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O lado rosa-chiclete da vida [ler]

 

Tintas da pele e da alma [ler]

 

O dementador no nosso mundo [ler]

 

E, se? [ler]

 

 
 
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Clube do Livro- Tolkien Clube do Livro- Garota Replay. Clube do Livro- Jesus Potter. Clube do Livro- A maldição do Tigre.      

 
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Colunas

Os textos que você encontra neste cantinho do Potterish já têm lá a sua história. Alguns criaram asas e tocaram vidas que, a princípio, pareciam não ser capazes de alcançar.

Mas o leitor que temos no peito é você, que chegou aqui para ler aquela enxurrada de notícias do Potter-mundo e que precisa também de um respiro para entender melhor o que esta longa obra de ficção significa e pode significar para as pessoas.

Nosso corpo de colunistas está aqui para isto: para ler livros e filmes e o que mais vier –para chegar a algumas visões novas, pontos de ligação. Estamos aqui, na verdade, para oferecer momentos de leitura ativa de Harry Potter, seu papel no nosso mundo –e no mundo inteiro, por extensão.

Tipos de Texto

Os textos são aqui publicados em uma das 5 categorias abaixo:

Ensaios: Textos que utilizam a obra como catapulta para vôos filosóficos.
Caricaturas: Textos que exploram o “lado B” das personagens.
Resenhas: Conversas sobre as obras lidas pelos colunistas.
Análises: Textos que cruzam obras e/ou comparam partes do enredo.
Especulações: Textos relativos ao enredo da obra.

Corpo de colunistas

Amanda Guidorzi é estudante de Jornalismo e fã de Harry Potter há mais anos do que sua idade denuncia.
E-mail: [email protected]

Brunna Cassales é uma estudante, leitora voraz e “inventora de histórias” que foi cativada por Harry Potter aos 8 anos. Além de colunista, também é editora da seção de Resenhas, e é Lufa-Lufa de todo coração.
E-mail: [email protected]

Bruno Barros ainda está em dúvida entre Jornalismo e Estudo dos Trouxas. É difícil acreditar que ele fica quieto para ler e escrever, quando vemos seu temperamento agitado e chato, e realmente gosta disso.
E-mail: [email protected]

Bruno Contesini é Estudante de Engenharia Química, orientador de física e escritor.
E-mail: [email protected]

Débora Jacintho é estudante de História, aspirante a diplomata, e fã de Harry Potter desde os onze anos.
E-mail: [email protected]

Luiz Guilherme Boneto é campineiro – com muito orgulho -, estudante de Jornalismo, fã incondicional dos livros e editor da seção de Colunas desde 2012. Ah, e é também Corvinal de coração e carteirinha.
E-mail: [email protected]

Monique Calmon é carioca e estudante de Engenharia Elétrica. É fascinada por analisar os personagens e a simbologia em Harry Potter.
E-mail: [email protected]

Natallie Alcantara é paraense, amante de livros desde que se entende por gente. Passou os melhores dias de sua adolescência com um livro de Harry Potter debaixo do braço. Historiadora e Bibliotecária, bibliófila por vocação, Janeite por aptidão e Tolkeniana de coração.
E-mail: [email protected]

Nilsen Silva é jornalista, discípula de Remo Lupin e atualmente sonha em publicar um livro. Leitora voraz, ela fala sobre livros e algumas outras coisas no blog Mudando de Assunto.
E-mail: [email protected]

Orlando Louzada, corvino, jurou solenemente que não pretendia fazer nada de bom. Biólogo em formação, escreve colunas entre poliquetas e mandrágoras
E-mail: [email protected]

Nobres “aposentados”

Ana Paula Soares é estudante de Jornalismo. Viciada em Feijãozinhos de todos os sabores.
E-mail: [email protected]

Breno Alvarenga é itabirense e estudante.
E-mail: [email protected]

Bruna Moreno é jornalista e foi editora da seção de Colunas
E-mail: [email protected]

Camila Galvez é estudante de Jornalismo e chefiou as colunas até se tornar uma repórter verde super-requisitada. É fã de Harry Potter desde 2000 e aficcionada pelo número Sete.
E-mail: [email protected]

Daiane Dal Libero é estudante e estagia na Unifolha de Campo Grande-MS.
E-mail: [email protected]

Eduardo Andrade é estudante, mais conhecido como Duxx.
E-mail: [email protected]

Igor Ferreira é corvino desde o berço, cursa Direito e anseia por um escritório apertado no nível dois do Ministério. Enquanto sonha com o futuro, gosta de pescar dilátex, praticar Poções, jogar xadrez e escrever colunas.
E-mail: [email protected]

Igor Silva é (quase) jornalista, colaborador do Portal MTV, dono do
blog Lendo & Comentando e… ah, pottermaníaco desde criancinha.
E-mail: [email protected]

Isadora Cecatto é estudante e colunista do Potterish desde 2006. Foi editora da área de colunas do final de 2008 à metade de 2010 e pretende cursar Jornalismo na UFSC. E-mail: [email protected]

João Victor Bastos é publicitário, designer e ilustrador. Fã de Harry Potter desde 2001.
E-mail: [email protected]

Lucas Sasdelli é Fic-Writer. Especialista em Slashs.
E-mail: [email protected]

Luis Nakajo foi editor das Ish Colunas de março a setembro de 2008 e colunista desde maio de 2007. Seus textos são uma mistura esquisita de semiótica e desejo de ser entendido.
Twitter: @lgnakajo

Mariana Elesbão é analista de sistemas e ama Harry Potter desde que se entende por gente.
E-mail: [email protected]

Mariana Nascimento passou boa parte de sua infância e adolescência se
dedicando a doentias especulações sobre Harry Potter. Hoje é uma
leitora mais saudável e está prestes a se formar em Letras.
E-mail: [email protected]

Mariana Rezende é mais uma estudante de História (não satisfeita em só ser ”mais uma” Mariana) eternamente apaixonada por Remo Lupin.
E-mail: [email protected]

Rochely Droves é estudante. Fã de Harry Potter desde 2001 e apaixonada pelas personagens Belatriz Lestrange e Lilian Potter.

Rodrigo Bruno é formado em História, e atualmente cursa Artes Cênicas. Mora em Curitiba.
E-mail: [email protected]

Rodrigo Salvador é estudante de Direito. Fã desde o lançamento do primeiro livro, leitor assiduo de Fics e H/G de carterinha.
Email: [email protected]

Sheila Vieira é jornalista, e foi editora das seção de Resenhas e das Colunas também.
E-mail: [email protected]

Sonia Manzoni é professora e formada em Letras.
fã incondicional do Shipper R/Hr.
E-mail: [email protected]

Victor Martz é formado em Design Gráfico. Fã de Harry Potter desde 2002, e fã incondicional dos Gêmeos Weasley e prefere ser conhecido por Sr. Vickhart.
E-mail: [email protected]

Yuri Rigon é estudante e mora em São Gonçalo-RJ.
E-mail: [email protected]

Autor
 
Estilo
Amanda Guidorzi
Ana Freitas
Breno Alvarenga
Bruna Moreno
Brunna Cassales
Bruno Barros
Bruno Contesini
Camila Galvez
Carol Alvarenga
Débora Jacintho
Eduardo Andrade
Fernanda D’Elia
Igor Ferreira
Igor Silva
Isadora Cecatto
João Victor Bastos
Larissa Almeida
Luis Nakajo
Luiz Guilherme Boneto
Mariana Elesbão
Mariana Nascimento
Mariana Rezende
Marisa Rosalino Amante
Monique Calmon
Natallie Alcantara
Nilsen Silva
Orlando Louzada
Pâmela Lima
Rodrigo S. Bruno
Rodrigo Salvador
Sheila Vieira
Sonia Manzoni
Victor Martz
Yuri Rigon
Outros autores…
Análises
Caricaturas
Ensaios
Especulações
Resenhas

Em várias histórias do universo fantasioso é comum encontrarmos divisões de grupos. Por exemplo, na trilogia Divergente existem as facções, na trilogia de Jogos Vorazes existem os distritos, em Game of Thrones encontramos as casas…e por aí vai. Em Harry Potter, nos deparamos com casas que representarão, influenciarão e serão influenciadas por seus alunos em Hogwarts. Sendo assim, da mesma forma que nas outras fantasias (e até mesmo no mundo real) sempre há um grupo taxado de “fraco”, “pobre”, “careta”, em Harry Potter essa função é um tanto ocupada pela Lufa-lufa, quando a maioria da escola os definem como “panacas”.

Na coluna de hoje, convido todos a refletir e desmitificar esse  conceito a respeito dos lufanos, através de uma de suas grandes alunas. Aproveite a leitura e permita-se a um novo olhar!

Por Débora Jacintho

“Todo mundo diz que Lufa-lufa só tem panacas…”, disse Hagrid. Porém, podemos considerar essa afirmação mais do que descabida. A casa de Helga Hufflepuff tem a fama de ter bruxos menos inteligentes mas, na verdade, são os bruxos que menos se gabam de seus feitos. A Lufa-lufa é uma casa com representantes extraordinários, e um dos melhores exemplos é Ninfadora Tonks (ou somente Tonks, como ela mesma prefere).

Tonks, ao sair de Hogwarts, ingressou no Ministério da Magia e se qualificou como Auror, sob orientação de Alastor Moody. Apesar de ter tido dificuldades em Vigilância e Rastreamento, passou com facilidade em Dissimulação e Distinção, por usar bem suas habilidades de metamorfomaga. Logo em seguida, juntou-se à Ordem da Fênix. É inteligente e corajosa, e sempre se esforça ao máximo para defender o que acredita. Além disso, é autêntica e leal, como uma verdadeira lufana. É uma bruxa brilhante, mas não deixa de ser engraçada, como metamorfomaga, gosta de mudar o formato do nariz e as cores do cabelo.

No Pottermore, J.K. Rowling fala sobre a utilização das cores e seus significados no universo mágico. Sobre a Tonks, ressalta sua preferência pelo rosa-chiclete como atitude rebelde, uma forma de se afirmar. Não tem vergonha de quem é e não nega as origens, com seu pai sendo trouxa.

Se apaixona por Remo Lupin, que num primeiro momento nega o relacionamento por se achar muito velho, pobre e perigoso. Tonks, por outro lado, não se importa com nada disso, e não desiste de seus sentimentos. Ela enxerga pessoas, não apenas status e aparências, e é assim que ama Lupin independentemente do que ele é.

Tonks é uma personagem extraordinária: é corajosa, engraçada e autêntica. Luta intensamente por tudo o que ama e acredita, e não desiste em nenhum momento diante de dificuldades. Se a Lufa-lufa só tem panacas? Acho que não. Tonks prova isso completamente, é uma grande bruxa e grande representante da Casa de Helga Hufflepuff. E não é à toa que se tornou minha personagem favorita!

Então talvez o rosa-chiclete não seja uma cor tão panaca assim!

Marcar a própria pele com o símbolo de algo que amamos e que representa uma coisa especial em nossas vidas é uma decisão que, obviamente, precisa ser pensada várias vezes para evitar arrependimentos. Uma tatuagem é muito desejável quando representa algo intrínseco e profundo da alma; fora disso, pode representar uma dor de cabeça mais tarde.

Na coluna de hoje, Nilsen Silva demonstra sua paixão e admiração pelos desenhos na pele, algo que tem, afinal de contas, tudo a ver com a nossa série preferida. Quer saber como? Basta ler o texto que nossa colunista preparou, sem esquecer, é claro, de deixar seu comentário.

