Lembrol


Há 17 anos acontecia a Batalha de Hogwarts

//Por Anna Luisa Constantino - sábado, 02 de maio de 2015 às 16:10


Hoje, 2 de maio, é o dia em que todos os bruxos se relembram da batalha épica que culminou na queda do maior bruxo das trevas de todos os tempos. Hoje também relembramos os nomes e as vidas que foram perdidas nessa batalha.

Há exatamente 17 anos a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se tornou palco de uma batalha que marcou vidas e gerações por todo o mundo. E para relembrar esse dia, J.K. Rowling publicou no seu Twitter a seguinte frase:

“Hoje eu gostaria de dizer: Me desculpem pela morte de Fred. *Reverência em aceitação a ira de vocês*

Questionada sobre pedir perdão pela morte de apenas um personagem, J.K responde:

“@Brieuc26Rankin: E sobre Tonks, Lupin?”
“@jk_rowling: Eu pensei em me desculpar por uma morte a cada aniversário. Fred foi o pior para mim, por isso comecei por ele”

Durante todo o dia, o Twitter foi preenchido de imagens e homenagens do fãs de Harry Potter e por toda a comunidade Bruxa mundial. A hashtag #17YearsBattleOfHogwarts (17 anos da batalha de Hogwarts) ficou entre os assuntos mais comentados mundialmente.

Nós do Ish convidamos vocês a erguerem suas varinhas em memória daqueles lutaram pela liberdade do povo bruxo.

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Lembrol: Faltam algumas horas para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Flavio Junior - quinta-feira, 14 de julho de 2011 às 01:00


Aos viajantes de King’s Cross

O mais sábio de todos os sábios pode ter dito pra nós que pros de mente bem estruturada a morte é apenas a aventura seguinte. Mas mesmo assim, seguir em frente é difícil, não é? Olhar o Expresso de Hogwarts virar a curva lá no fim, levando toda a nossa magia e todos os nossos heróis. Levando a nossa infância e a nossa inocência pro nosso maior e mais bonito refúgio. Trancando no castelo as palavras genialmente conexas que nos levaram pro nosso universo particular, onde pudemos nos esconder todos juntos desse mundo real, trouxa e assustador.

Mas a gente fica, não fica? Tem que ficar, por mais desesperadamente que queiramos correr pro Grande Salão sob o teto “encantado pra parecer o céu lá fora”. Estaremos lá, amigos, sempre que quisermos. Aparataremos pras terras de Hogwarts sempre que assim desejarmos (por mais que todos saibamos que isso é absurdamente impossível). Feche os olhos, e quando os reabrir, estará em seu salão comunal, seja lá ele qual for, rodeado de magia e de pessoas que – como eu – a manterão viva para sempre.

Levem consigo tudo que puderem, o trem já foi, mas deixou muita coisa. Levem tudo que aprenderam, tudo que ficou. Levem tudo aquilo que nosso herói nos ensinou. Que o amor é a maior força de todas, maior que qualquer magia, maior que qualquer coisa. Levem aquilo que nosso vilão nos ensinou. Que ignorar o amor nos torna fracos, nos torna vulneráveis, não importa quanto poder tenhamos nas mãos. Levem a amizade, a inteligência. Levem a percepção de que há sempre uma forma de se lutar pelo bem. Há sempre um jeito, há sempre uma saída (por mais tortuosa que ela possa parecer).

Aos que não se banharam tanto dessa magia, mas estiveram ao meu lado sem julgar minha loucura (completamente assumida, eu nunca disse que não era maluco), meu muito obrigado. Aos que julgaram, meu pesar. Sou mais feliz sem dar importância a seu menosprezo.

Aos que estiveram comigo nessa viagem que (não) termina aqui, estaremos sempre juntos, meus andarilhos da magia. Não se esqueçam de olhar seus galeões falsos, uma mensagem da Armada de Dumbledore pode aparecer, nos convocando novamente pra nossa insana jornada.

