Seção Granger: “Atrás do Espelho”, de A. G. Howard

//Por Pedro Martins - domingo, 19 de junho de 2016 às 10:37

Com “Alice Através do Espelho” em exibição nos cinemas, voltamos a falar na Seção Granger sobre a releitura moderna do clássico de Lewis Carrol, a trilogia “Splintered”. Neste domingo (19), a nossa newsposter Ana Luisa Constantino nos traz a resenha crítica de “Atrás do Espelho”, o segundo volume da saga escrita pela autora A. G. Howard.

“‘O lado mais sombrio’ é um livro que lhe dá a liberdade de escolher entre continuar a leitura da saga ou não. Acontece que, após terminada a leitura deste segundo livro, fica claro que, a princípio, essa história realmente não foi planejada para ser uma trilogia, mas posteriormente a autora teve inspiração para escrever uma trilogia. E garanto que essa decisão teve fundamento.”

Como se trata do segundo livro, o texto na íntegra pode conter spoilers leves do primeiro volume. Caso você já o tenha lido ou não se importe, acesse a extensão do post para conferir a crítica.

“Atrás do Espelho”, de A.G. Howard
Resenha crítica por Ana Luisa Constantino

Dando continuidade ao universo fantástico de “O lado mais sombrio” – uma releitura do clássico “As aventuras de Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol -, “Atrás do Espelho” nos convida mais uma vez a viajar sem sair do lugar.

Alyssa Gardner, após sua viagem ao País das Maravilhas e a descoberta dos mistérios que cercavam sua família, tenta prosseguir com a sua vida na Terra. Seu namoro com Jeb possui um futuro planejado e animador, e a relação familiar se torna o que a garota sempre sonhou. Entretanto, nem tudo são flores: o País das Maravilhas sofre e um grande perigo ameaça invadir o mundo dos humanos e acabar com todos aqueles que Alyssa mais ama. Desta forma, a protagonista se sente ameaçada e ao mesmo tempo divida entre a vida humana que sempre sonhou e a vida intraterrena que aprendeu a amar.

Como frisado na resenha de “O lado mais sombrio”, aquele é um livro que lhe dá a liberdade de escolher entre continuar a leitura da saga ou não. Acontece que, após terminada a leitura deste segundo livro, fica claro que, a princípio, essa história realmente não foi planejada para ser uma trilogia, mas posteriormente a autora teve inspiração para escrever uma trilogia. E garanto que essa decisão teve fundamento.

“Não importa a distância que eu tente colocar entre nós, estou para sempre ligada a uma estranha e horripilante espécie de criaturas mágicas chamadas intraterrenos.”

É esperado que o leitor queira compreender o destino das personagens, e nesta continuação não apenas ficamos conscientes disso, mas a autora também opta por dar destaque a várias outras figuras que anteriormente não tiveram tanto espaço na narrativa. O mistério por trás da vida dos pais de Alyssa tamém torna a trama bem mais complexa do que o ilustrado no seu antecessor. Chega-se um ponto em que todos parecem suspeitos, tudo nos leva a questionar a intenção de cada um deles, mas, conforme a leitura avança, percebe-se o quanto a autora se esforçou para criar personagens não maniqueístas, ou seja, que não são bons ou maus por inteiro. O romance, citado acima, ganha espaço de forma inteligente, sem deixar o mistério e as aventuras de lado – tudo é feito de uma forma espetacular que instiga o leitor.

Com um início e um desfecho deveras impressionante, “Atrás do Espelho” se passa no mundo dos humanos e nos dá um pequeno insight do País através do Espelho e do que se pode encontrar por lá com o gancho necessário para o último livro da trilogia, “Qualquer outro lugar”.

400 páginas, Editora Novo Conceito, publicado em 2014.
Título original: “Unhinged”.
Tradução: Denise Tavares Gonçalves.

Ana Luisa Constantino é formada em Biblioteconomia pela UNESP e newsposter no Potterish.

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Categorias: Anna Constantino, Seção Granger
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