Por Nilsen Silva

Injetar um pigmento sob a pele para homenagear ou preservar um rito ou símbolo é um costume antigo. Múmias egípcias do sexo feminino, entre elas a de Amunet, que viveu entre 2160 e 1994 a.C, apresentam traços e pontos marcados na pele, possivelmente relacionados com cultos à fertilidade. Registros ainda mais antigos foram descobertos em uma múmia conhecida como Homem de Gelo, que tem cerca de 5.300 anos.

Com a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891, o costume se espalhou ainda mais pela Europa e pelos Estados Unidos. O hábito foi se popularizando de tal modo que colorir a pele com tinta indelével, antes uma característica praticamente exclusiva a marinheiros e presidíarios, tornou-se moda entre os jovens do século XX. Até que chegamos aos dias de hoje, em que diversos profissionais são tatuados e nem por isso deixam de ser menos capazes ou instruídos, muito obrigada.

De fato, pigmentar a pele para o resto da vida parece um pouco drástico. Quem é que garante que a vontade de tatuar o símbolo do infinito, que parece fazer tanto sentido agora, vai permanecer infinita pelos anos a seguir? E o arrependimento, tem espaço para ele? Principalmente quando levamos em conta a palavra “moda”, coisa passageira, do momento, que vai tão fácil como chegou.

Por essa perspectiva, tatuar só porque deu vontade realmente parece algo tolo de se fazer. Já não dizia o poeta que o que vem fácil vai fácil? Pois é. Com tatuagem não é bem assim. Tatuar sem pensar duas vezes pode ser feito em dez minutos na cadeira do estúdio, um lugar bacana com ar-condicionado, bem decorado e boa música. Mas apagar o desenho feito na agulha é mais complicado. Leva junto não só o dinheiro nas sessões a laser, mas alguma coisa dentro de você que vai morrer um pouquinho.

Quem leu este texto até aqui provavelmente deve estar se perguntando se eu sou contra tatuagem. E eu respondo: de jeito nenhum! Por enquanto tenho três, mas mantenho um bloquinho de vontades e ideias constantemente atualizado. O meu ponto – e admito que talvez demorar quatro parágrafos tenha sido muito enrolado da minha parte… – é que tatuar só porque deu vontade é inadmissível. Se for para marcar o seu corpo, faça por algo que valha a pena. Aquela coisa que te dá comichão, frio na barriga, que te tira o sono ou te faz sonhar. Ou que seja a representação perfeita de algo que você quer carregar consigo todos os dias, como um lembrete. Tatue pela sua fé. Pela família. Pelo que você acredita. Se significar algo e ainda for bonito de se ver, melhor ainda. Porque, vamos combinar, tatuagem tem que ficar bonita.

Das minhas três tatuagens (que provavelmente vão somar 30 até eu ficar velhinha), uma delas é um singelo Expecto Patronum na perna direita. Logo abaixo da dobra da perna, em tinta preta, com uma fonte cujo nome eu nem lembro mais. Por muito tempo eu quis fazer uma homenagem à minha série preferida… mas, antes de me decidir, eu pensei, e muito, sobre o que HP representa para mim. E a minha conclusão?

Tudo. Mesmo que indiretamente.

Foi com Harry Potter que comecei a pegar o gosto pela leitura. Os livros infantis que eu lia eram legais, divertidos, mas só a história de J.K. Rowling me fez entender o que era ansiar pela continuação de uma história. Do amor pela leitura veio o amor pela escrita. Horas e mais horas me dedicando a contos, crônicas, livros… e a textos da faculdade, é claro. Amar HP também afetou, de um jeito ou de outro, a minha escolha profissional. Virei jornalista (com diploma!). Também espero, um dia, publicar minhas histórias e ter o prazer de cativar alguém com meus personagens.

HP também me ensinou que ter um pézinho na ficção nunca fez mal a ninguém. Mas que aceitar a realidade é importante. Aprendi a dar mais valor às pessoas queridas a mim, que o amor vence tudo, que enfrentar meus medos é sempre possível e que não importa se eu cair e me decepcionar – tudo vai ficar bem. Infelizmente não posso levar um tombo de vassoura, mas não tem problema.

Comer até a barriga doer, desde que seja uma comida gostosa, também pode. E passar a perna nos professores chatos  – desde que minha fibra moral permaneça a mesma – não tem problema. Descobri que não posso silenciar os meus problemas e que me abrir com pessoas nas quais confio é necessário. Confiança. Coragem. Amizade. A lista é longa, e eu tenho certeza de que poderia trabalhar nela até amanhã de manhã. Mas acho que consegui me fazer entender.

Não é sempre, mas tem vezes em que olho para a minha tatuagem e lembro de tudo isso e mais um pouco. E, mesmo que o meu amor pela série diminua com o passar dos anos (não acho que seja possível, mas, ei, nunca diga nunca, certo?), eu vou me lembrar disso para sempre. E vou ser grata por ter tido essa percepção e manter esse sentimento dentro de mim.

No fim das contas, acho que nem importa se a tatuagem for feita no calor do momento, só porque deu vontade. Desde que você saiba que ela ainda vai representar algo em muito tempo. Não dizem que as melhores ideias vêm quando a gente menos espera? Afinal de contas, a melhor série do mundo surgiu em uma viagem de trem a Londres, num vagão lotado e quando a autora não tinha papel nem caneta…

Nilsen Silva escreveu a coluna e percebeu que precisa retocar a tinta das três tatuagens.

Que J.K. Rowling é uma mulher genial, restam poucas dúvidas. De que determinados pontos da sua obra e que, ainda que ficcional, determinadas atitudes e ações dos personagens em Harry Potter podem (e devem) ser transportados para a vida do leitor, também ninguém questiona.

Você sabia, porém, que a criação dos dementadores teve uma razão especial na série? E que esse motivo saiu diretamente de um dos piores momentos já vividos na vida de tia Jo? Bruno Contesini veio hoje nos contar um pouco mais sobre isso e dissertar sobre a influência que os momentos depressivos têm na vida de cada um de nós. Sempre há um bom modo de superá-los, e é fundamental não esquecer disso.

Por Bruno Contesini

Quantas vezes, nos dias atuais, ouvimos dizer que estamos no século da depressão, que trata-se de uma das doenças mais atuantes e sérias do nosso tempo? Tudo isso é mesmo uma realidade, mas o que é, de fato esse transtorno, e de que modo ele está relacionado com o universo Potter?

Primeiramente, é preciso fazer uma diferenciação, a depressão é uma doença, que necessita de diagnóstico de profissional da medicina (ou de curandeiro do hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos, é claro), sendo assim, é bastante diferente de uma sensação de tristeza episódica, natural a qualquer ser humano.

Por se tratar de um termo bastante disseminado, há muita confusão entre uma sensação de tristeza e o transtorno depressivo maior, a grande diferença entre eles está na continuidade, ou não, da condição de “tristeza” por longos períodos!

O que nem todos sabem é que J. K. Rowling sofreu deste transtorno depressivo, tão logo se separou de seu primeiro marido. A partir das lembranças deste período, inclusive, ganham forma os dementadores, criaturas mágicas fundamentais para a série, e para a correlação proposta nessa coluna.

Do que se alimentam os dementadores? Da esperança! E é exatamente isso que ocorre na depressão, perde-se a motivação, e junto dela, a esperança de que um estado de felicidade volte a sorrir! Como eu mesmo já mencionei em coluna anterior, qual a tua obra? Quais os teus objetivos? Qual a sua motivação para prosseguir? Provavelmente, um quadro depressivo impossibilite que sejam respondidas essas perguntas, exatamente como os dementadores fazem com os prisioneiros de Azkaban.

O que manteve o equilíbrio emocional de Sirius Black nos anos de Azkaban, como esteve claro em vários momentos, foi a lembrança de Harry e o sonho de poder reconstruir uma vida com o garoto, longe das injustiças que haviam provocado a separação de ambos! Curiosamente, no caso de Rowling, sua filha, Jessica, foi o que a manteve em condições de vencer o que a afetava! Parece claro, que experiências pessoais da autora, engrandecem sua mais importante obra de ficção, tão cheia de valiosas lições.

Qual o requisito fundamental para conjurar um patrono corpóreo? Concentrar-se em pensamentos felizes! Em outras palavras, concentrar-se no que o seu coração mantém como motivação, mesmo nos momentos em que o frio toma conta do ar!

O paciente depressivo quer ocultar-se de seu mundo, viver isoladamente, longe daquilo que já não parece ser capaz de trazer expectativa de melhora, pensamentos pessimistas tomam conta de seu imaginário, e é preciso buscar refúgio em algo que traga conforto, escrever Harry Potter, no caso da autora, certamente foi uma porta de entrada para um mundo inteiramente novo, um mundo do qual as suas tristezas pessoais não faziam necessariamente parte, além disso, Hogwarts era o lugar onde podia, com tinta e papel, compartilhar pensamentos e lições, de uma forma indireta e reconfortante!

Harry Potter é muito mais do que a razão de horas de leituras de uma geração inteira de aficionados, é muito mais do que o instrumento de compreensão de ideais, do que uma oportunidade de edificação de personalidade, amparada na moral e na ética inabaláveis do protagonista, a série foi também, o reencontro da esperança, por parte daquela que nos deu esse presente, nas palavras de Rowling: “Passei por uma fase bem difícil e estou bem orgulhosa de ter saído dela”.

E de que forma o bruxinho protagonista se relaciona com tudo isso? Sabemos que, por diversas vezes, o jovem perdeu aqueles que amava, perdeu a oportunidade de construir um sólido conceito de família, tinha como desejo mais profundo o reencontro com seus pais, algo que sempre soube ser impossível, ao menos de uma forma tangível.

Harry também viu diante de si extraordinários desafios, muito maiores do que qualquer garoto tão novo teria sido, em condições normais, capaz de suportar! Barreiras que poderiam tê-lo feito recuar, procurar novos caminhos, ou quem sabe, desistir deles, entregando-se à depressão.

“Não vale a pena viver sonhando Harry, e se esquecer de viver”! O que há nas entrelinhas dessa tão importante colocação de Dumbledore? É simples! Não se entregue cega e perdidamente aos seus sonhos, ao que a sua vida poderia ter sido e, por um motivo ou outro, não foi! Dedique-se a viver cada dia de sua vida buscando o caminho da felicidade, porque deste modo será possível perceber que, embora não tenha sido possível encontrar Lilian e Thiago diante de seus olhos, será possível encontrá-los diante de seu coração!

Acredito enquanto autor, que Harry tomou consciência da profundidade da colocação do diretor, apenas quando encontrou aqueles que amava de posse da pedra da ressurreição, pronto para entregar-se para a morte, ele ouve que todos sempre estiveram com ele no coração.

Deixo claro que não sou profissional da psicologia, não tenho qualquer formação que faça de mim alguém apto para dissertar, com propriedade, sobre temas tão complexos da mente humana, mas em minha análise, Harry encontrou forças no mesmo amor que sua criadora tinha pela filha Jessica, e que seu padrinho tinha por ele. A solução favorita de Dumbledore, enfim, provava também ser capaz de motivar Potter, e seus amigos que amava, no sentido de uma revolução do seu mundo, que fez de cada um deles personagens tão admirados por milhares de corações, muitos dos quais, podem ter encontrado conforto nas horas de leitura.