Que as suas varinhas (aqui metafóricas, eu creio), estejam sempre em punho, contra as peçonhas do mundo e a ruindade que teima em nos afrontar. Que sejam corajosos pra atacar o mal e astutos para se defender dele. Que sejam espertos para encontrarem amigos, e bondosos para perdoarem os inimigos. Que Grifnória, Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa estejam sempre com vocês, meus eternos aurores. Que Harry Potter seja sempre nossa lembrança feliz, que nossos patronos nos protejam!

Não deixem que essa estreia amanhã seja um fim. Tampouco será um novo começo, como muitos teimam em dizer. Acho que simplesmente será uma prova. Algo para revelar, afinal, os verdadeiros fieis à Escola de Magia e Bruxaria que tanto nos ensinou.

Enfim, divirtam-se com o filme. Mergulhem nele; ou em suas lágrimas. E tentem não se afogar.

“Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?”

Malfeito, feito.

Pedro Emanuel Maia, 18 anos, Niterói – RJ.

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Lembrol: Falta 01 dia para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Flavio Junior - quarta-feira, 13 de julho de 2011 às 13:07


Minha história HP

Há duas situações marcantes na minha vida, na qual a série da JK Rowling fez uma grande diferença. A primeira salvou minha vida e a segunda abriu as portas da leitura.

O ano era 2002, eu passava por uma grande mudança em minha vida pessoal, eu com 27 anos estava me separando do pai de minha filha, na época com 7 anos.
Foi um momento horrível onde tudo o que eu mais queria era sumir, fugir, estar em outro lugar. Não tinha o hábito de ler, mas quando assisti o filme “Harry Potter e a Câmara Secreta”, me interessei tanto que resolvi comprar o próximo livro da série, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.

Como podem ver comecei a ler os livros a partir do terceiro, tarde para a maior parte dos potterianos. Porém quando mergulhei naquele universo à parte, no mundo maravilhoso da literatura da JK, com os seus detalhes, dramas e tramas, num enredo que me envolvia e me levava para bem longe; longe de todas as minhas dores e problemas, eu não queria voltar. Queria morar em Hogwarts, beber suco de abóbora, comer doces de caldeirão, fazer feitiços e poções e até mesmo voar em uma vassoura…

Naqueles anos a seguir posso dizer que a série, a história de Harry Potter salvou minha vida, me devolveu a capacidade de sonhar e viajar para mundos tão diferentes da minha dura realidade e voltar a ser feliz.

Por fim minha vida se arrumou, mudei e passei a morar com minha filha, mais próxima da minha mãe e dos meus irmãos. A minha paixão pelos livros da série, que eu lia e relia várias vezes, assim como os filmes, despertaram a curiosidade em meus sobrinhos que viviam muito próximos de mim e na época tinham idade entre 9 e 14 anos. Eles também resolveram ler, devoraram (e quase destruiram meus livros) e a paixão da leitura se expandiu em minha família.

Uma das maiores satisfações que tive foi quando minha cunhada me disse em relação aos seus dois filhos uma menina de 10 e um menino de 14: “Tu conseguiste o que eu nunca consegui; fazer com que meus filhos lessem livros.” E que livros! Quando a Ordem da Fênix foi lançada com suas mais de 700 páginas (eu já tinha lido na net), mas ainda assim devoramos em dois dias.

Durante estes últimos 9 anos desde que esse mundo mágico entrou em minha vida, pude enfrentar os meus medos de maneira mais simples e amena. Como entender que uma depressão é culpa tão somente dos dementadores? Que chocolate é um extraordinário remédio para a tristeza? E que o Amor é a magia mais poderosa que existe no mundo?

