Entrevista de Evanna Lynch para A celebration of Harry Potter

//Por Anna Luisa Constantino - terça-feira, 03 de fevereiro de 2015 às 07:09

Para aquecer os motores para A celabration of Harry Potter, a Universal Orlando liberou uma entrevista exclusiva com a atriz Evanna Lynch e nós do Ish traduzimos ela na íntegra para você. Caso você queira ler a entrevista em inglês, clique aqui.
Confiram a tradução na íntegra em notícia completa!

Evanna Lynch
Universal Orlando Resort: Prepare-se para “Uma Celebração de Harry Potter” com uma entrevista exclusiva com Evanna Lynch
Universal Orlando Close up – Michelle Russo
28 Jan. 2015
Tradução: Luly Miranda

Com o que você está mais animada na edição de “Uma Celebração de Harry Potter” deste ano?

Mal posso esperar para fazer uns movimentos de varinha com Paul Harris de novo. Uma das minhas lembranças favoritas do quinto filme foi o treinamento de como usar uma varinha nas aulas do Paul. A experiência do mundo e do filme ainda era muito nova para mim naquela época, e eu lembro de ter lido “Coreografia de Varinhas para Evanna Lynch” na lista de chamada um dia e ter achado completamente surreal e inacreditável.

De repente, eu tinha que sair das aulas particulares de Matemática e Francês para aprender como brandir uma varinha como uma bruxa confiante faria. E os passos eram bem parecidos com posições de jazz e balé. Eu era boa em dança, e eu lembro do Paul dizendo que eu aprendia os passos bem rápido, que eu tinha um talento natural, e eu considerei como um indício de que eu teria sido uma aluna de Feitiços habilidosa em Hogwarts, o que eu AMEI. Então estou ansiosa para lembrar dos movimentos e ver se ainda sei tudo.

Quais são suas memórias preferidas da abertura do Mundo Mágico de Harry Potter – Beco Diagonal no verão passado?

A noite da abertura oficial do parque com os outros membros do elenco foi brilhante e inesquecível por causa da multidão de bruxos e bruxas que a Universal contratou para popular o Beco Diagonal. Foi um momento de incrível imersão mágica, e o comprometimento e as caracterizações deles realmente me fizeram acreditar que estávamos caminhando pela rua mais movimentada dos bruxos.

Nos filmes, nós sempre éramos parte dessas cenas, seguindo um roteiro, ajudando a criar a ilusão para outras pessoas, então foi maravilhoso ser um trouxa esbarrando nesse mundo incrível e esquisito. Eu tentei parar para conversar com alguns bruxos, mas eles sempre tinham compromissos a atender, materiais escolares a comprar, missões importantes para terminar, então tivemos que nos achar feito pequenos trouxas perdidos! Felizmente, o Beco Diagonal é um lugar bem agradável para se perder.

Como o Mundo Mágico de Harry Potter – Beco Diagonal e Hogsmeade no Universal Orlando se compara com os outros sets do filme?

O Mundo Mágico é muito mais legal que os sets!! Nós nunca tivemos sets completos, sabe. Enquanto no Mundo Mágico as multidões enormes lotando as lojas cria uma atmosfera extravagante, no set era completamente impraticável colocar a equipe de filmagem inteira lá dentro, então era raro que todas as quatro paredes de uma locação estivessem de pé.

Telhados eram outro luxo que nós, produtores de um filme, não pudemos aproveitar, e aí usávamos a imaginação até os efeitos especiais completarem! Eles sempre nos mostravam as artes conceituais e os modelos dos sets nos quais iríamos trabalhar, mas os dragões não cuspiam fogo e as vassouras não flutuavam e as varinhas não lançavam feitiços, então, no fim das contas, os sets do Mundo Mágico são consideravelmente mais fantásticos do que os sets de verdade!

Qual é sua frase dos livros (ou fala dos filmes) favorita?

Minha frase favorita favorita favorita dos livros está no Harry Potter e as Relíquias da Morte, quando Dumbledore diz para o Harry, “Claro que está acontecendo em sua mente, Harry, mas por que isso significa que não é real?”

