Voldemort quase virou uma árvore em “Relíquias da Morte – Parte 2”

//Por Rodrigo Cavalheiro - domingo, 02 de julho de 2017 às 08:56

Em entrevista ao Huffington Post, Greg Butler, supervisor de efeitos especiais da Moving Picture Company, responsável pelos efeitos de todos os filmes do Mundo Bruxo de J.K. Rowling, revelou como foi decidido o conceito da morte de Voldemort que vimos em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

Eu me lembro das semanas [seguintes], tentando decidir o que realmente aconteceria, pois sabíamos que era importante. Era importante para nós, mas sabíamos que seria ainda mais importante para quem leu os livros”.

Os conceitos foram trabalhados por Butler em conjunto com o supervisor de animação Ferran Domenech e outro supervisor de efeitos especiais, Tim Burke. Leia o relato completo na extensão deste post.

Tudo foi decidido a partir da morte de Nagini, a última horcrux. Após os filmes anteriores, eles se deram conta de que o padrão estabelecido para a destruição de uma horcrux é a liberação de energia esfumaçada e melequenta. Para a morte da fiel companheira de Voldemort, eles queriam uma visualização física de Voldemort na magia liberada. O efeito foi atingido ao esconder secretamente o rosto de Voldemort na fumaça que sai de Nagini. “Nós pegamos o rosto do ator que interpretou o jovem Tom Riddle e transformamos em fumaça. Pegamos o rosto de Ralph Fiennes, transformamos em fumaça e então distorcemos um pouco desses e transformamos em fumaça. Então você tem essas cabeças esfumaçadas flutuando, todas se parecem, com um aspecto de Voldemort;”

Ele ainda afirmou que o truque pode passar despercebido, mas que foi colocado ali para que, ainda que subconscientemente, você tenha a ideia de que há muitas almas mortas de Voldemort em uma horcrux.

Assim, sem nenhuma horcrux restante, a equipe se pôs a discutir a morte de Voldemort. Ele revela que foram criadas muitas artes conceituais. “Havia esse negócio louco onde ele virava essa árvore escurecida, parecida com carvão, que está crescendo e então a árvore vira cinzas e é soprada pelo vento… fomos assim tão longe com algumas ideias para criar algo que você realmente não pudesse perder. Nessa tomada, ele estava no pátio e então se transformava nesse arbusto escurecido com galhos que pareciam dedos. Daí acho que exageramos de propósito e o transformamos nessa árvore. Tínhamos muito espaço na tela pra preencher”, explica.

Era uma tomada com Voldemort no pátio com seus ombros arqueados. Segundo o supervisor, parecia que ele não estava realmente morto. “Voldemort, o corpo, a forma humanoide, definitivamente se foi, mas o que aconteceu com a parte ruim? Como fazemos ela partir?”

Então, alguém sugeriu que pequenas partículas pretas levantassem dele como se fosse energia ruim, como se sua maldade estivesse o deixando como uma fumaça arenosa. As partículas foram dispersas no ar para que ninguém tivesse a ideia de que ele se juntaria novamente no outro lado do pátio. Para o close-up, a ideia da equipe foi que a pele seria um tecido fino e de múltiplas camadas, que seria facilmente levada pelo vento.

David Yates, antes de aprovar a cena, fez mais um pedido: uma tomada “grande e épica” vista de cima, com todas as partículas vindo em direção à câmera, como se a morte do vilão estivesse sendo observada por um deus.

“Foi uma das últimas coisas que fizemos para o filme, de última hora, pois era a única cena que não tínhamos nenhuma filmagem para trabalhar. Teria que seria uma cena completamente digital em Hogwarts. Mas, com sorte, sem nem saber que precisaríamos, Tim Burke já tinha construído uma Hogwarts completamente digital com a Double Negative para coisas que ele sabia que precisaria, e porque você nunca sabe o que vai acontecer”.

Greg descreve a versão que terminou no filme como quieta e pacífica. “Física, mas um pouco mágica.”

Assista ao último vídeo do nosso canal: 20 Anos de Harry Potter.

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