Magia do Cinema


Magia do Cinema: “Baby Driver”, com Ansel Elgort

//Por Pedro Martins - quinta-feira, 27 de julho de 2017 às 16:10


Baby Driver chegou aos cinemas brasileiras com velocidade máxima na quinta-feira passada: o diretor Edgar Wright e o ator Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas) vieram até São Paulo. O Potterish participou da coletiva de imprensa da Sony Pictures e hoje trazemos a crítica do filme.

Pela coletiva, percebi o grande envolvimento desses dois caras com o filme. Sobre o que queriam contar e sobre como a música desempenhava um papel importante nisso. Ainda assim, eu tinha a ideia de que Baby Driver era apenas mais um filme de perseguição de carro com uma trilha sonora legal. Ai, como eu amo estar errada…

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Baby Driver, de Edgar Wright
Crítica cinematográfica por Marina Anderi

Ao abordar Baby Driver, fiz um caminho meio contrário. Primeiro fui à coletiva de imprensa com a presença do diretor Edgar Wright e do ator Ansel Elgort para apenas depois assistir ao filme. Coisas a ver com falta de tempo. De qualquer forma, pela coletiva, percebi o grande envolvimento desses dois caras com o filme. Sobre o que queriam contar e sobre como a música desempenhava um papel importante nisso. Ainda assim, eu tinha a ideia de que Baby Driver era apenas mais um filme de perseguição de carro com uma trilha sonora legal. Ai, como eu amo estar errada…

Baby (Elgort) é um motorista de fuga que trabalha sob as ordens de Doc (Spacey) em assaltos a empresas do centro da cidade. Ele leva os ladrões até o local, aguarda o roubo, eles entram de volta no carro e Baby acelera. Simples. Mesmo trabalhando com isso há anos, Baby nunca se envolveu realmente com o lado violento do crime. Até que ele conhece Deborah (James) e resolve parar de dirigir. Claro que, como não poderia deixar de ser, as coisas não são tão fáceis assim.

Ansel Elgort interpreta um protagonista que pouco fala. Não tímido, mas alguém que acredita que muitas coisas não precisam ser necessariamente ditas para que sejam entendidas. Sua ligação com a música é forte e bonita. Ele tem diversos iPods para dias diferentes, com humores diferentes. O filme sabe utilizar isso muito bem: Baby reage expressivamente ao que está ouvindo e, nos poucos momentos em que o som está desligado, ouvimos o zumbido que ele tem no ouvido; isso causa um desconforto ao espectador, semelhante ao que o personagem está sentindo. Wright informou na coletiva que as músicas foram escolhidas antes mesmo de o roteiro ser escrito, o que torna a trilha sonora bastante envolvente e verossímil.

O filme mostra cerca de três assaltos, cada um com uma equipe diferente, e o desconforto de Bats (Foxx) com o conforto de Baby é uma tensão que vai escalando conforme a história se desenrola. Bats é descontrolado, perigoso, e Foxx encara isso como alguém que acredita em seus próprios devaneios. Deborah (James), o interesse amoroso de Baby, é uma menina em busca de algo melhor, mas presa em sua situação; é muito simpática, envolvente, e faz do romance algo para o qual o espectador torce.

As cenas de ação em Baby Driver são ótimas e não se limitam apenas às perseguições de carro. A música, como já disse, dá o tom necessário para o que está ocorrendo e deixa o espectador na ponta da cadeira. Os movimentos de câmera são precisos de acordo com os desvios e drifts, e a noção de espaço é clara, algo que facilmente é perdido ao se tratar de carros em alta velocidade.

Mesmo com tantos acontecimentos e tiros e melodias, o grande trunfo do filme é realmente seus personagens e, consequentemente, seus sentimentos. É claro o que cada um quer, o que cada um precisa, e isso torna todos relacionáveis, mesmo que alguns não sejam lá muito simpáticos. Se o final tem uma carga otimista, acredito que é para fazer compensar pelos trancos e barrancos na trajetória de Baby.

Marina Anderi é estudante de Cinema na Universidade Federal de Pernambuco e gerente de conteúdo do Potterish.

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Magia do Cinema: O Mínimo para Viver

//Por Pedro Martins - segunda-feira, 24 de julho de 2017 às 14:00


Estrelado por Lily Collins, O Mínimo para Viver aborda um assunto delicado e necessário: anorexia. Na Magia do Cinema, trazemos nossa crítica do novo longa-metragem da Netflix.

Lily Collins está surpreendente, não apenas pela mudança física que vem ganhando destaque na mídia, mas pela segurança que transmite ao papel. Não precisa gritar ou chorar em cena para atingir a dramaticidade necessária. Sua atuação é equilibrada, convence pelo olhar, e sua linguagem corporal é de alguém que parece prestes a quebrar a qualquer momento.

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Magia do Cinema: Homem Aranha: De Volta ao Lar

//Por Pedro Martins - quinta-feira, 13 de julho de 2017 às 16:12


Peter Parker está de volta às telonas! Na Magia do Cinema, nossa coluna sobre filmes e séries, trazemos a crítica de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, a terceira versão de um dos super-heróis mais populares da Marvel em 15 anos.