Ler aquilo foi tipo “aaaaah” pra mim. O Dumbledore expressou perfeitamente o que a magia é para mim, o tipo de magia mundana: imaginação. Que ideias, imagens e cenários podem acontecer na nossa mente, e nós temos o poder de manifestar aquelas coisas na dimensão física e compartilhá-las com outras pessoas… é incrível para mim. Ninguém além de você pode dizer que as coisas dentro da sua cabeça são reais ou importam, mas se você continuar dizendo isso a você mesmo, eventualmente elas vão ser. Dumbledore é o meu tipo de filósofo.

Você e sua personagem Luna têm alguma coisa em comum? De que forma você se parece com ela?

Sim, claro, muito! Eu sou cabeça-aberta como ela, e eu tenho uma apreciação por coisas estranhas e sobrenaturais. Eu gosto de belezas esquisitas e minhas maiores inspirações são coisas e pessoas que não se encaixam direito e fazem suas próprias regras. Ciência, matemática e lógica me deixam entediada, mas artes e teatro me parecem irrestritos e empolgantes, e eu amo explorar coisas que não tem um resultado binário.

Eu também tenho a capacidade de acreditar em coisas sem evidências lógicas que comprovem suas existências, e eu sou conhecida por gastar dinheiro demais em médiuns (provavelmente) fajutos que me dizem coisas legais que podem ou não acontecer comigo… apesar de que eu imagino que a Luna não seria tão imprudente a ponto de ser enganada por eles.

E, como a Luna, eu tenho uma grande afinidade com animais. Eu amo a natureza calma, instintiva e sem julgamentos deles e, de certa forma, eu acho mais fácil “estar” com animais do que com gente. Eu amo pessoas, mas elas frequentemente me fazem sentir pressionada a ser mais interessante e empenhada do que eu sou. Pressionada a atuar. Isso tudo desaparece com os animais, e eu sinto uma imensa familiaridade e companheirismo. Eles são estranhos e não têm vergonha disso, e eles são muito curiosos. E também são incompreendidos e incomodados pelas suas diferenças, muito parecido com a Luna, então eu sinto muita empatia por eles. Eu nunca de fato perguntei à JK, mas eu acho que é quase impossível pensar que a Luna não é vegetariana.

Por outro lado, eu sou muito mais teimosa e insegura do que a Luna. Mais pé-no-chão, eu acho. Eu queria que não fosse verdade, e eu sempre tento ser mais como a Luna, mas é difícil nesse mundo não se deixar levar, apegar-se, ficar estressada ou preocupada. Eu não tenho a perspectiva de vida pacífica, ingênua, super-de-boa dela. Eu preciso meditar mais.

Qual a sua lembrança preferida das filmagens?

Eu amei as cenas no pátio quando filmamos a Batalha de Hogwarts. Aqueles dias foram incríveis porque foi o elenco inteiro; quase todos os personagens bruxos de todos os filmes se juntaram em uma cena. Foi monumental, histórico, e teria sido também para o Harry e amigos. Foi triste que aquilo estava chegando ao fim, mas também maravilhoso que acabou nessa cena enorme e cheia de tensão onde todos os personagens ficaram cara-a-cara afinal.

E foi bem divertido, também – as cenas em grupo sempre eram – porque você não sentia o nervosismo ou a pressão de ter uma câmera na sua cara, e podia aproveitar a experiência de filmagem e assistir à dinâmica hilária de um grupo com os atores mais notórios e excêntricos da Grã-Bretanha. Eu lembro do Mark Williams brincando que era “o conjunto de figurantes mais caro” que ele já tinha visto, porque essencialmente ninguém estava fazendo muita coisa, mas todos tinham que estar lá. E quando tudo terminou, todo mundo se abraçou e aplaudiu e alguns choraram (eu) e foi apenas uma coisa muito emocionante e satisfatoriamente catártica. Eu provavelmente nunca mais vou ter uma experiência de estúdio como essa.