Bruno Contesini esqueceu de recomendar, mas ainda que não haja um dementador por perto, uma barra de chocolate é sempre bem-vinda.

E, se? Quantas vezes você não surpreendeu a si mesmo imaginando o que teria acontecido se algum fator tivesse precedido determinada situação? E quantos detalhes, tão corriqueiros e tão irrelevantes aparentemente, não alteram totalmente a trajetória de vida de uma pessoa?

Bruno Barros especula hoje sobre algumas mudanças de curso na vida da Tia Petúnia. Você concorda com o nosso colunista? Não se esqueça de mostrar ao Potterish as suas próprias reflexões na seção de comentários!

Por Bruno Barros

Acho que é mal de todo leitor ficar encaixando muitos “E se” a respeito de um enredo original, impulsionando a imaginação criar uma realidade alternativa. Faz tempo desde que eu li pela primeira vez que “o Sr. e a Sra. Dursley se orgulhavam de dizer que eram uma família perfeitamente normal, muito bem, obrigado”, mas até hoje eu me pergunto: E se a Tia Petúnia não fosse trouxa?

Acabei por listar algumas possíveis mudanças que apresento agora.

- A rivalidade e o ciúme entre ela e Lilian, talvez, não existiria. Penso que elas teriam se tornado melhores amigas, a propósito. Pelo que lemos do passado das irmãs Evans, percebemos que Lilian queria ter um bom relacionamento com sua irmã, porém esta não conseguia superar o grande orgulho que seus pais tinham de Lilian, uma vez que ela desenvolveu a magia. Se Petúnia tivesse passado por cima disso, elas seriam grandes irmãs.

- Talvez ela não tivesse se casado com o Tio Valter e sim com um bruxo. Presumindo que seu repúdio à magia tenha desaparecido, ela provavelmente teria arranjado um marido bruxo, ou mesmo trouxa, mas que diferente do tio Valter, não tivesse tanto ódio pela magia. Duda daria lugar a uma penca de crianças fofinhas, sem cara de cachorro e com o coração mais puro;

- Harry teria crescido em um lar bruxo. Petúnia sendo bruxa não muda muito a perseguição de Harry por Voldemort, ao contrário, ele foi jogado em um lar onde seus tios o odiavam, simplesmente, por seus pais ou por sua magia. Harry teria encontrado uma família amável (ainda mais se Lilian e Petúnia fossem muito próximas). Provavelmente não teria sofrido tanto bullying por seus primos e encontrado em Petúnia uma figura materna mais amável e compreensível (principalmente quando ele fazia as coisas “simplesmente acontecerem”), sem contar que poderia se livrar da casa com cheiro de repolho e todos os gatos da Sra. Figg;

- Harry cresceria orgulhoso e esnobe. Sem saber quem ele era, de onde veio ou mesmo quem foram seus pais, em seus primeiros 11 anos de vida, Harry criou uma personalidade humilde. Nem arrogante ou mesquinho, pois ele sabia como era ser tratado daquela maneira. E isso influenciou a maneira que ele tratava os outros, como por exemplo, recusando-se ser amigo de Malfoy. Talvez se ele fosse criado, sabendo desde pequeno o quão especial ele era, teria inflado um ego tão grande que não caberia em si. (Vide Córmaco McLaggen)

- Harry teria suporte nas “coisas com magia” em seus primeiros anos em Hogwarts. Coitado do jovem Harry. Até seu terceiro ano na escola não teve ninguém quem o ajudasse. Enfim encontra Sirius, Remo, os Weasley e logo mais os outros integrantes da Ordem, que olham por ele. Se Petúnia pudesse usar magia, ela compreenderia as “anormalidades” que aconteceram com Harry e até mesmo evitaria muitos. A Sra. Mason poderia nunca ter provado bolo voador, acidentes com a tia Guida-balão no terceiro livro, poderiam não existir.

- Petúnia poderia ter se tornado um “alvo”. Voldemort procurava atacar as pessoas que suas vítimas amavam. Se Petúnia e Lilian fossem tão ligadas, e Petúnia se importasse com Harry, entramos em uma questão tão extraordinária que mal consigo organizar meus pensamentos. O feitiço mais forte de Lilian, o amor que salvou seu filho, seria reforçado por sua irmã, devido ao laço afetivo dela com o sobrinho.

Basicamente acho que se Petúnia fosse bruxa teríamos uma grande reviravolta em todo o enredo. Uma pequenina mudança poderia mudar o personagem de Harry por inteiro, reformular toda sua infância, sem nem mencionar os pequenos eventos maus, que aconteceram durante todos os anos que ele passou na casa dos tios. É claro que apresentei apenas uma simples especulação caso tia Petúnia fosse bruxa. Não levei em conta o fato de que ela poderia ser uma solteirona, ou mesmo que ela teria sim se casado com o tio Valter, pois não resistiu aos seus charmes. Apesar de tudo, em uma particularidade eu acredito com força: o Chapéu Seletor, provavelmente, enviaria Petúnia para a Sonserina e isso influenciaria bastante na construção de sua personalidade.

Que outras possibilidades vocês imaginam para a tia Petúnia e as consequências que elas trariam?

E se Bruno Barros não fosse colunista do Potterish? Sobre essa possibilidade eu me recuso a especular.

Vivemos um momento de recrudescimento de ideais de extrema-direita em vários países do mundo, especialmente em algumas regiões da Europa. Hoje existem, inclusive, partidos que propagam as ideias do nazismo e que têm ganhado força nas últimas eleições. É sempre fundamental lembrar e repudiar os horrores que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial para impedir que tais fatos ocorram novamente em algum lugar.

Na coluna deste domingo Monique Calmon faz uma pertinente ligação entre os ideais nazistas e algumas das ideias que circularam entre os personagens mais horrorosos dos livros de Harry Potter. Os ideais horríveis de “pureza de raça” não passaram despercebidos ao olhar brilhante de J.K. Rowling, que como sempre, tem uma lição a nos ensinar.

Por Monique Calmon

Alguns dias atrás, me deparei com um documentário sobre o nazismo na TV. Comecei a assistir esperando ouvir sobre a história geral de como se sucedeu a ascensão e queda do regime, mas me surpreendi ao falarem sobre o ocultismo por trás das crenças de Hitler e demais líderes nazistas. Em especial, comentava-se sobre um pacto que Hitler supostamente realizara utilizando uma mandrágora, aquela mesma planta mágica do universo de Harry Potter utilizada para curar pessoas que foram petrificadas. Parei para refletir sobre outros elementos comuns às duas realidades, e percebi que são muitas as influências do nazismo na escrita de JK Rowling, como ela mesma afirma.

A principal semelhança nos livros de Harry Potter com o nazismo, que praticamente guia a trama, é a idealização de um grupo superior e seleto, os bruxos de famílias inteiramente mágicas, que poderíamos comparar com a suposta “raça ariana” que Hitler tanto almejava. Esse tipo de preconceito surge em Hogwarts com um de seus fundadores, Salazar Slytherin, que buscava “purificar” a escola, aceitando apenas educar bruxos puro-sangue, considerando os nascidos trouxas indignos da magia, crença que se assemelha muito ao antissemitismo pregado pelo partido nazista na Alemanha.

Muitos anos depois, Grindelwald e Dumbledore começam a compartilhar de um pensamento semelhante. Acreditavam que, como os bruxos eram mais poderosos que os trouxas, naturalmente teriam o direito de governar sobre o mundo trouxa. Para ascender ao poder, planejavam convencer a todos de que suas intenções eram em prol da sociedade, a partir do slogan “Para um Bem Maior”. Também Hitler se utilizou da propaganda para convencer a população alemã a buscar a “purificação social”, através de slogans e campanhas que tiravam de foco as crueldades de seu regime ao aclamarem seus supostos benefícios. Além disso, Grindelwald foi derrotado em 1945 por Dumbledore, mesmo ano da morte de Hitler, fato que, de acordo com a própria JK Rowling, não foi mera coincidência.

“As pessoas gostam de se sentir superiores e, se não podem se orgulhar de nada mais, se apegam a uma suposta pureza.” – JK Rowling

Anos depois, nasce Voldemort, que assim como Hitler, passa por uma infância de dificuldades e sofrimento. Hitler vive boa parte de sua vida em uma região pobre povoada por judeus, e Voldemort cresce num orfanato trouxa. Ambos se sentem superiores às pessoas ao redor e infelizes com suas vidas. Essas situações certamente levaram ao desenvolvimento do caráter e da personalidade dos futuros ditadores que se tornariam através da persuasão e de violência. Mais à frente, enquanto Hitler adotaria a suástica como símbolo de sua liderança, Voldemort se utilizaria da marca negra para identificar seus mais importantes seguidores.

Olhando então para as semelhanças entre a infância de Voldemort e Hitler, o preconceito contra os judeus e os trouxas e o modo como conduziram suas vidas, podemos concluir que, sem dúvidas, Rowling, ao escrever “Harry Potter”, deixa nas entrelinhas um paralelo entre o período do mundo mágico que descreve e os eventos da Segunda Guerra Mundial. Mas é através da luta contra a crueldade dos pensamentos extremistas e preconceituosos que ela constrói personagens únicos como Harry, Ron e Hermione, que nos inspiram e nos ensinam grandes lições sobre amor e coragem.

Todos somos iguais independentemente de credo, cor da pele, ideologia política ou orientação sexual e sabemos disso. Mas como diria Olho-Tonto Moody, “vigilância constante”.

Política é um assunto sempre muito polêmico e complicado, e esteve, como bem sabemos, implícito o tempo todo em Harry Potter, seja nos gestos extremos de Cornélio Fudge para tentar se manter no cargo de Ministro da Magia, seja nos métodos hediondos dos quais Voldemort se utilizou para tomar o Ministério e controlar o sistema político da Grã-Bretanha.

J.K. Rowling também criou, além do sistema político, toda uma estrutura física para o mundo bruxo. Nosso colunista Arthur de Lima vem na coluna de hoje fazer um exercício de imaginação sobre como seria esse mesmo sistema aqui no Brasil, incluindo os transportes, a educação mágica e o próprio mundo político. Você concorda com ele?

Desde 1997 nos saboreamos em um mundo criado por uma mente extremamente criativa pertencente a J. K. Rowling. A medida que cada história progredia ao passar dos anos, nos vimos cada vez mais dentro de uma realidade categoricamente humana, com ressalvas dos feitos mágicos realizados. Pudemos conhecer uma estrutura política completa, coberta de afazeres e conspirações para que o poder seja mantido nas mesmas mãos. Observamos uma estrutura educacional completa, formando seres para seguirem carreiras, pois um bruxo não sobrevive somente de mágicas, estruturas familiares tradicionais, ricas, pobres, e tantas outras características do mundo normal.
Contudo, tivemos, por este motivo uma realidade estupidamente britânica quanto a este modo de vida e suas estruturas tão familiares. Então, mexendo em meus botões, pensei: como seria a política mágica na realidade brasileira? E eis minha análise.

Como todos sabem, a autoridade política máxima do país, teria conhecimento do mundo mágico através do Ministro da Magia. Enfrentando a realidade dos escândalos políticos de nosso país, imaginem quantos galeões seriam necessários para manter em sigilo o mundo bruxo, afinal de contas, ou ficariam na surdina de vez, ou teriam que se ocupar em esforço quíntuplo para poder sair apagando memória por memória. A magia estaria entrando num campo altamente corrupto do mundo trouxa, e tenho até medo pensar em como nosso governo cederia fácil ao regime ditatorial de Lord Voldemort.