“Depois de se estabelecer, a Marvel tem trazido cada vez mais filmes de qualidade. De Volta ao Lar é um marco do gênero ao ser, além de tudo, uma comédia adolescente. Uma revigoração super necessária ao herói que, felizmente, parece ter um ótimo caminho pela frente.”

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Magia do Cinema: “Power Rangers”

//Por Pedro Martins - sexta-feira, 24 de março de 2017 às 14:10


Clássico que marcou gerações, o tão esperado Power Rangers chegou aos cinemas ontem, 23. Nosso colunista Evandro Lira foi conferir e traz agora suas impressões sobre o filme.

“O novo Power Rangers é um filme de origens, que tem em seus personagens o principal ponto positivo. Espera-se que os produtores reconheçam isso, já que este almeja ser o primeiro de uma longa série cinematográfica. Afinal, voltar aos cinemas apenas para ver robôs batalhando com monstros gigantes não é instigante. Queremos voltar pelos personagens, por suas histórias.”

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Magia do Cinema: “A Bela e a Fera”, com Emma Watson

//Por Pedro Martins - sexta-feira, 17 de março de 2017 às 16:45


Protagonizado por Emma Watson, a versão live-action de A Bela e a Fera estreou ontem, 16, e arrastou multidões de fãs ansiosos para as salas de cinema. Uma delas, Marina Anderi, nossa Webmistress, que hoje traz suas impressões sobre o filme.

“Felizmente, a história é forte o suficiente para o resultado final ser mais do que satisfatório.”

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Magia do Cinema: “La La Land – Cantando estações”

//Por Pedro Martins - terça-feira, 24 de janeiro de 2017 às 17:46


La La Land foi hoje indicado a 14 Oscars, um recorde ao lado de A Malvada e Titanic. Com 7 Globos de Ouro e muito burburinho, não passaria despercebido pela nossa coluna de filmes, a Magia do Cinema. Nosso colaborador Evandro Lira foi conferir o favorito da temporada cheio de expectativa e… não se decepcionou.

“O primor técnico de Chazelle fica evidente logo na primeira cena, onde um número musical de proporção grandiosa se dá em um dia comum – o que aqui significa ensolarado –, no meio do trânsito em um enorme viaduto de Los Angeles. Assistir a um grupo de pessoas saindo de seus carros, dançando e cantando suas aspirações é extasiante e responsável pelos olhos saltados do espectador, que se pega em um misto de encantamento e euforia.”

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Magia do Cinema: “Moana – Um mar de aventuras”

//Por Pedro Martins - quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 às 16:33


Na volta da coluna sobre filmes do Potterish, a Magia do Cinema, nosso webmaster Pedro Martins traz a crítica de Moana – Um mar de aventuras, primeira aposta do ano da produtora que mais lucrou em 2016.

“Inovação. Ainda que com ressalvas, essa é a palavra que melhor define Moana – Um mar de aventuras. O empoderamento feminino da Disney, iniciado aos engatinhos com Pocahontas (1995) e Mulan (1998), e que passou por evoluções recentes com Valente (2012) e Frozen (2013), renova-se em Moana.”

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Magia do Cinema: “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, de J.K. Rowling

//Por Pedro Martins - domingo, 13 de novembro de 2016 às 00:00


Nossa correspondente em Nova York Larissa Helena teve a honra de fazer parte de uma seleta equipe de repórteres que assistiram Animais Fantásticos e Onde Habitam na última quarta-feira, 09, para participar da coletiva de imprensa do dia seguinte com o elenco, a equipe técnica e a roteirista J.K. Rowling. Pouco depois da virada do dia, à uma da manhã, ela traz sua crítica sem spoilers do filme.

Por Larissa Helena
Edição por Pedro Martins

Antes de começar a parte puramente crítica do texto, vale a pena comentar que aquele esforço de objetividade e imparcialidade de que a gente tenta se investir quando a tarefa é resenhar uma obra de arte não se sustentou por um minuto inteiro sequer quando comecei a ouvir pelos alto-falantes do cinema os primeiros acordes de Hedwig’s Theme: um arrepio na coluna de estar prestes a assistir a um capítulo inédito da historia bruxa me avisou desde o início que essa tarefa seria muito mais difícil do que eu esperava.

Mas vamos lá! Sem spoilers, tudo o que vocês devem estar se perguntando sobre o filme (menos comentários sobre a participação do Johnny Depp. Não me odeiem.)

A primeira coisa que merece atenção sem dúvida é a ambientação e o cenário. Parabéns a todos os envolvidos pela escolha de Nova York na década de vinte. Isso permitiu um filme bem menos asséptico e com locações variadas, entre o o ostentoso e a sujeira dos becos, que fazem com que o filme seja um prazer visual não apenas no Mundo Bruxo, mas também em tudo o que se passa fora dele. De certa forma, a atmosfera art nouveau da época tem sua própria magia, e o efeito também é uma certa dissolução das barreiras entre dois mundos: parece mais plausível que houvesse magia pelas ruas naquela época!