Qual foi a parte mais difícil de gravar os filmes de Harry Potter?

Convencer a mim mesma de que eu merecia aquele papel e aquelas experiências. Eu não era muito confiante aos 14 anos quando eu consegui o papel. Eu tinha problemas de autoestima e constantemente sentia que eu era inferior a todo mundo e não tinha nada para contribuir. E aquele sentimento de me sentir uma impostora me alienava dos outros membros do elenco pelos primeiros anos. Eu simplesmente não conseguia acreditar que eles tinham me escolhido para fazer o papel dentre tantas pessoas, e por todo o quinto filme eu vivi num constante estado de medo que eles fossem me descobrir, me demitir e contratar uma atriz de verdade! E ser reconhecida pelos fãs pela personagem que eu amava e admirava por tantos anos foi demais, eu tinha certeza que eu estava desapontando.

Então, ao mesmo tempo que eu estava vivendo o meu sonho e tendo as mais maravilhosas experiências, eu me senti muito desconfortável no começo. Lá pelo sexto filme, eu tinha ganhado um pouco de confiança e trabalhei em alguns problemas, e estava pronta para parar de desperdiçar minha vida pensando que eu não era boa o suficiente. Eu acho que é com isso que a maioria das pessoas luta; é o que eu aprendi e observei, que muitas pessoas se sentem como fraudes, ou que são inadequadas e têm que disfarçar alguns pedaços de si para serem gostadas, mas, sendo uma garotinha, aquele sentimento foi definitivamente amplificado pelo fato de que eu estava trabalhando em algo que tinha moldado minha infância e com pessoas cujos rostos estavam nas paredes do meu quarto!

Dito isso, eu estava trabalhando com o grupo de pessoas mais amáveis e solidárias, e os Davids (produtor e diretor) e colegas de elenco se dobraram ao meio para fazer eu me sentir em casa. Eu sou muito grata de ter tido a oportunidade de superar aqueles sentimentos, porque, sem a experiência de Harry Potter, eu poderia nunca ter saído disso ou aprendido do que eu sou capaz. E agora eu posso passar adiante estas lições para outros jovens que batalham para se sentir merecedores e se encontrar, e isso tem sido um papel sucessivo bem legal de fazer.

Qual foi o momento mais especial durante seu período como Luna Lovegood nos filmes de Harry Potter, do qual você se lembrará para sempre?

Nossa, existem momentos inesquecíveis demais daquela época. Encontrar a Jo pela primeira vez, as leituras de roteiro, as beterrabas, as duas horas fazendo o cabelo toda manhã, eu me escondendo dos meus professores e implorando para ir ao set, fugir para o set de Gringotes com a Scarlett e levar bronca dos diretores de arte por isso! Muitas memórias malucas; eu queria ter escrito um diário.

Um momento muito legal que se destaca para mim foi ver Rhys Ifans vestido de Xenofílio pela primeira vez, foi incrível! Eu sabia que ele tinha sido escolhido para fazer o meu pai, e eu estava muito animada e mal podia esperar. Mas eu não sabia que ele estaria ali naquele dia, e de repente eu o vi andando pelo estacionamento, usando essas vestes majestosas de um amarelo vívido com figuras chiques bordadas, e ele tinha um cabelo grande, branco amarelado, que formava quase um halo fino, e foi um momento estranho em que eu esqueci de mim mesma, a Evanna desapareceu, e quando eu o vi eu fiquei tipo “Papai!”

Foi um momento meio “Aí está você, minha outra metade!” para a Luna. Ela estava tão acostumada a ser a ovelha negra, a ser a pessoa mais brilhante, esquisita, estranha do lugar e a não se identificar com ninguém. Ela não ligava e gostava de ficar perto das pessoas e aprender sobre elas. Mas, naquele momento, vendo Rhys Ifans no figurino, a Luna dentro de mim se sentiu aliviada e alegre de se reencontrar com outra alma colorida, e foi bem legal.