Quanto às escolas de magia, cabe aí uma questão: será que seriam públicas? Será que as mentes políticas bruxas brasileiras teriam o mesmo descaso com a educação conforme o governo trouxa? As felizardas crianças de genes mágicos seriam obrigadas a pagarem uma fortuna por sua educação caso tivessem condições ou se submeteriam a uma educação reclusa, repleta de professores mal pagos, marginalizando também a magia em nosso país?

O sistema de cotas para escolas poderia ser desnecessário, pois todo bruxo deveria sim ser ensinado, mas levando em consideração o sangue quente brasileiro, teríamos um caso de excesso de mestiços neste país, de modo que praticamente não existiriam famílias de sangue puro, e neste caso, as cotas entrariam como sistemas de bolsas de estudo para escola de magia particulares (provavelmente a família Weasley seria beneficiada de tal modo com uma educação de qualidade, caso contrário seus filhos seriam obrigados ao ensino público e defasado da magia), trazendo assim um pouco mais de acesso as famílias bruxas ou mestiças com poucas condições. Mas de todo fato, poderiam também ser criados os Institutos Federais de Magia, para, conforme a educação brasileira, ofertarem os últimos três anos do curso, entrando nestes moldes também, se bem conheço meu país, as cotas para bruxos nascidos trouxas.

Imagino que na lei que homologou o programa “Minha Casa, Minha Vida”, estaria incluso um inciso secreto para que os bruxos de renda baixa obtivessem com mais facilidade sua primeira casa própria. E poderíamos imaginar nosso queridos bruxos e bruxas tentando arrumar empregos trouxas para se manterem após terminarem a escola, pois devido ao excesso populacional mágico que seria gerado, os cargos públicos somente poderiam ser ocupados através de concursos (e as cotas aparecem de novo).

A utilização da rede de flu, tenhamos certeza que seria tarifada (de estado para estado) e os impostos em cima do uso, óbvio, exorbitantes! Ao ponto de que no regime de economia doméstica, as redes de flu seriam cortadas, pois seria mais em conta levar seus filhos para comprarem o material escolar em alguma passagem secreta na rua 25 de março (sim, não imagino outro local) em transporte trouxa.
E por falar em transporte, sabemos que o Brasil é um país de proporções continentais, portanto não teria como bruxos menores que não podem usar magia se dirigirem todos os anos para Brasília e pegarem o transporte para a escola (que provavelmente seria um ônibus). Ou seja, imagino que cada capital teria sua própria passagem, sua própria escola, e ainda vou além, cada estado teria seu próprio beco diagonal (visualizem aqui o tanto de dinheiro que seria tirado dos nossos irmãos bruxos, e não quero nem pensar onde o Beco seria localizado aqui em Maceió).

E o que vocês acham? Teríamos jeito desta forma? O povo bruxo brasileiro saberia eleger um governante sábio e evitar a bagunça bruxa e, talvez, até acabar com a bagunça trouxa?

Eu não sei vocês, mas Alvo Dumbledore deve estar se revirando no túmulo, só de imaginar esta possibilidade.

Não nos cansamos nunca de lembrar os fatores que tornam Harry Potter uma obra peculiar e não-convencional. Há quem se dedique, mesmo em obras acadêmicas, a tentar descobrir fatores psicológicos que levaram uma simples série de livros a conquistar toda uma geração.

Gabriela Lutfi não escreveu uma tese sobre, contudo, arrisca um palpite na coluna de hoje: a imensa quantidade de sentimentos que J.K. Rowling inseriu em sua obra. Amizade, amor, escárnio, drama, tudo isso está presente na série que todos nós amamos, e graças a essas sensações, rimos, choramos, ficamos com raiva (lembram da Umbridge?). Não se esqueça de dar a sua opinião ao finalizar a leitura!

Por Gabriela Lutfi

Eu não sei vocês, mas eu amo dar risada! Tem coisa melhor que isso no mundo? Ok, tem (comida, por exemplo), mas vamos deixar isso de lado por enquanto.

No mundo mágico, dois grupos de alunos (na verdade um grupo e uma dupla!) saltam aos olhos em se tratando de humor. Os marotos e nossos gêmeos favoritos foram os grandes responsáveis por adicionar humor neste mundo, que seria completamente sombrio caso contrário. Juro. Sem esses personagens, os livros seriam uma choradeira sem limites. Querem ver?

Eu tenho opiniões bem fortes com relação aos sentimentos que dominam os livros. Vamos começar pelo centro de toda a história: o medo. Essencialmente, e como podemos ver com mais clareza nos últimos livros, o medo é um sentimento bastante presente. Medo da guerra, de Voldy, dos comensais da morte, medo de perder as pessoas (uma das cenas que mais me lembro é do trio ouvindo o rádio para saber se algum ente querido estava morto/desaparecido).

Depois do medo, vem a amizade. Olha que lindo. A amizade entre o trio, entre todos os demais alunos da escola, com os adultos, a relação mútua de confiança. Ok. Mas com a amizade entre eles, também vêm as brigas, o ciúmes, todo o drama que normalmente acompanham os anos adolescentes de qualquer um. Então essa coisa linda também tem seu lado sombrio.

Tem o romance também, que fazem as meninas surtarem e os meninos passarem as folhas apressados enquanto suas bochechas ficam coradas (não tentem me enganar). Todo mundo já sabia, desde o começo, que Rony e Hermione ficariam juntos, certo? Certo. O que ninguém sabia era que ia ter todo aquele drama com Lilá Brown, a maluca que namorou Rony por um tempo. Meu ponto é: isso também deixa as pessoas tristes.

Mas os Marotos e os gêmeos? Uau. Tem coisa melhor do que fazer os outros rirem? Tudo bem que os marotos infelizmente não estavam mais presentes quando acompanhamos a saga de Harry, mas quem não se divertiu com as lembranças das peças que eles pregaram pela escola? Snape que me perdoe, mas devemos admitir que os marotos eram geniais.

Já os gêmeos, o que mais precisa ser dito? Apesar de serem brincalhões, podemos perceber que grande parte do que eles fazem é para animar as outras pessoas. Alguém se lembra de quando eles fizeram um pantanal em um dos corredores de Hogwarts? Ou quando eles lançaram fogos de artifícios no salão comunal durante os exames? Já ouvi gente falando que eles não levavam as coisas a sério e que muitas vezes atrapalhavam a história. Se agressão fosse permitida, eu a teria praticado nesse momento. Porque sério, quem fala isso não entende a beleza da situação. Os gêmeos e os marotos foram parte essencial nos livros. Como estaria a moral de todos se eles não tivessem tempo para brincadeiras? Se passassem todos os dias se remoendo por causa de todas as coisas ruins que aconteceram?

Muitos de vocês podem se perguntar qual é meu objetivo com essa coluna relativamente aleatória. Meu ponto é: as piadas são minha parte favorita dos livros inteiros. Não são os momentos mais memoráveis, mas são os que dão liga para a história. Já perdi a conta de quantas vezes tive que parar de ler para dar uma boa risada. Também perdi a conta de quantas vezes fechei o livro para chorar. Mas imagina se eu ficasse chorando sempre? Ia ser tão emocionalmente exaustivo que eu provavelmente iria demorar eras para terminar de ler a saga.

As piadas presentes nos livros também mostram que nossa rainha tem um ótimo senso de humor. Certa vez, li um artigo de uma autora que eu realmente admiro, e ela disse: qualquer um pode escrever uma cena triste, uma cena de romance, uma cena de glória. Mas só quem realmente é inteligente e engraçado pode escrever um personagem inteligente e um personagem engraçado. Porque as pessoas podem fingir estarem tristes, mas ninguém pode fingir ser inteligente, e ninguém sem senso de humor pode escrever uma boa piada.

Pois é. Rowling é uma das pessoas mais versáteis do mundo! Por isso seus livros são encantadores. Eles atingem a todas as pessoas. Em especial a mim, que adoro fazer piadinhas (quanto mais sem graça melhor! Haha)

E vocês? Vão me dizer que não morreram de rir quando os gêmeos prometeram trazer uma tampa de uma das privadas de Hogwarts?

P.S.: Sua mãe é tão fedida que Dobby rejeitou a meia dela.

A Gabi acha que comer é melhor que dar risada. Eu também acho, mas incluiria dormir nessa conta.

O mundo se rendeu à série televisiva mais aclamada do momento: Game of Thrones. Diferentemente de Harry Potter, que saltou dos livros para o cinema, a série de George R. R. Martin teve sua adaptação da literatura para a televisão, e vem fazendo estrondoso sucesso a cada novo episódio que vai ao ar – a atual temporada encerrou-se na semana passada.

Nossa colunista Débora Jacintho vem hoje confessar que também se rendeu à nova saga. Ela, porém, não esquece Harry Potter jamais, e munida de seus conhecimentos sobre a série, foi buscar características dos personagens de Game of Thrones para encaixá-los nas Casas de Hogwarts. E você? Concorda com ela? Não deixe de comentar, afinal – nós sabemos, vai – você também é fã.

–> ATENÇÃO: a coluna a seguir contém algumas revelações sobre o enredo de Game of Thrones.

Por Débora Jacintho

Misturar aspectos de universos de sagas diferentes é sempre interessante. Eu, por exemplo, adoro selecionar mentalmente personagens para as casas de Hogwarts. A coluna de hoje é sobre isso, uma análise das possíveis casas que os personagens de Game of Thrones se encaixariam se estivessem em Hogwarts. Então, o chapéu seletor viaja a Westeros a partir de agora!

ARYA STARK – GRIFINÓRIA

Arya é a terceira filha de Eddard e Catelyn Stark. Corajosa e valente, não se prende aos costumes e modos de se portar tradicionais de uma dama, prefere andar a cavalo e treinar lutas de espada. Com a fragmentação de sua família, que se iniciou com a morte de seu pai, Ned Stark, Arya fugiu e jurou vingança por aqueles que fizeram mal a ela e sua família. Ela é determinada e não se abate diante das dificuldades – elas a tornam mais forte. Desse modo, diversas características dignas dos grifinórios se manifestam em Arya, “ousadia e sangue-frio e nobreza” a preenchem por inteiro.

BRIENNE DE TARTH – LUFA-LUFA

Brienne é uma personagem que respira lealdade. Ela se torna leal a Catelyn Stark, e é colocada como guarda de Jaime Lannister na missão de recuperar Sansa e Arya de Porto Real. No caminho, defende habilmente Jaime e procura entendê-lo, além de enxerga-lo como pessoa, muito mais que como reflexo de suas ações. Brienne procura sempre fazer o que é justo, independente do custo e dos sacrifícios que a missão apresenta. Mesmo após o Casamento Vermelho, ela se dispõe a cumprir a promessa que fez a Catelyn, e parte em busca de Sansa. Assim, faz jus de maneira completa às qualidades de um lufano: “seus moradores são justos e leais; pacientes, sinceros, sem medo da dor”.