Eddie Redmayne faz jus a todas as expectativas no papel de Newt Scamander – um Magizoologista recém chegado nos Estados Unidos, onde suas amadas criaturas foram proibidas. Ele acredita que esses Animais Fantásticos são apenas incompreendidos, e que se os bruxos soubessem mais sobre eles, parariam de temê-los. Esse é parte do motivo pelo qual ele empreende suas pesquisas, mas o motivo maior dá para ver nos olhos do personagem a cada momento que ele vê uma dessas criaturas – é um olhar de amor tão intenso e genuíno que faz a gente pensar na nossa própria relação com os nossos bichinhos de estimação. Só que os dele, no caso, ficam invisíveis ou têm chifres capazes de colocar fogo em uma árvore. Detalhes.

Em seu primeiro roteiro cinematográfico, Rowling não desaponta. Para não dar spoilers, só dá para dizer que os fãs da série vão sentir um deleite especial em reconhecer os aspectos totalmente J.K. Rowling de uma história no primeiro do que promete ser uma série de cinco filmes. Sendo ela o espírito elevado que é, na coletiva de imprensa entregou todos os louros aos seus mentores, mas a gente sabe de qual cabeça veio uma história tão absurdamente incrível e capaz de cativar um público de todas as idades, ainda que seja claramente orientado para jovens adultos e adultos que cresceram lendo a série Harry Potter, devido ao teor das piadas e a seriedade do enredo.

Há inclusive algumas menções passageiras a assuntos políticos que, especialmente por conta da história se passar nos EUA, certamente ganharão uma nova conotação diante dos recentes acontecimentos. Mas Jo já anteviu essa possibilidade e fez questão de frisar na coletiva de imprensa que o filme foi escrito há muito tempo e portanto distante da sombra desses acontecimentos – e evitou fazer comentários mais profundos para não correr o risco de desviar a atenção do lançamento.

As criaturas seguem a excelente tradição dos oito filmes anteriores, que nunca decepcionaram no design e em dar à luz na tela aos personagens mágicos. Eu esperava que houvesse mais, mas Jo sendo a Jo, o clima é mais de concentração em algumas criaturas-chave de personalidades muito bem desenvolvidas e que são usadas em várias cenas diferentes com funções distintas. Ainda assim, esperemos que a cada novo filme a gente possa aprender sobre mais criaturas e volte a ver as que apareceram neste.

Para qualquer Potterhead, o que tem de melhor no filme são os muitos novos insights e detalhes sobre o Mundo Bruxo: a estrutura de seu funcionamento nos Estados Unidos, com uma versão própria do Ministério da Magia – o MACUSA -, nomes específicos para os trouxas – no-mags em vez de muggles, o que resultou em um termo bem mais politicamente correto em português (no-majs) – e muito mais.

No fim das contas, a grande maldição deste filme é também sua grande bênção: o fato de ele não ser inspirado em nenhum livro anterior faz com que os fãs comecem a assisti-lo um pouco céticos de que não se trata apenas de mais uma tentativa de esticar o sucesso da série para fins de caixa. Entretanto, entrar em uma sala de cinema sem saber ao certo o que esperar da história acaba sendo um presente raríssimo e bastante positivo para quem já teve o desfecho da história do Harry há quase uma década.

Desejo a vocês o mesmo arrepio de felicidade que tive frente à telona e mal posso esperar pelos quatro próximos arrepios!

Malfeito feito!

Responsável pelas negociações dos livros mais recentes da saga no Brasil, Larissa Helena é tradutora, editora e agente literária. Corvinal de coração, sua tese de mestrado foi sobre Harry Potter.

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Magia do Cinema: “A Bruxa de Blair”

//Por Pedro Martins - quinta-feira, 29 de setembro de 2016 às 16:13


”A Bruxa de Blair” é um clássico da sétima arte que, como bem pauta Marina Anderi, nossa webmistress, “realmente merece ser visto por qualquer geração”. Neste mês, sua continuação chegou às telonas de todo o mundo, mas talvez como um convite à história, a crítica de hoje, 29, é sobre o longa-metragem de 1999.

“Vê-lo hoje, contudo, acarreta em uma perda: à época do lançamento, seu marketing foi genial. Começaram a espalhar cartazes de “desaparecidos” por capitais dos Estados Unidos e os atores usaram seus próprios nomes nos personagens, além de não terem feito aparições públicas até três meses depois da estreia do filme. As pessoas achavam que o filme era uma história real.”

Se vocês assistirem a este filme e nos pedirem, Marina volta à Magia do Cinema para falar sobre o lançamento de 2016! Para ler a crítica na íntegra, acesse a extensão deste post.

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Magia do Cinema: “Sete homens e um destino”

//Por Marina Anderi - quinta-feira, 22 de setembro de 2016 às 12:13


”Sete homens e um destino” é um remake do clássico homônimo de 1960, que, por sua vez, é um remake do longa-metragem japonês “Os Sete Samurais”, de 1954. Sendo a terceira versão de uma mesma história, portanto, o que esse filme poderia trazer de diferente? Nossa webmistress Marina Anderi escreve suas impressões sobre o filme estrelado por Denzel Washington e Chris Pratt.

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