Hoje tenho 35 anos e orgulho de ser fã desta obra maravilhosa criada por uma mãe como eu, que se separou, passou trabalho, mas por amor a sua família trabalhou, lutou e conquistou a vitória. Enfim essa é a minha história, talvez não seja algo de tão extraordinário aos olhos de outras pessoas, mas na minha vida foi marcante e vai ficar para sempre. Afinal Hogwarts sempre vai estar lá para aqueles que precisarem.

Helenize dos Santos Ribeiro, 35 anos, Uruguaiana – RS.

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Lembrol: Faltam 02 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Equipe Potterish - terça-feira, 12 de julho de 2011 às 13:13


Quando pela primeira vez tive a oportunidade de virar as páginas de Harry Potter e a Pedra Filosofal, tinha praticamente a mesma idade que o protagonista magricela e de joelhos ossudos.

Li sobre a história do menino bruxo em uma matéria de um jornal que, por sorte, viera parar em minhas mãos. Após muito esforço e doses extras de insistência infantil (pois, de início, meus familiares encararam com um pouco de ceticismo o meu desejo de ler um livro “tão grande”) pude finalmente arranjar um lugar aconchegante em que pudesse passar um bom tempo lendo.

Foi assim que descobri um Mundo completamente novo, mágico, sólido e ao mesmo tempo distante, apenas como um bom universo imaginário ousa ser. E foi nesse Mundo que conheci Harry, Rony e Hermione.

Na época em que o pomo de ouro encerrava apenas uma partida de Quadribol, Snape era apenas um professor malvado e Lorde Voldemort não passava de um pesadelo distante, a amizade daquelas três crianças poderia correr o risco de ser ligeiramente eclipsada pela quantidade de acontecimentos absurdos que movimentavam a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

No entanto, com o passar dos anos, à medida que os três jovens bruxos cresciam e eu, trouxa ávido por suas aventuras, aguardava ansiosamente pelo momento em que poderia ler sobre mais um ano em Hogwarts, ficava claro que a lealdade dos três subjugava qualquer magia já realizada por qualquer bruxo.

Harry, Rony e Hermione aprenderam, juntos, valores importantes, extremamente necessários aos que se opõem à maldade.

Eu cresci com os três e aprendi que, mesmo fora das páginas dos livros que tanto prezava, tais virtudes e descobertas vivenciadas por meus heróis não podem ser esquecidas. Não é só nos Contos de Fada que o amor e a generosidade são capazes de alcançar distâncias apenas ignoradas pelo poder e pela ganância, mudando pessoas, alterando realidades e salvando vidas…

Maurílio Resende do Nascimento, 19 anos – Magé, Rio de Janeiro

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Lembrol: Faltam 03 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Flavio Junior - segunda-feira, 11 de julho de 2011 às 07:07


Eu estava na fila do self-service com minha irmã. A fila era longa, de modo que estávamos aguardando já na frente da vitrine da livraria ao lado. Era dezembro e o shopping estava todo enfeitado pro Natal. Olhando a decoração eu dividi com a minha irmã a vontade de ganhar um livro de presente. Mas não qualquer livro. Um livro realmente interessante, que me fizesse gostar ainda mais de ler. Ela virou de frente para a vitrine e falou de imediato: “Olha, esse parece bom. Harry Potter e a pedra filosofal”. Cheguei mais perto e vi o livro. Parecia mais que interessante. Sorri satisfeita, havia encontrado o meu presente.

Naquele momento eu não sabia, sequer tinha ideia, da dimensão da minha escolha. A leitura começou intrigante: um gato olhando um mapa; pessoas usando capas de cores berrantes; um menino fadado a levar uma vida triste e vazia. Até que as cartas misteriosas surgem, trazidas por corujas estranhamente adestradas. E então, o gigante entra pela porta e tudo, tudo muda.

