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A magia de Harry Potter tilinta novamente

A matéria a seguir foi publicada no dia 17/02 no Estado de São Paulo. Ela fala basicamente da Pottermania em 2005: livro, filme, brinquedos…

Ainda faltam quatro meses para o grande dia, mas os sintomas da Pottermania, versão 2005, já começam a se tornar visíveis. Pottermania é o fenômeno que acomete crianças, jovens e muitos adultos sempre que um novo livro do bruxo mirim Harry Potter chega ao mercado. E, neste ano, os números prometem ser tão espetaculares quanto os de 2003, quando foi lançado o quinto volume da saga, A Ordem da Fênix, escrito pela inglesa J. K. Rowling.

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O sexto e penúltimo volume da série, Harry Potter and the Half Blood Prince, chegará às livrarias inglesas e americanas no dia 16 de julho. Mas já na semana passada, a versão britânica do site americano Amazon.com anunciou que a pré-venda do livro bateu os 100 mil exemplares.

A versão em português, da Editora Rocco, chega ao mercado no fim do ano. “A tiragem inicial deverá ser 20% maior que a do livro anterior”, diz Paulo Rocco, dono da editora. Isso significa uma primeira edição de 360 mil exemplares, um recorde para um livro não-didático no País. A tiragem média de uma primeira edição no Brasil é de 5 mil exemplares. A expectativa de Rocco é que as livrarias vendam dois terços desses livros nas duas primeiras semanas após o lançamento.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: O Estado de São Paulo.

A magia de Harry Potter tilinta novamente
A magia de Harry Potter tilinta novamente
O Estado de São Paulo – 17 de fevereiro de 2005

Ainda faltam quatro meses para o grande dia, mas os sintomas da Pottermania, versão 2005, já começam a se tornar visíveis. Pottermania é o fenômeno que acomete crianças, jovens e muitos adultos sempre que um novo livro do bruxo mirim Harry Potter chega ao mercado. E, neste ano, os números prometem ser tão espetaculares quanto os de 2003, quando foi lançado o quinto volume da saga, A Ordem da Fênix, escrito pela inglesa J. K. Rowling.

A cada novo livro, um comichão sacode não apenas os fãs do bruxo, mas principalmente fabricantes de brinquedos, roupas e todo tipo de produto vinculado ao personagem. É uma oportunidade única de vendas para essas empresas, que pagam royalties estratosféricos por esse direito. Além disso, em novembro estréia um novo filme com o personagem, produzido pela Warner Bros.

O sexto e penúltimo volume da série, Harry Potter and the Half Blood Prince (em português, Harry Potter e o Príncipe Mestiço), chegará às livrarias inglesas e americanas no dia 16 de julho. Mas já na semana passada, a versão britânica do site americano Amazon.com, especializado na venda on-line de livros e CDs, anunciou que a pré-venda do livro bateu os 100 mil exemplares. Isso em apenas um mês, desde que o lançamento foi anunciado no fim de dezembro.

Nos Estados Unidos, a procura é tamanha que a Amazon registra O Príncipe Mestiço como o livro mais encomendado no site. “Ainda não fechamos os números das encomendas, mas temos certeza que o livro venderá bem”, disse ao Estado Valerie Levshin, da editora Scholastic, que publica a série nos Estados Unidos.

No Brasil não é diferente. A Livraria Cultura, que vende livros importados, promete começar a distribuir aqui o livro em inglês assim que ele for lançado no exterior, como já fez com o livro anterior, Harry Potter e a Ordem da Fênix, em 2003. A livraria já registra 3 mil leitores interessados em comprar a obra importada dos Estados Unidos.

A edição mais simples à venda pela internet custa US$ 18. A Scholastic decidiu editar também uma versão luxuosa, especial para colecionadores, com um apêndice de ilustrações, que sai por cerca de US$ 42. A edição, cara mesmo para padrões americanos, está em 15.º lugar no ranking de encomendas da Amazon.

A versão em português, da Editora Rocco, chega ao mercado no fim do ano. “A tiragem inicial deverá ser 20% maior que a do livro anterior”, diz Paulo Rocco, dono da editora. Isso significa uma primeira edição de 360 mil exemplares, um recorde para um livro não-didático no País. A tiragem média de uma primeira edição no Brasil é de 5 mil exemplares. A expectativa de Rocco é que as livrarias vendam dois terços desses livros nas duas primeiras semanas após o lançamento.

Harry Potter tornou-se uma das marcas mais valiosas do mundo. Um artigo publicado na edição de fevereiro da revista de marketing HSM Management informa que a Warner Bros, detentora dos diretos do personagem para o cinema, fatura cerca de US$ 1 bilhão por ano com os negócios envolvendo o bruxo. No Brasil, a divisão de home video da empresa já vendeu 1 milhão de DVDs e fitas de videocassete da série. “É um de nossos produtos mais importantes”, diz Nelson Sambrano, gerente de lançamentos em vídeo da Warner. “E o mais significativo é que 70% das fitas foram compradas por consumidores, e não por locadoras. Esse perfil não se repete com nenhum outro título”, diz ele.

A reboque do novo livro e já se preparando para o filme no final do ano, baseado no quarto livro da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo, a fábrica americana de brinquedos Mattel está trazendo para o Brasil seis novos brinquedos também baseados nesse livro. O mais caro custa R$ 100 e é inspirado em um dos monstros do livro. Chama-se A Jaula da Besta. Os mais baratos custam R$ 35. A Mattel é uma das empresas que mais investiu para ter Harry Potter entre seus produtos. A empresa pagou à Warner Bros mais de US$ 35 milhões e 15% em royalties pelos direitos de explorar a série. Hoje, Harry Potter é um produto tão significativo para a empresa quanto as veteranas bonecas Barbie.