durante todo o filme, uma hora vai ficar tão cansativo que ela vai perder o efeito.

Emma, quantas vezes você filmou a cena em que descia as escadas para ir ao Baile de Inverno?

E.W.: na verdade isso levou algum tempo. Eu não sabia que havia tantas maneiras de descer escadas até aquele dia. E foi difícil porque eu deveria prestar atenção em todos os detalhes: “Levante a cabeça, tenha certeza de que seus ombros estão retos, para trás. Mas deixe-os suaves”. E, depois de muito tempo fazendo isso, fiquei um caco. Mas, no final das contas, a cena ficou ótima. E eu adorei a minha roupa. Jany, a pessoa que faz o nosso figurino, criou um vestido mágico.

Atuar é uma escolha para o resto da vida?

R.G.: estou me divertindo muito neste momento, fazendo todos os filmes desta série. Quero, no futuro, realizar outro trabalho como ator.

E.W.: não quero que este seja o meu último trabalho. Antigamente, eu curtia ficar no palco, encenando uma peça ao vivo. Talvez eu faça mais teatro. Mas não sei. Nessa profissão há tantas coisas diferentes que ainda não sei para qual caminho seguir.

D.R.: adoro atuar. É uma coisa poderosa porque temos um personagem. E, de muitas maneiras, cabe a nós a forma como esse personagem é percebido pelo público. Claro, não depende só da gente, mas do script e da direção também. Eu tenho uma grande paixão por atuar. Mas eu também estou um pouco interessado em entrar para a Marinha. E quem sabe não posso dirigir filmes ou algo assim?

Façam um paralelo entre o filme e as suas próprias vidas.

D.R.: há um paralelo: tanto eu quanto Harry não somos muito bons com as mulheres. Quer dizer, eu tenho melhorado.

R.G.: o mesmo que Dan. Acho que eu sou parecido com o Ron. Ele não tem muita sorte e passa por algumas experiências ruins com as meninas.

D.R.: isso é o que eu mais gosto no Harry e no Ron, é que eles são os piores paqueradores do mundo! Aquela noite (a do baile) poderia ser a melhor de todas para as garotas, mas se torna horrível.

E.W.: eu pude relacionar minhas experiências com o que Hermione estava passando. Pensei na frustração que deve sentir uma garota quando os caras são tão insensíveis como o Rony foi. É mesmo doce pensar sobre o lance que ela tem com o Viktor. Hermione é tão insegura sobre ela mesma e nunca teve atenção real de outro cara antes. Então, quando vê Viktor olhando para ela, acontece algo do tipo: “Aquele cara está olhando para mim?”. Ela não sabe como agir.

Se vocês tivessem mais idade, quais personagens mais velhos do filme gostariam de viver?

D.R.: provavelmente o Sirius. Principalmente porque é Gary Oldman quem o interpreta. Eu o considero um dos atores mais brilhantes. Sirius também é muito parecido com o Harry. Eles sentem a mesma necessidade de estar perto de alguém que se foi.

E.W.: Rita Skeeter, porque ela é tão deliciosamente má! Tem personalidade forte e eu acho que seria muito divertido interpretá-la. Ela é engraçada, mas há algo também bem real sobre ela. E suas roupas são fantásticas.

R.G.: sempre gostei do Hagrid. Ele é muito legal. Então, provavelmente, o interpretaria.

Quais são seus atores favoritos? E músicos?

R.G.: gosto bastante de comédia. Quando eu era mais novo, adorava o Jim Carrey e o Mike Meyers. E quanto à música, adoro rock. ACDC!

E.W.: eu nunca tive uma pessoa que idealizasse, em particular. Porém, quando eu era mais nova, gostava muito da Julia Roberts. Mais recentemente, tenho acompanhado a Natalie Portman e a Nicole Kidman. Agora, falar sobre música é difícil, porque gosto de coisas diferentes. Meu pai me apresentou Eric Clapton, B.B. King, coisas assim. Já a minha mãe me ensinou a gostar de Pretenders, Tina Turner, Elvis Presley… Curto música em geral.

D.R.: é um pouco difícil pensar em atores com quem eu ainda quero trabalhar. Temos tido sorte. Também tenho vontade de contracenar com Natalie Portman e Gael García Bernal. Sobre música, aí já é mais fácil para mim. Outro dia, comprei um disco de uma banda muito boa chamada We Are Scientists. Adoro The Rakes, Dogs, Hard-Fi, o que mais? Eu também gosto de música mais orquestral. Meu pai me apresentou David Bowie e T-Rex e coisas assim.

Que lembrança vocês vão levar desse filme?

D.R.: quando você vê, 11 meses da sua vida se passaram. Centenas de pessoas trabalharam naquilo. Então, todo o trabalho foi importante. E é fantástico de ver. Acredito que fizemos um filme realmente bom. E ainda que não tivéssemos feito, o senso de realização foi muito forte. Então, é isso que provavelmente vai ficar para mim.

E.W.: você acha que depois de trabalhar em alguma coisa por cinco anos, não haverá mais novidade. E, então, provavelmente, terá vontade de fazer algo diferente. Mas, algumas semanas atrás, o trailer foi mostrado na televisão. E eu me lembro de entrar na cozinha de casa e vê-lo passar. Eu fiquei ansiosa! Foi como se tudo estivesse começando de novo. Quando vi o filme pronto, achei o máximo!

R.G.: acho que é difícil me lembrar de alguma coisa depois de tanto tempo. Mas creio que todos nós vamos ter um sentimento de nostalgia logo, logo.

Depois de quatro filmes, vocês sentem como se os personagens fossem seus melhores amigos?

E.W.: eu estou bem presa a Hermione. Neguei isso por quatro anos. Mas há muito de mim nela. E uma das coisas que Mike (Newell, o diretor) fez foi me fazer pensar a respeito. Sei que eu estava atuando, mas colocava para fora as minhas próprias experiências, adaptando-as à vida de Hermione.

D.R.: você está certa. Mas não sei se o fato de interpretar Harry significa que eu tenha algo dele. Ou se estar tão próximo a ele nestes anos todos influenciou meu caráter. Mas a pergunta é: ainda estamos nos divertindo fazendo os filmes? Seria algo estúpido se não estivéssemos. Além disso, leio os livros quando saem, imparcialmente. Porém, o fato é que, quando eu estava lendo o sexto livro, pensei: “Deus, amaria fazer isso!”. Porque é tão bom…

R.G.: desde o começo sempre senti que poderia me relacionar com o Ron de alguma forma. Por exemplo, nós dois somos um pouco cautelosos demais, e temos famílias grandes. Obviamente, por interpretá-lo durante um longo tempo, preciso conhecer todos os lados dele.

Obs: Se alguém tiver os scans da matéria, teria como enviar pra gente?