Meu coração infla ao lembrar as inúmeras sensações que dividi com Harry. Talvez ele seja um dos responsáveis por eu ter desenvolvido taquicardia na adolescência, mas sem querer parecer fã inconseqüente: se foi por causa dele, valeu à pena. Durante os 10 anos em que ele esteve comigo, além de crescermos juntos, as lições dos livros contribuíram para a formação do meu caráter (e o de milhares de pessoas, certamente), sendo fator multiplicador da minha vontade de percorrer o caminho certo (e não o fácil. Sábio Dumbledore…). Entendi o quão valioso é ter um amigo leal como o Rony, tentei ser tão esperta como a Hermione e por que não confessar que eu sempre fui esquisita como a Luna? Afinal, aos 23 anos, uso meu vira-tempo como amuleto, tenho uma Firebolt de enfeite no quarto e guardo a varinha do Harry ao lado da minha cama. Para os que não compreendem, isso é bastante esquisito… Mas eu sei que não estou só.

O acaso fez com que a pessoa que me mostrou a Pedra Filosofal fosse também a que me presenteou com o final. Minha irmã trouxe as Relíquias da Morte de presente, poucos dias depois da estréia nos EUA, levando-me a estar em dívida eterna para com ela, por ter sido a responsável pela minha felicidade literária. Ao me aproximar do final, minhas lágrimas eram incontáveis, meu coração se desfez. “Finally, the truth”. Não consigo expressar em palavras o que senti.

Apesar de tanta devoção à história, pouco participei de fóruns de discussão e escrevi duas fanfics inacabadas (quiçá publicadas), por achar pretensioso demais inventar um futuro para personagens tão amados, sabendo que em breve a minha mentira seria esquecida pela sua própria autora, haja vista os livros que seriam publicados chamarem muito mais a minha atenção do que uma história medíocre criada por mim. Enfim, preferi ser mais leitora-fã que fã-leitora. Tive uma relação de amor e ódio com os filmes, tendo o penúltimo se salvado. Não vejo como este fim possa ser menos que genial. Ai, o fim…

Não esqueço uma cena do primeiro livro que muito me marcou: quando Harry, já a bordo do Expresso de Hogwarts, observa Gina, meio sorrindo, meio chorosa, acenando para os irmãos, correndo para acompanhar o trem até onde conseguisse, para depois continuar acenando enquanto ficava cada vez mais distante. Foi uma descrição linda, que me fez verdadeiramente achar que aquela garotinha era especial (um excelente palpite, diga-se de passagem).

Parando para pensar um pouco, é assim que eu me sinto. Aproveitando os últimos momentos da forma mais intensa possível. Tal como a pequena Gina acenando para o trem, meio risonha, meio chorosa, correndo para alcançá-lo até não poder mais, eu vejo o instante em que Harry Potter chega à curva, rumando para o fim definitivo. Meio risonha, meio chorosa, meu aceno de adeus será infinito, pois a admiração e a gratidão que eu sinto são imensuráveis. E eu sei que não sou a única a sentir isso, razão pela qual concluo minha história com duas certezas: Jo Rowling mudou grande parte do mundo; e essa parte, na qual me incluo com orgulho, amará Harry Potter para sempre. Eis a minha profecia.

Rebeca Tosta Reis, 23 anos, Manaus – AM.

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Lembrol: Faltam 04 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Daniel Mahlmann - domingo, 10 de julho de 2011 às 00:00


Minha História HP
Bom, minha história começa quando eu tinha apenas 6 anos. Estava começando a ler e adorando. Minha mãe sempre passava horas nas livrarias escolhendo vários livros para mim até que um dia ela, lendo um jornal, descobriu um tal livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Ela chegou em casa falando e resolveu comprar. No momento em que eu comecei a ler, o livro parecia me consumir. A cada linha que eu lia, queria mais e mais, e acabei terminando ele em 1 semana. Todos ficaram impressionados, principalmente meu primo que também é fã de HP mas não tinha lido assim como eu.