CERSEI LANNISTER – SONSERINA

Cersei é a irmã gêmea de Jaime Lannister, com quem tem um relacionamento incestuoso. Ela se mostra como uma possível seguidora dos passos de Slytherin ao considerar a pureza do sangue extremamente essencial: todos os seus filhos são fruto da relação com seu irmão, e ela mesma afirmou que os Lannister, para manter a pureza da linhagem, costumavam casar-se entre si. Assim, apesar de ter se casado com Robert Baratheon, não teve filhos legítimos do rei. Além disso, Cersei vive em busca de poder e faz de tudo para conseguir o que quer, não importando as consequências; se utiliza de quaisquer meios para atingir o fim almejado. Dessa forma, o chapéu seletor não teve dúvidas em seleciona-la para a Sonserina.

DAENERYS TARGARYEN – GRIFINÓRIA

O chapéu seletor teve bastante dificuldade para selecionar a Dany. Daenerys Nascida da Tormenta, por um lado, tem diversas características da casa de Godric Gryffindor, como sua coragem e determinação. É fiel aos seus princípios, confiante e inabalável. Por outro lado, a mãe dos dragões é detentora de uma sabedoria imensa, é cautelosa e estrategista. Não tem pressa, prefere que tudo esteja preparado de forma a enfrentar qualquer situação. Essas talvez seriam características corvinas. Khaleesi, forte como é, determinada e convicta de seus objetivos, provavelmente teria escolhido se o chapéu lhe desse a opção. Acredito, então, que optaria pela Grifinória.

JON SNOW – CORVINAL

Jon Snow é filho bastardo de Ned Stark e serve a Patrulha da Noite. Ele é bastante observador, desde quando ainda morava em Winterfell – mantinha-se um pouco afastado e tirava suas conclusões das pessoas e dos acontecimentos. É estrategista e não se contém em apenas receber ordens, busca melhores soluções para a resolução dos problemas. Tem a mente sempre alerta, e mesmo em situações alarmantes (como a batalha da Muralha), mantém a calma e pensa em estratégias, apesar do desespero da liderança. Assim, o chapéu não tem dúvidas e o seleciona para a casa de Rowena Ravenclaw.

OBERYN MARTELL – GRIFINÓRIA

Conhecido como Víbora Vermelha, Oberyn é corajoso e destemido. Vai para Porto Real movido pelo desejo de vingança aos Lannisters, que foram responsáveis pela morte de sua irmã e de seus sobrinhos. Se oferece como Campeão de Tyrion, para lutar com o Montanha e obter sua vingança. Não tem medo da luta, mesmo seu oponente sendo muito maior que ele, tem confiança em si mesmo e em suas habilidades. Essa ousadia e coragem são marcas da Grifinória, e é pra lá que Oberyn é selecionado.

PETYR BAELISH – SONSERINA

Baelish nasceu em uma casa pequena e insignificante, e passou a maior parte de sua vida tentando ascender e se tornar algo a mais, desejando poder e status. Ele é inteligente e ambicioso, além de ter o dom de arquitetar intrigas. É capaz de fazer qualquer coisa para almejar seus objetivos. Com certeza, é um “homem de astúcia que usa quaisquer meios para atingir os fins que antes colimou”, assim como são desejados os membros da casa de Salazar Slytherin.

SAMWELL TARLY – LUFA-LUFA

Sam, da Patrulha da Noite, mostra diversos sinais de lealdade, uma das características mais marcantes dos lufanos. Está sempre do lado de seus companheiros, procurando ajudar e dar apoio em qualquer situação. Ele é justo e sincero, e não pensou duas vezes em salvar Goiva e seu filho, levando-os (a contragosto dos outros patrulheiros) para a Muralha.

TYRION LANNISTER – CORVINAL

Tyrion é inteligente e estrategista. Por sua condição de anão, sempre buscou sabedoria e conhecimento para sobreviver. Lê bastante e usa sua inteligência como arma nas disputas e negociações; sempre tem um plano e procura lidar com as pessoas usando sua alta capacidade intelectual. Assim, podemos perceber aspectos que o tornam verdadeiro membro da casa de Rowena Ravenclaw, o espírito sem limites e a mente sempre alerta.

Débora Jacintho bem que tentou, mas a Madame Pince não deixou ela levar os cinco volumes de “As Crônicas de Gelo e Fogo” para a Torre da Corvinal.

Menino ou herói? Você já deve ter ouvido esse questionamento sobre Harry Potter centenas de vezes, certo? E se o lado herói do nosso protagonista for, na verdade, uma face divina que tia Jo pretendeu lhe dar?

Luciana Barbosa aborda na coluna deste domingo esse suposto lado, e as formas como J.K. Rowling tomou para trazê-lo próximo à nossa realidade. Você pode ser, afinal, mais que um herói: pode tomar para si características muito desejáveis do próprio divino. Leia e não se esqueça de comentar se concorda!

Por Luciana Barbosa

Ele é só metade gente como a gente. Harry Potter apanhou do primo grandalhão, sofreu com as provas escolares e sentiu aquele formigamento típico na região do baixo-ventre quando a puberdade se instalou. A parte humana do personagem, dividida entre aspectos positivos e negativos, nos aproxima e identifica com sua história, fazendo pensar que poderia ser um de nós a receber a carta de Hogwarts. Mas o que tornou Harry tão especial e o credenciou a marcar toda uma geração foi a combinação de sua parte humana com a sua parte do que acreditamos divino. A admiração que temos pelo personagem também passa pelas entregas abnegadas que este faz – e que os seres humanos
comuns não estão dispostos a fazer.

Enquanto a metade humana de Harry deseja encontrar-se com Voldemort e vingar a morte dos pais e de tantos outros, a metade divina só bate de frente com o vilão para pará-lo de praticar e espalhar o mal pelo mundo. Potter trascende a condição humana não só pela magia que possui ou pelos feitiços que pode realizar. Ele atinge níveis de virtude que os seres humanos comuns não alcançam. Humildade, perseverança, coragem e, sobretudo, autossacrifício. A trajetória heróica do menino bruxo está marcada pela entrega.

Retribuindo o sacrifício de Lílian, que lhe permitiu sobreviver ao ataque de Voldemort, ele dispõe de sua vida em favor dos que ama, quando se entrega para o vilão em “As Relíquias da Morte”. Ele deu a vida em favor do fim do mal, pelo bem de todos os outros – exceto o dele. Não há retribuição possível nisso. Ele não esperou nada em troca, não se entregou para sua própria glória, como um guerreiro poderia ter feito. Se entrega apenas em favor de outros. Em nossa cultura, podemos encarar esse ato como o gesto supremo de bondade. Esse nível de autossacrifício o eleva tanto na escala heróica que o deixa mais próximo da ideia de Deus no imaginário cristão.

J.K. Rowling reverte um pouco o quadro quando deixa para Harry uma vida tranquila e pacata no pós-Voldemort, com esposa, filhos e contas a pagar. A autora optou pela escolha de não criar ali um mártir, o que o distancia dos aspectos divinos e da figura de Cristo, equilibrando a balança. Sendo assim, o gesto supremo de bondade acabou por ser feito não por uma figura inteiramente divina, mas por uma pessoa com aspectos divinos e humanos. Se a autora constrói um personagem em parte tão humano quanto a gente, mas que ainda assim é capaz de sacrificar a própria vida por amor, no fundo ela quer destacar a capacidade de ser deus que há em cada um de nós.

Para escrever esta coluna genial, Luciana Barbosa só pode mesmo ter tido uma inspiração divina.

Na próxima quinta começa a primeira Copa do Mundo de futebol no Brasil em mais de sessenta anos. O brasileiro, que tradicionalmente já gosta muito desse evento, terá a oportunidade de assisti-lo em estádios construídos bem aqui, no nosso país.

Aproveitando a oportunidade de tão grandioso evento, Juliani Flyssak aproveita este espaço para requerer ao nosso Ministro da Magia (quem será ele?) trazer a Copa Mundial de Quadribol ao Brasil. O que você acha disso?

Por Juliani Flyssak

A Copa aqui no Brasil é que nem fazer uma festa em casa: tem que se preocupar com os convidados, o lugar que eles vão ficar, com a decoração, mas, enfim, nessa altura do campeonato não adianta choro nem vela, vai acontecer. Agora o que nos resta, é esperar e ver no que vai dar. Mas, que tal trazer para cá a Copa Mundial de Quadribol? Motivos? Vou falar alguns.

A primeira justificativa é que o Brasil não é tão conhecido no ramo de quadribol. Seria uma ótima oportunidade de nos lançar nesse esporte até mesmo nas escolas, já que aqui só jogamos o trancabola. Para você ter noção, a última vez que chegamos às quartas de final foi no século passado. Tá na hora de trazer o evento pra cá e fazer as arquibancadas tremerem e colocar um pouco de medo nos adversários. Com isso, é claro que iria ser muito mais divertido assistir aos jogos. Talvez, ia até valer a pena pagar caro para ver as seleções européias, principalmente a Irlanda.

Outro motivo que causaria muitos ataques de coração, é simplesmente o fato de ver vassouras voando. E mais: já imaginou presenciar assistir um Hawkshead Attackig Formation ou um Sloth Grip Roll? Com certeza é mais legal do que ver um gol de bicicleta, de letra ou qualquer outra coisa do gênero.

É preciso lembrar também que o Brasil tem péssimos campos de quadribol. Todos eles são dignos de uma bela reforma, não acham? Mais uma vantagem seria que os aeroportos não iriam precisar de reformas, no entanto nossas Redes de Flu tem muitos problemas e nossas chaves de portal sempre estão em lugares inconvenientes. Melhorá-los ia agilizar a vida dos bruxos brasileiros.

Também não íamos ficar amarrados no padrão Fifa. Imaginou o alívio? Mas alívio mesmo era que e Galvão Bueno não ia narrar uma única partida da quadribol, quem poderia fazer isso seria o Lino Jordan, é muito mais emocionante, não acham? Quem iria estar cobrindo toda a Copa provavelmente seria o Profeta Diário, com certeza não seria Rita Skeeter, mas outro jornalista com bagagem o suficiente para não precisar ir atrás de fofocas, admito que não gosto das opiniões de Skeeter.

Famílias muito famosas iam desembarcar por aqui, a família Potter, por exemplo. Poderíamos ter chances de pelo menos ter um autógrafo do menino (agora, homem) que sobreviveu. E a família Weasley? Acho que quando eles aparecessem, o jogo perderia uma boa parte da atenção.

Acampar nas redondezas dos estádios, claro, com aquelas barracas incríveis, com certeza deixariam as famílias muito mais unidas. A estadia sairia muito mais barata do que ficar em um hotel no Rio de Janeiro. Ou seja: muito mais gente teria a oportunidade de presenciar esse evento.

Outro ponto a ser lembrado, é a própria história do quadribol. A primeira pessoa que escreveu sobre isso foi Trude Keddle, que tinha um diário e contava que tinham meninos que todos os dias importunavam ela. Palavras da senhora Keddle “os idiotas com vassouras jogavam outra vez. Têm uma bola nova que atiram uns para os outros e tentam acertar em troncos de cada lado do brejo”. O chato é que nessa época eles usavam como pombo de ouro o Golden Snidget que é um pássaro. O Conselho de bruxos até pensou em proibir o esporte. Porém, Bowman Wright, apaixonado por metais, inventou ma solução: inventou o pomo de ouro que conhecemos hoje. A história do futebol, bem, não é tão legal e ponto.

Enfim, são muitas as vantagens de trazer a Copa Mundial de Quadribol. Aposto que você viu outras vantagens, escreve pra gente nos comentários. Vamos tentar trazer esse evento para o Brasil, divulgar esse esporte pouco valorizado em terras tupiniquins!