Foi um momento bem rápido, até que eu lembrasse de ser eu mesma e tivesse que trocar cumprimentos, mas vou lembrar para sempre.

Se você pertencesse a uma casa de Hogwarts, qual seria e por quê?

Eu estaria na Grifinória, porque o Pottermore me disse! Eu fiz o teste assim que o Pottermore foi lançado, e eu já sabia que eu sempre tinha sido Grifinória, mas fiquei agradecida que tornei isso Jo-oficial (“Joficial”, como é que isso ainda não é uma palavra…?”

Eu admiro todas as qualidades da Corvinal, e eu definitivamente me identifico como um rato de biblioteca. Mas os Corvinais são muito calmos para mim. Eu sou uma pessoa naturalmente passional, às vezes esquentadinha e cabeça-dura, da forma que os Grifinórios são. Eu tenho tendência a me envolver com minhas paixões e perder o foco, porque, quando eu amo algo (ou alguém), eu realmente amo, e eu sou movida pela minha intuição. Para ser sincera, eu acho que não teria caído nas audições para ser Luna se eu não fosse uma Grifinória com um sonho louco, foi completamente ridículo e improvável e pomposo achar que eu conseguiria o papel. Eu acho que uma Corvinal teria ponderado que, estatisticamente, não valia a pena, mas a Grifinória me fez arriscar.

Eu sou frequentemente boba, imprudente e sigo sentimentos fortes e ilógicos, mas eu nunca tomo decisões baseadas no medo, e isso me faz uma Grifinória com orgulho.

Qual é seu figurino ou acessório preferido da Luna?

O chapéu de leão, é óbvio! Aquela coisa era feroz (literalmente)!

Você mantém contato com o resto do elenco?

Claro! Você não passa por uma experiência daquelas sem formar laços fortes. Para adolescentes como nós, foi único fazer parte de uma grande e adorada série de filmes, ter uma carreira de ator, lidar com a mídia e a opinião pública, e apenas as pessoas com quem você compartilhou isso conseguem entender de verdade como foi. Eu me encontrei com a Bonnie, o Matt e o Tom semana passada em Paris, onde participamos de uma convenção, e foi igual aos velhos tempos. E Scarlett Byrne, que é uma das minhas melhores amigas, vive em Los Angeles como eu, então nos vemos quase toda semana.

É uma frase clichê a essa altura, mas somos meio que uma família; Nós não conversamos toda semana e não necessariamente temos muito em comum, mas nos aproximamos para fazer uma coisa incrível, uma coisa muito maior que nós mesmos, e eu acho que, por causa dessa experiência, nós temos uma cumplicidade mútua e amamos e apoiamos completamente uns aos outros nas nossas várias jornadas. Eu checo o que todo mundo está fazendo e vou ver seus filmes e peças e fico tão orgulhosa e inspirada assistindo o que aconteceu com todo mundo. Sempre cultivando uma esperança secreta de que um dia nós vamos trabalhar juntos em alguma outra coisa! Otimista, eu sei… mas você tem que ser.

Você tem mesmo um gato chamado Dumbledore?

Eu tinha, mas infelizmente ele fugiu, como gatos têm a mania de fazer! E eu tinha um Harry, que morreu em um acidente de carro. E depois eu tive uma Luna que também fugiu dois anos depois de chegar, e só muito tempo depois nós descobrimos que ela estava vivendo confortavelmente como uma gata gorda na casa de uma vizinha idosa. É bom que ela esteja feliz, mas definitivamente não fez jus ao seu nome.

Então, eu decidi que talvez fosse um hábito de azar dar nomes de personagens fictícios aos meus gatos, e agora meu bichano atual tem o nome mais absurdamente fantástico que eu pude pensar: Fofinho Lilás. Ela é uma gata persa, então parece meio que um Bichento de pelo cinza e arrumado.

E aí?! O que acharam dessa entrevista incrível?! Deixe-nos saber nos comentários abaixo!

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Categorias: Entrevistas, Evanna Lynch, Parque Temático
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