Os anos foram passando e a cada lançamento eu comprava o novo livro e o consumia como se fosse oxigênio. Eu precisava deles para sobreviver. Até que veio, como em todas as histórias, a parte triste. Eu entrei em depressão porque sofria bullying na escola. Passava todo meu dia lendo e ouvindo música. Eu tinha vontade de me suicidar, não queria ir à escola, mas então pensava: “O que Harry, Hermione, Rony e os outros iriam pensar de mim? Sou tão fraca, eles enfrentaram coisas piores e continuaram lutando…”. Então, continuo aqui, até hoje, amando HP com a força de infinitas explosões nucleares. Brigo com meus pais quando eles me chamam de maluca, mas eles nunca vão entender. Aliás, como eu espero que alguém entenda?

Para mim, o fim de HP não é realmente um fim, mas apenas o começo. O começo da demonstração de amor e carinho de todos os fãs, que mesmo quando tiverem 80 anos ainda vão amar HP e se lembrar de todas as vezes que foram ao cinema e choraram (ou, como eu, brigaram com os seguranças chorando e fizeram o pai implorar para poder assistir ao filme), todas as esperas intermináveis nas livrarias esperando o livro, as frases animadoras que apareciam nos livros como se fossem boias salva-vidas te tirando do fundo do poço. Eu vou lembrar para sempre de HP com o maior carinho do mundo, porque foi a melhor coisa que já apareceu a minha vida. Posso até gostar de outras séries, que podem vir num futuro próximo e se tornar quase (EU DISSE QUASE) tão famosas quanto HP, mas que nunca, NUNCA vão mexer tanto com a minha vida.

Eu prometo que nunca deixarei a magia terminar, nem que eu seja a última a gostar de HP. Contarei as histórias para os meus filhos, netos, bisnetos (se ainda viver) e deixarei meus livros, pôsteres e filmes como lembrança. Enfim, eu amo HP. Mas eu não só amo, já que amar é meio banalizado hoje em dia. Sabe o tamanho do universo? Multiplica por muitas vezes o próprio universo. Quem sabe assim, você pode me entender.

Por Beatriz Nascimento Antunes

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Lembrol: Faltam 05 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Flavio Junior - sábado, 09 de julho de 2011 às 00:00


A partir de hoje, até o dia do lançamento do filme, o Lembrol será diferente. Não mais mostrará passagens dos livros, mas as histórias de fãs. Lembranças de como conheceram a série, como foi viver o fenômeno Potter e como é viver este momento em que a saga se encerra nos cinemas. Começamos hoje com a história de Andreza Rafaela de Medeiros Seixas, 21 anos, de Natal – RN.

Minha História HP

Minha vida potteriana começou bem diferente da maioria. Na verdade, eu odiava Harry Potter. Era o primeiro dia de aula depois das férias de julho na escola em que eu estudava, ano 2000, 4ª série do ensino fundamental. A professora de Português aparece com um livro na mão, um tal de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, como sugestão para que os alunos lessem. A nerd da sala não perdeu tempo e já pegou o livro emprestado. Eu, criança distraída e sem o mínimo gosto por leituras grandes, ri. Dizia que quem lesse tal livro era muito nerd ou muito desocupado. Uma criança de quase 11 anos falando isso, imagina.

E fiquei com esse preconceito na cabeça, que piorou depois da vinda do primeiro filme, em 2001. Todos os amiguinhos combinavam de ir ao cinema para assistir, eu preferi ver O Retorno da Múmia. E debochava: “Sério que vocês foram ver esse Harry Podre? Cresçam”. Até que um dia, minha melhor amiga e vizinha na época, já em 2002, assume que é fã da série, pronto falou. Fiquei sem reação, ver minha amiga gostar “daquilo”. Ela insistiu que a série era boa, que ainda iriam lançar mais três livros e que eu poderia ler os livros dela para acompanhar. Somente depois de meses de insistência resolvi pegar o livro. Antes de dormir li “O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº. 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado.” E, mal sabia eu e tampouco a minha amiga, que aquilo iria me mudar para sempre.