Juliani Flyssak mandou avisar que, enquanto não temos quadribol, ela está enfeitando sua casa de verde e amarelo para o futebol mesmo. Vai Brasil!

O cristianismo é a religião da grande maioria dos brasileiros: estima-se que mais de 80% da nossa população seja composta por pessoa que professam essa fé, o que também ocorre na maior parte do Ocidente. É inevitável, pois, que pais, educadores e formadores de opinião busquem em Harry Potter elementos que remetam à profissão da religião cristã e de seus preceitos.

Nossa colunista Natallie Alcantara traz hoje um ensaio, tratando desse tema, que já foi alvo de muita polêmica enquanto os livros estavam sendo lançados e, mesmo hoje, segue alvo de acirrado debate dentro de algumas instituições religiosas. Você concorda com a nossa colunista? Não se esqueça de opinar.

Por Natallie Alcantara

A série Harry Potter faz parte do gênero da fantasia e, como toda grande obra literária, está cercada de críticas e controvérsias, sendo a maior delas: é uma série apropriada para crianças? Existem elementos cristãos nos livros, o que pode ser encorajador, mas segundo outros, também existem temas satânicos. Tons ocultos e lições morais estão presentes lado a lado. Vista sob diferentes luzes, a série exemplifica muitos aspectos de vários grupos culturais e religiosos.

Ao se olhar para Harry Potter com a mente aberta, pode-se encontrar vários elementos cristãos, como o amor que leva ao sacrifício. Este, aliás, é o tema central de toda a série. O calendário de Hogwarts, programado considerando-se os feriados cristãos do Natal e da Páscoa também é outro exemplo. Rowling narra as trocas de presentes na manhã de Natal, focando no “dar” e “receber”.

Mesmo assim, ainda há quem questione se há mesmo um tema cristão nos livros da série. Isso se deve, talvez, ao fato dos muitos nomes que tem relação com o ocultismo. Como exemplo, o título do primeiro livro faz uma relação à alquimia antiga (a pedra filosofal remonta a um objeto que pode transformar metal em ouro). O Espelho de Ojesed, que mostra o desejo mais profundo do seu coração, remonta a sétima regra satânica que diz: “Reconheça o poder da magia se você o empregar com sucesso para obter seu desejo”. No momento em que Harry se olhou no espelho e desejou pegar a pedra filosofal para protegê-la, ele a recebeu.

Muitos objetos usados pelos personagens também têm relação com o ocultismo: o Chapéu Seletor, que ao ser colocado na cabeça dos estudantes determina a que casa eles irão pertencer. Assim, o Chapéu se torna um símbolo daqueles que afirmam ter a habilidade de ler mentes. No entanto, a Bíblia diz que só Deus é onisciente e conhece o coração dos homens.

Apesar do que possa parecer, Harry Potter tem sim elementos religiosos, além de exemplificar as qualidades que um bom líder deve ter. O jovem bruxo se depara com várias escolhas, e que são elas que dizem quem ele é como pessoa. Aprendemos com Dumbledore a acreditar nas pessoas e que é válido dar uma segunda chance; aprendemos a nos importar com o outro e que nem sempre a melhor pessoa é perfeita.

Com tantos aspectos diferentes, é difícil dizer se a série é (in)apropriada para crianças. Alguns dizem sim, muitos outros dizem não e a discussão nunca termina. Minha opinião: leia! Mesmo que seja somente como fonte de diversão. Afinal, de acordo com Dumbledore, devemos nos divertir sempre que pudermos.

Natallie Alcantara me contou um segredo: reza todos os dias para que ela tenha tempo de analisar mais livros.

Nada de Transfiguração, Aritmancia ou Poções: a matéria mais difícil do mundo é mesmo a Física Quântica. Mas o corpo de colunistas do Potterish, que é tão diversificado, tem um físico que faz a mais absoluta questão de provar que essa ciência não é assim tão difícil como você andava espalhando na escola.

Na coluna de hoje, Bruno Contesini vem brilhantemente nos lembrar a importância da física e a relação direta que esta tem com Harry Potter, a todos aqueles que se propuserem a refletir sobre determinadas passagens da série. Não deixe de ler a coluna, registrar seu comentário e tirar dúvidas com Bruno!

Por Bruno Contesini

Quando entramos no terreno fértil da ficção, como J. K. Rowling fez com tanta maestria nos livros de Harry Potter, algumas vezes acabamos esbarrando em detalhes que não estão tão distantes da ciência como muitos imaginam. Há algumas semanas, adentrei em alguns tópicos que aproximam a física à magia. A proposta agora é dar um passo além, abordando um tópico mais subjetivo, mas igualmente fantástico e, até mesmo, coerente do ponto de vista científico.

No passado distante, quando a humanidade começava a perceber que muitas das eventualidades seguiam padrões bem definidos, o cientista francês Laplace referiu-se pela primeira vez ao termo “determinismo científico”! Segundo Laplace, se, em algum momento, soubéssemos a velocidade e a posição de todas as partículas do mundo, poderíamos prever o futuro e compreender o passado.

Em última análise, o que o francês disse, foi que no universo, tudo podia ser compreendido e calculado com exatidão, não havia espaço para dúvidas ou probabilidades! Talvez muitos dos leitores conheçam a famosa frase:

“Deus não joga dados”, proferida por Einstein em alusão a este princípio.

Se tudo é tão exato na ciência, então se eu atirar uma pedra contra uma parede, ela jamais irá atravessar a barreira física, não é mesmo? Será que isso é uma verdade absoluta? Como passar entre as plataformas nove e dez utilizando a física?

Pelo determinismo científico, para podermos conhecer o passado e o futuro, precisaríamos observar a velocidade e a posição das partículas, entretanto, para definirmos a posição, precisamos “enxergar” a partícula, ou seja, precisamos “iluminá-la”, fazer incidir sobre ela um feixe de luz.

Convém lembrarmos que a luz é uma onda e uma partícula, como onda, ela transporta energia, deste modo, tão logo a luz incida sobre qualquer corpo, essa energia irá alterar sua velocidade, que não poderá ser medida com precisão.
Este raciocínio levou Werner Heisenberg a formular o seu princípio da incerteza, nele, é colocado de forma bem clara que é impossível se chegar a uma exatidão nas medidas de posição e velocidade, ao mesmo tempo. É a queda do princípio determinista, e o momento em que o mundo se tornou, tão imprevisível quanto um jogo de dados, em algumas condições.

A área da física que trabalha com o universo das probabilidades é a temida mecânica quântica! Em uma recordação pessoal, não posso deixar de citar que, certa vez, quando criança, perguntei a meu pai qual era a disciplina mais difícil do mundo, a resposta dele foi exatamente física quântica! Antes das linhas derradeiras desta coluna, espero poder convencer alguns de que isso não é tão incompreensível quanto parece!

Imagine que colocamos uma partícula dentro de uma caixa! Agora, em um próximo passo, imagine que vamos diminuindo, progressivamente o tamanho desta caixa contendo a partícula! Quanto menor o recipiente for se tornando, mais próximos estaremos de saber exatamente onde está a partícula, já que ela precisa estar dentro de um espaço cada vez menor, correto?

Se utilizarmos o princípio da incerteza, podemos concluir que a medida que diminuímos o tamanho da caixa, podemos sim ter maior exatidão na medida da posição, mas, como compensação, teremos bem mais dificuldades para medir sua velocidade! É como se a partícula estudada não quisesse ficar presa, quanto mais ela se sente encurralada, mais rapidamente ela começa a “correr” e não podemos medir sua velocidade.

A questão é que para aumentar sua velocidade, e passar a correr mais rápido, esta tal partícula precisa de energia, uma energia que certamente está vindo de algum lugar, mas de onde? O que ocorre é que o corpo encurralado, retira energia do próprio meio onde está preso. Em mais uma analogia, é como se pegasse energia emprestada, quanto maior a quantidade de energia emprestada, é preciso devolver mais rápido.

Em um instante extraordinário, imagine que um corpo pegou tanta energia emprestada que esta passa a ser suficiente para que ele ultrapasse uma barreira física, e se livre da prisão onde estava encurralado. Cientificamente, as chances de algo assim ocorrer são muito pequenas, mas não são nulas! Para que isso possa acontecer é necessário que as energias do corpo e da barreira não sejam muito diferentes, além é claro, de uma boa dose de sorte!

Para finalizar, todo o tratamento científico que foi dado para o caso de uma partícula, em princípio, poderia ser estendido para um conjunto de partículas ou, porque não dizer, para um indivíduo aluno de Hogwarts! A ressalva é que isso certamente reduziria a probabilidade de que todo o corpo ultrapassasse a barreira.

Convém lembrar que a física quântica é apenas uma das correntes de pensamento da física atual, válida para o universo microscópico, para tudo o que é visível, a teoria da relatividade ainda é soberana. As mais espetaculares mentes trouxas do mundo tentam combinar de forma eficiente a física quântica e a relatividade, a principal candidata a cumprir essa missão é a teoria das cordas.

Pessoalmente, eu desconfiei por anos que os bruxos fossem mais evoluídos intelectualmente que nós trouxas, gostaria de pedir a Alvo Dumbledore umas aulas sobre teorias de unificação quântico-relativísticas, se tivesse tido tempo para isto.

O fenômeno que foi relatado no decorrer desta coluna, chamado tunelamento quântico, rendeu ao japonês Leo Esaki o prêmio Nobel de física de 1973! Agora vou aproveitar pra preparar uma generosa porção de felix felicis, e logo depois tentarei atravessar entre as plataformas nove e dez! Alguém me acompanha?

Levanta a mão todo mundo que sabe um pouquinho mais de Física por causa do Bruno Contesini! o/

O jornalismo é uma atividade que seduz milhares de pessoas – eu entre elas! -, e é também de fundamental importância para que as informações possam circular com credibilidade. Trata-se de uma profissão que abarca todas as ciências numa só.

Com a presença de publicações como O Profeta Diário, O Pasquim e a valorosa contribuição literária de Rita Skeeter, o jornalismo tem papel importantíssimo em Harry Potter. Na coluna deste domingo Bruno Barros aborda um pouco desta profissão tão valorosa.

Por Bruno Barros

Para começar eu peço perdão, desde já, se algum trecho desta coluna conter informações exageradas ou de cunho apelativo-ofensivo, uma vez que tive de usar a Pena de Repetição Rápida da ilustríssima e jovem jornalista Rita Skeeter que, quando descobriu que eu trataria desse assunto, fez questão que eu escrevesse com seu instrumento de trabalho.

Jornalismo! Ah, só de pronunciar esta palavra já me causa um suspiro um tanto quanto incomum. O profissional desta área tem o dever de tratar a informação e transmiti-la a um público alvo. Seja por meio de revistas, jornais, boletins informativos, ou pelos meios mais tecnológicos criados pelos trouxas, o rádio, a televisão e a internet.

Em Harry Potter, como em toda conservadora vizinhança inglesa, bruxos mantêm os costumes de recolherem os jornais e correspondências, que os mantêm informados de toda ação decorrente na sociedade mágica, desde carros voadores que foram vistos em vilarejos trouxa, até a fuga dos mais perversos bruxos das trevas de Azkaban. A diferença do jornal trouxa para as edições mágicas é que uma imagem que se mexe vale muito mais que uma imagem que vale mais que mil palavras.

