Seção Granger: “O lado mais sombrio”, de A. G. Howard

//Por Pedro Martins - domingo, 22 de maio de 2016 às 20:34

Seja pelas adaptações cinematográficas ou pelos clássicos literários de Lewis Carrol, quem não conhece “Alice no País das Maravilhas”? Na Seção Granger de hoje (22), Ana Luiza Constantino, bibliotecária e newsposter do Potterish, vem falar sobre uma releitura que a encantou mais do que o original: “O lado mais sombrio”, escrito por A. G. Howard e publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito.

“Este livro foi uma grata surpresa. Li ‘As aventuras de Alice no País das Maravilhas’ e ‘Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá’, de Lewis Carrol, no início deste ano e eles não me agradaram. Entretanto, ‘O lado mais sombrio’, de A. G. Howard, fez com que a história de Lewis Carrol se tornasse mais verossímil.”

Para ler a resenha crítica na íntegra, acesse a extensão do post.

“O lado mais sombrio”, de A.G. Howard
Resenha crítica por Ana Luisa Constantino

Primeiro devo dizer que este livro foi uma grata surpresa. Li “As aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá”, de Lewis Carrol, no início deste ano e eles não me agradaram. Entretanto, “O lado mais sombrio”, de A.G. Howard, fez com que a história de Lewis Carrol se tornasse mais verossímil.

“O lado mais sombrio” é uma releitura das histórias de Carrol, porém essa narrativa tem como protagonista a tataraneta de Alice Carrol – a sobrinha de Lewis, conhecida também por ser quem o inspirou a escrever sua obra mais famosa. Allysa Gardner, descendente direta de Alice Carrol, guarda um segredo que, se descoberto, poderá levá-la a um sanatório, assim como aconteceu com a sua mãe. Ela é diferente, pode ouvir insetos e plantas e, se quiser, pode conversar com eles. E precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas por sua tataravó.

“Por tantos anos, as mulheres de nossa família foram tachadas de loucas, sem o serem. Podemos ouvir coisas que outras pessoas não podem. (…) Não somos loucas. Eu deveria estar aliviada. Mas algo mais está acontecendo, algo inacreditável.”

A história é narrada inteiramente do ponto de vista de Allysa, e podemos compreender e descobrir mais sobre a história de sua tataravó Alice e o “País das Maravilhas”, sobre a personalidade de cada personagem e a história por trás das decisões de alguns deles.

A. G. Howard teve a sábia ideia de colocar em destaque personagens que, na história de Carrol, não tem destaque algum ou não recebem a devida importância se considerado o papel que exercem no País das Maravilhas, como Morfeu. Desta forma, “O lado mais sombrio” segue um caminho que poderá satisfazer tanto fãs de Lewis quanto aqueles que não gostam de sua narrativa e até mesmo aqueles que nunca leram “Alice no País das Maravilhas”.

Faz-se necessário salientar também que a autora baseou-se um pouco na adaptação cinematografia de Tim Burton para dar forma aos cenários e as roupas dos personagens principais; assim, o clima da história fica muito similar ao filme, mas de uma forma bem confortável.

Se você é uma pessoa que busca aventura, mistério, ação, uma pitada de romance e uma obra que lhe dá a liberdade de escolher entre ler o restante da trilogia ou não, “O lado mais sombrio” deve ser a sua próxima leitura.

368 páginas, Editora Novo Conceito, publicado em 2014.
Título original: “Splintered”.
Tradução: Denise Tavares Gonçalves.

Ana Luisa Constantino é formada em Biblioteconomia pela UNESP e newsposter no Potterish.

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Categorias: Anna Constantino, Seção Granger
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