Em menos de um mês li os quatro livros até ali lançados. Foi mais ou menos na mesma época em que os sites, blogs e fotologs de HP surgiam, me deixando em êxtase pelo vasto conteúdo disponível. Comecei a colecionar TUDO o que via pela frente e tinha Harry Potter no meio, começando pelos livros. Só depois que comprei os DVDs do primeiro e do segundo e pude, enfim, assistir os filmes também. Briguei com meus pais para ir ao lançamento do livro Ordem da Fênix antes de o shopping abrir. Várias pessoas já estavam lá e me senti no meio de amigos, sem nem ao menos conhecê-los.

A mágica de Harry Potter começava a fazer sentido na minha vida, além dos livros e da internet. Era quase real. E desde esse dia não perdi mais nenhum lançamento, filme, livro ou até DVD, eu sempre estava – e estou! – lá. Minha melhor amiga se mudou para outro estado, mas deixou para trás os melhores presentes que eu jamais poderia ter imaginado, ao menos o segundo: sua amizade e Harry Potter. E eu cresci assim, com um bruxo ao meu lado. Se eu estava triste, lia HP. Se estava feliz, lia HP. Se queria rir, lia HP. Se queria saber mais sobre algum mistério, relia tudo. Acompanhei teorias, boatos, fiz amizades eternas, troquei cartas com pessoas e fã-clubes de todo o Brasil, participei de um fã-clube local em que conheci pessoas fantásticas, inclusive meu atual namorado, fiz eventos pequenos e grandes, participei pouquíssimo tempo como newsposter do Potterish.

E, por fim, morri de chorar, digo, chorar de soluçar, quando terminei de ler a série. Dia 31º de agosto de 2007, nunca esquecerei. De ter que implorar banner de locadora a mentir para professores para não ter que fazer provas nos dias dos lançamentos; de gastar todo meu dinheiro com coisas para a coleção a passar horas da minha vida me dedicando a uma história, não me arrependo de absolutamente nada. Nada. Harry Potter preencheu minha vida, mudou meus conceitos, me mudou. Me trouxe alegria, caminhos diferentes, possibilidades, diria até paz. Harry Potter foi meu amigo quando muitas pessoas me viraram a cara, foi algo que me salvou várias vezes. Hoje, sempre que eu olho para as minhas costas e vejo o símbolo das Relíquias da Morte tatuado, eu penso no quanto eu sou grata por ter algo tão incrível na minha vida. Não sei o que vai acontecer comigo dia 15 de julho, mas sei que Harry Potter só terá um fim quando não existir mais nenhum fã na Terra. Nossa função sempre será manter a história viva, para sempre.

Por Andreza Rafaela de Medeiros Seixas.

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Lembrol: Faltam 08 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Otavio Bergamini - quarta-feira, 06 de julho de 2011 às 00:28


Um a um, os búlgaros se acomodaram nas filas de cadeiras do camarote e Bagman chamou-os , nome por nome, para apertarem a mão do seu ministro e depois a de Fudge. Krum, que foi o último da fila, estava com uma aparência medonha. Seus olhos negros se destacavam espetacularmente no rosto ensanguentado. Continuava a segurar o pomo. Harry reparou que ele parecia muito menos coordenado em terra. Andava com os pés meio para fora e seus ombros eram visivelmente caídos. Mas quando o nome de Krum foi anunciado, o estádio inteiro lhe deu uma ovação de rachar os tímpanos.

Depois foi a vez do time irlandês. Aidan Lynch veio amparado por Moran e Conolly; a segunda colisão parecia tê-lo atordoado e seus olhos pareciam estranhamente fora de foco. Mas ele sorriu com alegria quando Troy e Quigley ergueram a Copa no ar e a multidão embaixo fez ouvir sua aprovação. As mãos de Harry estavam insensíveis de tanto aplaudir.