No Brasil, durante mais de vinte anos, vivemos o regime militar, época em que dentre tantas medidas rígidas tomadas pelo governo, a liberdade de expressão dos cidadãos foi limitada. Principalmente, as mídias que transmitiam ideias contrárias ao governo ditador, eram proibidas de circular. Processo semelhante encontramos na ascensão de Voldemort. The Quibbler (traduzido como “O Pasquim”), de Xenófilio Lovegood é um jornal que apresentou sua contrainformação diante da situação.

Entramos em um ponto interessante, relacionado à tradução, pois O Pasquim, diz respeito a um semanário alternativo que publicava artigos comportamentais e que confrontavam os ideais do regime militar. Não teríamos tradução melhor para compreender o episódio com O Pasquim bruxo, onde foi publicada uma entrevista sobre o encontro de Voldemort com Harry e logo que tomado conhecimento da ditadora Dolores Umbridge, foi banido dos arredores da escola para evitar que a história se espalhasse. Dois anos mais tarde, o editor do jornal é chantageado pelos comensais, levando sua filha em troca de apoio à ditadura de Voldemort. Com sua queda, O Pasquim volta a publicar suas fantásticas histórias sobre bufadores de chifre enrugado e narguilés.

Do outro lado temos o “insuperável, disseminador de informação verdadeira, empregador da repórter mais sensual do mundo bruxo”: O Profeta Diário. Diferente do Pasquim, o Profeta faz a linha “publicamos o que o povo quer ouvir”, ou até mesmo “publicamos o que o povo tem que pensar”. Ele retrarou Harry como um jovem com surtos imaginários, um garoto perturbado e em busca de atenção. Nem Dumbledore fugiu de suas alfinetadas, ganhando o título de “senil” em um artigo publicado. Se você quer saber da vida amorosa dos campeões tribruxo, nenhum outro meio contém mais informações – a veracidade é de sua responsabilidade – quanto O Profeta Diário. Após a queda de Voldemort, o jornal seguiu sua linha editorial de acordo com os ideais do Ministério da Magia e acredita-se que vem desempenhando seu papel de disseminador da informação.

Espero que a “bela” Rita Skeeter não se importe com algumas destas reflexões sobre o jornalismo bruxo, mas pelo que percebi, a pena está enfeitiçada apenas para exaltar a sua “beleza juvenil, enfatizando sua pele macia e seu cabelo sedoso”. Um bom exemplo do jornalismo rosa – ou deveria ser verde fluorescente? – que circula nas revistas de fofocas.

Bom, não se esqueçam de renovar a assinatura do Profeta Diário e, quem sabe, eventualmente ler algum divertido artigo sobre testrálios coloridos e heliopatas no Pasquim. Os meus calorosos agradecimentos à Srta. Skeeter, por sua generosidade em me emprestar sua pena e a todos vocês leitores do Ish, comprem A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore!

Não se preocupem: Bruno Barros me disse que despachou uma coruja com a Pena de Repetição Rápida de volta a Londres.

Pobres daqueles que desconhecem o prazer de ler um bom livro. O virar das páginas, o desdobrar da história, o cheiro do papel, nada passa despercebido à mente, tudo é extremamente enriquecedor àquele que lê.

Nossa colunista Nilsen Silva, como se sabe, é uma leitora voraz, e tem especial amor por Harry Potter – assim como todos nós, creio eu. Na coluna de hoje ela fala um pouco mais dessa paixão avassaladora que persiste até hoje e, como bem sabemos, marcou a nossa geração para sempre.

Por Nilsen Silva

Não é sempre que isso acontece, mas toda vez que me deparo com alguém que diz que odeia ler eu nunca acredito de primeira. Sei lá, odiar é uma palavra tão forte; é claro que existem várias coisas das quais eu não gosto, mas não acredito que eu deteste algo com tanta força para poder usar esta palavra sem me questionar. Para mim, quem diz que não suporta ler é porque ainda não encontrou o livro certo.

Falar é fácil, mas eu sei que dei sorte. E muitos leitores do Ish também. Fui uma das almas felizardas que cresceu junto com Harry Potter e teve a história do bruxinho (já comentei por aqui como eu odeio, digo, não gosto dessa palavra?) como a primeira que já li. Bem, a primeira de verdade, que me marcou, que me ensinou esse conceito de acompanhar uma série para ver como ela vai terminar.

Verdade seja dita: foi uma época tão… mágica. Acompanhar os lançamentos, inventar teorias, procurar pistas entre os capítulos, comentar os principais acontecimentos com o pessoal da escola. Disputar para ver quem terminava de ler primeiro. Ameaçar soltar spoilers. Ir à livraria e me deparar com caldeirões cheios de livros, falsas teias de aranha, chapéus de bruxo enfeitando as prateleiras… e, é claro, a interminável fila no caixa. Na maioria das vezes era preciso até ligar para a livraria a deixar um exemplar reservado. E quando eu chegava para buscar o livro, então? Poucas coisas me faziam mais feliz. Em retrospecto, vejo que foi o jeito mais fácil que encontrei para fugir da realidade. E o melhor também.

Quando o último volume foi lançado, fiquei com aquela dúvida de ler o livro depressa para saber como terminava ou ler devagar para saborear cada parágrafo. Optei por ler rápido. Virava as páginas o mais rápido que eu podia, simplesmente devorando a história, correndo os olhos pelas linhas e parágrafos. E, quando tudo ficou bem com Harry… não ficou nada bem comigo. Certo, eu não entrei em depressão, não fiquei com vontade de nunca mais levantar da cama. Mas algo dentro de mim se apagou. Perdeu o brilho e esfriou. Por mais que J.K. Rowling fosse escrever outros livros em breve, a saga que me acompanhava desde a infância havia acabado.
E parecia que eu nunca mais encontraria outra série tão boa quanto aquela.

Entre todas as coisas que Harry Potter me ensinou, a maior delas foi que ler por prazer é uma coisa incrível. Eu posso ter outros hobbies; posso ver séries, testar minha criatividade em DIYs, atualizar o meu blog, escrever no meu diário, ir ao cinema… mas nada se equipara a ler porque eu tenho vontade, porque algo dentro de mim necessita, implora por uma história nova. É por isso que praticamente toda semana eu começo um livro diferente.

Eu já li vários volumes únicos desde então. Mas começar uma série é algo mais complexo. Um autor estranho, uma narrativa desconhecida, personagens dos quais nunca ouvi falar. É quase como fazer amigos novos. Você precisa se ajustar àquela realidade, se desprender de qualquer expectativa adicional e estar disposto a aceitar um universo inteiramente novo – e evitar, ao máximo, fazer comparações. Eu sempre penso muito antes de começar a ler uma série porque rola aquele sentimento de: será que vai valer o meu tempo? Será que esses personagens vão conseguir me cativar? Será que eles vão ser bem construídos? E a história, será que vai ter profundidade, ser encorpada e se desenvolver no compasso certo?

É difícil encontrar outra série que marque tanto, tanto é que até agora eu não achei – e olha que minhas prateleiras aqui em casa já estão abarrotadas. Mas é bom saber que, mesmo com tantos livros meia-boca no caminho, séries esquecíveis e trilogias dispensáveis, ainda existem histórias capazes de mexer com seus sentimentos, com a fã dentro de mim. Repito: nunca vai ser igual ao que foi com Harry Potter. Mas, mesmo assim… o alívio ao me deparar com uma história capaz de me atingir, mesmo que de um jeito diferente, é indescritível. Demorou um pouco, mas encontrei.

No fim das contas, acho que a gente só encontra uma série com a qual se identifique tanto, que marque um período de tempo e represente uma geração, uma vez na vida. A minha, sem dúvida alguma, foi Harry Potter. E a sua, também?

Eu não disse isso à minha amiga Nilsen, mas também não consegui encontrar uma série igual até hoje.

Quem tem medo do lobo mau? Com o perdão da piadela infeliz, é com ela que introduzo a coluna inaugural da nossa nova membra, Juliani Flyssak! E logo de início, tratando de um tema polêmico.

Várias histórias ao longo dos anos vêm tratando da licantropia, e Harry Potter é mais uma delas. Você já ouviu falar desse termo? Sabe de que se trata? Para se aprofundar, não deixe de ler a coluna de hoje e, claro, registrar seu comentário após tê-lo feito!

Por Juliani Flyssak

A lenda do licantropo é muito antiga. Vem da mitologia grega, mas se popularizou na Europa. Essa doença vem atormentando vários personagens do cinema, inclusive Remo Lupin. O nome dele vem da história dos irmãos Remo e Rômulo que fundaram a cidade de Roma e foram alimentados por uma loba. Na história de J.K. Rowling a gente começa a ficar alerta quando o professor enfrenta o bicho papão, em o Prisioneiro de Azkaban. No entanto, Remo odeia a doença que tem. Esconde de todos. Quando se transforma fica recluso e irracional, totalmente o contrário da sua real personalidade. Fisicamente é irreconhecível: as pernas e braços se alongam, pelos crescem e o rosto se transforma.

Além do Lupin, temos outro licantropo em Harry Potter: Fenrir Greyback. Esse é um pouco diferente. Ele é lobisomem o tempo todo. O personagem assume ser daquele jeito. Aquilo está dentro dele, tanto que ele não perdoa e não tem dó de ninguém. J.K. Rowling deu nome para ele de Fenrir não por acaso: mas porque é o mesmo de um lobo da mitologia nórdica que era muito agressivo.

Mas também vimos lobisomens em outras histórias. Até mesmo na saga Crepúsculo, claro, não podia deixar de falar dela. Neste, Jacob possui licantropia, mas em nenhum momento o vemos perder a cabeça por se tornar um lobo, como Lupin. Invés disso, ele usa a sua força para ajudar os vampiros em certo momento da história. E, quando assume a forma humana, serve para esquentar Bella. Além disso, na saga, licantropia é um mal genético e Jacob vira totalmente um lobo (fica até quadrúpede), diferente de Remo que ainda possui alguns traços de humano. O máximo que posso comentar aqui: isso é uma loucura.

Tem também o longa “O Lobisomem” que, quando a pessoa está na forma de lobo, vive em uma floresta e, assim como Lupin, fica totalmente irracional. Até mesmo a fotografia do filme é mais escura para demonstrar a angústia do personagem. Lawrence Talbot, quando lobisomem também continua meio humano, apenas alguns pelos a mais.

O mais terrível é o que acontece em “Van Helsing”: na terceira vez que se torna em monstro, monstro ficará para sempre. O que é apavorante. Mas segue as mesmas características da lenda: bípede, peludo e dentes longos. Porém é um dos personagem que mais se parece com um lobo de verdade.

Mas, eis que surge a questão: como matar o lobisomem? Para matar o lobisomem, é preciso uma bala de prata ou uma envolta de cera de vela que já passou por várias missas ou cultos. Em poucas histórias licantropia tem cura: em Harry Potter, Snape tem uma poção que faz com que Remo consiga apenas retardar a sua transformação, mas tem que tomar a cada lua cheia. Em “Van Helsing” somente Drácula tem a cura.

Por não ter cura, muitos lobisomens pensam que não podem ter uma família, assim como Lupin. E, infelizmente, não é só nas histórias que isso acontece. Existem pessoas com doenças graves que muitas vezes querem se manter distante, pensando que tudo isso pode interferir na vida de uma futura esposa ou filho. Todos nós, que somos saudáveis, é muito fácil dizer que todos podem, mas quando chega na hora do “vamos ver”, a indecisão e o medo batem na porta e muitos os deixam entrar. Gente, coragem, batam a porta pra eles ou finjam que não tem ninguém em casa. Lupin fez isso. Casou-se com Tonks e teve um filho, Ted. A licantropia surge muitas vezes para explicar um fato da vida real que para quem está vivenciando a situação parece algo sobrenatural.

