Magia do Cinema: Homem Aranha: De Volta ao Lar

//Por Pedro Martins - quinta-feira, 13 de julho de 2017 às 16:12

Peter Parker está de volta às telonas! Na Magia do Cinema, nossa coluna sobre filmes e séries, trazemos a crítica de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, a terceira versão de um dos super-heróis mais populares da Marvel em 15 anos.

“Depois de se estabelecer, a Marvel tem trazido cada vez mais filmes de qualidade. De Volta ao Lar é um marco do gênero ao ser, além de tudo, uma comédia adolescente. Uma revigoração super necessária ao herói que, felizmente, parece ter um ótimo caminho pela frente.”

Para ler a crítica, acesse a extensão deste post.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar
Crítica por Marina Anderi

Homem-Aranha é um dos super-heróis mais populares da Marvel. Até alguns anos atrás, seus direitos cinematográficos pertenciam exclusivamente a Sony, que, em uma jogada desesperada de não os perder, começou a saga novamente com O Espetacular Homem-Aranha (2012), míseros cinco anos após Homem-Aranha 3 (2007). A franquia que tinha Andrew Garfield como protagonista pouco durou devido a um primeiro filme que era praticamente uma cópia do de 2002, mas ruim, o que gerava baixa expectativa para sua sequência e, consequentemente, baixa bilheteria. Desesperada novamente, a Sony cedeu os direitos de produção da história de Peter Parker para a Marvel Studios, mantendo o marketing e a distribuição.

A primeira aparição do Peter Parker de Tom Holland foi em Capitão América: Guerra Civil e gerou muito buzz. Ele teve mais minutos em tela do que esperado e foi crucial para a derrota do Homem-Formiga (Rudd) gigante em meio a piadas que revelavam sua idade e personalidade. Entretanto, com a chegada de Homem-Aranha: De Volta ao Lar (um subtítulo com vários significados), ainda ficava a dúvida: seria possível fazer dar certo um sexto filme do herói em sua terceira versão em apenas 15 anos?

Felizmente, sim. A própria escolha do elenco já é um acerto, com atores que, embora sejam maior de idade, tranquilamente passam a ideia de serem adolescentes. Isso demonstra a intenção de um filme que não ignora o fato de que Peter é um garoto que possui a ingenuidade de quem ainda não passou por muitas coisas na vida, ao mesmo tempo em que não leva de forma leviana a responsabilidade que tem ao possuir superpoderes. Ao incluí-lo em um decatlo acadêmico e fazer seu círculo de interações na escola girar em torno disso, torna mais realista a dinâmica do ensino médio americano. Liz (Harrier), a presidente do clube, não é apenas uma menina superpopular, e o costumeiro rival de Peter, Flash (Revolori), é apenas um integrante do clube que não vai com sua cara. Além disso, o grupo conta com duas personagens negras e dois de ascendência asiática, sendo um deles de ascendência indiana – a Marvel nunca foi muito forte em representatividade, mas parece estar querendo mudar isso.

O vilão Abutre (Keaton) soa bem mais como um cara com morais deturpadas do que um grande psicopata. Seu cuidado com a família é tão grande quanto sua vontade de ganhar dinheiro roubando de grandes corporações. Não deixa de ser engraçado Keaton interpretar um vilão de aparência aviária quando ele foi indicado ao Oscar por Birdman, mas eles em nada se relacionam.

O ponto forte do filme é, acertadamente, Peter Parker: sem dúvida a versão mais relacionável das três que tivemos. Ele é engraçado, companheiro e tem uma grande vontade de se provar para Tony Stark – Downey Jr. encarna aqui uma figura paterna desajeitada que cabe muito bem ao seu personagem. Peter é um menino bom. Simplesmente. Ele quer fazer o melhor para todos; sua motivação para esconder sua identidade de tia May (Tomei) é bem mais pela preocupação que isso causaria a ela. Holland acerta muito com um personagem que fala rápido, é desajeitado e empolgado com sua nova direção na vida; ver Peter tentar entender as funcionalidades de seu traje é adorável.

Se o filme tem um defeito, é seu próprio clímax. O Homem-Aranha em seu traje mais improvisado é um ponto positivo, mostrando que o importante é a essência, ou seja, o próprio Peter, mas a cena de ação se estende por muito tempo e pouco se entende da localização dos personagens em um avião em alta velocidade, gerando confusão ao espectador. Abutre se prova novamente um cara que, se falta moral, tem honra, mas parece faltar algum diálogo de resolução do conflito.

Depois de se estabelecer, a Marvel tem trazido cada vez mais filmes de qualidade. De Volta ao Lar é um marco do gênero ao ser, além de tudo, uma comédia adolescente. Uma revigoração super necessária ao herói que, felizmente, parece ter um ótimo caminho pela frente.

Direção: Jon Watts.
Duração: 133 minutos.
Estreia: 6 de julho de 2017.

Marina Anderi é estudante de Cinema na Universidade Federal de Pernambuco e Webmistress do Potterish.

Voltar |
Categorias: Magia do Cinema, Marina Anderi
Nota 1Nota 2Nota 3Nota 4Nota 5 (6 votos, média: 3,67 de 5)
Loading...

Comentários