Finalmente, quando o time irlandês deixou o camarote para dar mais uma volta olímpica montado nas vassouras (Aidan Lynch na garupa de Connolly, agarrado à sua cintura e ainda sorrindo abobalhado), Bagman apontou a varinha para a própria garganta e murmurou Quietus.

— Eles vão comentar isso durante anos… – disse ele rouco –, uma reviravolta realmente inesperada, essa… pena que não pudesse ter durado mais… ah sim… sem devo a vocês… quanto?

Pois Fred e Jorge tinham acabado de saltar por cima de suas cadeiras e estavam parados diante de Ludo Bagman com enormes sorrisos no rosto, as mãos estendidas.

Harry Potter e o Cálice de Fogo
Capítulo Vinte – O beijo do dementador, páginas 305 e 306

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Lembrol: Faltam 09 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Equipe Potterish - terça-feira, 05 de julho de 2011 às 19:27


— Você sabe o que isso significa? – perguntou Black abruptamente a Harry enquanto faziam seu lento progresso pelo túnel. — Entregar Pettigrew?

— Você fica livre… – respondeu Harry.

— É. Mas eu também sou, não seis e alguém lhe disse, eu sou seu padrinho.

— Eu soube – disse Harry.

— Bem… os seus pais me nomearam seu tutor – disse Black formalmente. — Se alguma coisa acontecesse a eles…

Harry esperou. Será que Black queria dizer o que ele achava que queria?

— Naturalmente, eu vou compreender se você quiser ficar com seus tios – disse Black. — Mas… bem… pense nisso. Depois que o meu nome estiver limpo… se você quiser uma… uma casa diferente…

Uma espécie de explosão ocorreu no fundo do estômago de Harry.

— Quê, morar com você? – perguntou, batendo a cabeça, sem querer, numa pedra saliente do teto. — Deixar a casa dos Dursley?

— Claro, achei que você não ia querer… – disse Black apressadamente. — Eu compreendo, só pensei que…

— Você ficou maluco? – disse Harry, com a voz quase tão rouca quanto a de Black. — Claro que quero deixar a casa dos Dursley! Você tem casa? Quando é que eu posso me mudar?

Black virou-se completamente para olhar o garoto; a cabeça de Snape raspou o teto, mas Black não pareceu se importar.

— Você quer? – perguntou ele. — Sério?

— Sério! – respondeu Harry.

O rosto ossudo de Black se abriu no primeiro sorriso verdadeiro que Harry já o tinha visto dar. A diferença que fazia era espantosa, como se uma pessoa dez anos mais nova se projetasse através da máscara de fome; por um instante ele se tornou reconhecível como o homem que estava rindo no casamento dos pais de Harry.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Capítulo Vinte – O beijo do dementador, páginas 305 e 306

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Lembrol: Faltam 10 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Equipe Potterish - segunda-feira, 04 de julho de 2011 às 00:00


Murta Que Geme estava sentada na caixa de água do último boxe.

Ah, é você – disse quando viu Harry. – Que é que você quer agora?

Perguntar como foi que você morreu.

A atitude de Murtda mudou na hora. Parecia que nunca alguém lhe fizera uma pergunta tão elogiosa.

Aaaah, foi parovoso – disse com satisfação. – Aconteceu bem aqui. Morri aqui mesmo neste boxe. Me lembro tão bem! Eu tinha me escondido porque Olívia Hornby estava caçoando de mim por causa dos meus óculos. Tranquei a porta e fiquei chorando e então ouvi alguém entrar. Disseram uma coisa engraçada. Deve ter sido numa língua diferente, acho. Em todo o caso, o que me incomodou foi que era a voz de um garoto. Então destranquei a porta do boxe para mandar ele sair e ir usar o banheiro dos garotos e então… – Murta inchou fazendo-se de importante, o rosto brilhante. – Morri.

Harry Potter e a Câmara Secreta
Capítulo Dezesseis – A Câmara Secreta, páginas 252 e 253

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