Juliani Flyssak mostrou-se uma loba de primeira linha ao escrever sua coluna inaugural.

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O lado rosa-chiclete da vida
//Por Débora Jacintho - domingo, 17 de agosto de 2014 às 23:16

Em várias histórias do universo fantasioso é comum encontrarmos divisões de grupos. Por exemplo, na trilogia Divergente existem as facções, na trilogia de Jogos Vorazes existem os distritos, em Game of Thrones encontramos as casas…e por aí vai. Em Harry Potter, nos deparamos com casas que representarão, influenciarão e serão influenciadas por seus alunos em Hogwarts. Sendo assim, da mesma forma que nas outras fantasias (e até mesmo no mundo real) sempre há um grupo taxado de “fraco”, “pobre”, “careta”, em Harry Potter essa função é um tanto ocupada pela Lufa-lufa, quando a maioria da escola os definem como “panacas”.

Na coluna de hoje, convido todos a refletir e desmitificar esse  conceito a respeito dos lufanos, através de uma de suas grandes alunas. Aproveite a leitura e permita-se a um novo olhar!

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Tintas da pele e da alma
//Por Débora Jacintho - domingo, 10 de agosto de 2014 às 21:20

Marcar a própria pele com o símbolo de algo que amamos e que representa uma coisa especial em nossas vidas é uma decisão que, obviamente, precisa ser pensada várias vezes para evitar arrependimentos. Uma tatuagem é muito desejável quando representa algo intrínseco e profundo da alma; fora disso, pode representar uma dor de cabeça mais tarde.

Na coluna de hoje, Nilsen Silva demonstra sua paixão e admiração pelos desenhos na pele, algo que tem, afinal de contas, tudo a ver com a nossa série preferida. Quer saber como? Basta ler o texto que nossa colunista preparou, sem esquecer, é claro, de deixar seu comentário.

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O dementador no nosso mundo
//Por Luiz Guilherme - domingo, 03 de agosto de 2014 às 18:35

Que J.K. Rowling é uma mulher genial, restam poucas dúvidas. De que determinados pontos da sua obra e que, ainda que ficcional, determinadas atitudes e ações dos personagens em Harry Potter podem (e devem) ser transportados para a vida do leitor, também ninguém questiona.

Você sabia, porém, que a criação dos dementadores teve uma razão especial na série? E que esse motivo saiu diretamente de um dos piores momentos já vividos na vida de tia Jo? Bruno Contesini veio hoje nos contar um pouco mais sobre isso e dissertar sobre a influência que os momentos depressivos têm na vida de cada um de nós. Sempre há um bom modo de superá-los, e é fundamental não esquecer disso.

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E, se?
//Por Luiz Guilherme - domingo, 20 de julho de 2014 às 20:05

E, se? Quantas vezes você não surpreendeu a si mesmo imaginando o que teria acontecido se algum fator tivesse precedido determinada situação? E quantos detalhes, tão corriqueiros e tão irrelevantes aparentemente, não alteram totalmente a trajetória de vida de uma pessoa?

Bruno Barros especula hoje sobre algumas mudanças de curso na vida da Tia Petúnia. Você concorda com o nosso colunista? Não se esqueça de mostrar ao Potterish as suas próprias reflexões na seção de comentários!

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Harry Potter e as lições de igualdade
//Por Luiz Guilherme - domingo, 13 de julho de 2014 às 18:56

Vivemos um momento de recrudescimento de ideais de extrema-direita em vários países do mundo, especialmente em algumas regiões da Europa. Hoje existem, inclusive, partidos que propagam as ideias do nazismo e que têm ganhado força nas últimas eleições. É sempre fundamental lembrar e repudiar os horrores que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial para impedir que tais fatos ocorram novamente em algum lugar.

Na coluna deste domingo Monique Calmon faz uma pertinente ligação entre os ideais nazistas e algumas das ideias que circularam entre os personagens mais horrorosos dos livros de Harry Potter. Os ideais horríveis de “pureza de raça” não passaram despercebidos ao olhar brilhante de J.K. Rowling, que como sempre, tem uma lição a nos ensinar.

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A política mágica no Brasil
//Por Luiz Guilherme - domingo, 06 de julho de 2014 às 17:31

Política é um assunto sempre muito polêmico e complicado, e esteve, como bem sabemos, implícito o tempo todo em Harry Potter, seja nos gestos extremos de Cornélio Fudge para tentar se manter no cargo de Ministro da Magia, seja nos métodos hediondos dos quais Voldemort se utilizou para tomar o Ministério e controlar o sistema político da Grã-Bretanha.

J.K. Rowling também criou, além do sistema político, toda uma estrutura física para o mundo bruxo. Nosso colunista Arthur de Lima vem na coluna de hoje fazer um exercício de imaginação sobre como seria esse mesmo sistema aqui no Brasil, incluindo os transportes, a educação mágica e o próprio mundo político. Você concorda com ele?

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Sua mãe é tão gorda que o patrono dela é um bolo
//Por Luiz Guilherme - domingo, 29 de junho de 2014 às 14:31

Não nos cansamos nunca de lembrar os fatores que tornam Harry Potter uma obra peculiar e não-convencional. Há quem se dedique, mesmo em obras acadêmicas, a tentar descobrir fatores psicológicos que levaram uma simples série de livros a conquistar toda uma geração.

Gabriela Lutfi não escreveu uma tese sobre, contudo, arrisca um palpite na coluna de hoje: a imensa quantidade de sentimentos que J.K. Rowling inseriu em sua obra. Amizade, amor, escárnio, drama, tudo isso está presente na série que todos nós amamos, e graças a essas sensações, rimos, choramos, ficamos com raiva (lembram da Umbridge?). Não se esqueça de dar a sua opinião ao finalizar a leitura!

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Um Chapéu Seletor em Westeros
//Por Luiz Guilherme - domingo, 22 de junho de 2014 às 20:44

O mundo se rendeu à série televisiva mais aclamada do momento: Game of Thrones. Diferentemente de Harry Potter, que saltou dos livros para o cinema, a série de George R. R. Martin teve sua adaptação da literatura para a televisão, e vem fazendo estrondoso sucesso a cada novo episódio que vai ao ar – a atual temporada encerrou-se na semana passada.

Nossa colunista Débora Jacintho vem hoje confessar que também se rendeu à nova saga. Ela, porém, não esquece Harry Potter jamais, e munida de seus conhecimentos sobre a série, foi buscar características dos personagens de Game of Thrones para encaixá-los nas Casas de Hogwarts. E você? Concorda com ela? Não deixe de comentar, afinal – nós sabemos, vai – você também é fã.

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Harry Potter e sua face divina
//Por Luiz Guilherme - domingo, 15 de junho de 2014 às 17:49

Menino ou herói? Você já deve ter ouvido esse questionamento sobre Harry Potter centenas de vezes, certo? E se o lado herói do nosso protagonista for, na verdade, uma face divina que tia Jo pretendeu lhe dar?

Luciana Barbosa aborda na coluna deste domingo esse suposto lado, e as formas como J.K. Rowling tomou para trazê-lo próximo à nossa realidade. Você pode ser, afinal, mais que um herói: pode tomar para si características muito desejáveis do próprio divino. Leia e não se esqueça de comentar se concorda!

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Vai ter Copa (de quadribol?)
//Por Luiz Guilherme - domingo, 08 de junho de 2014 às 15:04

Na próxima quinta começa a primeira Copa do Mundo de futebol no Brasil em mais de sessenta anos. O brasileiro, que tradicionalmente já gosta muito desse evento, terá a oportunidade de assisti-lo em estádios construídos bem aqui, no nosso país.

Aproveitando a oportunidade de tão grandioso evento, Juliani Flyssak aproveita este espaço para requerer ao nosso Ministro da Magia (quem será ele?) trazer a Copa Mundial de Quadribol ao Brasil. O que você acha disso?

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O elemento cristão em Harry Potter
//Por Luiz Guilherme - domingo, 01 de junho de 2014 às 18:32

O cristianismo é a religião da grande maioria dos brasileiros: estima-se que mais de 80% da nossa população seja composta por pessoa que professam essa fé, o que também ocorre na maior parte do Ocidente. É inevitável, pois, que pais, educadores e formadores de opinião busquem em Harry Potter elementos que remetam à profissão da religião cristã e de seus preceitos.

Nossa colunista Natallie Alcantara traz hoje um ensaio, tratando desse tema, que já foi alvo de muita polêmica enquanto os livros estavam sendo lançados e, mesmo hoje, segue alvo de acirrado debate dentro de algumas instituições religiosas. Você concorda com a nossa colunista? Não se esqueça de opinar.

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Um novo passo no desconhecido
//Por Luiz Guilherme - domingo, 25 de maio de 2014 às 15:50

Nada de Transfiguração, Aritmancia ou Poções: a matéria mais difícil do mundo é mesmo a Física Quântica. Mas o corpo de colunistas do Potterish, que é tão diversificado, tem um físico que faz a mais absoluta questão de provar que essa ciência não é assim tão difícil como você andava espalhando na escola.

Na coluna de hoje, Bruno Contesini vem brilhantemente nos lembrar a importância da física e a relação direta que esta tem com Harry Potter, a todos aqueles que se propuserem a refletir sobre determinadas passagens da série. Não deixe de ler a coluna, registrar seu comentário e tirar dúvidas com Bruno!

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O Jornalismo no mundo bruxo
//Por Luiz Guilherme - domingo, 18 de maio de 2014 às 16:35

O jornalismo é uma atividade que seduz milhares de pessoas – eu entre elas! -, e é também de fundamental importância para que as informações possam circular com credibilidade. Trata-se de uma profissão que abarca todas as ciências numa só.

Com a presença de publicações como O Profeta Diário, O Pasquim e a valorosa contribuição literária de Rita Skeeter, o jornalismo tem papel importantíssimo em Harry Potter. Na coluna deste domingo Bruno Barros aborda um pouco desta profissão tão valorosa.

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A história que marcou uma geração
//Por Luiz Guilherme - domingo, 11 de maio de 2014 às 17:37

Pobres daqueles que desconhecem o prazer de ler um bom livro. O virar das páginas, o desdobrar da história, o cheiro do papel, nada passa despercebido à mente, tudo é extremamente enriquecedor àquele que lê.

Nossa colunista Nilsen Silva, como se sabe, é uma leitora voraz, e tem especial amor por Harry Potter – assim como todos nós, creio eu. Na coluna de hoje ela fala um pouco mais dessa paixão avassaladora que persiste até hoje e, como bem sabemos, marcou a nossa geração para sempre.

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Balão Branco
//Por Luiz Guilherme - domingo, 04 de maio de 2014 às 15:41

Quem tem medo do lobo mau? Com o perdão da piadela infeliz, é com ela que introduzo a coluna inaugural da nossa nova membra, Juliani Flyssak! E logo de início, tratando de um tema polêmico.

Várias histórias ao longo dos anos vêm tratando da licantropia, e Harry Potter é mais uma delas. Você já ouviu falar desse termo? Sabe de que se trata? Para se aprofundar, não deixe de ler a coluna de hoje e, claro, registrar seu comentário após tê-lo feito!

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